quinta-feira, 2 de junho de 2016

PMDB será alvo de prisões nesta quinta-feira, afirma jornalista

Publicado em 

PMDB será alvo de prisões nesta quinta-feira, afirma jornalista

Informações dão conta que serão pelo menos seis mandados de prisão, autorizados pelo ministro Teori Zavaski, responsável pelos processos da Operação Lava Jato no Supremo
COMPARTILHE
naom_55a3c4d1c08f1
.
A jornalista Christina Lemos afirmou, na noite desta quarta (1º), através do Twitter, que a Polícia Federal cumprirá hoje(2), pelo menos seis mandados de prisão, autorizados pelo ministro Teori Zavaski, responsável pelos processos da Operação Lava Jato no Supremo
“Insônia em Brasília. Polícia Federal cumpre amanhã pelo menos 6 mandados de prisão em esperada nova operação autorizada p min Teori. Nova operação da PF é esperada para amanhã, já tem autorização do ministro Teori. Seriam 6 os mandados de prisão.Circula em Brasília q alvo é PMDB”, publicou em sua conta. Não se tem ainda informações oficiais sobre a suposta operação

Obrigado a todos e, juntos faremos a mais ampla democracia digital. A você que a cada instante busca melhoras em seu convívio, e deseja levar seu conhecimento a outras pessoas use nosso Blog, aqui você faz a diferença.

Evitadas nas eleições de 2014, reformas polêmicas ganham força com Temer

Evitadas nas eleições de 2014, reformas polêmicas ganham força com Temer

Bernardo Barbosa
Do UOL, em São Paulo
 Ouvir texto
 
0:00
 Imprimir Comunicar erro
  • Evaristo Sá - 13.mai.2016/AFP
    Temer comanda reunião ministerial; presidente interino lidera reformas polêmicas
    Temer comanda reunião ministerial; presidente interino lidera reformas polêmicas
Já nestas primeiras semanas do governo interino de Michel Temer, o PMDB e seus aliados começam a tentar levar adiante propostas polêmicas presentes no documento "Ponte para o futuro", divulgado pela sigla em dezembro, como arevisão de programas sociais e mudanças nas regras da aposentadoria.
Estas e outras ideias encampadas pela legenda no documento, por si só, motivariam reação negativa de diversos setores da sociedade, segundo pesquisadores ouvidos pelo UOL que acompanham a crise política atual. 
 
De acordo com os entrevistados, o fato de tais medidas não terem sido defendidas nos programas eleitorais dos candidatos que lideraram a preferência da população nas eleições de 2014 -- Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) -- tem a ver justamente com o teor explosivo das mesmas e é um agravante que pode reforçar a oposição a elas, seja no Congresso, seja nas ruas. 
 
Um levantamento feito pelo UOL mostra que nem Dilma, nem Aécio defenderam em 2014, ao menos no papel, a mudança na idade mínima da aposentadoria; a desvinculação de gastos constitucionais (gastos mínimos obrigatórios em áreas como Saúde e Educação); cortes em programas sociais, como o Bolsa Família; ou o fim da indexação de benefícios ao salário mínimo (aumento da aposentadoria na mesma proporção do salário mínimo, por exemplo), entre outras ideias que o PMDB sugeriu no "Ponte para o futuro" como "uma necessidade, e quase um consenso, no país".
Obrigado a todos e, juntos faremos a mais ampla democracia digital. A você que a cada instante busca melhoras em seu convívio, e deseja levar seu conhecimento a outras pessoas use nosso Blog, aqui você faz a diferença.

