quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Operação Acrônimo: 11ª fase apura fraudes em contratos de três ministérios


4 horas atrás (Atualizado 4 horas atrás)
Operação Acrônimo: 11ª fase apura fraudes em contratos de três ministérios
Juiz determinou mandados de busca e conduções coercitivas em SP, MG, RJ e DF
Do R7
Investigação no STJ envolve governador de MG, Fernando Pimentel
Investigação no STJ envolve governador de MG, Fernando Pimentel
ALEX DE JESUS/O TEMPO/ESTADÃO CONTEÚDO - 23.9.2016
Policiais federais cumprem, na manhã desta quinta-feira (27), mandados judiciais em três Estados e no Distrito Federal, na 11ª fase da Operação Acrônimo. As ações de hoje investigam fraude em contratações nos ministérios da Saúde, das Cidades e do Turismo, entre 2011 e 2012. Um caso envolvendo licitações da Universidade Federal de Juiz de Fora também é apurado.

O juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, determinou dez mandados de busca e dez mandados de condução coercitiva, que é quando o suspeito é levado para prestar depoimento e depois liberado.

Segundo a Polícia Federal, a fase de hoje da operação tem com desdobramento um caso que tramita no STJ (Superior Tribunal de Justiça) que envolve, entre outras pessoas, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). Como os investigados nesses casos não têm foro privilegiado, o tribunal remeteu parte do inquérito para a primeira instância.

A maior parte dos mandados está sendo cumprida no Distrito Federal (quatro buscas e seis conduções coercitivas). As demais ocorrem em São Paulo, Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

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Após decisão do STF, governo estuda pedir de volta grana extra da aposentadoria


3 horas atrás (Atualizado 3 horas atrás)

Após decisão do STF, governo estuda pedir de volta grana extra da aposentadoria
Ontem, Corte rejeitou a desaposentação, recálculo do benefício em caso de volta ao trabalho

Do R7

Governo deverá pedir de volta grana extra paga a aposentados
Governo deverá pedir de volta grana extra paga a aposentados
BBC Brasil
O governo estuda pedir aos aposentados o ressarcimento do valor extra que eventualmente conseguiram na Justiça com a desaposentação.

Na última quarta-feira (26), o STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitou, por 7 votos a 4, a possibilidade de recálculo do benefício no caso de aposentados que voltam a trabalhar. Há cerca de 182 mil processos tramitando na Justiça.

Ontem, a AGU (Advogada-geral da União), ministra Grace Mendonça, disse que “a Suprema Corte reconheceu que o Poder Legislativo é realmente o mais apropriado para se dedicar a esse assunto da ‘desaposentação’. Isso configura uma vitória bastante relevante”.

Grace informou que o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) vai estudar os processos, caso a caso, inclusive eventuais decisões transitadas em julgado — aquelas em que o beneficiário já ganhou o direito definitivo ao valor do benefício com o recálculo (desaposentação).

O objetivo da AGU é garantir que juízes e tribunais sigam a decisão da Suprema Corte.

O ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, elogiou a decisão do Supremo: "Esse mecanismo [desaposentação] significava um risco muito grande para a sustentação da Previdência. Então, vejo com bons olhos essa decisão".

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Os casos já julgados pela Justiça indicavam que os aposentados que continuaram a contribuir têm o direito de poder rever o benefício de forma a garantir rendimentos melhores já que a contribuição ao INSS é obrigatória aos trabalhadores.

Por outro lado, o governo argumentou o caráter distributivo e solidário da previdência. Ou seja, mesmo aposentado, o trabalhador continuaria contribuindo para auxiliar a manutenção do sistema previdenciário brasileiro.

