Polícia
Semana7.com / DA REDAçãO
28/08/2015 16:46:00 - 612 exibições
Ex-funcionário da Band de Barra do Garças é preso por estelionato
A Polícia Militar de Sapezal (a 477 km de Cuiabá) prendeu na tarde desta quinta, 27, o jornalista Paulo da Silva Besse, acusado de uso de documentos falsos.
Besse foi chefe de redação da TV Cidade Verde, em Cuiabá, foi repórter da TV Serra Azul em Barra do Garças e atualmente editor de um site de notícias. Ele foi flagrado com duas carteiras de trabalho com nomes diferentes.
Ele foi detido ao comparecer no quartel da Polícia Militar, por se desentender com a repórter Márcia Apache. O jornalista estava exaltado e prometia processar a colega por difamação. A Polícia Militar desconfiou da veracidade de sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com o nome Paulo Besse.
Feita a checagem constaram que o homem na realidade se chama Paulo da Silva Besse e já havia cumprido pena no estado de Rondônia. Os policiais descobriram até que o jornalista havia se casado usando o nome falso.
Interrogado ele confessou estar usando identidade de um parente, que tem a ficha criminal limpa. Diante dos fatos, o jornalista recebeu voz de prisão e foi encaminhado para a Delegacia de Polícia, onde foi autuado pelo crime de uso de documentos falsos.

EM BARRA
Nas manifestações de 2013 contra a PEC 137, que tentava tirar o poder de investigação do Ministério Público, contou em Barra do Garças com um personagem inusitado em seu meio: o jornalista Paulo Besse.
À época, além de repórter da Band ele estava com os ânimos à flor da pele ao ponto de num gesto gratuito levar para aquela emissora a calúnia de que o profissional de marketing Sérgio Alves Santana havia chutado sua canela.
O manifesto, como todos se lembram, era pacífico, aquém da paciência do barra-garcense diante de seus políticos de plantão. Mesmo assim a emissora Serra Azul tentou achar arruaceiros entre os manifestantes que também pediam a cabeça do prefeito Roberto Farias com palavras de ordem e outras de baixíssimo calão.
Naquele momento o repórter Paulo Besse, que em sua página no facebook diz-se também missionário, foi interpelado por Sérgio Santana: “Está filmando porque estão xingando seu prefeito? Vou te filmar também, eu disse e saí”, lembra Sérgio. No dia seguinte Besse aparece numa ponta do telejornal ancorado por Ronaldo Couto onde disse ter sido agredido a chutes por Serginho, além de terem congelado sua imagem por alguns segundos e posto na conta de baderneiro por Couto.
À época Besse disse ter sido agredido, mas não procurou a polícia para queixar-se da agressão, recorrer a um exame de corpo de delito para fundamentar sua denúncia. Ele preferiu a acusação leviana e, sobretudo, ao que deixou transparecer seu colega Ronaldo Couto, macular a honra e a credibilidade do jornal A Semana pelo fato desse veículo não poupar os escorregões do prefeito a quem Couto devota esmero político.
Dois anos depois Paulo Besse retorna, não a Barra do Garças, mas à página policial, sem ter levado nenhum chute na canela. (Com dados do site Fronteira em Alerta e Folha Max – Carlos Dorileo)