quinta-feira, 26 de março de 2015

Dunga diz que seleção mostrou equilíbrio em vitória sobre a França

Dunga diz que seleção mostrou equilíbrio em vitória sobre a França

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  • CHARLES PLATIAU
Por Julien Pretot
PARIS (Reuters) - A seleção brasileira está finalmente encontrando o equilíbrio certo oito meses após a traumática campanha na Copa do Mundo em casa, disse o técnico Dunga depois da vitória sobre a França por 3 x 1, nesta quinta-feira.
"Estou tentando dar confiança aos jogadores após a Copa do Mundo e tentando encontrar um equilíbrio", afirmou Dunga, que voltou ao comando do Brasil em julho, em entrevista coletiva.
Depois do Mundial, no qual a seleção ficou em quarto lugar após derrotas humilhantes para Alemanha por 7 x 1 e Holanda por 3 x 0, o Brasil já venceu sete jogos seguidos e impôs à França sua primeira derrota desde a Copa.
Oscar, Neymar e Luiz Gustavo fizeram os gols brasileiros no Stade de France após Raphael Varane abrir o placar para os 'Bleus', aproveitando-se de um erro em jogada aérea na defesa brasileira.
O Brasil ainda estava um pouco instável na marcação até empatar em 1 x 1 antes do intervalo, mas no segundo tempo mostrou-se rápido no ataque, com Willian e Oscar atormentando os defensores da França.
EQUILÍBRIO
"A equipe se comportou bem, saiu compacta, trabalhou bem a bola. Nada é perfeito. Fizemos faltas que poderíamos ter evitado, sabendo que a França é muito forte na bola aérea. A equipe voltou a ter equilíbrio", disse Dunga, que dirigiu o Brasil também de 2006 a 2010.
O técnico da França, Didier Deschamps, capitão da seleção quando a equipe venceu o Brasil por 3 x 0 na final do Mundial de 1998, quando Dunga era o capitão brasileiro, disse que o melhor time ganhou.
"Você sempre pode fazer melhor, mas você tem que aceitar que o seu adversário tem qualidade, e eles mostraram isso hoje", disse ele em entrevista coletiva.
A França teve oportunidade de empatar em 2 x 2, mas Karim Benzema perdeu uma chance clara, disparando por cima do gol.
"Sofremos para acertar nosso jogo no ataque, embora tenhamos ido bem em lances de bola parada", declarou Deschamps, que teve que lidar com a ausência do meio-campista Paul Pogba, machucado.
"É sempre difícil quando você está 2 x 1 atrás, mas reagimos bem. Tivemos duas ou três chances para empatar, mas, infelizmente, tomamos o terceiro gol."

Dilma explica ajuste fiscal para bancada feminina e pede apoio para medidas

Dilma explica ajuste fiscal para bancada feminina e pede apoio para medidas

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Brasília - Depois de pedir apoio dos governadores da região Nordeste para a aprovação do ajuste fiscal, a presidente Dilma Rousseff se reuniu na noite desta quarta-feira, 25, no Palácio da Alvorada com a bancada feminina no Congresso Nacional. A presidente reforçou o coro para que as alterações nas regras de concessão de benefícios trabalhistas e previdenciários sejam aprovadas pelos parlamentares.
Segundo relatos de participantes do jantar, a presidente apresentou as razões do ajuste fiscal e fez uma exposição da atual conjuntura econômica, comprometendo-se a manter emprego e renda e dar continuidade a programas, como o "Minha Casa, Minha Vida"