Caso tivesse sido aprovada pelo STF, a desaposentação poderia causar um rombo de R$ 7,7 bilhões por ano à Previdência, de acordo com cálculos do Ministério do Trabalho e Previdência Social. Nos próximos 30 anos, o saldo negativo aos cofres públicos poderia superar R$ 181,8 bilhões

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Dois dos 10 piores trechos de rodovias do país estão em Goiás

TRÂNSITO GO

27/10/2016 06h45 - Atualizado em 27/10/2016 06h45
Dois dos 10 piores trechos de rodovias do país estão em Goiás
BR-158 e GO-174. no sudoeste goiano, aparecem em ranking da CNT.
Pesquisa chama atenção para condições de outras 27 rodovias goianas.
Do G1 GO

Um estudo da Confederação Nacional de Transportes revela que dois dos dez piores trechos de rodovias do país estão em Goiás. Cheia de buracos, a BR-158, entre Jataí e Piranhas, na região sudoeste do estado, aparece em segundo lugar no ranking, enquanto a GO-174, entre Rio Verde e Iporá, é considerada a quarta pior rodovia do Brasil.
De acordo com o estudo da CNT, as duas rodovias foram classificadas como ruins. O representante comercial José Ferreira, que utiliza as vias com frequência, disse que já teve prejuízo por conta do estado das estradas. “É triste. É tão triste que a última vez que eu vim aqui estourei 3 pneus do carro”, afirmou.
saiba mais
BR-070 em Goiás é líder em assaltos a ônibus interestaduais no país
Justiça interdita terceira rodovia por excesso de buracos em Goiás
Motoristas reclamam dos buracos em rodovias interditadas em Itajá, GO
Justiça ordena a interdição parcial da GO-302 por excesso de buracos
A pista da BR-158 no sudoeste goiano está tomada por buracos, agravando o problema quando o motorista tem que transitar debaixo de chuva. A pesquisa revela que o trecho goiano da rodovia só está melhor que um trecho entre Tocantins e Bahia.
Já na GO-174, além do problema dos buracos, os motoristas reclamam da falta de sinalização.
Além das duas rodovias em Goiás que aparecem no ranking das piores, o estudo chama atenção para outras 27 rodovias goianas. A GO-184 e a GO-302 foram classificadas como “péssimas” por conta do estado geral da rodovia, pavimentação, sinalização e geometria, que avalia as condições de curvas, acostamento e faixas adicionais.
Em um trecho da GO-184, em Serranópolis, região sudoeste do estado, o asfalto praticamente sumiu. Já a GO-302, na divisa com o Mato Grosso do Sul, chegou a ser interditada por decisão da Justiça no ano passado. Na época, por conta da quantidade de buracos, o juiz considerou a rodovia “intransitável”.
A Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) informou que vai fazer uma análise do estudo para se posicionar. A Agetop disse ainda que houve uma melhora nas condições das rodovias goianas.
Já o Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit) informou que para recuperar o trecho entre Jataí e Piranhas existe um contrato de manutenção com previsão de término para julho de 2017

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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Hacker que clonou celular de Marcela Temer é condenado a 5 anos de prisão

