Férias
e altas temperaturas aumentam o fluxo de turistas na região, mas os
bombeiros alertam para alguns cuidados que devem ser tomados em trilhas,
rios e cachoeiras.
Por Carina Lelles, G1 Centro-Oeste de Minas
Ecoturismo é opção para o descanso durante as férias no Centro-Oeste de MInas (Foto: Paraíso Perdido/Divulgação
Ecoturismo é opção para o descanso durante as férias no Centro-Oeste de MInas (Foto: Paraíso Perdido/Divulgação
Calor e férias. Uma combinação perfeita para quem deseja descansar e se
divertir. E na região Centro-Oeste de Minas, opções é que não faltam
para curtir os dias de folga e aproveitar a natureza. Muitas cidades
possuem cachoeiras, trilhas e lagos, mas para que o programa seja seguro
e bem aproveitado, é importante tomar alguns cuidados, segundo o Corpo
de Bombeiros.
O turista pode visitar e até se aventurar nas cachoeiras do Parque
Nacional da Serra da Canastra, em São Roque de Minas. No local está a
nascente do Rio São Francisco, a Cachoeira Casca d'Anta e cerca de 300
espécies de pássaros e aves. A fauna também conta com a presença de
pato-mergulhão, lobo-guará e tamanduá-bandeira.
Em Formiga, Pimenta e Capitólio a atração fica por conta do Lago de
Furnas, conhecido como “mar doce de Minas” e o de maior em extensão do
estado. Além dos quatro municípios, outros 30 de diferentes regiões
também são banhados por suas águas. No local é possível apreciar belas
paisagens naturais.
Na região de Furnas ainda tem a Lagoa Azul e o Morro do Chapéu. A lagoa
é paradisíaca e apresenta um mirante natural a 1,2 mil metros de
altitude. O local é ainda emoldurado por cânions que chegam a 20 metros
de altura, além de grutas e cachoeiras. Na região existem pousadas, área
de camping e passeios de lancha. Em uma pesquisa simples pela internet é
fácil encontrar os locais de hospedagem.
As trilhas fazem parte do ecoturismo (Foto: Marcos Barreto/Agência Minas)
Fenômenos naturais
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê para os próximos
dias sol e pancadas de chuva na região Centro-Oeste de Minas. Para quem
vai curtir as trilhas, cachoeiras e lagos, o Corpo de Bombeiros faz
alerta sobre os perigos dos fenômenos naturais.
Três fenômenos são os mais frequentes em cachoeiras e rios, alterando o
fluxo e volume da água. Eles atendem por nomes que vez ou outra causam
confusão: trombas d’água, enxurradas e cabeças d’água. “Todos estes
fenômenos possuem risco, mas as trombas d’água chovem direta e
localizadamente sobre o rio. São chuvas muito intensas e muito breves
de, no máximo, 30 minutos, fazendo com que o volume de água suba
repentinamente”, destacou o tenente do Corpo de Bombeiros, Augusto
Bessas.
Paredões escorregadios
A paisagem deslumbrante do alto de uma queda d’água pode ser muito
convidativa. Escalar para tirar uma selfie pode ser tentador, mas pode
ser algo perigoso. “É desaconselhável tentar escalar as pedras de uma
cachoeira. Isso porque, além de molhadas e cobertas de musgo
escorregadio, muitas das pedras não ficam realmente presas no paredão”,
ressalta Bessas.
Brincadeiras perigosas
Outro alerta dado pelo Corpo de Bombeiros é com relação a brincadeiras
que podem se tornar perigosas. “Faça brincadeiras saudáveis e divirta-se
com responsabilidade, sempre respeitando o outro. Muitas vezes estas
brincadeiras ocorrem entre pessoas que estão consumindo bebida alcóolica
que é outro comportamento não adequado”, alerta o tenente.
Na região Centro-Oeste são várias cachoeiras e lagos (Foto: Trilha do Sol/Divulgação)
Ecoturismo em alta
O ecoturismo é o segmento turístico que mais cresce no mundo (entre 15%
e 25% ao ano), de acordo com a Organização Mundial do Turismo (OMT). Em
Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Turismo (Setur) traçou o perfil
dos viajantes dessa modalidade. Em 2017, a maior parte dos viajantes
são mulheres (52,1%), com idade entre 31 e 40 anos (26,9%). A maior
parte organiza a viagem por conta própria (93,3%) e 75% vão de carro,
gastando uma média de R$ 479,33
















