quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Polícia Federal e Ministério Público Federal deflagram operação contra fraudes em obras de hospital da UFJF


Crimes apurados resultaram em prejuízo de R$ 19 milhões, segundo PF; são cumpridos mandados de prisão em Juiz de Fora, Belo Horizonte e Porto Alegre. G1 entrou em contato com UFJF e aguarda retorno.


Por G1 Zona da Mata
Obra teve início em agosto de 2012 com previsão de entrega em 2014, mas ainda não foi concluída (Foto: Reprodução/TV Integração/Arquivo 2014) Obra teve início em agosto de 2012 com previsão de entrega em 2014, mas ainda não foi concluída (Foto: Reprodução/TV Integração/Arquivo 2014)
Obra teve início em agosto de 2012 com previsão de entrega em 2014, mas ainda não foi concluída (Foto: Reprodução/TV Integração/Arquivo 2014)
A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram na manhã desta quarta-feira (21) a Operação “Editor”, que apura irregularidades nas obras do Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Os mandados de busca, apreensão e de prisão são cumpridos nas cidades de Juiz de Fora, Belo Horizonte e em Porto Alegre.
O G1 entrou em contato com a UFJF e aguarda retorno.
De acordo com as informações divulgadas pela PF, o objetivo das ações é apurar fraudes em licitação, falsidade ideológica em documentos públicos, concessão de vantagens contratuais indevidas, superfaturamento e peculato. Os crimes investigados resultaram em prejuízo de R$ 19 milhões.
Segundo a Polícia Federal, nesta manhã são cumpridos cinco mandados judiciais de prisão preventiva contra ex-servidores da UFJF e empresários vinculados a uma empresa de engenharia, dez mandados judiciais de busca e apreensão e um mandado judicial de suspensão do exercício de função pública, além do sequestro de bens dos envolvidos. As medidas foram decretadas pela 3ª Vara Federal de Juiz de Fora.
Obra teve início em agosto de 2012 com previsão de entrega em 2014, mas ainda não foi concluída (Foto: Assessoria HU-UFJF/ Divulgação) Obra teve início em agosto de 2012 com previsão de entrega em 2014, mas ainda não foi concluída (Foto: Assessoria HU-UFJF/ Divulgação)
Obra teve início em agosto de 2012 com previsão de entrega em 2014, mas ainda não foi concluída (Foto: Assessoria HU-UFJF/ Divulgação)

Contestações do TCU

A PF explicou que a investigação começou a partir de uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na obra de ampliação do HU-UFJF. O preço saltou de cerca de R$ 149 milhões para mais de R$ 244 milhões.

Além da suposta prática de sobrepreço, a auditoria chamou a atenção para a presença de restrições ao caráter competitivo do certame, que consistem na proibição à participação de consórcios e na exigência de comprovação de capacidade técnica para a execução de serviços sem maior relevância no contexto geral da obra, afrontando à advertência que o TCU tinha feito à universidade UFJF alguns meses antes.
No curso da investigação criminal, constatou-se que representantes da UFJF e da empresa contratada editaram documentos com datas retroativas, que foram assinados por técnicos da universidade e que foram utilizados para justificar alterações contratuais e pagamento de multas.
Ainda segundo a Polícia Federal, o nome da operação foi devido a edição dos documentos, com a finalidade de induzir ao erro órgãos de fiscalização e controle. A edição clandestina de documentos, com datas falsas e subscritos por terceiros, por representantes do Poder Público e da empresa privada interessada inspirou a nomenclatura.

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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Dois morrem e 17 ficam feridos após micro-ônibus tombar na GO-070, perto de Itauçu


Motorista disse que chovia muito na hora do acidente e que se assustou quando moto entrou na frente do veículo. Homem foi submetido ao teste do bafômetro, que confirmou que ele não estava embriagado.




