terça-feira, 22 de maio de 2018

Frente Brasil Popular prepara ‘Congresso do Povo’ e define calendário de lutas

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A Frente Brasil Popular, reunida nesta terça-feira (22), debateu orientações e diretrizes para a preparação do Congresso do Povo e sobre o calendário de lutas do próximo período. Segue a síntese das propostas que deverão ser debatidas nas entidades nacionais e coletivos estaduais. Confira.

I- Congresso do Povo

O Coletivo Nacional realizou um balanço sobre o processo de construção do Congresso do Povo, e produziu algumas orientações para a construção do Congresso nesta conjuntura:
1- Valorizar o Congresso do Povo como um processo: há um balanço bastante positivo do desenvolvimento do Congresso até o momento. Está em curso um processo de capilarização do Congresso do Povo, que deverá ser intensificado no próximo período transformando-o em um instrumento de politização e organização da sociedade.
2- Alargamento do prazo para realização das atividades municipais: há a avaliação de que o calendário inicialmente proposto acabaria por interromper o processo de capilarização em curso. De modo que os Congressos estaduais seriam somente um espaço de aglutinação da militância ao invés de expressarem o acúmulo desse processo de mobilização.
Deste modo, o Coletivo Nacional propõe a ampliação dessa etapa de Congressos locais e municipais até 15 de Agosto, antes do período eleitoral.
3- Combinar com a luta politica e calendário de mobilizações: reafirmou-se a necessidade desta iniciativa do Congresso do povo estar sintonizada como a luta política geral, em especial com a defesa de Lula livre, bem como deverá ser um instrumento para impulsionar as mobilizações do nosso calendário.
4- Congressos do Povo Estaduais: os estados tem autonomia para agendar os seus Congressos estaduais, mas devem levar em consideração essa perspectiva de ampliação do tempo para realização das atividades locais e municipais.
5- Congresso do Povo Nacional: dentro deste quadro a etapa nacional do Congresso do Povo ficaria adiada para após o período eleitoral. Estamos abrindo um processo de consulta aos estados e às entidades nacionais para que se manifestem quanto ao melhor período para realização desta atividade, tendo como parâmetro o mês de Novembro de 2018 à Março de 2019. Até o dia 1 de Junho os estados e entidades devem enviar seu posicionamento para o email da (secretaria@ferntebrasilpopular.org.br).
6- Congressos Regionais, temáticos e etapa preparatória: com essa perspectiva de adiamento para evitar o refluxo do processo organizativo seria possível pensar em atividades regionais (aglutinado estados) ou plenárias temáticas (aglutinando por segmentos) do Congresso do Povo onde houver esta demanda. Há também a possibilidade a ser aprofundada de realizarmos um Encontro Preparatório da etapa Nacional do Congresso do Povo.

