quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
Temer anuncia liberação para saque de contas inativas do FGTS
Temer anuncia liberação para saque de contas inativas do FGTS
Presidente também afirmou que fará, após participar de café da manhã com jornalistas, anúncio sobre propostas de mudanças na legislação trabalhista.
Por Luciana Amaral, G1, Brasília
22/12/2016 09h34 Atualizado há 10 minutos
O presidente Michel Temer anunciou nesta quinta-feira (22) que o governo vai liberar o saque de contas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) inativas até dezembro de 2015. Temer fez o anúncio em pronunciamento antes de participar de um café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto.
A medida faz parte de uma tentativa do governo de reaquecer a economia. O presidente explicou que não haverá limite para o saque. O trabalhador, se quiser, poderá sacar todo o valor que tem na conta inativa. De acordo com o governo o cronograma para o saque de contas será divulgado até o início de fevereiro e levará em conta a data de nascimento dos beneficiários.
"Nós estamos flexibilizando essas exigências [para o saque do FGTS], porque o momento que vivemos na economia demanda a adoção de medidas que permitam, ainda que de forma parcial, uma recomposição da renda do trabalhador. Portanto, estamos permitindo que os trabalhadores detentores dessas contas até 31 de dezembro de 2015 possam dispor de recursos que em condições normais não estariam ao seu alcance", afirmou o presidente.
Temer disse, que pelos cálculos do governo, os saques podem chegar a R$ 30 bilhões, o que equivale, nas contas de equipe econômica, a 0,5% do PIB. Segundo ele, cerca de 10, 2 milhões de trabalhadores podem sacar o dinheiro. A maior parte das contas inativas, de acordo com o governo, tem saldo de menos de um salário mínimo.
O presidente argumentou que os saques das contas inativas do FGTS não vão prejudicar projetos que dependem da verba do fundo, como o financiamento de moradias do Minha Casa Minha Vida.
"É um injeção de recursos que vai mobilizar, movimentar a economia e equivale, também pelos cálculos do Planejamento, a cerca de 0,5% do PIB e sem pôr em risco a própria solidez do FGTS, porque vocês sabem que os valores do FGTS se destinam à habitação popular, saneamento, mobilidade. Então, não põem em risco o fundo de garantia, as verbas para aplicação nesses setores que estou mencionando", afirmou Temer.
São consideradas contas inativas aquelas que não recebem nenhum tipo de movimentação de depósitos há mais de três anos. Via de regra, a conta vinculada ao FGTS fica inativa após ficar três anos ininterruptos sem o depósito do FGTS, em razão da rescisão do contrato de trabalho
Reforma trabalhista
O presidente informou também que fará, após o café da manhã com os jornalistas, um anúncio sobre propostas do governo para mudanças na legislação trabalhista.
"Convido a todos para, logo mais, estejamos no Palácio do Planalto para anunciar a modernização da legislação do trabalho, com uma característica muito importante que deve ser ressaltada, a de que presentes deverão estar não só representantes das centrais sindicais como representantes dos empregadores, representantes de federações. Isso tudo foi muito bem negociado pelo Ministério do Trabalho no sentido de fazer uma composição que não desagradasse fundamentalmente nem trabalhadores, nem empregadores", disse o presidente.
Juros do cartão
Temer não deu detalhes, mas afirmou que o governo trabalha com redução dos juros do cartão de crédito a partir do primeiro semestre do ano que vem. Ele disse ainda, sem explicar como será a ação da equipe econômica nesse sentido, que a queda nos juros do cartão deve ser de mais da metade nos primeiros meses de 2017.
"Anunciamos que haveria uma redução dos juros do cartão de crédito. E, de fato, os últimos estudos revelam que no primeiro trimestre deste ano haverá uma redução de mais da metade dos juros cobrados do cartão de crédito", afirmou o presidente.
Ele informou ainda que a redução nos juros do cartão ocorrerá em duas hipóteses: "a hipótese do juro do cartão, que é aquela coisa dos 30 dias, que é o chamado rotativo, onde haverá esta redução de mais da metade do que hoje se cobra. Em segundo lugar, 30 dias após, é isso que está sendo imaginado, haverá um parcelamento daqueles que não pagaram, e esse parcelamento ainda receberá juros inferiores, menos da metade, digamos, do chamado rotativo", informou Temer.
Michel Temer fala sobre cortes nos juros do cartão de crédito
Balanço do governo
Antes de começar a responder perguntas de jornalistas presentes no café, Temer fez um balanço dos sete meses que está à frente da Presidência.
Durante a fala, Temer destacou o fato de ter aprovado no Congresso, com o que ele chamou de "apoio extraordinário", medidas propostas pela equipe econômica para conter a crise.
Ele afirmou que um dos primeiros atos de seu governo foi detectar e revisar a meta fiscal para 2016. Em maio, ainda durante o período em que Temer era interino, o Congresso aprovou projeto de lei que reduziu a meta e autorizou o governo a fechar um ano com um déficit de até R$ 170,5 bilhões - a previsão do governo Dilma Rousseff era de déficit de R$ 96 bilhões.
Logo depois, o presidente falou sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabeleceu um teto para os gastos públicos pelos próximos 20 anos. O texto foi criticado por partidos de oposição e alvo de polêmica nos últimos meses. Os críticos da proposta afirmam que a PEC vai congelar investimentos em áreas consideradas essenciais, como saúde e educação. O governo afirma que não faltarão recursos para esses setores.
