Crimes apurados resultaram em prejuízo de R$ 19 milhões, segundo PF; são cumpridos mandados de prisão em Juiz de Fora, Belo Horizonte e Porto Alegre. G1 entrou em contato com UFJF e aguarda retorno.
Por G1 Zona da Mata
Obra teve início em agosto de 2012 com previsão de entrega em 2014, mas
ainda não foi concluída (Foto: Reprodução/TV Integração/Arquivo 2014)
A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram
na manhã desta quarta-feira (21) a Operação “Editor”, que apura
irregularidades nas obras do Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Os mandados de busca, apreensão e de prisão são cumpridos nas cidades de Juiz de Fora, Belo Horizonte e em Porto Alegre.
O G1 entrou em contato com a UFJF e aguarda retorno.
De acordo com as informações divulgadas pela PF, o objetivo das ações é
apurar fraudes em licitação, falsidade ideológica em documentos
públicos, concessão de vantagens contratuais indevidas, superfaturamento
e peculato. Os crimes investigados resultaram em prejuízo de R$ 19
milhões.
Segundo a Polícia Federal, nesta manhã são cumpridos cinco mandados
judiciais de prisão preventiva contra ex-servidores da UFJF e
empresários vinculados a uma empresa de engenharia, dez mandados
judiciais de busca e apreensão e um mandado judicial de suspensão do
exercício de função pública, além do sequestro de bens dos envolvidos.
As medidas foram decretadas pela 3ª Vara Federal de Juiz de Fora.
Obra teve início em agosto de 2012 com previsão de entrega em 2014, mas
ainda não foi concluída (Foto: Assessoria HU-UFJF/ Divulgação)
Contestações do TCU
A PF explicou que a investigação começou a partir de uma auditoria
realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na obra de ampliação do
HU-UFJF. O preço saltou de cerca de R$ 149 milhões para mais de R$ 244
milhões.
Além da suposta prática de sobrepreço, a auditoria chamou a atenção
para a presença de restrições ao caráter competitivo do certame, que
consistem na proibição à participação de consórcios e na exigência de
comprovação de capacidade técnica para a execução de serviços sem maior
relevância no contexto geral da obra, afrontando à advertência que o TCU
tinha feito à universidade UFJF alguns meses antes.
No curso da investigação criminal, constatou-se que representantes da
UFJF e da empresa contratada editaram documentos com datas retroativas,
que foram assinados por técnicos da universidade e que foram utilizados
para justificar alterações contratuais e pagamento de multas.
Ainda segundo a Polícia Federal, o nome da operação foi devido a edição
dos documentos, com a finalidade de induzir ao erro órgãos de
fiscalização e controle. A edição clandestina de documentos, com datas
falsas e subscritos por terceiros, por representantes do Poder Público e
da empresa privada interessada inspirou a nomenclatura.
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