quarta-feira, 25 de março de 2015

Ativistas cobram fim de "silêncio" em política externa brasileira

Ativistas cobram fim de "silêncio" em política externa brasileira

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Genebra - Ativistas de direitos humanos e governos cobram do Brasil o fim do que classificam de política externa do "silêncio" e apelam para que o governo de Dilma Rousseff "assuma maior a liderança" em debates sobre crises internacionais em temas de direitos humanos.
Na quinta, 26, o Conselho de Direitos Humanos da ONU conclui seus trabalhos e, pela primeira vez em anos, o Brasil não enviou um representante de alto nível de Brasília para a reunião. O organismo da ONU se reúne três vezes por ano. Mas é a sessão de março que é considerada como seu principal encontro.
Desta vez, enquanto o pódio era ocupado por Sergei Lavrov, John Kerry e dezenas de ministros, inclusive da Venezuela e de Cuba, a representação brasileira foi deixada aos diplomatas em Genebra. Pelo protocolo da ONU, isso significou que o Brasil apenas pode discursar dias depois da presença dos ministros e quando nem eles nem chanceleres estavam na sala para escutar.
O plano original era de que a ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Direitos Humanos, viajasse no início de março para a reunião com os demais ministros. Mas ela acabou adiando a visita para esta semana para coincidir com outra reunião e, assim, economizar uma passagem aérea. Essa segunda data também foi cancelada.
Durante a sessão, o governo tem concentrado seus esforços em fazer passar uma resolução para garantir o direito à privacidade, numa resposta à espionagem conduzida pelos serviços dos EUA. Fontes diplomáticas revelaram ao Estado que, justamente para garantir a aprovação do texto, uma estratégia do Brasil foi a de não entrar em conflito com os demais governos.
Além disso, para atrair o voto do Egito, ONGs como Anistia Internacional e o Serviço Internacional para os Direitos Humanos acusam o Brasil de ter dado garantias ao regime militar do Cairo de que apoiaria uma resolução proposta pelos governos árabes para permitir ações contra grupos terroristas. "Trata-se de um cheque em branco para reprimir ativistas de direitos humanos e é um escândalo ver o Brasil apoiando isso", declarou Michael Ineichen, representante da Anistia Internacional.
Mas o que surpreendeu as ONGs e autoridades é que isso foi traduzido em um silêncio e, durante os debates, raramente o Brasil pediu a palavra para se expressar. Até mesmo quando o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro apresentou seu informe sobre os crimes na Síria na semana passada, o Brasil optou por permanecer em silêncio.
Num informe publicado nesta semana, a Human Rights Watch pediu que o País "demonstre mais liderança". A entidade apelou por uma maior ação do Brasil em "mobilizar o Conselho da ONU a agir em situações de emergência e intervir de forma mais sistemática em debates sobre países específicos".
"O trabalho do Brasil para proteger o direito à privacidade é muito bem-vindo. Mas é difícil entender por qual motivo o País evita falar durante os debates formais do Conselho da ONU sobre alguns dos piores crimes, como na Síria, Sudão do Sul ou Iraque", declarou Philippe Dam, representante da HRW. "O Brasil deveria ter algo a dizer sobre crises de importância global", disse.
Camila Assano, coordenadora de Política Externa da entidade Conectas Direitos Humanos, aponta que "o Brasil está bem posicionado para agir e mostrou, no passado, que tem a capacidade de criar consenso em temas difíceis".
"Mas um pouco desse fôlego foi perdido e o Brasil não pode se esquivar de alguns temas importantes", disse. "Essa atitude não condiz com o papel que o Brasil lutou para ter", insistiu.
Camila Assano aponta que o silêncio do Brasil também foi registrado quando a sociedade civil cobrou na ONU uma resposta do governo em temas como a lista suja do trabalho escravo, tortura ou a falta de água. Uma aliança de ongs usou a ONU para fazer essas denúncias. "Mas o Brasil não respondeu", contou a representante da Conectas.
Nas últimas semanas, o silêncio do Brasil no cenário internacional tem sido alvo de comentários. Num editorial, The New York Times apontou que " enquanto as três outras grandes economias emergentes, China, Rússia e Índia, têm forte viés de política externa, sob o olhar da Sra. Rousseff a voz do Brasil no cenário internacional raramente supera um sussurro", afirma.
Entre diplomatas estrangeiros, porém, o silêncio brasileiro em diversos debates é "um contraste" com o comportamento do governo há poucos anos. "Muitos governos ficavam esperando o Brasil falar antes para saber quais seriam suas posições", explicou um diplomata sul-americano, que pediu anonimato. "Hoje, nem sempre sabemos o que o Brasil pensa de alguns dos assuntos", disse.
Para um negociador europeu, o silêncio do Brasil é "uma pena". "Precisamos que as grandes democracias assumam seus valores", completou.
Resposta. Questionado pelo Estado sobre o motivo da ausência da ministra e o que achava da cobrança dos ativistas, a Secretaria de Direitos Humanos respondeu por meio de uma nota.
" O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas reúne-se por meio de sessões ordinárias, que ocorrem no mínimo três vezes por ano, em Genebra, Suíça; além de sessões extraordinárias ", disse. " A participação dos ministros ou ministras de Estado Chefes da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República não ocorre em todas as sessões, tendo em vista sua periodicidade e a agenda de compromissos que competem à Secretaria de Direitos Humanos ", apontou. " A participação em nível ministerial no âmbito do Conselho é resguardada principalmente aos instrumentos de alto nível, como por exemplo, no mecanismo de Revisão Periódica Universal, que ocorre a cada quatro anos ", alegou.
Segundo a Secretaria, não haveria necessidade de uma presença já que o " Estado brasileiro mantém a Missão Permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas e Demais Organismos Internacionais em Genebra, cuja delegação é chefiada pela embaixadora Regina Dunlop, que detém competência plenipotenciária, ou seja, possui plenos poderes para representar a República Federativa do Brasil ".
O governo ainda insistiu que, nesta semana, o Brasil " instalou nesta segunda-feira, dia 23 de março, com a presença do representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos na Região, Humberto Henderson, o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, que ao lado do Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura comporá o Sistema Nacional de Prevenção e Combate à Tortura ". Esse seria um dos " compromisso assumido pelas principais democracias do mundo com a ONU que tem como objetivo monitorar locais de privação de liberdade, propondo melhorias constantes para a garantia da preservação dos direitos humanos nesses espaços ".