"Para nós todos [...] seria muito confortável passar esses dois anos e pouco na Presidência sem mexer nesses temas polêmicos, como aparentemente era com o teto de gastos públicos. Mas houve uma compreensão tão ressaltada da necessidade de conter os gastos públicos e essa emenda constitucional foi aprovada com um quórum muito expressivo na Câmara dos Deputados e no Senado Federal", disse Temer aos jornalistas.
O presidente lembrou ainda da proposta de reforma da Previdência, enviada no último mês ao Congresso, que, segundo ele, foi discutida "durante meses" por diversos setores da sociedade. Temer disse que o Congresso Nacional é o "grande palco" para discutir mudanças importantes, como a da Previdência.
"A reforma da Previdência é um dos grandes temas nacionais. [...] Dez dias depois [de ter sido enviada]. a PEC ganhou admissibilidade na Comissão de Constituição e Justiça. Vocês sabem que um tema como esse, reconheço de polêmica, ter ganhado admissibilidade em menos de dez dias na CCJ, foi mais um dado extremamente positivo", ressaltou.
O presidente disse que haverá "grandes debates" sobre a reforma no Congresso e reconheceu não saber dizer se o texto enviado pelo governo será modificado pelos parlamentares.
Temer disse ainda que recebeu uma sugestão de rotular a reforma da Previdência proposta por seu governo de "Em nome do filho". "Porque, na verdade, não vai produzir efeito nos próximos dois anos, no nosso governo. Vai produzir efeito no futuro. [...] Ela garante o futuro da Previdência Social", afirmou.
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O Facebook guarda informações sobre perfis apagados?
SEGURANÇA DIGITAL
Quinta-feira, 22/12/2016, às 11:00, por Altieres Rohr
O Facebook guarda informações sobre perfis apagados?
Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.
WhatsApp Celular>>> Rastreamento de local pelo WhatsApp
Uma pessoa desconhecida entra em contato conosco pelo WhatsApp.... esta pessoa pode nos localizar se não lhe passarmos endereço, se não lhe dermos nenhuma informação de onde estamos, só o contato pelo WhatsApp?
Paulo Borges dos Reis Nogueira
Não, Paulo. Porém, lembre-se que, para enviar uma mensagem ao WhatsApp, é preciso do número de telefone. O número de telefone tem como informação regional o DDD, então, de certo modo, é possível ter uma ideia da localização da pessoa.
Além disso, também pode ser possível, em alguns casos, descobrir o nome associado à conta do WhatsApp. Com o nome, é possível fazer buscas na internet e encontrar os perfis em redes sociais, por exemplo, para localizar o usuário.
Às vezes, o próprio número pode estar na internet e pode ser encontrado por mecanismos de busca.
Perceba que essas são informações "laterais", não do WhatsApp em si. O WhatsApp não revela a sua localização.
(Foto: Altieres Rohr/Especial para o G1)
Receita do Facebook cresceu mais do que o esperado no 3º trimestre>>> Informações de perfil apagado
Gostaria de saber se, depois de criar um perfil falso no Facebook ter realizada uma conversa e depois excluído a conta, consegue se descobrir, recuperar e rastrear de onde foi criada a conta?
Silvana Cardoso
É possível, sim. O Facebook armazena as informações de perfis apagados por um tempo após sua remoção, como é comum em qualquer serviço de internet. Segundo o próprio Facebook, as informações podem ficar nos backups por até 90 dias.
No entanto, essa informação precisa ser solicitada pela via judicial. Um juiz terá de autorizar o pedido e enviá-lo ao Facebook. Em alguns casos, pode haver resistência para atender a esse tipo de pedido. Você terá que consultar um advogado, e terá de agir rápido para conseguir os dados antes que sejam apagados em definitivo.
Um detalhe, porém: caso a conta apagada tenha conversado com outro usuário e esse usuário ainda tem uma cópia da conversa, é possível que o Facebook ainda mantenha registros sobre o IP usado durante essa conversa.
Uma vez tendo os IPs associados à conta, será preciso mais uma solicitação à Justiça para que o provedor de internet responsável por aquele endereço IP produza as informações sobre qual é erausuário daquele endereço no momento específico do cadastro ou da troca de mensagens.
Caso a pessoa tenha tomado certos cuidados no registro e uso da conta falsa em questão, é possível que ela não possa ser corretamente rastreada dessa maneira. Por exemplo, a pessoa pode ter feito o acesso a partir de um Wi-Fi público, do qual pode não existir registro de quem estava fazendo uso da internet naquela hora. Também há programas específicos que podem ser usados para burlar esse tipo de rastreamento.
Em resumo, é um processo consideravelmente burocrático, pode não ser barato, e a eficácia é bastante incerta.
Dependendo do que aconteceu, o caso pode ser relatado à polícia para ser investigado. O importante é tomar cuidado para não ter uma imensa dor de cabeça que não vai render resultado algum.
Foto: Reuters
O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!
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Além disso, também pode ser possível, em alguns casos, descobrir o nome associado à conta do WhatsApp. Com o nome, é possível fazer buscas na internet e encontrar os perfis em redes sociais, por exemplo, para localizar o usuário.
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(Foto: Altieres Rohr/Especial para o G1)
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No entanto, essa informação precisa ser solicitada pela via judicial. Um juiz terá de autorizar o pedido e enviá-lo ao Facebook. Em alguns casos, pode haver resistência para atender a esse tipo de pedido. Você terá que consultar um advogado, e terá de agir rápido para conseguir os dados antes que sejam apagados em definitivo.