II- Calendário de Lutas

O coletivo também se debruçou sobre o calendário de lutas, em especial na identificação das principais iniciativas políticas do próximo período. São elas:
1- Fortalecimento da Vigília “ Lula Livre” em Curitiba:
A vigília permanece sendo a principal trincheira de resistência e denúncia à prisão do Presidente Lula. Nesse sentido, devemos continuar apoiando a vigília de todas as formas possíveis. As caravanas que se dirigirem à Curitiba deverão entrar em contato com o Florisvaldo (41 9134-1284) para definir o melhor período para seus deslocamentos.
A operativa nacional ficará responsável por estabelecer uma comunicação mais direta com a coordenação do acampamento, bem como organizar uma escala semanal das organizações nacionais para se responsabilizarem por enviar seus principais dirigentes para a vigília.
2- Greve dos Caminhoneiros:
Ontem foi desencadeada a Greve nacional dos caminhoneiros que tem como pauta principal barrar o aumento dos combustíveis. Só na semana passada foram 5 reajustes seguidos. Sabemos que está política de preços está diretamente ligado ao plano de privatização da Petrobrás. Nesse sentido devemos apoiar a Greve e nos envolvermos na sua construção onde for possível.
3- Privatização da Eletrobrás e Petrobrás:
O processo de rapina do patrimônio nacional continua a acelerar-se com o final do governo Temer. A Eletrobrás e a Petrobrás continuam a ser dilapidadas, a primeira correndo o risco de ser inteiramente privatizada. Ao longo do mês de Junho os eletricitários e os petroleiros estão propondo um conjunto de mobilizações para impedir o fim do controle estatal sobre esses setores estratégicos. A Frente Brasil Popular deverá se envolver diretamente nestas mobilizações.
4- Semana Nacional de Mobilização por Soberania, Direitos e Lula livre – 5 a 10 de Junho:
Entre os dias 5 e 10 de Junho haverá um conjunto de mobilizações que estão descritas no calendário que segue mais abaixo. Faremos desta semana, um período de intensas mobilizações pela defesa da Soberania, dos Direitos e por Lula Livre. No dia 8 de Junho, marco de dois meses de resistência à prisão de Lula, está prevista a realização de um grande ato em Curitiba. Nesta mesma data devermos preparar atividade de agitação e propaganda nos estados.
5- Copa do Mundo e São João – Junho e Julho:
Devemos aproveitar os jogos do Brasil na Copa, bem como as festas de São João para realizarmos atividades de agitação e propaganda das nossas bandeiras como forma de dialogar com a sociedade.
6- Dia Nacional de Mobilização – 10 de Agosto:
As centrais sindicais estão apontando para o dia 10 de Agosto a construção de um dia nacional de mobilização. A Frente Brasil Popular deverá desde já procurar se somar na organização desse dia de luta nos estados.
7- Ato por Eleições Livres e pelo direito de Lula ser candidato – 15 de Agosto
No dia 15 de Agosto o PT registrará a candidatura de Lula. A Frente Brasil Popular deverá organizar um ato unitário reafirmando a legitimidade da candidatura Lula, envolvendo todos os setores que defendem Eleições Livres.
8- Frente Ampla em defesa da Democracia e por Lula Livre
Articular a organização de um manifesto envolvendo amplos setores da sociedade para denunciar a prisão de Lula e realizar um ato político nacional de lançamento desse manifesto.
III- Calendário
– Junho – Mobilizações contra a privatização da Eletrobrás e Petrobrás
– 5 a 10 de Junho: Semana Nacional de Mobilização por Soberania, Direitos e Lula livre
5 à 7 de Junho – Acampamento pela Reforma Urbana e Lula livre em Brasília
7 de Junho – Leilão do Pré-Sal – Atos contra a privatização
8 de Junho – Ato de dirigentes sindicais em São Paulo para definir a pauta dos trabalhadores
8 de Junho – Dois meses de prisão de Lula – Ato em Curitiba e AgitProp nos estados
1 Semana de Junho – Marchas estaduais saindo de PE, CE, TO.
10 de Junho – Início da greve de fome nacional para pressionar o STF.
– 12 de Junho – Seminário Nacional da Greve dos Petroleiros (Pela redução do preço da Gasolina e Diesel; Pelo emprego e retomada da carga máxima de produção; Fim da importação)
– Junho e Julho – Aproveitar os jogos da Copa e São João para fazer agitação política
– 10 de Agosto – Dia Nacional de Mobilização
– 15 de Agosto – Ato por Eleições Livres e pelo direito de Lula ser candidato
Lula Livre!
Nenhum Direto a Menos
Secretaria Frente Brasil Popular

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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Concursos públicos estão com mais de 10 mil vagas abertas

Há oportunidades de trabalho para pessoas de vários níveis de escolaridade: fundamental, médio, técnico e superior