Dilma "pedalou", mas Temer não, diz ministro do TCU

Dilma "pedalou", mas Temer não, diz ministro do TCU

Carlos Madeiro
Colaboração para o UOL, em Aracaju
 Ouvir texto
 
0:00
 Imprimir Comunicar erro
  • Agência Brasil
    Augusto Nardes foi o relator das contas de 2014 de Dilma no TCU
    Augusto Nardes foi o relator das contas de 2014 de Dilma no TCU
O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Augusto Nardes refutou em entrevista ao UOL nesta quarta-feira (1º), em Aracaju, a tese de que o presidente interino, Michel Temer (PMDB), praticou "pedaladas fiscais" ao assinar decretos de autorização de créditos suplementares.
Nardes foi o relator das contas de 2014 da agora presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), no TCU, que foram reprovadas pela corte. O ministro fez o parecer denunciando as pedaladas, que serviram de fundamento para o processo de impeachment que está em curso no Senado.
"Ele [Temer] assinou decretos antes da mudança da meta [fiscal]. O último decreto que foi assinado por ele estava dentro da meta, e a Dilma assinou posterior à meta, por isso que ela foi responsabilizada na representação do Ministério Público do TCU. E o Temer, não. Porque assinou dentro da meta estabelecida. Ele não chegou a pedalar", disse.
Temer é alvo de um pedido de processo de impeachment na Câmara que pede sua responsabilização por conta da assinatura dos decretos.
Em entrevista antes de proferir palestra a legisladores do país que realizam encontro na capital sergipana, Nardes também citou que há diferenças entre as "pedaladas" praticadas pelo governo federal e pelos Estados -o argumento é citado por aliados de Dilma em defesa da legalidade dos atos praticados pela presidente afastada.
"São situações diferentes. O que ocorreu: a União usou, em 2014, R$ 40 bilhões da Caixa e do Banco do Brasil; R$ 6 bilhões do FGTS, dinheiro do trabalhador; e depois abriu crédito sem autorização do Congresso. É como se um governador abrisse crédito sem aprovação da Assembleia, ou um prefeito da Câmara", afirmou.
"E aí chegamos a R$ 106 bilhões [de pedaladas], e deu nesse deficit de R$ 175 bilhões desse ano, já projetado [pelo governo Temer]E o ano que vem a situação vai ser ainda pior, pois a situação da Previdência é muito grave. Ano que vem a previsão de deficit é de R$ 250 bilhões", completou.
Nardes afirmou que provar uma "pedalada fiscal" é algo complicado para quem julga contas. "Conceituar pedalada é difícil, porque pedalar é jogar para frente, empurrar com a barriga, é não pagar a dívida naquele momento e tentar fazer com que ela seja paga a posteriori. Só que chega um momento em que a bicicleta para, quebra, e o país estava indo nessa situação. Aliás, muitos Estados estão quebrados, literalmente", explicou.
Obrigado a todos e, juntos faremos a mais ampla democracia digital. A você que a cada instante busca melhoras em seu convívio, e deseja levar seu conhecimento a outras pessoas use nosso Blog, aqui você faz a diferença.

Maluf e FHC disputaram a compra da emenda da reeleição, diz delator

Maluf e FHC disputaram a compra da emenda da reeleição, diz delator

Em São Paulo
 Ouvir texto
 
0:00
 Imprimir Comunicar erro
  • Ichiro Guerra - 20.jun.1998/Folhapress
    Segundo Corrêa, ministros de FHC negociavam a aprovação da emenda da reeleição, já Maluf tentava impedir de olho na disputa da Presidência em 1998
    Segundo Corrêa, ministros de FHC negociavam a aprovação da emenda da reeleição, já Maluf tentava impedir de olho na disputa da Presidência em 1998
Em sua delação premiada firmada com a força-tarefa da Operação Lava Jato, o ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), condenado pelo juiz Sérgio Moro a 20 anos e três meses de prisão enquanto ainda cumpria sua pena no mensalão, desenterrou um episódio polêmico do Congresso durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB): a compra de votos de deputados para apoiar a emenda da reeleição, em 1997.
Corrêa, que admitiu ter se envolvido em crimes desde seu primeiro mandato parlamentar, em 1978 pela extinta Arena, afirmou aos investigadores que o episódio envolvendo o governo FHC (1995-2002) "foi um dos momentos mais espúrios" que ele presenciou em todos os anos de deputado federal.
Segundo o delator, houve uma disputa de propinas. Pedro Corrêa disse que estavam em lados opostos o governo Fernando Henrique e o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), que na época havia acabado de deixar a Prefeitura de São Paulo com alta aprovação e com sua candidatura à Presidência da República cogitada.
O delator da Lava Jato relatou que por parte do governo federal a iniciativa da reeleição foi liderada pelo então ministro das Comunicações Sérgio Motta (morto em 1998) e pelo então presidente da Câmara Luis Eduardo Magalhães (também morto em 1998 e na época do PFL) com o apoio do deputado Pauderney Avelino --atualmente líder do DEM na Câmara-- , dos então governadores Amazonino Mendes (PFL-AM) e Olair Cameli (PFL-AC) "entre outras lideranças governistas".
De acordo com Pedro Corrêa, essas lideranças "compraram os votos para a reeleição de mais de 50 deputados".
Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo
O ex-deputado Pedro Corrêa (centro) é delator na Operação Lava Jato
O delator, contudo, estava do outro lado da "disputa". "Além dos fatos já narrados, o colaborador também participou deste episódio, mas de forma contrária, tentando alijar com propinas deputados em desfavor da emenda constitucional com recursos do então ex-prefeito da cidade de São Paulo e hoje deputado federal, Paulo Maluf (PP-SP)", afirmou Pedro Corrêa aos investigadores.
Segundo o ex-deputado, naquela época Maluf --atualmente alvo de dois mandados de prisão internacional por supostamente ter lavado dinheiro no exterior desviado da Prefeitura de São Paulo-- havia terminado seu mandato na capital paulista com 90% de aprovação e cogitava disputar a Presidência.
"Maluf sabia que seu maior concorrente seria o presidente à época, FHC, isso se o governo conseguisse passar a emenda da reeleição".
Para tanto, relata Corrêa, Maluf convocou ele e os deputados Severino Cavalcanti e Salatiel Carvalho "para se contrapor ao governo e também cooptar, com propina, parlamentares que estivessem se vendendo ao governo FHC".
Maluf acabou sendo derrotado e o governo conseguiu, em uma votação esmagadora, aprovar a emenda que garantiu a Fernando Henrique -- também com alta aprovação popular na época-- mais quatro anos de mandato. Em 28 de janeiro daquele ano, a emenda constitucional da reeleição foi aprovada no plenário da Câmara em primeiro turno por 336 votos a favor, 17 contra e seis abstenções.
Na ocasião, a compra de votos foi denunciada em reportagem do jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, que revelou gravações de conversas parlamentares dizendo terem recebido R$ 200 mil para aprovar a medida. Um deles, Ronivon Santiago, admitiu ter recebido a quantia.
Oito dias depois, os dois deputados flagrados nas gravações renunciaram ao mandato e o caso foi arquivado pela Procuradoria-Geral da República.