Não garantimos que Fies abrirá novas vagas no 2º semestre, diz interino COMENTE


Não garantimos que Fies abrirá novas vagas no 2º semestre, diz interino


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O ministro interino da Educação, Luís Cláudio Costa, disse nesta quarta-feira durante audiência pública na Câmara dos Deputados não ser possível garantir que o Fies ( Fundo de Financiamento Estudantil) abrirá novas vagas no segundo semestre.
"Nunca demos previamente o número de vagas. Ano passado foi a mesma coisa. No Fies você faz uma análise de oferta e demanda e vai analisando isso. Hoje já temos 201 mil vagas. Significa que o estudante tem a vaga; a inscrição é dele. Se ele não cumprir qualquer um dos critérios de renda, ela vai para outro. Já temos esse número de vagas disponibilizadas para o estudante", declarou.
Segundo o ministro, o número de vagas disponíveis serão previamente anunciadas. "O que vamos fazer com o Fies a partir da próxima edição: a vaga será previamente anunciada". Até este ano, era possível solicitar o financiamento para o primeiro semestre entre os meses de janeiro e junho e, para o segundo semestre, entre julho e dezembro.
Neste ano, porém, o governo alterou as regras e impôs uma data, 30 de abril, para que os pedidos fossem feitos. Outra das mudanças, feita no apagar das luzes do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, foi a exigência de uma pontuação mínima de 450 pontos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para obter acesso ao financiamento. O ministro disse, ainda, que a exigência de 450 pontos é "inegociável".
Ele voltou a afirmar na audiência que os contratos já existentes serão mantidos e novos firmados de acordo com a qualidade dos cursos. Disse que o governo pretende investir em transparência e na qualidade do programa ao migrá-lo para um sistema para um sistema unificado de seleção. As vagas abertas pelo Fies pelas instituições serão divulgadas para os alunos possam se escrever de acordo com a pontuação.
Durante a audiência, representantes de instituições de ensino superior criticaram os ajustes promovidos pelo governo no fundo. "Isso gera uma insegurança ao aluno. Ele não sabe quanto vai receber do ministério", disse André Fernando dos Reis Trindade, advogado da Unopar (Universidade Norte do Paraná). A presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Virginia Barros, declarou que é preciso ampliar o controle sobre o fundo. "É fundamental que haja abertura das planilhas das universidades. A gente quer saber o que estão cobrando a cada mês." A vice-presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares, Elizabeth Guedes, a nota de corte de 450 pontos prejudica os alunos com menor condição de renda. "Estamos excluindo quem já foi excluído", declarou

Vamos trabalhar para derrubar vetos em projeto sobre fusão de partidos, diz Cunha

Vamos trabalhar para derrubar vetos em projeto sobre fusão de partidos, diz Cunha

Peemedebista diz que vetos são estranhos e que pioram relação do governo com Congresso
Do R7
Eduardo Cunha, presidente da CâmaraJ.Batista/10.02.2015/Câmara dos Deputados
Contrariado com os vetos da presidente Dilma Rousseff ao projeto sobre fusão de partidos políticos, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), avisou que trabalhará "com toda força" para derrubar os pontos rejeitados pelo Executivo e para impedir na Justiça a criação do PL.
O peemedebista disse que os vetos são "estranhos" e considera que a postura do governo piora "com certeza absoluta" a relação com o Congresso.
Para o deputado, a sanção do projeto no prazo limite e o protocolo na véspera do pedido de criação do PL junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) evidenciam que o governo estava empenhado na criação da nova legenda do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, e assim enfraquecer o PMDB.
Cunha evitou falar em "golpe" ou atacar diretamente a presidente Dilma Rousseff.
— O que eu acho é que houve uma estrutura de governo que deixou já programado para o último dia para sancionar. E o Kassab se aproveitou e protocolou na véspera.
Dilma sancionou, com dois vetos, a Lei 13.107. Entre outros pontos, o texto estabelece o tempo mínimo de cinco anos de existência para que as legendas possam se fundir.
A presidente vetou o trecho que fixava em 30 dias o prazo para que os detentores de mandatos de outras legendas pudessem se filiar ao novo partido sem perda do mandato.
Dilma rejeitou outro ponto que dizia que "a fusão dá origem a um novo partido, cuja existência legal tem início com o registro, no Ofício Civil competente da Capital Federal, do estatuto e do programa, cujo requerimento deve ser acompanhado das atas das decisões dos órgãos competentes".
O objetivo central da proposta encampada pelos parlamentares era evitar a criação de siglas apenas para driblar a fidelidade partidária.
O presidente da Câmara prometeu levar à Justiça um "manancial" de argumentos para sustentar a briga jurídica e disse que vai questionar "ponto a ponto" o pedido de oficialização do PL.
— Certamente não deve ter as assinaturas. Ele [Kassab] fez [o requerimento ontem] para tentar cair as exigências e ter tempo para cumprir a exigência dentro da regra anterior.
O peemedebista aposta que Kassab não conseguirá atrair filiações com um partido em situação indefinida perante a Justiça Eleitoral.
— Duvido que algum parlamentar que quiser disputar a eleição de 2016 vai poder se filiar a esse partido enquanto não tiver definição.