Hacker que clonou celular de Marcela Temer é condenado a 5 anos de prisão
Silvonei de Souza pediu R$ 300 mil para não vazar fotos íntimas e áudios.
Ele foi condenado por estelionato e extorsão; defesa vai recorrer.
Do G1 São Paulo
Primeira-dama Marcela Temer durante cerimônia de Lançamento do Programa Criança Feliz no Palácio do Planalto (Foto: Carolina Antunes/PR)
Primeira-dama Marcela Temer durante cerimônia de Lançamento do Programa Criança Feliz no Palácio do Planalto (Foto: Carolina Antunes/PR)
O hacker que clonou o celular da primeira-dama Marcela Temer foi condenado em primeira instância a 5 anos, 10 meses e 25 dias de prisão em regime fechado por estelionato e extorsão. Cabe recurso.
Silvonei José de Jesus Souza pediu R$ 300 mil para não vazar fotos íntimas e áudios de Marcela. Réu primário, Souza cumprirá pena no presídio de Tremembé, no interior de São Paulo.
O processo foi aberto em abril, ganhou classificação “prioritária” e foi concluído 6 meses depois.
O advogado de Souza, Valter Bettencort Albuquerque, se disse "chocado" com a decisão de colocar um réu primário em regime fechado por cinco anos. "Por ele ser de baixa periculosidade, deveria ser regime aberto ou semiaberto", disse Albuquerque.
Souza já estava preso desde maio, e a juíza Eliana Cassales Tosi de Mello, da 30ª Vara Criminal, manteve a prisão preventiva.
"Mike", "Kilo" , "Tango" e "Tim"
No processo, todos os nomes das "vítimas protegidas" foram substituídos por codinomes. Quando o hacker fazia menção a Marcela, o escrivão registrava “Mike”. Quando o hacker se referia a ele próprio, o nome que era registrado era “Tim”. Karlo, o irmão da primeira-dama, virou “Kilo”.
"No dia 18 de abril de 2016, através da anterior clonagem do celular xxx, pertencente à vítima
protegida 'MIKE', para o celular xxx, bem como se valendo da linha de Brasília xxx, também hackeada (clonada), SILVONEI JOSÉ DE JESUS SOUZA, constrangeu a vítima 'MIKE', mediante grave ameaça. O indiciado lhe enviou uma mensagem de voz, entre ela e seu irmão, sobre coisas corriqueiras da cidade, dizendo-lhe o indiciado que 'queria ganhar algum' e que tinha pessoas interessadas em comprá-las, e com intuito de obter, para si ou para outrem, indevida vantagem econômica", diz o início da sentença.
O presidente Michel Temer é nomeado como "Tango" nas investigações. O irmão da primeira-dama relatou em depoimento que recebeu ameaças de Silvonei, o Tim, para que ele lhe pagasse para não revelar fotos do hoje casal presidencial.
"A vítima 'KILO' afirmou que conversou com seus familiares a respeito do que aconteceu e
foi narrado em suas primeiras declarações, tomando conhecimento que sua irmã e seu esposo, também se manifestam em ter seus dados protegidos, sendo nestes autos identificados como 'MIKE' e 'TANGO', respectivamente, e os mesmos vêm recebendo telefonemas no celular de sua irmã, que foi clonado, onde o indiciado afirma estar com uma cópia dos dados do telefone celular de sua irmã 'MIKE' e, assim a ameaça em divulgar tais dados caso ela não efetue o pagamento da importância de R$300.000,00, para não constrangê-la perante amigos, outros familiares e a mídia", diz o processo.
Na decisão, a juíza Eliana de Mello diz que as provas são suficientes para se "imputar a prática do estelionato ao ora acusado. Da mesma forma, restou demonstrado que o réu constrangeu a vítima 'Mike' mediante grave ameaça", diz trecho.

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ONU pede explicações ao governo sobre ações contra Lula

ONU pede explicações ao governo sobre ações contra Lula
Leandro Prazeres
Do UOL, em Brasília* 26/10/201616h31 > Atualizada 26/10/201619h44

Juliana Knobel/Frame/Agência O Globo

Advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgaram nesta quarta-feira (26) uma nota afirmando que o Acnudh (Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos) aceitou, preliminarmente, uma petição que afirma que o petista teve seus direitos humanos violados pelo juiz federal Sergio Moro, responsável por processos da Operação Lava Jato na primeira instância.

Clique aqui para ler, em inglês, a carta da ONU a Lula
Ainda segundo a nota, o governo brasileiro foi intimado a apresentar "informações ou observações relevantes" sobre o caso em até dois meses.

Rahel Patrasso/Xinhua
O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba
Entre as violações apontadas pela petição movida pela defesa de Lula estão a condução coercitiva à qual ele foi submetido em março deste ano, a divulgação de gravações de conversas telefônicas nas quais Lula, seus familiares e funcionários do Instituto Lula apareciam e a suposta antecipação de "juízo de valor" por parte de Moro em relação a Lula antes de um julgamento propriamente dito.
A petição foi protocolada pela defesa de Lula em julho deste ano.

"Avançamos mais um passo na proteção das garantias fundamentais do ex-presidente com o registro de nosso comunicado pela ONU. A data é emblemática porque justamente hoje nos encontramos em Boston, para discutir o fenômeno do 'lawfare' com especialistas da Universidade de Harvard. É especialmente importante saber que, a partir de agora, a ONU estará acompanhando formalmente as grosseiras violações que estão sendo praticadas diariamente contra Lula no Brasil', diz a nota assinada por Cristiano Zanin Martins, um dos advogados do petista.