Há vagas para todos os níveis de escolaridade

Há vagas para todos os níveis de escolaridade

DARIO OLIVEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO - 04.01.2018
O Brasil tem 27,7 milhões de pessoas mal aproveitadas no mercado de trabalho, segundo a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral). Para se recolocar no mercado ou conseguir melhores oportunidades, os concursos públicos podem ser uma boa alternativa. 
Dentre as oportunidades, os candidatos que forem aprovados no concurso para o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina podem ganhar salário de até R$ 6.156,63. 
Veja as oportunidades selecionadas pelo R7
Concurso para o Ministério Público de Alagoas
Vagas: 15
Níveis: médio e superior
Áreas: técnico, analista, assistência social, auditor, contador, engenheiro civil, psicólogo, biblioteconomista
Valor da inscrição: de R$ 80 a R$ 100
Salários: de R$ 2.576,29 a R$ 4.492,01
Prazo de inscrições: até 23 de maio de 2018
Veja mais detalhes sobre concurso no edital.
Concurso para para Polícia Militar do Mato Grosso do Sul
Vagas: 438
Níveis: médio e superior
Áreas: soldado e oficial
Valor da inscrição: de R$ 127,60 a R$ 204,16
Salários: de R$ 1.698,90 a R$ 3.641,92
Prazo de inscrições: até dia 8 de junho de 2018
Veja mais detalhes sobre concurso no edital.
Concurso para Prefeitura de Manacapuru (AM)
Vagas: 983
Níveis: fundamental, médio, técnico e superior
Áreas: Auxiliar de Serviços Gerais, Coveiro, Merendeira, Vigilante, Copeiro, Maqueiro, Agente de Defesa Civil, Auxiliar de Administração, Auxiliar de Almoxarifado, Auxiliar de Patologia Clínicas, Auxiliar de Vigilância Epidemiológica, Artífice, Digitador, Eletricista, Entrevistador, Fiscal de Feira, Fiscal de Postura, Fiscal de Tributos, Fiscal de Vigilância Sanitária, Guarda Municipal, Motorista, Assistente de Administração, Microscopista, Multiplicador Ambiental, Técnico em Agropecuária, Técnico em Contabilidade, Técnico em Enfermagem, Técnico em Informática, Técnico em Logística, Técnico em Patologia Clínica, Técnico em Radiologia Médica, Técnico em Saúde Bucal, Administrador, Analista Ambiental, Assistente Social, Auditor I, Bibliotecário, Biólogo, Biomédico, Cirurgião Dentista, Contador, Enfermeiro, Estatístico, Farmacêutico, Farmacêutico-Bioquímico, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Nutricionista, Pedagogo, Psicólogo, Procurador do Município, Tecnólogo em Logística, Tecnólogo em Pesca, Terapeuta Ocupacional, Turismólogo, Zootecnista e Professor de várias modalidades
Valor da inscrição: de R$ 40 a R$ 90
Salários: de R$ 954 a R$ 6.000
Prazo de inscrições: até dia 9 de junho de 2018
Veja mais detalhes sobre concurso no edital.
Concurso para o Ministério Público do Rio de Janeiro (estágio)
Vagas: 800
Nível: superior
Áreas: estágio forense
Valor da inscrição: R$ 55
Salário: R$ 950
Prazo de inscrições: até dia 11 de junho de 2018
Veja mais detalhes sobre concurso no edital.
Concurso para Polícia Civil de São Paulo
Vagas: 500
Nível: médio
Áreas: papilocopista e agente de telecomunicações
Valor da inscrição: R$ 56,54
Salário: R$ 3.589,86
Prazo de inscrições: até dia 1 de junho de 2018
Veja mais detalhes sobre concurso no edital (papilocopista e agente de telecomunicações).
Concurso dos Correios
Vagas: 4.983
Níveis: ensino fundamental e médio
Área: jovem aprendiz
Valor da inscrição: gratuito
Salários: R$ 448,46
Prazo de inscrições: até dia 29 de maio de 2018
Veja mais detalhes sobre concurso no edital.