sexta-feira, 20 de março de 2015

MEC e Secretaria do Consumidor definirão critérios para reajustes no Fies

MEC e Secretaria do Consumidor definirão critérios para reajustes no Fies

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São Paulo - O Ministério da Educação (MEC) vai criar um grupo para analisar a composição e a evolução dos preços das mensalidades dos cursos superiores financiados pelo Programa de Financiamento Estudantil (Fies). O objetivo é criar critérios mais claros para os reajustes. O grupo de trabalho conta com a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, além do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do MEC que gerencia o Fies.
A portaria que cria o GT deve ser publicada na segunda-feira, 23, no Diário Oficial da União. Dos 1,9 milhão de contratos já firmados no Fies, somente 228.154 (12%) ainda não tiveram seus processos de renovação iniciados, segundo o MEC. Outros 978.961 contratos já foram realizados e 713.769 aditamentos foram iniciados pela instituição e estão disponíveis para os estudantes. Este é o primeiro balanço parcial divulgado pelo MEC.
Em relação aos novos contratos, o sistema já registrou mais de 196 mil solicitações - que já têm garantido o financiamento. O prazo vai até o fim de abril.
Neste ano, o MEC tem limitado a 6,4% os valores de reajuste das mensalidades. Houve decisões judiciais derrubando esse limite, mas o MEC garante que continua aplicando o porcentual - há casos, entretanto, em que reajustes com porcentual acima dos 6,4% estão sendo realizados com um aviso de que o FNDE analisará o caso. A pasta está recorrendo das decisões - uma liminar em Alagoas já foi derrubada.
O grupo de trabalho deve criar um sistema que leve em conta, por exemplo, investimentos em infraestrutura e aumento na contratação de professores doutores em determinados cursos para que o reajuste seja justo. "É importante o estudante saber também que qualquer aumento nas mensalidades representa dívida maior para ele", diz o ministro interino da Educação, Luiz Cláudio Costa.
Segundo Costa, a ideia do grupo de trabalho é criar critérios bem definidos para os cursos que terão alunos no programa. "O programa (Fies) tem o objetivo de beneficiar os estudantes", disse Costa.
Reportagens publicadas pelo jornal O Estado de S.Paulo mostraram que muitas instituições de ensino superior usaram estratégias para passar alunos já matriculados para o Fies - garantindo repasses do governo sem risco de inadimplência. E a dívida fica com o aluno. Grupos como a Kroton-Anhanguera, por exemplo, tinham no ano passado 61% dos seus 440 mil alunos com o Fies.
Doze mantenedoras do grupo receberam juntas mais de R$ 2 bilhões - o maior montante de pagamentos feitos pelo governo brasileiro a uma empresa em 2014. O gasto com Fies aumentou, chegando a R$ 13,7 bilhões no ano passado, mas o ritmo de matrículas na rede particular até desacelerou (segundo dados de matrículas até 2013).
Além disso, o preço médio das mensalidades teve aumento com o Fies. A partir de 2011, os preços cresceram a uma média anual de 2,9%, passando de R$ 575 para R$ 645. Os valores pagos desde 2011 saltaram 647%, enquanto o número de contratos cresceu quase a metade, 374%.
O MEC não divulga quantos contratos novos do Fies serão disponibilizados neste ano. "Não vamos ter um retrocesso no programa", garantiu Costa. A pasta tem priorizado cursos com notas mais altas nos indicadores de qualidade, além de dar preferência por critérios de região e tipo de curso. As instituições reclamam que essas mudanças não foram feitas com transparência pelo MEC.
A partir do segundo semestre, as vagas com opção de financiamento pelo MEC serão oferecidas por um sistema unificado - no modelo do Sisu e ProUni. Só no ano passado, o programa ganhou cerca de 700 mil novos contratos.