O Instituto Lula, ONG chefiada pelo ex-presidente, também divulgou uma carta da ONU sobre o caso. A carta divulgada pelo instituto afirma que a petição movida pela defesa do ex-presidente foi "registrada". O documento também informa que uma cópia da petição foi enviada ao governo brasileiro com o "pedido de que qualquer informação ou observação a respeito do tema da admissibilidade da comunicação" deve ser encaminhada às Nações Unidas em até dois meses.

Para Zanin, Lula está sendo vítima de uma espécie de "lawfare", ou "arma de guerra", em que é eleito um inimigo e a lei passa a ser usada ou manipulada contra aquele definido como tal. De acordo com o advogado, a estratégia prevê, entre outras práticas, a "manipulação do sistema legal", a "promoção da desilusão popular" e a "acusação das ações dos inimigos como imorais e ilegais"-- técnicas que, segundo Zanin, estariam sendo empregadas contra Lula e a família.

O recurso de Lula à ONU é mais um na batalha entre a defesa do ex-presidente e o juiz da 13ª Vara de Curitiba. O último dia 10, a defesa de Lula pediu o afastamento do juiz federal e dos procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato dos processos que tramitam contra o petista "por considerar que eles feriram os princípios da moralidade e impessoalidade para se referir a Lula e familiares."

Por telefone, a assessoria de imprensa de Sergio Moro disse que ele nunca se manifestou antes sobre essa petição de Lula e que não há previsão que ele se manifeste. A reportagem do UOL também entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores e com os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, que ainda não retornaram os contatos da reportagem.

Por telefone, o Centro de Informações da ONU no Brasil informou que ainda não há confirmação oficial sobre qualquer alteração no status da petição movida pela defesa de Lula.

De acordo com um professor de direito internacional especializado em direitos humanos ouvido pelo UOL em anonimato, a carta enviado pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU indica que o órgão levará a petição movida pela defesa de Lula "a sério", mas que não parece apontar nenhum julgamento preliminar de admissibilidade. "Não me parece que já tenha havido qualquer consideração sobre a admissibilidade da petição. Parece mais que eles estão apenas informando que receberam a petição e que ela agora tem um número de protocolo", afirmou.

Como deve ser o trâmite do processo
Na prática, o recebimento da petição significa que a ONU aceita considerar a queixa de Lula e dará prosseguimento à análise do caso, mas ainda não se posicionou sobre o conteúdo do pedido. O Acnudh poderia ter rejeitado o registro já no primeiro juízo.

A decisão sobre abertura de processo deve ficar para uma avaliação de peritos, no segundo semestre de 2017. A missão do Brasil perante as Nações Unidas já foi informada e, agora, caberá ao governo em Brasília preparar uma resposta.

A entidade que vai julgar o caso está com um atraso na avaliação de cerca de 550 outros casos, enquanto peritos da ONU admitem que o exame de conteúdo do ex-presidente pode ficar para o final de 2017. A entidade poderia ter dado um tratamento urgente à queixa, mas isso não foi autorizado.

Yuval Shany, presidente do comitê que avalia as petições individuais, informou que os funcionários da ONU apenas conseguiram preparar 25 casos nesta semana. "Lula não está entre eles", disse ao "Estadão".

Os casos de Lula na Justiça
No último dia 13, o juiz da 10º Vara Federal de Brasília Vallisney Souza Oliveira aceitou denúncia contra o ex-presidente por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa.

Foi a terceira vez que o ex-presidente tornou-se réu em processos relacionados à Operação Lava Jato. A investigação em curso foi deflagrada pela Operação Janus, que é um desdobramento da Lava Jato.

Lula é réu em duas ações na Justiça Federal e ainda pode ser incluído em uma terceira ação que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal).

Na primeira ação em que se tornou réu, em julho, Lula será julgado pela Justiça Federal do Distrito Federal das acusações de que teria tentado obstruir investigações da Operação Lava Jato para evitar a colaboração premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

A segunda ação em que Lula virou réu, em setembro, diz respeito a supostas vantagens indevidas recebidas na construção e reforma do apartamento tríplex de Guarujá (SP) e no pagamento do armazenamento do seu acervo pessoal, ambas custeadas pela construtora OAS numa soma de R$ 3,8 milhões. Conforme a denúncia, Lula seria o dono real do imóvel, o que ele nega. Lula será julgado pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelos processos em primeira instância da Lava Jato.