Concurso para o Departamento de Ensino da Aeronáutica
Vagas: 104
Nível: superior
Área: médico
Valor da inscrição: R$ 130
Salários: não informado
Prazo de inscrições: até dia 12 de junho de 2018
Veja mais detalhes sobre concurso no edital
Concurso para prefeitura de Macapá (AP)
Vagas: 445
Níveis: médio e superior
Áreas: médico, assistente social, enfermeiro, engenheiro, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, terapeuta ocupacional, administrador, técnico em enfermagem, agente comunitário de saúde, entre outros
Valor da inscrição: de R$ 85 a R$ 140
Salários: de R$ 1.014 a R$ 4.000
Prazo de inscrições: até às 14h do dia 8 de junho de 2018
Veja mais detalhes sobre concurso no edital.
Concurso para Secretaria de Estado do Esporte, Lazer e Juventude do Estado de Alagoas
Vagas: 135
Níveis: médio e superior
Áreas: coordenador de polo, agente recreativo e auxiliar de apoio administrativo
Valor da inscrição: não informado
Salários: de R$ 880 a R$ 2.400
Prazo de inscrições: até dia 22 de maio de 2018
Veja mais detalhes sobre concurso no edital.
Concurso para Prefeitura de Manacapuru
Vagas: 983
Níveis: fundamental, médio, técnico
Áreas: copeiro, coveiro, maqueiro, vigilante, assistente de administração, digitador, eletricista, fiscal de feira, fiscal de tributos, procurador, motorista escolar, dentista, enfermeiro, fisioterapeuta, psicólogo, professor, entre outros
Valor da inscrição: de R$ 40 a R$  90
Salários: de R$ 954 a R$ 6.000
Prazo de inscrições: até dia 28 de junho de 2018
Veja mais detalhes sobre concurso no edital.
Concurso para Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia
Vagas: 107
Níveis: médio e superior
Áreas: consultor legislativo, analista legislativo, assistente legislativo
Valor da inscrição: de R$ 75 a R$ 130
Salários: de R$ 3.898,11 a R$ 18.713,03
Prazo de inscrições: até dia 4 de julho de 2018
Veja mais detalhes sobre concurso no edital.
Concurso para o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
Vagas: 21
Níveis: médio e superior
Áreas: analista administrativo, administrativo judiciário, oficial da justiça e avaliador, arquiteto, engenheiro, enfermeiro, técnico judiciário auxiliar
Valor da inscrição: de R$ 68 a R$ 85
Salários: de R$ 3.576,54 a R$ 6.156,63
Prazo de inscrições: até dia 4 de julho de 2018
Veja mais detalhes sobre concurso no edital.
Concurso para Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação do Goiás
Vagas: 343
Níveis: médio, técnico e superior
Áreas: professor e apoio administrativo
Valor da inscrição: de R$ 10 a R$ 15
Salários: de R$ 1.134,98 a R$ 1.753,31
Prazo de inscrições: até de 4 de junho de 2018
Veja mais detalhes sobre concurso no edital.
Concurso para o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Vagas: 62
Nível: superior
Áreas: não informado
Valor da inscrição: R$ 250
Salários:  não informados
Prazo de inscrições: até dia 15 de junho de 2018
Veja mais detalhes sobre concurso no edital.
Concurso para Marinha do Brasil
Vagas: 285
Nível: médio
Área: oficial
Valor da inscrição: R$ 65
Salários: não informado
Prazo de inscrições: até dia 8 de junho de 2018
Veja mais detalhes sobre concurso no edital.
Concurso para Polícia Militar de Mato Grosso do Sul
Vagas: 388
Nível: médio
Áreas: oficial, oficial de saúde e soldado
Valor da inscrição: de R$ 127,60 a R$ 204,16
Salários: de R$ 1.698,90 a R$ 3.352,53
Prazo de inscrições: até às 16h do dia 8 de junho de 2018
Veja mais detalhes sobre concurso no edital.