Acidente com microônibus deixa dois mortos e 18 feridos entre Itauçu e Itaberaí
Acidente com microônibus deixa dois mortos e 18 feridos entre Itauçu e Itaberaí
Duas pessoas morreram e 17 ficaram feridas depois que o motorista de um micro-ônibus perdeu o controle da direção e tombou na GO-070, perto do Trevo de Taquaral de Goiás, no centro do estado. O acidente aconteceu entre Itauçu e Itaberaí.
De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual, o motorista disse que chovia muito na hora do acidente e que ele se assustou quando uma moto entrou na frente do veículo. Ao tentar desviar da moto, ele freou bruscamente, perdeu o controle da direção, bateu em um barranco, e então o veículo tombou na pista.
Micro-ônibus tombado na GO-070, entre Itauçu e Itaberaí (Foto: TV Anhanguera/Reprodução) Micro-ônibus tombado na GO-070, entre Itauçu e Itaberaí (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)


As vítimas que morreram no local foram identificadas como Paulo César Pereira Souza, de 46 anos, que estava sentado no último banco, e Aparecida Arcanjo Leite de Sousa, de 47 anos. A mulher morava em Goiás. Ela foi arremessada do veículo e morreu na hora.
À TV Anhanguera, a família de Aparecida disse que ela viajava toda semana para Goiânia tratar um câncer de mama. Abalados, os parentes não quiseram gravar entrevista.
Micro-ônibus tombado na GO-070, entre Itauçu e Itaberaí (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)
O motorista foi submetido ao teste do bafômetro, que confirmou que ele não estava embriagado. O motociclista que teria entrado na frente do micro-ônibus não foi identificado.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, 13 vítimas foram encaminhadas para o Hospital Municipal de Itaberaí. Dessas, quatro já receberam alta e três foram encaminhadas em estado grave para o Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol).
As outras quatro vítimas tinham sido encaminhadas para o Hospital de Inhumas. Dessas, uma recebeu alta e outras três também foram levadas para o Hugol. A Polícia Técnico Científica foi ao local para perícia.
Danos na lataria do micro-ônibus que tombou na GO-070, entre Itauçu e Itaberaí (Foto: TV Anhanguera/Reprodução) Danos na lataria do micro-ônibus que tombou na GO-070, entre Itauçu e Itaberaí (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)   
 
  Danos na lataria do micro-ônibus que tombou na GO-070, entre Itauçu e Itaberaí (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)
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Membro de igreja evangélica é preso suspeito de estuprar menores no sudeste do PA

Até o momento já foram identificadas seis vítimas do ex-diretor de grupo musical da igreja, mas a polícia acredita que ainda tenham outras vítimas.



Por G1 PA, Belém
A Polícia Civil cumpriu na segunda-feira (19) um mandado de prisão preventiva contra um homem suspeito de estuprar crianças em Marabá, sudeste do Pará. Ele era membro de uma igreja evangélica, exercia a função de diretor de grupo de música e segundo as investigações se aproveitava da função para abusar sexualmente de crianças e adolescentes durante os ensaios.
De acordo com a Superintendência Regional do Sudeste Paraense, uma das menores vítima que não aguentava mais os abusos, denunciou ao pastor o caso no final de 2017. Mas, o dirigente da igreja apenas expulsou o suspeito da igreja e não denunciou para as autoridades.
O crime chegou ao conhecimento da polícia após uma das vítimas ter procurado ajuda em um centro de saúde. Até o momento já foram identificadas seis vítimas do ex-diretor de grupo musical da igreja, mas a polícia acredita que ainda tenham outras vítimas.
 
Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do G1 Pará no (91) 98814-3326.

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Jovem dá à luz quadrigêmeos em gestação natural na BA: 'Foi um susto, mas milagre a gente aceita', diz mãe


 

Pais são da cidade de Riachão do Jacuípe, a cerca de 200 km de Salvador, mas parto ocorreu na capital baiana no dia 26 de janeiro.

