sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Oposição diz que equipe econômica é "estelionato eleitoral"

POLÍTICA

Oposição diz que equipe econômica é "estelionato eleitoral"

Já os governistas elogiaram as indicações e rebateram as críticas.


Da Agência Brasil    Postado em: 27/11/2014 21:38

(Foto: Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados)
Compartilhar 0
O anúncio definitivo na quinta-feira, da nova equipe econômica para o próximo mandato da presidenta Dilma Rousseff, provocou repercussões diversas no Congresso Nacional. 

Para a oposição, a escolha de Joaquim Levy para a Fazenda, Nelson Barbosa para o Planejamento e a manutenção de Alexandre Tombini no Banco Central representam um “estelionato eleitoral” por parte da presidente. Já os governistas elogiaram as indicações e rebateram as críticas.

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), principal opositor de Dilma Rousseff na campanha presidencial, considerou a escolha uma tentativa de acalmar o mercado financeiro. No entanto, avalia Aécio, outras manobras fiscais da presidente acabam levando o País ao descrédito, caso da tentativa de rever a meta de superávit para este ano.

“A presidente escolheu novos nomes para a área econômica do governo tentando acalmar o mercado e recuperar a credibilidade perdida. Mas, ao mesmo tempo, protagoniza no Congresso mais um violento ataque à credibilidade do País ao afrontar a Lei de Responsabilidade Fiscal, alterando as metas de superávit e usando como moeda de troca os cargos públicos de sempre”, avaliou.

O líder do Democratas na Câmara, deputado Mendonça Filho (PE), considerou que as escolhas de Dilma representam o oposto do que ela prometeu ao longo da campanha eleitoral. A ortodoxia econômica associada aos novos ministros, na opinião de Mendonça, era o que Dilma criticava em seu principal adversário, o senador Aécio Neves.

“Cada atitude da presidente nesse pós-período eleitoral mostra que ela iludiu os brasileiros. Os juros subiram, a inflação bate o teto da meta corroendo o poder de compra do povo, e agora empossará um ministro da Fazenda ortodoxo para administrar o rombo nas contas do governo. Dilma age totalmente diferente do seu discurso de campanha”, declarou o líder.

Os governistas, no entanto, elogiaram as escolhas e rebateram as acusações da oposição. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que foi ministra da Casa Civil de Dilma, lembrou que os três ministros já fazem parte dos governos petistas desde os mandatos do ex-presidente Lula. Segundo ela, isso significa que não há contradição, uma vez que Dilma não está trazendo pessoas estranhas ao seu projeto de governo.

“Essas três pessoas, com certeza, vão dar à presidenta Dilma grande estabilidade, eu diria que são os três mosqueteiros da presidenta. Vão dar grandes condições de desenvolvimento e vão dar, sobretudo, condições de continuidade dos nossos programas sociais. Portanto, não tem uma contradição em relação ao discurso de campanha da presidenta Dilma, porque ela vai continuar exatamente com aqueles programas que estão dando esses índices e esse resultado para o Brasil”, completou Gleisi.

O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), também defendeu a escolha e disse que os nomes geram “credibilidade” e “expectativa positiva” no mercado financeiro. “Joaquim Levy é alguém que tem experiência na área e credibilidade. Convivi com o agora ministro Nelson Barbosa, portanto acho que a presidente fez a escolha adequada, e espero que isso gere a confiança no mercado para que a gente possa viver momento de expectativa positiva e de esperança”, disse.

Apesar do anúncio dos nomes, a nova equipe econômica só deverá tomar posse no próximo ano. Em nota, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República informou que os ministros Guido Mantega e Miriam Belchior permanecerão em seus cargos na Fazenda e no Planejamento, respectivamente, até que se conclua a transição e a formação das novas equipes de seus sucessores.