Um detalhe, porém: caso a conta apagada tenha conversado com outro usuário e esse usuário ainda tem uma cópia da conversa, é possível que o Facebook ainda mantenha registros sobre o IP usado durante essa conversa.
Uma vez tendo os IPs associados à conta, será preciso mais uma solicitação à Justiça para que o provedor de internet responsável por aquele endereço IP produza as informações sobre qual é erausuário daquele endereço no momento específico do cadastro ou da troca de mensagens.
Caso a pessoa tenha tomado certos cuidados no registro e uso da conta falsa em questão, é possível que ela não possa ser corretamente rastreada dessa maneira. Por exemplo, a pessoa pode ter feito o acesso a partir de um Wi-Fi público, do qual pode não existir registro de quem estava fazendo uso da internet naquela hora. Também há programas específicos que podem ser usados para burlar esse tipo de rastreamento.
Em resumo, é um processo consideravelmente burocrático, pode não ser barato, e a eficácia é bastante incerta.
Dependendo do que aconteceu, o caso pode ser relatado à polícia para ser investigado. O importante é tomar cuidado para não ter uma imensa dor de cabeça que não vai render resultado algum.
Foto: Reuters
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Presos suspeitos de sonegar R$ 8 milhões criando empresas de fachada
GOIÁS
22/12/2016 11h52 - Atualizado em 22/12/2016 12h13
Presos suspeitos de sonegar R$ 8 milhões criando empresas de fachada
Três homens foram detidos em loja falsa que fica em shopping de Goiânia.
Segundo delegado, eles também faziam dívidas em bancos e não pagavam.
Vanessa Martins
Do G1 GO
Presos suspeitos de sonegar R$ 8 milhões em impostos com empresas de fachada Goiânia Goiás (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
A Polícia Civil prendeu três suspeitos de criar empresas de fachada para sonegar impostos em Goiânia. O delegado responsável pelo caso, Alex Vasconcelos, informou que os suspeitos deixaram de pagar R$ 8 milhões em tributos somente durante 2016. Segundo ele, os empreendimentos falsos também faziam dívidas nos bancos com cheques e cartões de crédito, que não eram pagos.
saiba mais
Polícia detém três e apreende cerca de R$ 1 milhão em roupas falsificadas
Operação prende 4 suspeitos de sonegação em medicamentos
Polícia faz operação para investigar sonegação fiscal de R$ 129 milhões
Vasconcelos afirma que uma empresa de São Paulo, chamada BMP Utilidades Domésticas S.A. realizava venda de produtos, mas quem fazia o recebimento dos valores e registrava a transação eram as empresas fantasmas. O dinheiro era repassado para a empresa paulista, mas as dívidas dos impostos ficavam com os empreendimentos falsos.
O G1 entrou em contato com a BMP Utilidades Domésticas S.A., e aguarda um posicionamento da empresa.
“A BMP vendia, mas o dinheiro das vendas ia para as empresas de fachada. Elas passavam os valores para a BMP e não pagavam os impostos referentes às transações. Essas empresas, que ficavam no nome de laranjas, tinham grande movimentação nas contas correntes, o que liberava altos limites de crédito nos bancos. Esses limites eram usados em cheques e cartões, que também ficavam devedores. Quando os autores achavam que já estavam altas as dívidas fechavam a empresa”, explicou o delegado.
O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da Receita Federal para saber quais procedimentos devem ser tomados e aguarda posicionamento do órgão.
Ainda segundo o delegado, o trio foi detido na terça-feira (20). Foram presos Jadir Martins Borges Júnior, de 34 anos, Bruno Carvalho Borges, 25, e Donizete José Ferraz 46. Um quarto suspeito, Rogério Batista dos Santos, 36, ainda está foragido e é procurado pela Polícia Civil. Eles foram detidos na sede de uma das empresas de fachada, que fica em um shopping de Goiânia.
Conforme as investigações, os suspeitos convenciam garotas de programa a criarem as empresas no nome delas em troca de um pagamento mensal.
Segundo Vasconcelos, os três presos admitiram os crimes e estão detidos na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic). Eles devem responder por formação de organização criminosa, crime tributário, falsidade ideológica, lavagem de capitais e estelionato.
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22/12/2016 11h52 - Atualizado em 22/12/2016 12h13
Presos suspeitos de sonegar R$ 8 milhões criando empresas de fachada
Três homens foram detidos em loja falsa que fica em shopping de Goiânia.
Segundo delegado, eles também faziam dívidas em bancos e não pagavam.
Vanessa Martins
Do G1 GO
Presos suspeitos de sonegar R$ 8 milhões em impostos com empresas de fachada Goiânia Goiás (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
A Polícia Civil prendeu três suspeitos de criar empresas de fachada para sonegar impostos em Goiânia. O delegado responsável pelo caso, Alex Vasconcelos, informou que os suspeitos deixaram de pagar R$ 8 milhões em tributos somente durante 2016. Segundo ele, os empreendimentos falsos também faziam dívidas nos bancos com cheques e cartões de crédito, que não eram pagos.
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Vasconcelos afirma que uma empresa de São Paulo, chamada BMP Utilidades Domésticas S.A. realizava venda de produtos, mas quem fazia o recebimento dos valores e registrava a transação eram as empresas fantasmas. O dinheiro era repassado para a empresa paulista, mas as dívidas dos impostos ficavam com os empreendimentos falsos.
O G1 entrou em contato com a BMP Utilidades Domésticas S.A., e aguarda um posicionamento da empresa.
