terça-feira, 21 de junho de 2016

Eduardo Cunha anuncia entrevista coletiva para hoje terça feira

Eduardo Cunha anuncia entrevista coletiva para esta terça-feira A expectativa pela manifestação do presidente afastado da Câmara é grande. Cunha quer cuidar da própria defesa no processo de cassação do mandato. 21/06/2016 06h23 - Atualizado em 21/06/2016 06h23 Por Heraldo Pereira Brasília, DF   0:00 / 0:00   O presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, anunciou para hoje (21) uma entrevista coletiva. Há muito mistério e especulação sobre o que ele irá falar. A defesa de Eduardo Cunha pediu, ao STF, autorização para ele voltar a frequentar a Câmara dos Deputados. Cunha também quer cuidar da própra defesa no processo de cassação do mandato. Ele sempre foi tido como um astuto do Parlamento. Chegou há muitos anos na Câmara, pós-governo Collor, depois de ter ocupado um cargo regional. No PMDB teve uma atuação discreta a articulada. Chegou à presidência da Câmara contra o governo Dilma Roussef. Tratou da admissbilidade prévia do processo de impechment, quando já estava alvejado pela operação Lava-Jato. Num lance ousado, foi à CPI da Petrobrás para dizer que não tinha contas no exterior. Relatório posterior, aprovado pelo Conselho de Ética, diz que nesse ponto, ele mentiu. Por isso, foi aprovado o pedido de cassação de mandato, por falta de decoro. Já afastado das funções de deputado e de presidente da Câmara, por ordem judicial, o presidente formal, tem três caminhos: manter-se como está e perder o mandato; renunciar à vaga de deputado federal - e nessas duas hipóteses, responder judicialmente perante o juiz Sérgio Moro no Paraná; ou renúnciar à presidência da Câmara, para tentar salvar o mandato, tendo o Supremo Tribunal Federal como foro. Parece que Eduardo Cunha perdeu o tempo de jogo. Prova está na decisão anunciada pelo aliado dele, Waldir Maranhão, o presidente em exercício da Câmara, proibido até de presidir as sessões pelos colegas. Waldir Maranhão tinha feito uma consulta à Comissão de Constituição e Justiça, em busca de um artifício: poder votar no Plenário uma emenda com punição mais benéfica para o presidente afastado, em vez do pedido de perda do mandato. Agora, Maranhão desistiu da idéia. Argumentou em sete páginas contra o que ele mesmo tinha imaginado, com ajuda de uma tropa de choque de aliados de Cunha. Assinalou a descoberta de que a própria Comissão de Justiça já tem precedentes que asseguram que, depois de aprovado pelo Conselho de Ética um parecer pela cassação de um mandato, como no caso de Cunha, só cabe ao Plenário da Câmara aceitar o pedido original, sem emendas, por no mínimo 257 votos ou rejeitá-lo. Tudo em sessão aberta e pelo voto nominal da maioria absoluta dos 513 deputados.

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Luismar Coutinho
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