 
Por G1 BA
  Família de Riachão do Jacuípe comemora a chegada de quadrigêmeos 

 
Família de Riachão do Jacuípe comemora a chegada de quadrigêmeos 

Uma jovem moradora da cidade de Riachão do Jacuípe, a cerca de 200 km de Salvador, deu à luz quatro bebês em uma gestação natural, sem fertilização. O menino Elias e as meninas Maria Eduarda, Maria Eloisa e Maria Elena nasceram no dia 26 de janeiro, na Maternidade de Referência José Maria de Magalhães Neto, que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no bairro do Pau Miúdo, em Salvador.
O parto e o pré-natal foram feitos no local porque, em caso de quadrigêmeos, são necessários cuidados rigorosos. A gestação de quatro gêmeos de maneira natural é rara e só costuma acontecer em uma mulher a cada 600 mil.
A mãe das crianças, Eliomária Gomes, é agente de endemias. Já o pai é caminhoneiro. O casal contou com ajuda da comunidade do município para arcar com os custos quadriplicados da gestação.
“Fizeram rifa, doaram fraldas, berço. Por mais que a gente tenha comprado, mas eram quatro, né? Foi um milagre desde o início, um amor incondicional de pessoas que eu nem conhecia, e vieram ajudar com doações. No momento, eu só tenho que agradecer imensamente”, comemora a jovem.
Bebês nasceram em maternidade de Salvador no dia 26 de janeiro (Foto: Reprodução/ TV Bahia) Bebês nasceram em maternidade de Salvador no dia 26 de janeiro (Foto: Reprodução/ TV Bahia)

Ela conta que só pode trabalhar até o início da gestação. “Eu trabalhei até os 4 meses e, dos 4 meses em diante, já começou um repouso mais absoluto, porque poderia ter dado um deslocamento de placenta. A gente sabia que ia ser prematuro, mas caso eu fizesse algo, poderia vir prematuro extremo”, conta.
Na gestação, só haviam três placentas, porque duas das crianças são gêmeas univitelinas e idênticas, ou seja, ficaram em uma placenta só. “É uma gravidez que precisa ser vigiada a cada 15 dias. Além disso, dois dos bebês compartilhavam a mesma placenta. Isso aumenta ainda mais o risco de patologias nessa gestação”, explica a obstetra Patrícia Schmidz.

Foi necessária grande equipe de profissionais de saúde no parto (Foto: Reprodução/ TV Bahia) Foi necessária grande equipe de profissionais de saúde no parto (Foto: Reprodução/ TV Bahia)
Os bebês ainda vão ficar na maternidade por mais um mês e meio até chegarem ao peso ideal e ainda mamam com ajuda de sonda.
Foi necessária grande equipe de profissionais de saúde no parto (Foto: Reprodução/ TV Bahia)
Foi necessária uma grande equipe na chegada dos bebês: três obstetras, quatro hematologistas, quatro enfermeiros e um anestesista. Dois dos bebês precisaram ir para a UTI Neonatal e dois para a unidade de cuidados intermediários. As crianças já saíram da unidade especializada e agora estão juntos da mãe, que conta com ajuda de uma amiga no método Canguru para cuidar dos bebês.
“Ali existe interação entre mãe e bebê, formação do carinho, estimula alimentação, faz com que o bebê tenha melhor crescimento e reduz a infecção hospitalar”, explica a neonatologista Tereza Paim.
Bebês nasceram em maternidade de Salvador no dia 26 de janeiro (Foto: Reprodução/ TV Bahia)
Eliomária já tinha um filho de 9 anos e diz que a família foi surpreendida com o caso de quadrigêmeos, que não foi planejado. “Sem acreditar. Na nossa família, nem na do meu esposo, têm gêmeos, então no início foi um susto, mas milagre a gente aceita e pronto”, considera.