“A BMP vendia, mas o dinheiro das vendas ia para as empresas de fachada. Elas passavam os valores para a BMP e não pagavam os impostos referentes às transações. Essas empresas, que ficavam no nome de laranjas, tinham grande movimentação nas contas correntes, o que liberava altos limites de crédito nos bancos. Esses limites eram usados em cheques e cartões, que também ficavam devedores. Quando os autores achavam que já estavam altas as dívidas fechavam a empresa”, explicou o delegado.
O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da Receita Federal para saber quais procedimentos devem ser tomados e aguarda posicionamento do órgão.
Ainda segundo o delegado, o trio foi detido na terça-feira (20). Foram presos Jadir Martins Borges Júnior, de 34 anos, Bruno Carvalho Borges, 25, e Donizete José Ferraz 46. Um quarto suspeito, Rogério Batista dos Santos, 36, ainda está foragido e é procurado pela Polícia Civil. Eles foram detidos na sede de uma das empresas de fachada, que fica em um shopping de Goiânia.
Conforme as investigações, os suspeitos convenciam garotas de programa a criarem as empresas no nome delas em troca de um pagamento mensal.
Segundo Vasconcelos, os três presos admitiram os crimes e estão detidos na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic). Eles devem responder por formação de organização criminosa, crime tributário, falsidade ideológica, lavagem de capitais e estelionato.
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Condenado, Eliseu Padilha protela há 30 meses dívida de R$ 393 mil com aposentado
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Condenado, Eliseu Padilha protela há 30 meses dívida de R$ 393 mil com aposentado
Colaboração para o UOL, em Porto Alegre e Torres (RS) 20/12/201605h00
Flávio Ilha/UOL
João Carlos Goulart de Moraes, 74, tem um processo tramitando há 12 anos contra o ministro Eliseu Padilha
Mesmo com uma sentença judicial desfavorável proferida em maio pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), da qual não cabem mais recursos, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, está protelando a quitação de uma dívida de R$ 393.765,02 com o corretor de imóveis aposentado João Carlos Goulart de Moraes, que trabalhou como autônomo para a construtora do ministro entre 1992 e 2000.
Moraes, 74, cobra indenização pela venda de quatro unidades habitacionais no empreendimento Nouvelle Tour, edifício de luxo construído no balneário de Torres, a 198 km de Porto Alegre, e que foi entregue em 2003. O corretor tinha exclusividade na comercialização do projeto, mas nunca recebeu qualquer pagamento dos empreendedores.
O ministro Eliseu Padilha não negou a dívida, mas afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que se trata de uma ação particular que não tem interesse público (leia mais abaixo).
As tentativas de cobrança judicial esbarraram, até agora, na falta de saldo nas contas das empresas condenadas ou em saldos insignificantes. O pedido de cumprimento de sentença provisória, que pode ser levado até a etapa da penhora de bens antes do trânsito em julgado do processo, começou há dois anos e nove meses,em fevereiro de 2014. Com a decisão do STJ, não cabe mais recurso desde abril deste ano.
"Os advogados do ministro usaram e continuam usando todos os artifícios e chicanas que os devedores contumazes utilizam para não pagar o que devem. A lei, infelizmente, facilita a vida dessas pessoas", lamentou o advogado de Moraes, José Vecchio Filho.
Além de deixarem as contas correntes vazias, as empresas ligadas ao ministro também foram mudando de nome e de sócios ao longo da ação para evitar a cobrança judicial. Na Junta Comercial de Porto Alegre, uma das empresas citadas no processo, a Uno Empreendimentos e Participações Ltda, registrou a 29ª alteração contratual em fevereiro deste ano.
Documento mostra 29ª alteração contratual da empresa Uno Empreendimentos e Participações Ltda
O empreendimento
O Nouvelle Tour foi construído pela Eliseu Padilha Empreendimentos e Participações Ltda, em sociedade com a Eliseu Padilha Imóveis Ltda, dirigida por Renato Zaccani da Silva, e a Eliseu Padilha Construção e Incorporação Ltda, dirigida por Flaito dos Santos Consul. Nenhuma das três empresas está ativa junto à Receita estadual. A construção foi financiada com recursos do Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul).
Ao longo do processo de incorporação do Nouvelle Tour, no entanto, aparecem ainda as empresas Uno Empreendimentos e Participações Ltda, que pertence à atual mulher do ministro, Simone Camargo, e cuja sede está localizada no mesmo endereço do escritório de advocacia de Padilha em Porto Alegre, a Eletromar Comércio de Materiais Elétricos, dirigida por Zaccani, e a Incorporasul Imóveis Ltda e a Consular Imóveis Ltda, ambas de propriedade de Flaito. Todas essas empresas foram condenadas na ação judicial, mas a Eletromar e a Consular não existem mais. A Incorporasul ainda pertence ao ex-sócio de Padilha.
Na época da construção, o Nouvelle Tour era um dos mais luxuosos edifícios de Torres –que é o balneário mais valorizado do Rio Grande do Sul. São 36 apartamentos a uma quadra do mar que variam de 180 a 360 m² de área útil. As unidades, a preços atuais, variam de R$ 600 mil a R$ 1,6 milhão. Foi a primeira investida imobiliária do grupo de Padilha em Torres.
O longo processo na Justiça
O processo que condenou Padilha e seus sócios tramita há 12 anos na Justiça comum do Rio Grande do Sul –a sentença condenatória de primeiro grau é de setembro de 2010. O valor confirmado em maio pelo STJ, que é tecnicamente "incontroverso" –ou seja, reconhecido pelos próprios réus– terá de ser reajustado pelo IGPM-Jus e, além disso, a falta de quitação espontânea enseja multa de 10% sobre o valor da indenização.