Além dessas duas ações e do indiciamento no caso de contratos em Angola, em maio, a PGR (Procuradoria-Geral da República) havia pedido a inclusão do ex-presidente no principal inquérito da Lava Jato, conhecido como inquérito-mãe, que apura denúncias de desvio de dinheiro na Petrobras e está tramitando no STF (Supremo Tribunal Federal). (*Com informações do Estadão Conteúdo)

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Comissão da Câmara aprova reajuste para PF, PRF e Dnit

POLÍTICA

26/10/2016 09h48 - Atualizado em 26/10/2016 11h10
Comissão da Câmara aprova reajuste para PF, PRF e Dnit
Texto não precisa passar pelo plenário e deve ir direto para análise do Senado.
Reajustes para as carreiras podem chegar a 37%.
Bernardo Caram
Do G1, em Brasília
Policiais federais foram à comissão acompanhar a votação do projeto (Foto: Bárbara Nascimento/G1)
Policiais federais foram à comissão acompanhar a votação do projeto (Foto: Bárbara Nascimento/G1)
A comissão especial do projeto sobre reajustes para carreiras de servidores aprovou na manhã desta quarta-feira (26) o relatório do deputado Laerte Bessa (PR-DF), que prevê aumento salarial para policiais federais, policiais rodoviários federais, peritos federais agrários e servidores do plano plano especial de cargos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
Como tem caráter terminativo, o texto seguirá agora para análise do Senado Federal, e não precisará passar pelo plenário da Câmara, a não ser que seja apresentado algum recurso. Servidores da Polícia Federal acompanharam a sessão desta quarta para pressionar pela aprovação.
Os reajustes previstos no projeto chegam a 37% e serão pagos em três parcelas, até 2019. De acordo com previsão do governo, os aumentos terão impacto de R$ 2 bilhões em 2017.
saiba mais
Governo enviará ao Congresso novas propostas de reajuste para servidores
Diretor da Polícia do Senado sai da cadeia após fim da prisão temporária
A comissão especial chegou a se reunir na segunda-feira (24), mas teve de suspender a votação porque o plenário da Câmara havia iniciado a sessão. Pelo regimento, as comissões não podem funcionar quando o plenário principal da Casa analisa projetos.
Já no início na manhã desta quarta-feira, a comissão conseguiu um quórum de 27 dos 30 membros. O parecer foi aprovado em votação simbólica.
A sessão foi acompanhada por mais de 150 policiais de 25 sindicatos da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Federal de todo o país. Antes da abertura da sessão, funcionários da comissão distribuiram senhas para os agentes poderem acompanhar a votação.
Um grupo de policiais federais esperava do lado de fora do plenário 2 da Casa, que estava lotado. Após a aprovação do relatório, os representantes das categorias comemoraram com gritos e palmas.
Tramitação
Deputados defenderam que o projeto seja votado pelo Senado antes da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece um teto para o gasto público.
“De acordo com o texto da PEC, o não cumprimento do teto em algumas áreas determina o não reajuste de salários, a não manutenção de vantagens”, disse a deputada Maria do Rosário (PT-RS).
O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) afirmou que será preciso vencer a resistência criada no Senado em relação à Polícia Federal, após operação na semana passada que levou à prisão membros da Polícia Legislativa.
“Vi muito oba-oba aqui, mas não tem nada resolvido. A rusga da semana passada com a Polícia Federal poderá nos prejudicar. Temos que mostrar que a Polícia Federal só foi ao Senado atendendo a pedido judicial”, disse Faria de Sá

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Salários congelados e menos concursos: como a PEC 241 pode afetar o funcionalismo público

ECONOMIA

CONCURSOS E EMPREGO
BBC
26/10/2016 09h57 - Atualizado em 26/10/2016 10h02
Salários congelados e menos concursos: como a PEC 241 pode afetar o funcionalismo público
Medida, aprovada na Câmara e que agora segue para o Senado, pode impactar estrutura de cargos e ganhos do setor público, dizem especialistas.
Ingrid Fagundez
Da BBC Brasil em São Paulo

'Se vai ter cortes na escolas e nos hospitais, por que não nos benefícios dos funcionários públicos?'
Essa é a pergunta que vem se multiplicando nas redes sociais desde que o governo Michel Temer apresentou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que pretende amenizar o rombo nas contas públicas.

