segunda-feira, 13 de março de 2017

Para CUT, governo quer privatizar Previdência


Para CUT, governo quer privatizar Previdência

Agência Estado
Presidente da CUT diz que reforma é o fim da PrevidênciaRoberto Parizotti
A reforma da Previdência proposta pelo governo Temer tem como objetivo oculto desmontar e privatizar o setor, afirmam sindicalistas. As exigências de idade mínima de 65 anos e a necessidade de contribuir durante 49 anos para garantir o benefício integral incentivam a procura do trabalhador por fundos de previdência privada complementar. Entre os mais jovens, está se disseminando a ideia de começar a poupar por conta própria, deixando de contribuir para o sistema público.
"O governo não pretende reformar a Previdência, mas sim acabar com a aposentadoria pública e entregar como ativo financeiro para os bancos privados", diz Vagner Freitas, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores).
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— Não é novidade, já aconteceu em países como Chile e México, mas não deu certo e eles tiveram de voltar atrás.
O problema, segundo o sindicalista, é que apenas 20% da população brasileira teria condição de comprar um plano de previdência privada. Os outros 80% ficam fora. "O que o governo não fez e precisa fazer é um amplo debate para saber se a sociedade brasileira concorda ou não com a ideia de não ter Previdência como política pública", afirma o presidente da CUT.
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Coincidência ou não, o secretário de Previdência, Marcelo Caetano, antes de fechar e apresentar a proposta de reforma do governo reuniu-se diversas vezes com empresários, banqueiros e fundos de previdência privada. Só quando tudo estava pronto, teve um encontro com as centrais sindicais.
O desmonte começou com a extinção do Ministério da Previdência Social, logo no primeiro mês do governo Temer. A nova estrutura administrativa da Previdência brasileira, que perdeu o nome Social, foi incorporada ao Ministério da Fazenda (a parte de arrecadação e despesas) e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Desenvolvimento Social (a parte de benefícios).
As centrais sindicais entendem que, nas mãos da Fazenda, a Previdência deixou de ser uma política de direito social e passou a ser pensada a partir de uma visão financista, partindo apenas do ponto de vista do que se arrecada e do que se gasta, e não de investimento e proteção social.
Há concordância no movimento sindical sobre a necessidade de uma reforma, mas é o único ponto em que há convergência com o governo, frisa Clemente Ganz Lucio, diretor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
— Nós defendemos uma reforma que inclua, enquanto o governo está fazendo uma reforma que exclui da Previdência, exclui na assistência e arrocha o valor dos benefícios.
O diretor do Dieese ressalta que, ao dar mais proteção, a Previdência garante mais renda para as pessoas, que por sua vez garante demanda para a economia. Ele cita o exemplo do Japão, que reduziu recentemente o tempo mínimo de contribuição de 25 para 10 anos, beneficiando milhares de idosos.
— Eles perceberam que, em uma sociedade que envelhece, se não se garantir renda para os idosos não haverá demanda na economia.
O presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Ricardo Patah, observa que a Previdência no Brasil exerce papel fundamental no combate à miséria.
— Centenas de municípios do Norte e Nordeste têm renda da Previdência maior que a soma de todas as demais rendas, maior até que a arrecadação tributária. Arrochar essa renda é destruir a capacidade econômica da região.
Na semana passada, o relator da reforma da Previdência na Câmara, o deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), no entanto, deu uma mostra do tom que deve nortear seu relatório. Convidado para fazer uma palestra na CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), em Brasília, o relator sustentou que "aposentadoria é subsistência" e "quem quiser ter uma vida melhor, faça outro tipo de pensão".
O texto da reforma tem recebido propostas de mudanças na comissão especial da Câmara, que mexem em pontos centrais da medida, como idade mínima, regra de transição e novo cálculo de benefício. Uma delas é do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP), assinada por mais 19 deputados de 7 partidos. "O que fiz foi como deputado e não como presidente da Força Sindical", adianta o parlamentar, ao explicar que a proposta não foi discutida com a Força nem com as outras centrais.
Paulinho propõe idade mínima de 60 anos para homens e 58 anos para mulheres, enquanto a ideia original do governo é fixar esse piso em 65 anos para homens e mulheres. A emenda prevê ainda que essa regra valha apenas para quem começar a contribuir para a Previdência após a reforma.
Além disso, sugere que a regra de cálculo dos benefícios parta de um índice de 60% do salário de contribuição e adicione um ponto porcentual a cada ano de contribuição. A proposta do governo prevê que o ponto de partida seja de 51%, o que traz a necessidade de 49 anos de contribuição para o acesso integral do salário de contribuição.
Outra alteração em relação à proposta do governo trata da regra de transição. No texto elaborado pelo deputado, a transição valeria para todos que tenham contribuído para a Previdência até a reforma, com um pedágio de 30% do tempo de contribuição que restar para a aposentadoria. O governo propõe a transição apenas para homens com mais de 50 anos e mulheres com mais de 45 anos com pedágio de 50% do tempo de contribuição que restar para a aposentadoria.
"É uma proposta bastante aceitável dentro da Câmara", avalia Paulinho, ao citar que já teve apoio de mais de 340 dos 513 deputados da Casa.
O presidente da CUT, por sua vez, acredita que a luta contra a reforma conseguirá unificar o movimento sindical. Até porque "nunca uma proposta foi tão mobilizadora contra o governo Temer".
"Quere
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População de idosos no Brasil cresceu 73% em 16 anos