Danilo Verpa/Folhapress
O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, está protelando há dois anos e nove meses a quitação da dívida de R$ 393.765,02 com o aposentado João Carlos Goulart de Moraes
O montante foi definido entre as partes em março de 2014, depois que os advogados de Padilha concordaram em indenizar Moraes com um valor nominal aproximado, na época, de R$ 264 mil. Mas, ao contrário do que determina a lei, os réus não depositaram o valor incontroverso antes de ingressar com recurso junto ao STJ.
O corretor aposentado, que atualmente vive sozinho no balneário com uma pensão de R$ 2.200 paga pelo INSS e em um apartamento alugado de um dormitório, disse que optou por uma ação civil, e não trabalhista, para não ferir o código de ética dos profissionais de sua categoria.
"Fui defenestrado por telefone depois de investir tempo e dinheiro no empreendimento. Me senti traído, achei que era um abuso e um desaforo, porque em nenhum momento fui chamado para resolver as pendências que havia, entre elas comissões e despesas de custeio", afirmou.
Moraes afirmou que se endividou por causa do trabalho –na época, o corretor gerenciava uma imobiliária do grupo de Padilha em Porto Alegre. Segundo o aposentado, as dívidas contraídas no período foram pagas com recursos próprios –entre eles, um automóvel dado como quitação para as diárias de um dos hotéis onde se hospedava aos finais de semana para trabalhar.
O corretor contou que os sócios de Padilha fizeram pressão para que ele desistisse do processo. "Telefonavam para a minha casa dizendo que não esperavam isso de mim e que iriam me entregar para a imobiliária onde passei a trabalhar depois que fui desligado", disse. "Sempre soube que seria um processo longo, mas não a esse ponto. Se não puder usufruir da indenização, paciência. Pelo menos meus filhos e netos irão recebê-la. Eu acredito nisso", afirmou Moraes.
O advogado do corretor disse que é necessário esgotar todas as possibilidades de cobrança da dívida das empresas condenadas para, só depois disso, tentar o bloqueio de bens dos sócios. "Os devedores nunca propuseram um acordo. Em uma ocasião ofereceram alguns terrenos para penhora, mas num valor muito abaixo do devido", informou Vecchio.
Cálculo feito em maio deste ano pelo STJ determinando o valor incontroverso da causa, admitido pelas duas partes em litígio
Outro lado
O empresário Renato Zaccani da Silva disse à reportagem do UOL que não é mais sócio de Padilha e que, portanto, não tem relação com o caso. "Achei até que já estivesse resolvido. Esse assunto ficou com a imobiliária, não tenho mais nada a ver com isso", afirmou. Zaccani também negou que tivesse feito pressão para que Moraes desistisse da ação.
Outro sócio de Padilha no empreendimento, Flaito dos Santos Consul também negou envolvimento com o caso e disse que nunca foi citado judicialmente sobre o processo. Além disso, afirma que a sociedade com o ministro foi desfeita, "devido à perda de finalidade", em 1998. "Desde então, vejo o ministro Padilha apenas eventualmente", afirmou.
Flaito confirmou que Moraes atuou no empreendimento, mas disse desconhecer a existência de qualquer dívida com o corretor aposentado. Sobre a Incorporasul, afirmou que a empresa nunca participou do projeto. A reportagem do UOL, entretanto, localizou quatro contratos de compra e venda de unidades do Nouvelle Tour negociados pela Incorporasul após o término da sociedade de Flaito com o ministro (clique e veja um dos contratos, em .pdf). Os negócios foram todos fechados em setembro de 1998.
O ministro Eliseu Padilha não negou a dívida, mas limitou-se a afirmar, por meio de sua assessoria de imprensa, que se trata de uma ação particular que não tem interesse público. "O referido questionamento trata de processo judicial entre particulares e empresa. Todo conteúdo está disponibilizado junto ao procedimento judicial", afirmou.
Na condição de empresário, o ministro mantém sociedade ainda em uma série de empresas, entre elas a Eliseu Padilha Advocacia e Consultoria, junto com a sua atual mulher; a Gaivota Participações Ltda, também em sociedade com Simone Camargo e que administra a Fazenda Nova Esperança, em Balsas, no Maranhão; a Rubi Assessoria e Participações Ltda, com sede em Florianópolis; e a Girassol Florestamento e Imobiliária Ltda, em sociedade com o empresário Luiz Alberto Verza da Rosa –antigo sócio do ministro desde as primeiras empresas de construção, criadas nos anos de 1980.
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Condenado, Eliseu Padilha protela há 30 meses dívida de R$ 393 mil com aposentado
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Flávio Ilha/UOL
João Carlos Goulart de Moraes, 74, tem um processo tramitando há 12 anos contra o ministro Eliseu Padilha
Mesmo com uma sentença judicial desfavorável proferida em maio pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), da qual não cabem mais recursos, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, está protelando a quitação de uma dívida de R$ 393.765,02 com o corretor de imóveis aposentado João Carlos Goulart de Moraes, que trabalhou como autônomo para a construtora do ministro entre 1992 e 2000.
Moraes, 74, cobra indenização pela venda de quatro unidades habitacionais no empreendimento Nouvelle Tour, edifício de luxo construído no balneário de Torres, a 198 km de Porto Alegre, e que foi entregue em 2003. O corretor tinha exclusividade na comercialização do projeto, mas nunca recebeu qualquer pagamento dos empreendedores.