Outro lado

Procurado pela reportagem, Fernando Henrique Cardoso disse que Pedro Corrêa apenas repetiu o que foi veiculado pela imprensa na época e que já tratou do assunto em sua biografia lançada recentemente sobre o período em que ocupou a Presidência da República, chamada "Diários da Presidência". No livro, ele relata que o episódio foi uma "questão do Congresso".
Em um dos diários da Presidência ele chega a relatar que foi informado por Luis Eduardo Magalhães que Maluf teria oferecido R$ 1 milhão ao deputado Fernando Brandt (PFL-MG), da comissão da Câmara que analisava a proposta da emenda constitucional da reeleição, para votar contra a medida. No livro, porém ele não cita outros parlamentares nem os detalhes relatados por Pedro Corrêa.
Maluf afirmou que o ex-presidente tucano é que deve ser ouvido sobre o caso. "O favorecido no episódio foi Fernando Henrique Cardoso com a sua reeleição, e portanto é o FHC que deve ser ouvido", disse, por meio de sua assessoria.
O líder do DEM, Pauderney Avelino, também se defendeu das acusações: "rechaço com veemência as referências feitas a mim pelo ex-deputado Pedro Corrêa, autointitulado corrupto. Não responderei aos bandidos e ladrões do dinheiro público", disse, em nota.
A reportagem entrou em contato e encaminhou e-mail para a assessoria de ACM Neto, da família de Luis Eduardo Magalhães, mas não obteve retorno. Os demais políticos que ainda estão vivos citados na delação não foram encontrados para comentar o caso e o espaço está aberto para a manifestação deles.
Obrigado a todos e, juntos faremos a mais ampla democracia digital. A você que a cada instante busca melhoras em seu convívio, e deseja levar seu conhecimento a outras pessoas use nosso Blog, aqui você faz a diferença.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Auditoria sobre Bolsa Família aponta suspeita maior sobre servidores

Auditoria sobre Bolsa Família aponta suspeita maior sobre servidores

Investigação do MPF revela ainda benefício a doadores de campanhas eleitorais

POR 


Recadastramento de beneficiários do Bolsa Família em São Gonçalo em março de 2015 - Divulgação / 17-3-2015
BRASÍLIA — A investigação do Ministério Público Federal (MPF) que detectou indícios de irregularidades no pagamento de R$ 2,5 bilhões do Bolsa Família a cerca de 1,4 milhão de pessoas, entre 2013 e 2014, aponta que a maior parte dos beneficiários sob suspeita é de servidores públicos. Chama atenção o fato de serem pessoas com vínculo empregatício fixo e que, por lei, não podem receber menos que um salário mínimo.
— Para se enquadrar nas regras, eles teriam que ter pelo menos quatro pessoas na família sem qualquer outra renda. Não é que ser servidor público, simplesmente, caracteriza uma situação fraudulenta, mas é preciso verificar esses casos — disse ao GLOBO a procuradora da República Renata Baptista, coordenadora do grupo de trabalho do MPF que analisa o Bolsa Família.
Outro grupo que também despertou dúvidas dos procuradores é o de atendidos pelo Bolsa Família que doaram para campanhas eleitorais em 2012 e 2014. Há casos de candidatos que receberam doações de cerca de 20 beneficiários do programa de transferência de renda. A maior parte das doações, porém, foi feita para comitês eleitorais, sem especificação de um político específico.
Para Renata, a constatação é importante no momento em que o país se prepara para as primeiras eleições sem doação de empresas. Nesse cenário, aponta a procuradora, as doações por parte de pessoas físicas devem aumentar, assim como as fraudes envolvendo o financiamento das campanhas. As suspeitas recaem ainda sobre pagamentos a pessoas mortas e empresários, entre outros casos.