População de idosos no Brasil cresceu 73% em 16 anosANPR (14/06/2016)
A população de idosos acima de 65 anos teve um aumento de 73% nos últimos 16 anos no Brasil. Nesse período, mais de 7 milhões de pessoas passaram a integrar essa faixa etária, que hoje representa 8% da população nacional, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 2030, essa participação subirá para 13% e, em 2060, para 27% dos brasileiros.
A escalada do envelhecimento, mais rápida do que a verificada em outras partes do mundo, impõe uma série de desafios para o País superar, como pagar a aposentadoria desse novo contingente de idosos.
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Mas os problemas vão além e envolvem soluções na área de saúde e do mercado de trabalho. Para especialistas, a reforma da Previdência, em discussão no Congresso Nacional, é imprescindível para garantir a estabilidade do País. Mas não deveria focar apenas na questão fiscal. Medidas voltadas para a melhoria das condições de vida para essa população precisam ser estudadas em paralelo de forma a evitar riscos sociais, alertam dados do IBGE.
Apesar do rápido aumento do número de idosos nos últimos anos, o País não está preparado para o envelhecimento de sua população. Na Previdência, se não houver reforma, o governo não garante que terá condições de pagar todas as aposentadorias nos próximos anos; na saúde, os custos têm sido cada vez maiores; e no mercado de trabalho, as companhias não estão preparadas para empregar pessoas mais idosas.
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Na avaliação do professor José Roberto Ferreira Savoia, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (Universidade de São Paulo), nos últimos anos, com a maior entrada de jovens no mercado de trabalho, as empresas se prepararam para empregar pessoas mais novas, não idosos.
— O que ocorreu no Brasil é que houve uma rápida expansão da expectativa de vida da população. Em 25 anos praticamente dobramos o porcentual de pessoas com mais de 60 anos.
De acordo com o IBGE, hoje a expectativa de vida das mulheres ao nascer é de 79,31 anos e dos homens, 75,18. Em 2000, era de 73,92 e 66,01 anos, respectivamente. Essa expansão deve continuar nos próximos anos. Até 2030, a expectativa de vida da mulher subirá para 82 e do homem, 75,28 anos.
Na Europa, diz Savoia, o envelhecimento da população ocorreu em 50 anos.
— São duas gerações. É tempo suficiente para preparar o país para uma mudança tão radical. 
Para Savoia, com a proposta de aumento da idade mínima de aposentadoria para 65 anos, o Brasil terá de correr atrás de medidas para resolver a questão.
— Se querem que o idoso acima de 60 anos trabalhe, é preciso criar condições.
A pesquisadora do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Ana Amélia Camarano, também defende políticas voltadas para a população idosa que terá de trabalhar mais tempo para se aposentar.
— A reforma da Previdência tinha de trazer junto a garantia de empregabilidade dos mais idosos de forma a reduzir o preconceito que ainda persiste no Brasil em relação ao trabalho dessa faixa etária.
Para ela, que defende a necessidade de rever as regras da Previdência, o governo deveria promover políticas de saúde educacional e melhorias nas condições de trabalho para essa população. Além disso, se não houver cuidado com a reforma da Previdência pode-se criar problemas difíceis de serem solucionados no futuro, como o aumento de aposentadorias por invalidez.
— Sem preparar o País para essas novas condições (aposentadoria aos 65 anos), o risco social é alto.
'Nem Nem'
Hoje, diz a pesquisadora, já tem havido um aumento dos chamados "Nem Nem", homens que nem trabalham nem são aposentados. Segundo ela, essa população já soma cerca de 2 milhões de pessoas. Segundo Ana Amélia, um dos caminhos para evitar os riscos sociais é uma transição suave na reforma da Previdência.
— No Japão, a cada semestre aumentava um mês na idade. Aqui não só a idade vai subir para 65 anos, como a contribuição de 15 anos para 25 anos.
O governo garante que não haverá mudança brusca na reforma brasileira. O secretário da Previdência, Marcelo Caetano, afirma que a proposta no Congresso prevê um período de transição de 20 anos. "A reforma é um passo importante para preparar a sociedade para o envelhecimento que está a nossa frente", afirma o diretor executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), José Cechin, ex-ministro da Previdência do governo FHC.
Defensor da reforma em andamento, ele também acredita que o País precisa se preparar para o envelhecimento da população. Mas, ao contrário de outros especialistas, ele não vê no mercado de trabalho um grande problema.
— Pessoas de mais baixa renda já se aposentam aos 65 anos. Quem poderia sofrer os reflexos dessa mudança seriam os profissionais mais qualificados, que se aposentam mais novos. E, para esses, não deve haver problema (para conseguir um emprego depois dos 60 anos).
Por outro lado, Cechin acredita que para ter uma sociedade mais justa, o País precisa investir em mais educação. Foi o qu
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domingo, 12 de março de 2017