O ministro Eliseu Padilha não negou a dívida, mas afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que se trata de uma ação particular que não tem interesse público (leia mais abaixo).
As tentativas de cobrança judicial esbarraram, até agora, na falta de saldo nas contas das empresas condenadas ou em saldos insignificantes. O pedido de cumprimento de sentença provisória, que pode ser levado até a etapa da penhora de bens antes do trânsito em julgado do processo, começou há dois anos e nove meses,em fevereiro de 2014. Com a decisão do STJ, não cabe mais recurso desde abril deste ano.
"Os advogados do ministro usaram e continuam usando todos os artifícios e chicanas que os devedores contumazes utilizam para não pagar o que devem. A lei, infelizmente, facilita a vida dessas pessoas", lamentou o advogado de Moraes, José Vecchio Filho.
Além de deixarem as contas correntes vazias, as empresas ligadas ao ministro também foram mudando de nome e de sócios ao longo da ação para evitar a cobrança judicial. Na Junta Comercial de Porto Alegre, uma das empresas citadas no processo, a Uno Empreendimentos e Participações Ltda, registrou a 29ª alteração contratual em fevereiro deste ano.
Documento mostra 29ª alteração contratual da empresa Uno Empreendimentos e Participações Ltda
O empreendimento
O Nouvelle Tour foi construído pela Eliseu Padilha Empreendimentos e Participações Ltda, em sociedade com a Eliseu Padilha Imóveis Ltda, dirigida por Renato Zaccani da Silva, e a Eliseu Padilha Construção e Incorporação Ltda, dirigida por Flaito dos Santos Consul. Nenhuma das três empresas está ativa junto à Receita estadual. A construção foi financiada com recursos do Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul).
Ao longo do processo de incorporação do Nouvelle Tour, no entanto, aparecem ainda as empresas Uno Empreendimentos e Participações Ltda, que pertence à atual mulher do ministro, Simone Camargo, e cuja sede está localizada no mesmo endereço do escritório de advocacia de Padilha em Porto Alegre, a Eletromar Comércio de Materiais Elétricos, dirigida por Zaccani, e a Incorporasul Imóveis Ltda e a Consular Imóveis Ltda, ambas de propriedade de Flaito. Todas essas empresas foram condenadas na ação judicial, mas a Eletromar e a Consular não existem mais. A Incorporasul ainda pertence ao ex-sócio de Padilha.
Na época da construção, o Nouvelle Tour era um dos mais luxuosos edifícios de Torres –que é o balneário mais valorizado do Rio Grande do Sul. São 36 apartamentos a uma quadra do mar que variam de 180 a 360 m² de área útil. As unidades, a preços atuais, variam de R$ 600 mil a R$ 1,6 milhão. Foi a primeira investida imobiliária do grupo de Padilha em Torres.
O longo processo na Justiça
O processo que condenou Padilha e seus sócios tramita há 12 anos na Justiça comum do Rio Grande do Sul –a sentença condenatória de primeiro grau é de setembro de 2010. O valor confirmado em maio pelo STJ, que é tecnicamente "incontroverso" –ou seja, reconhecido pelos próprios réus– terá de ser reajustado pelo IGPM-Jus e, além disso, a falta de quitação espontânea enseja multa de 10% sobre o valor da indenização.
Danilo Verpa/Folhapress
O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, está protelando há dois anos e nove meses a quitação da dívida de R$ 393.765,02 com o aposentado João Carlos Goulart de Moraes
O montante foi definido entre as partes em março de 2014, depois que os advogados de Padilha concordaram em indenizar Moraes com um valor nominal aproximado, na época, de R$ 264 mil. Mas, ao contrário do que determina a lei, os réus não depositaram o valor incontroverso antes de ingressar com recurso junto ao STJ.
O corretor aposentado, que atualmente vive sozinho no balneário com uma pensão de R$ 2.200 paga pelo INSS e em um apartamento alugado de um dormitório, disse que optou por uma ação civil, e não trabalhista, para não ferir o código de ética dos profissionais de sua categoria.
"Fui defenestrado por telefone depois de investir tempo e dinheiro no empreendimento. Me senti traído, achei que era um abuso e um desaforo, porque em nenhum momento fui chamado para resolver as pendências que havia, entre elas comissões e despesas de custeio", afirmou.
Moraes afirmou que se endividou por causa do trabalho –na época, o corretor gerenciava uma imobiliária do grupo de Padilha em Porto Alegre. Segundo o aposentado, as dívidas contraídas no período foram pagas com recursos próprios –entre eles, um automóvel dado como quitação para as diárias de um dos hotéis onde se hospedava aos finais de semana para trabalhar.
O corretor contou que os sócios de Padilha fizeram pressão para que ele desistisse do processo. "Telefonavam para a minha casa dizendo que não esperavam isso de mim e que iriam me entregar para a imobiliária onde passei a trabalhar depois que fui desligado", disse. "Sempre soube que seria um processo longo, mas não a esse ponto. Se não puder usufruir da indenização, paciência. Pelo menos meus filhos e netos irão recebê-la. Eu acredito nisso", afirmou Moraes.
O advogado do corretor disse que é necessário esgotar todas as possibilidades de cobrança da dívida das empresas condenadas para, só depois disso, tentar o bloqueio de bens dos sócios. "Os devedores nunca propuseram um acordo. Em uma ocasião ofereceram alguns terrenos para penhora, mas num valor muito abaixo do devido", informou Vecchio.