TETO DE GASTOS
PEC 241 limita alta da despesa do governo
entenda a proposta
argumentos a favor e contra
1ª aprovação na câmara
2ª aprovação na câmara
1º turno: voto de cada deputado
2º turno: voto de cada deputado
salário mínimo
saúde e educação
perguntas e respostas
Na terça-feira (25), o texto foi aprovado em segundo turno pelo plenário da Câmara e agora segue para o Senado. Ele estabelece um teto para o crescimento das despesas públicas federais e tem recebido muitas críticas por alterar o financiamento em duas áreas essenciais para o bem-estar da população: saúde e educação.
Mas como a PEC afeta os servidores federais?
Segundo especialistas consultados pela BBC Brasil, há três tipos de impacto.
O primeiro deles está descrito na proposta: caso o limite de gastos seja descumprido por um Poder (Executivo, Legislativo e Judiciário) ou órgão, o mesmo não poderá conceder aumentos para seus funcionários nem realizar concursos públicos. Outras sanções são impedir a criação de bônus e mudanças nas carreiras que levem a aumento de despesas.
As medidas funcionam como uma forma de punição se a conta não fechar.
Há também consequências que não são citadas na PEC, mas podem vir após sua implementação, como o congelamento de salários e uma discussão maior sobre distorções do funcionalismo público do país.
Salários congelados
De acordo com os especialistas, existe a possibilidade de que, com a aprovação da proposta, os funcionários públicos deixem de ganhar reajuste e não tenham suas remunerações corrigidas pela inflação - mesmo com o cumprimento do teto.
Isso acontece porque o teto é global e vale para todos os custos de um Poder ou de um órgão. Dessa forma, se o Executivo tiver que dar mais verba para as escolas, por exemplo, poderá segurar as remunerações de seus empregados.
Na prática, isso equivaleria a reduzir os salários, porque a inflação - medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - é quanto poder de compra o dinheiro perde em determinado período. Sem a correção, é como se o pagamento diminuísse, porque o mesmo valor compra menos que antes.
Em 2015, 20% das despesas do governo federal foram com pessoal. O percentual deve crescer mais com os aumentos concedidos neste ano.
Em julho, o presidente Michel Temer sancionou uma lei que concedeu reajuste de até 41,47% nos salários dos servidores do Judiciário e aumento de 12% para analistas e técnicos do Ministério Público da União.
No entanto, o que mais prejudica as contas públicas é a Previdência desse grupo de mais de 2 milhões de pessoas, das quais 44% são aposentados ou pensionistas.
Mudanças na Previdência
Segundo cálculos do professor de economia da FGV e PUC-SP Nelson Marconi, no ano passado os benefícios pagos a servidores federais somaram R$ 105 bilhões.
Como as contribuições de quem está trabalhando não cobrem esse montante, há um déficit de R$ 92,9 bilhões, próximo ao rombo de R$ 90,3 bilhões do INSS. A diferença é que o primeiro atende a 980 mil pessoas e o segundo, a 32,7 milhões - é onde estão os profissionais da iniciativa privada.
Com uma participação tão expressiva na crise fiscal do país, o fundador e secretário-geral da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco, não vê outra escapatória a não ser mexer no funcionalismo.
"Pela magnitude do problema, não adianta imaginar que o governo pode reequilibrar despesas cortando passagem aérea, vigilância, segurança, como disse nas outras vezes. Dessa vez vai ter que acertar os grandes grupos de despesas."
Esse controle, no entanto, está atrelado a alterações no regime previdenciário, uma das principais fontes de gastos.
"Como os valores de aposentadoria têm evoluído ao longo dos anos, para que o teto funcione e não leve ao corte de outras despesas em saúde, educação e investimento, é preciso acontecer uma reforma da Previdência. Se uma continuar a subir, vai ter que contrair a outra", afirma Marconi.