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Acusados de tráfico são os que mais recebem liberdade no STF

Levantamento feito pelo R7 mostra que suspeitos de crimes do colarinho branco são minoria entre os beneficiados com habeas corpus na Corte

STF concedeu menos de 4% dos 13,8 mil habeas corpus julgados em 2017

STF concedeu menos de 4% dos 13,8 mil habeas corpus julgados em 2017

Nelson Jr./SCO/STF - 10.5.2018
A liberdade de dois supostos operadores de propinas para partidos políticos nos últimos dias pelo ministro Gilmar Mendes voltou a gerar indignação de uma parcela da sociedade com relação aos habeas corpus concedidos pelo magistrado.
No entanto, uma análise feita pelo R7 em 120 decisões monocráticas (tomadas individualmente) dos ministros do STF, entre janeiro e abril de 2018, mostra que não são os suspeitos de crimes do colarinho branco os mais beneficiados.
Mais da metade dos habeas corpus concedidos (63) pelos 10 ministros — a presidente, Cármen Lúcia, não recebe esse tipo de ação — até o fim de abril foram concedidos a suspeitos de tráfico de drogas.
No caso do ministro Gilmar Mendes, por exemplo, dos 22 HCs concedidos no período, nove puseram em liberdade ou em prisão domiciliar suspeitos de delitos considerados menores, como tráfico de pequenas quantidades de entorpecente, furto e descaminho.
O ministro Edson Fachin, tido como mais duro, deferiu 20 habeas corpus no período, sendo que em três casos concedeu liberdade a suspeitos de tráfico. Em outras ações, ele determinou que o juízo de origem avaliasse a possibilidade de prisão domiciliar.
A ministra Rosa Weber, que também integra o time 'linha dura' do STF, não costuma conceder habeas corpus. Em uma das poucas decisões favoráveis ao réu entre janeiro e abril deste ano, a magistrada mandou substituir a prisão preventiva de um idoso por medidas cautelares.
O homem, que estava preso desde março de 2014, é acusado de associação criminosa, corrupção ativa qualificada, uso de documento público ideologicamente falso, descaminho, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
Dos 13.864 habeas corpus julgados no STF em 2017, apenas 543 foram deferidos — 3,91%.
Esse instrumento legal pode ser usado por qualquer pessoa que considere haver uma restrição ilegal do seu direito de locomoção.
Vale ressaltar que nem sempre o habeas corpus significa liberdade. Há casos em que ministros determinam mudanças de unidades prisionais ou alteram o regime a ser cumprida a pena, por exemplo.
O professor de direito constitucional Diogo Rais, da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Fundação Getulio Vagas, ressalta que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) e o STF se tornam alternativas diante da urgência na maioria dos casos.
"O habeas corpus acaba furando a fila porque trabalha com uma das coisas mais preciosas para o ser humano, que é a liberdade. [...] A razão lógica [do habeas corpus] é evitar uma prisão ilegal. Quando se fala de prisão, não é só o ato de prender, é o tempo preso. Manter alguém preso por um ano ilegalmente, é como se a cada dia estivesse cometendo uma ilegalidade", explica.
Para o professor Alamiro Velludo Salvador Neto, do departamento de direito penal da USP (Universidade de São Paulo, o fato de o STF ter uma grande demanda de HCs relacionados a tráfico de drogas e crimes como roubo e furto reflete o que já se vê nas cadeias.
"No sistema prisional, algo em torno de 48% dos presos são por crimes patrimoniais e quase 40% por tráfico de drogas. O que ocorre é que com o implemento das defensorias [públicas], isso começou a ser levado para os tribunais superiores com maior incidência", afirma.
O ministro que mais deferiu habeas corpus em 2017 foi Ricardo Lewandowski (104). Em segundo lugar, aparece Edson Fachin (73), em seguida, Gilmar Mendes (70).
Mendes admitiu, em palestra no STF nesta semana, que é "apontado como aquele que é um pouco o libertador-geral".
Ele ainda ironizou o fato de a imprensa não noticiar os HCs concedidos a pobres. "Concedemos a ricos e pobres. Por quê? Eu não sei, porque jornalista só gosta de rico, não gosta de pobre... Na verdade, HC de pobre não desperta interesse", disse.
No fim de abril, Gilmar Mendes exinguiu a ação penal e absolveu uma mulher que era acusada de tentar furtar um par de sapatos de R$ 99 em uma loja de departamentos no Rio Grande do Sul.
"Só cabe ao Direito Penal intervir quando outros ramos do direito demonstrarem-se ineficazes para prevenir práticas delituosas, limitando-se a punir somente condutas mais graves dirigidas contra os bens jurídicos mais essenciais à sociedade", argumentou o magistrado naquela ocasião. Ele acrescentou que "a conduta [da acusada] não causou lesividade relevante à ordem social".
O professor Salvador Netto destaca que um habeas corpus como esse não precisaria ter chegado à Corte se tribunais inferiores seguissem os entendimentos jurídicos do STF. "O Supremo tem uma posição de aceitação do princípio da insignificância", acrescenta.