Cálculo feito em maio deste ano pelo STJ determinando o valor incontroverso da causa, admitido pelas duas partes em litígio
Outro lado
O empresário Renato Zaccani da Silva disse à reportagem do UOL que não é mais sócio de Padilha e que, portanto, não tem relação com o caso. "Achei até que já estivesse resolvido. Esse assunto ficou com a imobiliária, não tenho mais nada a ver com isso", afirmou. Zaccani também negou que tivesse feito pressão para que Moraes desistisse da ação.
Outro sócio de Padilha no empreendimento, Flaito dos Santos Consul também negou envolvimento com o caso e disse que nunca foi citado judicialmente sobre o processo. Além disso, afirma que a sociedade com o ministro foi desfeita, "devido à perda de finalidade", em 1998. "Desde então, vejo o ministro Padilha apenas eventualmente", afirmou.
Flaito confirmou que Moraes atuou no empreendimento, mas disse desconhecer a existência de qualquer dívida com o corretor aposentado. Sobre a Incorporasul, afirmou que a empresa nunca participou do projeto. A reportagem do UOL, entretanto, localizou quatro contratos de compra e venda de unidades do Nouvelle Tour negociados pela Incorporasul após o término da sociedade de Flaito com o ministro (clique e veja um dos contratos, em .pdf). Os negócios foram todos fechados em setembro de 1998.
O ministro Eliseu Padilha não negou a dívida, mas limitou-se a afirmar, por meio de sua assessoria de imprensa, que se trata de uma ação particular que não tem interesse público. "O referido questionamento trata de processo judicial entre particulares e empresa. Todo conteúdo está disponibilizado junto ao procedimento judicial", afirmou.
Na condição de empresário, o ministro mantém sociedade ainda em uma série de empresas, entre elas a Eliseu Padilha Advocacia e Consultoria, junto com a sua atual mulher; a Gaivota Participações Ltda, também em sociedade com Simone Camargo e que administra a Fazenda Nova Esperança, em Balsas, no Maranhão; a Rubi Assessoria e Participações Ltda, com sede em Florianópolis; e a Girassol Florestamento e Imobiliária Ltda, em sociedade com o empresário Luiz Alberto Verza da Rosa –antigo sócio do ministro desde as primeiras empresas de construção, criadas nos anos de 1980.
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Suspensa a posse de reitores eleitos na UniRV
Notícia- UNIRV
19/12/2016 - 16h42 -atualizado 22/12/2016-11h36
Suspensa a posse de reitores eleitos na UniRV
Decisão acolheu pedido do MP
O juiz Márcio Morrone Xavier, em decisão liminar, suspendeu a posse da chapa eleita para a reitoria da Universidade de Rio Verde (UniRV). A eleição havia sido suspensa em decisão anterior por irregularidades no edital que regia o processo, mas ainda assim foi realizada. Em razão disso, novo pedido para suspensão do resultado foi feito pelo Ministério Público e acolhido pela Justiça.
Segundo consta, o Edital nº 1/2016 tinha como base uma alteração no Estatuto da Universidade, realizada em abril e oficializada em cartório em junho deste ano. A questão é que o edital foi publicado em maio, ou seja, antes que a mudança fosse registrada e tivesse validade (leia no Saiba Mais).
Antes de o processo ser realizado, a promotora Renata Dantas expediu recomendação para cancelamento da eleição. A orientação, porém, não foi acolhida pelos gestores, que deram prosseguimento às eleições. No início do mês, o juiz Márcio Xavier concedeu liminar cancelando o processo, que também não foi acolhida.
saiba mais
Suspenso processo eleitoral para a reitoria da UniRV
Agora, o MP requereu a suspensão da posse, programada para janeiro deste ano, até que a sentença final seja proferida. O pedido foi acolhido pela Justiça. (Texto: Ana Carolina Jobim/ Estagiária da Assessoria de Comunicação Social do MP-GO – Supervisão de estágio: Ana Cristina Arruda).
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
Polícia faz operação para combater quadrilha do tráfico em quatro estados
21/12/2016 08h18 - Atualizado em 21/12/2016 09h15
Polícia faz operação para combater quadrilha do tráfico em quatro estados
Operação Horus é realizada no Tocantins, Goiás, Bahia e Sergipe.
Bens do suspeito de ser líder do grupo foram bloqueados pela Justiça.
Do G1 TO
Polícia cumpre mandados em Palmas (Foto: Ana Paula Reibehn/TV Anhanguera)
A Polícia Civil realiza nesta quarta-feira (21) a operação Horus para combater o tráfico de drogas. Ao todo, 59 mandados são cumpridos no Tocantins e em mais três estados: Goiás, Sergipe e Bahia. Os suspeitos que são alvo da operação pertencem a uma das maiores quadrilhas de narcotráfico da região, segundo a polícia.
Ao todo, 90 policiais participam da operação, que é realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Narcotráfico e pelo Ministério Público Estadual. Estão sendo cumpridos 21 mandados de prisão preventiva, 19 de prisão temporária e 19 de busca e apreensão.
No Tocantins, a operação é realizada em Palmas, Cristalândia, Araguaína, Gurupi e Porto Nacional. Na capital, os policiais precisaram usar explosivos e barras de ferros para entrar em duas casas. Foram apreendidos dinheiro e armas de uso restrito.
