sábado, 27 de janeiro de 2018

A radicalização do PT pode acabar com o PT

Lindbergh Farias - 800
Lindbergh Farias - 800Geraldo Magela/10.07.2013/Agência Senado
A pregação de desobediência civil do senador Lindbergh Farias é apenas o corolário do nervosismo que tomou conta das hostes petistas com a perspectiva de ver Lula na cadeia. 
Mas ao radicalizar, Lindbergh, Gleisi Hoffmann e cia. podem estar aprofundando o tamando da própria cova.
Não custa reforçar que o Partido dos Trabalhadores só chegou ao poder, em 2002, quando Lula, depois de apanhar nas três eleições anteriores, resolveu suavizar o discurso, a fim de ficar mais palatável para a classe média brasileira, que, em grande parte, ainda via nele um líder sindical disposto a fomentar a luta de classes.
Com seus olhos esbugalhados, a roupa desgrenhada e a barba sempre por fazer, Lula era, até então, o "sapo barbudo" que Leonel Brizola teve de engolir e, sobretudo, o homem que muitos acreditavam querer incendiar o País.  
Foi no dia 22 de agosto, em Rio Branco, no Acre, que o eterno candidato petista falou a frase que se tornaria slogan e emblema da sua campanha desde aquele momento: "Lulinha não quer briga. Lulinha quer paz e amor". Lula referia-se ao embate entre Ciro Gomes e José Serra, que àquela altura engalfinhavam-se numa disputa sangrenta pelo segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto.    
Na Presidência, Lula seguiu o manual de todos os que tinha criticado antes. Da Globo aos banqueiros, de Sarney a Maluf, Lula compôs com todo mundo que poderia ser útil para a consolidação do poder dele e do seu partido.
O "Lulinha Paz e Amor" vigorou mesmo quando Dilma era atacada ferozmente pelos adversários. Só em meados do ano passado, com a água da Lava Jato batendo no queixo, Lula voltou a vestir o figurino de esquerdista raivoso.   
Aos inimigos tradicionais ( elite empresarial e imprensa ) somou-se o Judiciário.
Lula é reconhecido pela sua elevada inteligência política, mas ele parece esquecer que as bravatas que fizeram tanto sucesso no passado perderam o prazo de validade.   
O PT nasceu sob o signo de uma nova era na política, onde a ética iria predominar, mas ao chegar lá, Lula não só manteve tudo de podre que encontrou como tratou de aprimorar.
Hoje, só os convertidos ainda acreditam ( ou fazem que acreditam )na vitimização do herói popular, abatido por uma conspiração maligna, que une desde a totalidade do Judiciário aos agentes da CIA.
É muito, mesmo para petistas históricos.
Dai, inflamar as massas menos esclarecidas e as mais fanáticas com propostas extremadas parece ter sido a escolha das lideranças petistas para que o partido não saia humilhado das urnas em 2018.
Será que dará certo?
Tenho dúvidas.
O Brasil de hoje não é o mesmo de 1989, quando Lula disputou a sua primeira eleição presidencial  
E o PT está muito longe do que um dia foi ou dizia que era.
A passagem pelo Palácio do Planalto maculou indelevelmente a imagem do partido.  
Arrisco dizer que a radicalização do discurso, com ideias que flertam com a irresponsabilidade institucional, deverão afastar muitos eleitores que nos últimos anos votaram no Partido dos Trabalhadores, e, assim, dos atuais 57 deputados federais, o partido emergir das urnas com menos de 40, o que seria uma tragédia

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Luismar Coutinho
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