Gilmar Mendes

Mendes é alvo de críticas por HCs a presos da Lava Jato

Mendes é alvo de críticas por HCs a presos da Lava Jato

Carlos Moura/SCO/STF - 19.12.2017
Um dos casos mais notórios da posição contrária do ministro Gilmar Mendes ao que ele chama de "excesso de prisões preventivas" foi o do empresário Jacob Barata Filho.
Por três vezes, em 2017, ele libertou da prisão o homem apontado como envolvido em um esquema de corrupção no transporte público do Rio de Janeiro.
Mendes foi padrinho de casamento da filha do empresário, em 2013. Mesmo assim, ele disse não haver "suspeição alguma" para julgar casos envolvendo Jacob Barata Filho.
Mas ele também soltou o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, quando ainda era presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Mendes concedeu liberdade à ex-primeira dama do Rio Adriana Ancelmo e o empresário Eike Batista, ambos envolvidos na Lava Jato.
No último dia 11, o ministro concedeu habeas corpus ao ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, apontado como operador de propinas do PSDB em São Paulo. 
"Aparentemente, a fundamentação da prisão preventiva não revela os reais propósitos da medida. [...] Como ponto culminante do desvio de finalidade da prisão preventiva, produzem-se notícias buscando constranger o Poder Judiciário a compactuar com a ilegalidade", justificou, citando reportagem sobre uma possível delação premiada por parte do investigado.
Em outro HC, no dia 15, Mendes colocou em liberdade o empresário Milton de Oliveira Lyra Filho, suposto operador de propinas do MDB. Ele sustentou na decisão que apesar de se tratar de crimes graves, os delitos teriam ocorrido entre 2011 e 2016. “Fatos antigos não autorizam a prisão preventiva, sob pena de esvaziamento da presunção de não culpabilidade”, ponderou.
Durante um julgamento no ano passado, o ministro criticou indiretamente a Lava Jato por prisões que duram meses seguidos sem que tenha havido condenação.
"Uso da prisão preventiva para obter delação não encontra guarida no texto constitucional brasileiro. Pode até encontrar guarida no texto constitucional de Curitiba. Mas usar prisão provisória para obter delação é tortura", disse.

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domingo, 20 de maio de 2018

Ao vivo: Argentina promove festival por Lula Livre


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Milhares de argentinos participam neste sábado (19), na Plaza de Mayo, em Buenos Aires, do festival de música e arte pela liberdade do ex-presidente Lula que é mantido preso político há 43 dias na Polícia Federal de Curitiba.
A homenagem para Lula também foi estendida à vereadora Marielle Franco, do PSOL, assassinada no Rio de Janeiro em 14 de março último.
O festival Lula Livre leva ao palco esta noite os veteranos da música popular Juan Falú (cujo irmão foi desaparecido e morto pela ditadura militar) e Liliana Herrero, a rapper Malena D’Alessio (vocalista do grupo Actitud Maria Marta), a banda de rock Los Rusos Hijos de Puta, o projeto Las Taradas, o grupo de cumbia militante Sudor Marika, a cantora vanguardista Juana Molina, entre outras atrações.
O evento é organizado por dezenas de coletivos culturais, movimentos sociais, partidos políticos e organizações da sociedade civil argentina. Artistas e intelectuais têm ajudado na convocação do festival através de vídeos, tais como Caetano Veloso, o prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel, a líder indígena Sônia Guajajara, o secretário-geral da Central de Trabalhadores da Argentina (CTA), o escritor Eric Nepomuceno e muitos outros. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, também gravou um vídeo de convocatória para o evento.
Assista ao vivo, direto de Buenos Aires:

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Atividade econômica tem queda de 0,13% no primeiro trimestre


Índice incorpora informações sobre indústria, comércio e serviços e agropecuária

A atividade econômica registrou queda no primeiro trimestre deste ano. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), dessazonalizado (ajustado para o período), teve retração 0,13% de janeiro a março, comparado ao último trimestre de 2017, de acordo com dados divulgados hoje (16), em Brasília. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o IBC-Br acusou crescimento de 0,86% (sem ajuste para o período). Em 12 meses encerrados em março, o indicador apresentou crescimento de 1,05%. Em março, comparado ao mesmo mês de 2017, houve queda de 0,66%. Na comparação com fevereiro, o índice registrou retração de 0,74%. O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB - a soma de todas as riquezas produzidas no país), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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