
Na avaliação do diretor-executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Cornacchioni, é preciso ter um discurso alinhado com as promessas de campanha política.
“Os investidores vão olhar para a disposição desse novo governo de fazer as coisas acontecerem do jeito que se falou que iriam acontecer. O Fórum de Davos pode servir para solidificarmos alguns conceitos sobre os produtos do agronegócio brasileiro”, diz, ressaltando a sustentabilidade. “Precisamos mostrar, com dados e fatos, o que é feito na agricultura brasileira”.
A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) espera que missão brasileira em Davos demonstre credibilidade e disposição de adotar medidas necessárias para o crescimento d economia, como a reforma da Previdência e a tributária.
“O empresário (estrangeiro) vai perceber que o recurso pode vir para o Brasil porque vai voltar. Faltava credibilidade, por isso, creio que o discurso precisa passar confiança”, disse Bartolomeu Braz, presidente da entidade. Para ele, é fundamental apresentar o país como confiável e com grandes oportunidades para investidores.
O presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Marcelo Vieira, adota o mesmo tom. Ele considera que é fundamental mostrar as boas ações do campo nacional no evento, que receberá 3.500 representantes da elite econômica global.
“Temos uma política ambiental avançada, uma produção bem-feita, com bom impacto ambiental e social. Além disso, podemos mais que dobrar a produção de alimentos na área atualmente ocupada”, destaca.
Segundo o ex-embaixador Rubens Barbosa, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), também é preciso dar destaque ao meio ambiente e à aplicação das leis. “O governo precisa estar preparado para reafirmar nosso compromisso com as questões ambientais e responder observações a respeito da futura política brasileira”, afirma, citando a possibilidade de saída do Acordo de Paris, levantada durante a campanha e negada este mês pelo ministro do Meio Ambiente após repercutir negativamente no setor.
Barbosa acredita que o discurso dará ênfase para temas como desburocratização, simplificação tributária, equilíbrio fiscal e melhoria do ambiente de negócios, bandeiras do ministro da Economia, Paulo Guedes, um dos presentes na delegação nacional, ao lado do ministro Sérgio Moro, da Justiça.
“Nossa expectativa é enorme até por toda atenção que estão dando ao Bolsonaro. É uma oportunidade única para mostrar novos padrões técnicos e inovações que têm aumentado a produtividade sem aumentar áreas produtivas”, disse.
Ela cita também a necessidade de o país ter mais acordos para inserir produtos agropecuários em novos mercados, com mais facilidade. “Concorrentes como Estados Unidos e Austrália têm acordos que não temos, principalmente com os mercados asiáticos. O Brasil ainda está isolado, paga tarifas maiores. Essa discussão, de abertura, é muito importante e coincide com o discurso da equipe do presidente”, conclui.
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Luismar Coutinho
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Luismar Lacerda Coutinho Presidente da Associação dos Corretores de Imóveis do Município de Rio Verde Goiás e Distritos ASCIRVD seja um associado