Chaves se consagrou como fenômeno mundial e atemporal

TELEVISÃO

Chaves se consagrou como fenômeno mundial e atemporal

O criador de Chaves morreu nesta sexta-feira em casa, aos 85 anos


Do Estadão Conteúdo    Postado em: 28/11/2014 20:25

(Foto: Divulgação)
Compartilhar 0
Foi sem querer querendo que Chaves se consagrou como fenômeno mundial e atemporal. De conteúdo inofensivo, o programa agarrou um sem número de gerações, nos mais variados cantos do planeta, por décadas a fio, com uma linguagem universal e sobretudo passiva. Não é preciso pensar em nada para se deixar hipnotizar por um conjunto de diálogos diretos, sem rodeios e escoltados em uma quase mímica que só endossa o recado dado na tela. Qualquer criança de qualquer faixa social e ambiente há de entender e rir de um roteiro em que o anti-herói, aparentemente vitimado pela falta de recursos, menino crescido que só um barril possui como residência, sempre acaba por se dar bem no final.

Isso, sim, mais que conseguir o afago dos vizinhos com um prato de sopa, consola a plateia, sempre ávida por um final feliz. E, se as crianças apreciam a repetição, como de fato apreciam, ali está um banquete para quem se apoia na segurança de saber o que vai acontecer na próxima cena. A previsibilidade, item condenável em roteiros bem elaborados, é um trunfo em Chaves. Assim, tanto faz se o SBT tinha apenas 30 ou 90 episódios para revezar no ar ao longo de todos esses anos. Todos eles seguem uma única lógica.

A condição de fenômeno é ainda mais exacerbada se considerarmos que muitas das crianças que se deixaram entreter pelo personagem não o abandonaram de sua memória afetiva com o passar dos anos. Formou-se daí uma legião de fãs entre marmanjos barbados, e os meninos, mais que as meninas, trataram de eternizar o ídolo para além de seus 20 e poucos anos.

Mas, se a linguagem direta explica sua universalidade e atemporalidade, como entender o potencial do produto para uma plateia infantil hoje habituada aos mais tecnológicos cortes de edição, às mais clipadas mixagens de cores e sons, do mundo dos games à própria TV? Afinal, Chaves é, com louvor, uma produção de estética tosca, com cenografia e figurino propositalmente fake, com áudio e textura de imagem estagnada nos anos 80. Das bochechas enxertadas do menino mimado Quico, aos suspensórios maltratados de Chaves, tudo é carregado de estereótipos.

É o enredo que vem pronto, mastigado e sem necessidade de legenda que explique a piada, para fazer menores e maiores rirem - uns pela graça da situação, outros, pelo ridículo ali encenado. Por um motivo ou por outro, loas a Roberto Bolaños: seu anti-herói é referência inconteste para a TV mundial e já inspirou muitas tentativas frustradas de imitações. Clonar a simplicidade, no entanto, parece obra mais complexa do que copiar enredos repletos de atalhos e pretensões. Chaves, ao contrário, salva sua alma e eleva os ânimos da plateia justamente pela despretensão, o que salta aos olhos nos quesitos de cenografia, já citada aqui, e da linguagem direta, o princípio de tudo.

Preso suspeito de matar empresário após esbarrão em bar

POLÍCIA

Preso suspeito de matar empresário após esbarrão em bar

A prisão aconteceu na cidade de Caldas Novas


Do Mais Goiás, em Goiânia    Postado em: 28/11/2014 19:26

(Foto: Divulgação/Polícia)
Compartilhar 1
Foi preso nesta sexta-feira (28/11) o suspeito de matar o empresárioAnor Pereira da Silva Filho, de 28 anos. O crime aconteceu após um desentendimento em um bar localizado na Alameda Dom Emanuel, no Setor Marista, em Goiânia, na madrugada do ultimo domingo (23/11).

Após receberem informação do paradeiro do suspeito, equipes da Polícia Civil e do Graer (Grupamento de Radiopatrulhamento Aéreo) se deslocaram até a cidade de Caldas Novas, a 166 quilômentros de Goiânia, onde ocorreu a prisão. 