Para Gil Castello Branco, diante da importância de saúde e educação, que receberam um tratamento diferente nas regras da PEC, os funcionários não devem ser poupados. Ambas as áreas só entram no teto em 2018.
"A despesa com pessoal não é prioritária. Estávamos discutindo se o orçamento de 2016, corrigido pela inflação, seria suficiente para saúde e educação, e vimos que não. Por isso, veio esse tratamento especial. Se estamos aumentando os gastos ali, não vamos podemos fazer isso com os servidores."
Missão do funcionalismo
Para os entrevistados, a proposta pode levantar uma discussão sobre privilégios e distorções no funcionalismo.
Um levantamento realizado pelo professor Nelson Marconi mostrou que empregados da área pública ganham mais do que os da iniciativa privada em todos os níveis de escolaridade. Entre os que têm ensino médio, por exemplo, essa lacuna era em média 44% no ano passado.
Gil Castello Branco, da Contas Abertas, cita os salários altíssimos de algumas carreiras e o sonho dos jovens de entrar em órgãos públicos apenas pela estabilidade como algumas distorções produzidas pelo atual sistema.
"Já houve matérias mostrando garçom do Senado ganhando R$ 15 mil. Há margem, por esses valores estratosféricos, para você rediscutir a estrutura de cargos e salários", diz.
"Em Brasília, por exemplo, há uma distorção grave a ser corrigida quando se observa que o sonho de dez em dez jovens é fazer um concurso público. O jovem quer ingressar numa carreira do Executivo, Judiciário ou Legislativo, independentemente da vocação."
Branco acrescenta que, por já entrarem ganhando muito e não terem progressão de salário, nem avaliação de desempenho, muitos profissionais se sentem desmotivados. E acabam se acomodando.
A estabilidade no cargo, diz a economista-chefe da XP Investimentos Zeina Latif, também seria um ponto a ser discutido. Ela argumenta que, ao ter essa garantia, o funcionário deveria começar com um salário mais baixo, para estimulá-lo a se desenvolver.
Segundo Latif, uma saída seria adotar valores do setor privado como a "meritocracia e a concorrência". Essas práticas, ela diz, já estão presentes em países como Dinamarca, Reino Unido, Suíça e México.
"Com o teto, a gente vai precisar discutir prioridades e o incômodo em relação a quão caro é o nosso funcionalismo vai ficar mais explícito. Se a sociedade começa a se incomodar com a estabilidade no setor público quando há tanta gente desempregada, a discussão pode se tornar uma pauta política."
Mas os entrevistados se mostram céticos quanto à capacidade do governo Temer de implementar mudanças tendo em vista a pressão dos grupos interessados e da instabilidade política do país.
"Não vão conseguir comprar tanta briga ao mesmo tempo. Não vão mexer em tantas reformas. Não tem estabilidade e não dá tempo", diz Nelson Marconi.
Membros do Legislativo e do Judiciário têm força para inviabilizar esse debate e ainda garantir reajustes durante uma crise fiscal, argumenta a coordenadora de Pesquisas do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Patrícia Pelatieri.
Isso porque têm mais autonomia e questões relacionadas a aumentos, por exemplo, são legisladas ou julgadas por eles mesmos.
'Nem todos são marajás'
Ao mesmo tempo, Pelatieri pondera que o funcionalismo público federal não é homogêneo e acha que é injusto dizer que toda a máquina é inchada.
"Nem todos os funcionários têm tratamento isonômico, alguns podem ter reajuste mais forte em detrimento de outras categorias. Quem trabalha nos ministérios, na saúde, na educação, não tem o mesmo poder de quem trabalha no Legislativo, no Banco Central, na Receita."
Segundo a pesquisadora, sem espaço para o crescimento da folha de pagamento e com as sanções previstas na PEC, o teto deve levar à redução do número de funcionários públicos, o que poderia poderia afetar ainda mais os hospitais e escolas do país.
"É uma parte do funcionalismo federal a que tem salários muito mais elevados do que nós, reles mortais. Não dá para colocar tudo num saco de m

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