quinta-feira, 14 de julho de 2016

Cunha vai ficando para trás

Quinta-feira, 14/07/2016, às 07:31, por Cristiana Lôbo
Cunha vai ficando para trás
A eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara embute vários significados: o primeiro deles é que Eduardo Cunha vai ficando para trás. Os gritos de "Fora, Cunha" quando foi proclamado o resultado mostram que o antes "homem forte no Congresso" vai ter de se preocupar, a partir de agora, com sua defesa na Justiça para evitar eventual prisão. Os 170 votos dados a Rogério Rosso (PSD-DF), que poderiam ser apontados como votos fiéis a Cunha, não são suficientes para evitar a cassação de seu mandato. Ou seja, o "centrão", que foi apontado como a principal força política na Câmara, já não é mais aquele.

O resultado desta madrugada significa, ainda, que a Câmara votou em busca de uma pacificação interna. Rodrigo Maia fez o discurso do diálogo e falou em preservar os direitos das minorias. Desde a eleição de Cunha, ano passado, em confronto com o governo, o PT e outros partidos de esquerda foram alijados de postos importantes na Casa, como comando de comissões técnicas e relatorias de matérias importantes. A partir de agora, estes partidos deverão voltar a participar destes cargos, em rodízio e na proporção de suas bancadas. Rodrigo Maia tem boa relação com alguns petistas e com o PC do B - aliás, ele fez questão de homenagem o ex-deputado Aldo Rebelo em seu discurso após a vitória.

Esta pacificação nas relações entre o Legislativo e o Executivo pode gerar maior celeridade nas votações na Câmara. Nos tempos de Cunha, a pauta era exclusivamente dele e em permanente confronto com o Palácio do Planalto. Na interinidade de Waldir Maranhão, a paralisação foi completa. Ele mal conseguia comandar as sessões da Câmara e não presidiu em votações importantes.

Por fim, a vitória de Maia é a volta do DEM, sucedâneo do PFL, à presidência da Casa depois de 21 anos. O último representante do partido a ocupar aquela cadeira foi Luis Eduardo Magalhães em 1995, no início do governo Fernando Henrique Cardoso. Na era petista, o DEM foi minguando e perdeu relevância no Legislativo. Agora, volta a ocupar o principal cargo.

O governo manifestou com discrição sua preferência por Rogério Rosso. Mas não fez carga contra Maia e isso pode ajudar Michel Temer a partir de agora. Mas Temer precisará agir rápido, cicatrizar eventuais feridas, e tentar avançar na pauta de votações de seu interesse. Afinal, o período de calmaria, em geral, sempre é muito curto. Mesmo com um aliado no comando do Legislativo. Outra mudança, é a melhoria na relação entre Senado e Câmara que esteve muito abalada no período Renan-Cunha.

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