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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Temer recebe marqueteiros para discutir intervenção no Rio



Por Andréia Sadi, Brasília
 

O presidente Michel Temer se reuniu neste domingo (18), no Palácio do Alvorada, com seu marqueteiro Elsinho Mouco e com o cientista político e especialista em marketing Antonio Lavareda para avaliar a intervenção federal no Rio de Janeiro.
O presidente discute há dias com seus principais conselheiros e assessores a melhor estratégia de comunicação para capitalizar politicamente e usar a intervenção no Rio, decretada na última sexta-feira (16), para melhorar a sua imagem junto à população.
No sábado (17), ele foi à cidade para uma reunião no Palácio Guanabara. Diferentemente do esperando, não detalhou medidas nem explicou o planejamento da intervenção. Apenas anunciou a criação de um novo ministério, o da Segurança Pública.
Temer tem sido aconselhado a explorar o tema da violência para tentar diminuir o desgaste do seu governo, que tem altos índices de impopularidade.
Procurado pelo blog, Lavareda disse que não comentaria o que foi discutido.
"Quando você recebe um pedido de um amigo para fazer-lhe uma gentileza, é absolutamente indelicado falar a respeito à imprensa", afirmou.
O marqueteiro Elsinho Mouco, que atende o PMDB, não confirmou de imediato o encontro com o presidente.
Depois, afirmou que foi ao Alvorada apenas para "tomar um café" com o presidente. Ele disse ter discutido a intervenção no Rio com Lavareda e com o ministro Moreira Franco, fora do Alvorada.
Segundo o blog apurou, os marqueteiros chegaram ao Alvorada por volta das 15 horas e deixaram o Palácio por volta das 17 horas.


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Secretários do ES, SP e MG vão se reunir com ministro da Justiça para definir controle de divisas com RJ, diz André Garcia


Finalidade do encontro é a criação de um protocolo para troca de informações entre as inteligência dos estados. Secretário defende que esta é a oportunidade de se criar um plano nacional de Segurança Pública.


Por Rodrigo Rezende, G1 ES
Secretário André Garcia fala sobre a atuação nas divisas do ES com RJ e MG  (Foto: Pedro Dutra/Secom ES) Secretário André Garcia fala sobre a atuação nas divisas do ES com RJ e MG  (Foto: Pedro Dutra/Secom ES)  
 
Secretário André Garcia fala sobre a atuação nas divisas do ES com RJ e MG (Foto: Pedro Dutra/Secom ES)
O secretário de Segurança Pública do Espírito Santo André Garcia vai se reunir com os secretários de Segurança dos estados de São Paulo, Minas Gerais e com o ministro da Justiça Torquato Jardim para definir como vai ser o controle das divisas estaduais com o Rio de Janeiro, após a intervenção federal. A reunião está marcada para quinta-feira (22), em São Paulo.
Garcia conversou com o G1 neste domingo (18) e disse que a finalidade do encontro é ter a dimensão do impacto da intervenção no Rio de Janeiro nos estados vizinhos. Além disso, vai ser criado um protocolo para troca de informações entre as inteligências desses estados.
Neste plano de contingência, os estados vizinhos devem ter acesso às informações da inteligência do Rio de Janeiro, do Exército, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Federal.
“Vamos estabelecer um protocolo para essa troca de informações. Precisamos entender qual o alcance dessa intervenção e os estados vizinhos precisam ter privilégios no acesso à informação”, disse o André Garcia.
O secretário avalia que a intervenção no Rio foi uma medida que “deveria ser adotada”. Ele ainda disse que o foi importante a unidade federativa intervir neste caso. “Antes havia um jogo de empurra. Agora, nós temos uma grande oportunidade para colocar a Segurança Pública na pauta dos estados, municípios e União”, comentou.

Sistema Único

Para André Garcia, a Segurança Pública é o maior problema do país. Ele defende que seja criado um Sistema Único de Segurança Pública, como acontece com a Saúde, com o SUS.
“É preciso pensar em mudanças estruturais, mudanças legislativas”, diz André Garcia.
Sobre a criação do Ministério da Segurança Pública, Garcia avalia que a criação precisa vir acompanhada de outras mudanças. “A Segurança Pública precisa de financiamento, de um plano nacional de segurança para chamar todos para o controle, não só as polícias”, disse.