Manifestantes fecha GO 060 por mais de uma hora


12/03/2017 21h05 - Atualizado em12/03/2017 21h05
Por Vanessa Martins
Do G1 GO
Manifestantes queimam pneus e fecham GO-060 por uma hora pedindo segurança Claudinápolis Goiás (Foto: Francielle Fernandes/Arquivo pessoal)Manifestantes fecham GO-060 por uma hora pedindo segurança (Foto: Francielle Fernandes/Arquivo pessoal)
Moradores do distrito de Claudinápolis, em Nazário, no centro de Goiás, realizaram uma manifestação pedindo por mais segurança na região e fecharam a GO-060 durante uma hora neste domingo (12). Segundo os participantes, cerca de 200 pessoas participaram do ato, já a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), estima que 100 pessoas protestaram no local.
Uma das moradoras do local, a professora Francielle Fernandes, de 29 anos, conta que todos se mobilizaram após três pessoas serem esfaqueadas na região durante a última semana. Ela conta que as pessoas levaram cartazes pedindo paz e queimaram pneus na rodovia.
“A comunidade se reuniu para poder policiamento e segurança, porque não tem polícia nenhuma aqui. Tem assalto direto a comércio, postos de combustível, não tem segurança nenhuma aqui. Tem uma delegacia aqui que não é aberta há seis anos”, reclamou em entrevista ao G1.
Outra moradora do distrito, a coordenadora de merenda escolar Lidiane Rosa, de 35 anos, relata que não se sente segura, por isso participou da manifestação para pedir mudanças.
“A gente vive com medo. Temos medo de todo motoqueiro que passa aqui. Quem sai a noite fica com medo de ir embora. É celular sendo roubado todo dia, todo dia acontece alguma coisa. Na minha casa tive que colocar cerca elétrica, estamos a mercê dos bandidos, temos medo de chegar em casa ter bandido na porta de casa”, relatou.
A PRE informou que a manifestação foi pacífica. Segundo a corporação, o congestionamento no local foi de cerca de 2 km nos dois sentidos da rodovia. Após o fim do protesto, o trânsito foi controlado e Corpo de Bombeiros apagou o fogo colocado nos pneus e retirou o material queimado da pista

