sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Pacientes denunciam que fazem hemodiálise pela metade, em Goiás

Goiás

28/10/2016 08h40 - Atualizado em 28/10/2016 08h44
Pacientes denunciam que fazem hemodiálise pela metade, em Goiás
Eles fazem sessão pela metade porque clínicas alegam falta de recursos. Empresas que têm convênio com o SUS afirmam que estão sem receber.
Do G1 GO
Grupo protesta contra atraso no repasse de verbas para tratamento de hemodiálise em Goiânia, Goiás (Foto: Vitor Santana/G1)
Grupo protesta contra atraso no repasse de verbas para tratamento de hemodiálise (Foto: Vitor Santana/G1)
Pacientes temem que clínicas interrompam as sessões de hemodiálise pela rede pública, em Goiás. Alegando atraso no repasse de verbas, algumas empresas já estão fazendo apenas a metade da sessão. A aposentada Miriam Cabral Vieira disse que passou mal por não ter feito o procedimento completo.
“Você não dá conta de ficar sentada. Você fica desesperada. A gente tem que estar aqui todo dia certo pra fazer nosso tratamento”, reclama.
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O correto, segundo os pacientes, é fazer uma sessão de hemodiálise com duração de quatro horas, três vezes por semana. Porém, como Miriam, muitos relatam que estão fazendo apenas metade do tempo previsto.
“Se não fizermos o tempo adequado, nosso pulmão enche de água, o coração incha, então podemos até morrer”, diz a aposentada Joana Mendes, que faz hemodiálise há 8 anos.
Cerca de 2,1 mil pessoas fazem hemodiálise pelo SUS em Goiânia, sendo que cerca de 40% delas são do interior. O atendimento pela rede pública é realizado em 12 clínicas conveniadas.
As empresas afirmam que o município não está repassando o dinheiro enviado pelo Ministério da Saúde. Elas alegam que o último pagamento foi feito no começo de outubro, mas referente ao mês julho. Um documento mostra que esse dinheiro havia sido depositado um mês antes da data do repasse às clínicas.
“Segundo portaria do Ministério da Saúde, ela tem que nos repassar ate o quinto dia útil do mês e isso não tá acontecendo”, diz o diretor de uma das clínicas conveniadas, Antônio Ranulfo De Oliveira.
Uma das clínicas afirma que já soma R$ 1,5 milhão em dívida bancária por conta do atraso.
A Prefeitura de Goiânia defende que o pagamento está dentro do prazo legal.
Protesto
Temendo a interrupção da hemodiálise, pacientes protestaram na quarta-feira (26) contra o atraso de repasse de verba da Prefeitura de Goiânia. Eles levaram faixas até o Paço Municipal para cobrar uma resposta do prefeito Paulo Garcia (PT).
“Algumas clínicas já estão sem os materiais necessários para nos atender. Falta até gaze. E quando algum equipamento estraga, elas não têm dinheiro para mandar arrumar. E isso compromete nosso tratamento”, disse a aposentada Joana Mendes.

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