A criação do Ministério da Segurança Pública vinha sendo debatida dentro do governo como uma medida para auxiliar no combate à violência no país. O anúncio da criação foi feita neste sábado (17) pelo presidente Michel Temer. A pasta ainda não tem um nome à frente.
Questionado se almeja o ministério, Garcia disse que não. “Meu compromisso é com o estado do Espírito Santo. Além disso, acredito que existem outras pessoas mais qualificadas”.
O secretário finalizou dizendo que não teme o aumento da violência no Espírito Santo após a intervenção no Rio de Janeiro.

Pronunciamento

O secretário fez um pronunciamento, na tarde desta sexta-feira (16), sobre a decisão de intervenção federal no Rio de Janeiro, anunciada pela manhã. Ele disse que a situação no Espírito Santo não é emergencial, e a estratégia do estado é atuar preventivamente. "Se bandidos vierem pra cá, vão se dar mal. Vão ser presos", afirmou.

Intervenção no RJ

O decreto de intervenção federal na Segurança Pública no estado do Rio de Janeiro foi assinado pelo presidente Michel Temer nesta sexta-feira, no Palácio do Planalto.
A medida chegou à Câmara dos Deputados na tarde desta sexta e foi protocolada por um funcionário da Casa Civil na Primeira Secretaria da Câmara.

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Justiça condena empresa em R$ 300 mil por descumprir normas de saúde


Decisão em primeira instância da Vara do Trabalho de Botucatu atende denúncia do Ministério Público do Trabalho. Empresa discorda e promete recorrer ao TRT.


Por G1 Bauru e Marília
Empresa pode recorrer da decisão em primeira instância (Foto: Cutrale/Divulgação) Empresa pode recorrer da decisão em primeira instância (Foto: Cutrale/Divulgação)  
 
Empresa pode recorrer da decisão em primeira instância (Foto: Cutrale/Divulgação)
A empresa Cutrale, ligada ao setor de suco de laranja, foi condenada pela Vara do Trabalho de Botucatu (SP) a pagar indenização de R$ 300 mil pelo descumprimento de normas de saúde e segurança do trabalho na colheita de laranja em fazendas de sua propriedade, localizadas em vários municípios do interior de São Paulo.
A ação civil pública foi proposta pelo procurador Marcus Vinícius Gonçalves, do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Bauru, após 90 autuações lavradas entre agosto de 2012 e fevereiro de 2015. O montante será revertido ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Cabe recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), em Campinas.
Em nota, a assessoria de imprensa da Cutrale informa que a empresa "não pode concordar com a decisão” e que cumpre integralmente todas as normas de saúde e segurança do trabalho. Por isso, completa a nota, apresentará recurso contra a sentença de primeiro grau.
Entre as irregularidades apontadas pelo MPT, estão trabalho durante o período de repouso e em feriados nacionais, falta de um local para refeição e descanso em condições adequadas de higiene, transporte sem segurança e falta de equipamentos de proteção individual para o manuseio de agrotóxicos. Em alguns casos, o MPT encontrou trabalhador sem registro em carteira de trabalho.
Ao todo, 13 unidades da Cutrale foram fiscalizadas nas cidades de Botucatu, Borebi, Pardinho, Bofete, Capão Bonito, Gavião Peixoto, Barretos, Colômbia, Bebedouro e Avaré.
Em 2013, em outra ação ajuizada pelo MPT em Bauru, a 5ª Turma de desembargadores do TRT-15 condenou em segunda instância a Cutrale ao cumprimento de normas de segurança e medicina do trabalho em alojamentos mantidos por ela ou por terceiros. A decisão elevou a indenização de R$ 100 mil para R$ 500 mil.

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