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domingo, 5 de março de 2017

Contas inativas




Bancos não podem reter valores de contas inativas para pagar dívidas

Prática é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor; Caso não consiga reaver dinheiro junto ao banco, trabalhador pode recorrer a denúncias no Consumidor.gov.br ou procurar por Procons

© Reuters / Ricardo Moraes
ECONOMIA FGTSHÁ 23 MINSPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
Trabalhadores que têm direito a fazer saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) podem pedir que o valor seja transferido para conta corrente ou conta poupança da Caixa Econômica Federal ou outro banco de preferência.
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Nesses casos, é preciso atenção: a instituição financeira não pode, sem autorização do cliente, utilizar os valores depositados para cobrir débitos ou dívidas contidas na conta.
“O FGTS, assim como o salário e tudo derivado dele, tem caráter alimentar e não pode ser penhorado ou confiscado”, declara o presidente do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor do Sistema Financeiro (Andif), Donizete Piton. Esse caráter alimentar é impenhorável é definido pela Lei 8.036 de 1990.
A ação também é proibida pelo artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor, que considera como prática abusiva a execução de serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do consumidor.
Segundo Piton, o cliente pode recorrer à Justiça e solicitar não somente o ressarcimento do valor como também indenização por danos morais. “Muitas vezes o cidadão precisa do dinheiro porque quer comprar uma casa ou tem alguém doente na família. Nesses casos, o juiz pode determinar que o banco libere o valor e pague indenização”, exemplifica.
Ele lembra que o cidadão pode, por escolha própria, utilizar o dinheiro das contas inativas para pagamento de contas, mas que esse processo não pode ocorrer de maneira compulsória.
O que fazer em caso de confisco do banco
Caso o trabalhador perceba que o banco confiscou os valores sem prévia autorização, a primeira providência a tomar é a busca pelo desbloqueio dos valores junto ao banco.
A superintendente do Procon/MT, Gisela Simona Viana, alerta que se o contato com a instituição financeira for feito por telefone, o cliente deve anotar o número do protocolo do atendimento.
Se o banco se negar a reaver o valor, o cidadão tem duas opções para registrar a reclamação. A primeira é o site www.consumidor.gov.br, portal que permite contato direto entre consumidores e empresas para solucionar problemas com serviços ou produtos. Todos os bancos estão cadastrados no sistema, de gestão dos Procons e de demais órgãos do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor.
As empresas devem responder às reclamações em até 10 dias e podem solicitar informações complementares ou dados relevantes para o atendimento.
Outra alternativa é procurar atendimento presencial em uma unidade de Procon. O consumidor deve apresentar original e cópia do RG, CPF e comprovante de residência.
É imprescindível levar, também, o extrato bancário que comprova a transferência e bloqueio dos bens do FGTS.
O Procon, no atendimento preliminar, faz contato por telefone com o banco para tentar o desbloqueio do valor. Se não tiver êxito, o órgão encaminha, pelo correio, uma Carta de Informações Preliminares à instituição. O prazo para resposta é de 10 dias corridos.
Se a restituição for negada, o Procon aplica sanção administrativa e multa que pode variar entre R$ 500 e R$ 5 milhões. O valor depende do porte da instituição, se é reincidente ou não e do tamanho do dano causado ao consumidor.
Se mesmo com todas as providências o problema não for resolvido, o cliente podem receber auxílio judicial. “Muitos Procons já têm cooperação com juizados especiais, para os quais o consumidor é encaminhado”, explica Gisela. Com informações do Portal Brasil.
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