Segundo a polícia, os suspeitos estão sendo investigados há um ano. O grupo é organizado e seria dividido, com funções de cobrador e até matador. Segundo a PC, os bens de uma pessoa apontada como líder da quadrilha foram bloqueados.
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Polícia faz operação para combater quadrilha do tráfico em quatro estados
Operação Horus é realizada no Tocantins, Goiás, Bahia e Sergipe.
Bens do suspeito de ser líder do grupo foram bloqueados pela Justiça.
Do G1 TO
Polícia cumpre mandados em Palmas (Foto: Ana Paula Reibehn/TV Anhanguera)
A Polícia Civil realiza nesta quarta-feira (21) a operação Horus para combater o tráfico de drogas. Ao todo, 59 mandados são cumpridos no Tocantins e em mais três estados: Goiás, Sergipe e Bahia. Os suspeitos que são alvo da operação pertencem a uma das maiores quadrilhas de narcotráfico da região, segundo a polícia.
Ao todo, 90 policiais participam da operação, que é realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Narcotráfico e pelo Ministério Público Estadual. Estão sendo cumpridos 21 mandados de prisão preventiva, 19 de prisão temporária e 19 de busca e apreensão.
No Tocantins, a operação é realizada em Palmas, Cristalândia, Araguaína, Gurupi e Porto Nacional. Na capital, os policiais precisaram usar explosivos e barras de ferros para entrar em duas casas. Foram apreendidos dinheiro e armas de uso restrito.
Segundo a polícia, os suspeitos estão sendo investigados há um ano. O grupo é organizado e seria dividido, com funções de cobrador e até matador. Segundo a PC, os bens de uma pessoa apontada como líder da quadrilha foram bloqueados.
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Funcionário é preso após ser filmado furtando produtos de loja em GO
GOIÁS
21/12/2016 07h48 - Atualizado em 21/12/2016 08h35
Funcionário é preso após ser filmado furtando produtos de loja em GO; veja
Após o expediente, ele abre porta da loja, pega itens e coloca em carro.
Dono crê que furtos ocorriam há três meses e calcula prejuízo de R$ 300 mil.
Do G1 GO
Um vendedor de 49 anos foi preso na noite de terça-feira (20) ao ser flagrado furtando produtos da loja de enxovais em que trabalha no Setor Campinas, em Goiânia. Um vídeo mostra quando ele retira várias mercadorias do comércio, que já havia encerrado o expediente, e coloca no carro dele.
O veículo ficou lotado com toalhas, lençóis, tapetes e cortinas. Os produtos estavam no porta-malas e sobre os bancos.
saiba mais
Demitido de loja, ex-funcionário é preso vendendo ferramentas furtadas
Preso funcionário suspeito de furtar óleo lubrificante de loja; veja vídeo
Presa suspeita de furtar remédios no trabalho para vender em casa, em GO
Advogado do proprietário da loja, Weslley de Paula foi quem filmou o furto. Ao flagrar a cena, ele acionou a Polícia Militar para prender o funcionário.
De acordo com o advogado, o vendedor alegou que ia entregar os itens a clientes, mas não há este serviço na loja. “Ele, a princípio, ficou sem saber o que falar, mas logo em seguida inventou uma desculpa que estaria fazendo entrega para clientes, que é um serviço inexistente na loja. A gente não faz entrega em domicílio”, disse de Paula.
O dono da loja, que prefere não ser identificado, suspeita que o vendedor furtava itens há pelo menos três meses. Ele calcula que teve um prejuízo de cerca de R$ 300 mil.
O proprietário acredita que o funcionário vendia os produtos em feiras de Goiânia. Ele gravou imagens dos produtos sendo comercializados.
Levado para a delegacia, o vendedor não quis se pronunciar sobre a prisão.
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21/12/2016 07h48 - Atualizado em 21/12/2016 08h35
Funcionário é preso após ser filmado furtando produtos de loja em GO; veja
Após o expediente, ele abre porta da loja, pega itens e coloca em carro.
Dono crê que furtos ocorriam há três meses e calcula prejuízo de R$ 300 mil.
Do G1 GO
Um vendedor de 49 anos foi preso na noite de terça-feira (20) ao ser flagrado furtando produtos da loja de enxovais em que trabalha no Setor Campinas, em Goiânia. Um vídeo mostra quando ele retira várias mercadorias do comércio, que já havia encerrado o expediente, e coloca no carro dele.
O veículo ficou lotado com toalhas, lençóis, tapetes e cortinas. Os produtos estavam no porta-malas e sobre os bancos.
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Preso funcionário suspeito de furtar óleo lubrificante de loja; veja vídeo
Presa suspeita de furtar remédios no trabalho para vender em casa, em GO
Advogado do proprietário da loja, Weslley de Paula foi quem filmou o furto. Ao flagrar a cena, ele acionou a Polícia Militar para prender o funcionário.
De acordo com o advogado, o vendedor alegou que ia entregar os itens a clientes, mas não há este serviço na loja. “Ele, a princípio, ficou sem saber o que falar, mas logo em seguida inventou uma desculpa que estaria fazendo entrega para clientes, que é um serviço inexistente na loja. A gente não faz entrega em domicílio”, disse de Paula.
O dono da loja, que prefere não ser identificado, suspeita que o vendedor furtava itens há pelo menos três meses. Ele calcula que teve um prejuízo de cerca de R$ 300 mil.
O proprietário acredita que o funcionário vendia os produtos em feiras de Goiânia. Ele gravou imagens dos produtos sendo comercializados.
Levado para a delegacia, o vendedor não quis se pronunciar sobre a prisão.
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