Flávio Fernandes da Silva, de 34 anos, e possui passagens pela polícia, foi trazido para Goiânia e será apresentado na próxima terça-feira (2/12) na Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), no setor Cidade Jardim.

 Tópicos:

Gurgel diz que é 'retaliação' pedido de relator da CPI para investigá-lo

G1

Justiça nega retorno de Demóstenes Torres ao Ministério Público de Goiás

28/11/2014 09h28 - Atualizado em 28/11/2014 09h28

Justiça nega retorno de Demóstenes Torres ao Ministério Público de Goiás

Ex-senador pedia suspensão de afastamento com base em decisão do STJ.
Cassado em 2012, ele é acusado de envolvimento com Carlinhos Cachoeira.

Do G1 GO
Promotores de Goiás querem afastamento de Demóstenes Torres do cargo procurador de Justiça (Foto: Diomício Gomes/O Popular)Justiça nega pedido de Demóstenes para voltar ao
MP-GO (Foto: Diomício Gomes/O Popular)
O Tribunal de Justiça de Goiás manteve a decisão de afastamento cautelar e negou o pedido do ex-senador Demóstenes Torrespara o retorno às atividades como procurador de Justiça no Ministério Público de Goiás (MP-GO). De acordo com a Justiça, o ex-senador pediu a suspensão da medida cautelar que o afastou do cargo após o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Sebastião Reis paralisar, em uma decisão em caráter liminar, a ação penal pela qual Demóstenes responde.
O ex-senador é acusado de corrupção passiva e advocacia administrativa em favor do bicheiroCarlinhos Cachoeira. A ligação entre os dois levou o plenário do Senado a cassar o mandato de Demóstenes em 2012, sob a suspeita de que ele usava o cargo de senador para ajudar os negócios do contraventor.
G1 tentou contato com o advogado do ex-senador, Pedro Paulo Medeiros, mas ele não atendeu as ligações até a publicação desta reportagem.
O desembargador Leandro Crispim entendeu, na segunda-feira (24), que a decisão do STJ não revogou o afastamento do ex-senador de seu cargo no Ministério Público. No texto, Crispim argumenta que a decisão que determinou o afastamento de Demóstenes como procurador “foi, inclusive, objeto de agravo regimental”, ou seja, já foi contestada e mantida em seguida.
Corrupção
Em janeiro deste ano, o Tribunal de Justiça de Goiás abriu ação penal contra Demóstenes, acusado de oito crimes de corrupção passiva e por exercício de advocacia administrativa, que é a utilização indevida das funções na ocupação de um cargo público.
Segundo a acusação, Demóstenes defendeu interesses de Carlinhos Cachoeira e de Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta, para que a prefeitura de Anápolis na época determinasse o pagamento de um crédito de R$ 20 milhões a uma construtora que Delta teria interesse em comprar.
A pena prevista para o crime de corrupção passiva varia de 2 a 12 anos de reclusão e multa. O MP, no entanto, pediu que as penas para cada um dos oito crimes sejam somadas, o que daria, no mínimo, 16 anos de prisão. Para o crime de advocacia administrativa, a punição varia de 1 a 3 anos de detenção.

PF faz operação em MT, SC, PR e RS para prender 52 por fraudes agrárias

PF faz operação em MT, SC, PR e RS para prender 52 por fraudes agrárias

Investigações começaram em 2010 e identificaram fraude de R$ 1 bilhão.
Fazendeiros obtiveram terras da União com ajuda de servidores do Incra.

Do G1 MT
Cinquenta e dois mandados de prisão preventiva e 146 de busca e apreensão devem ser cumpridos pela Polícia Federal nesta quinta-feira (27) em Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, durante a operação Terra Prometida. As investigações começaram em 2010 e identificaram irregularidades na concessão e manutenção de lotes destinados à reforma agrária. Entre os integrantes da organização criminosa estão oito servidores públicos, conforme a PF. A fraude está avaliada em R$ 1 bilhão.
Os mandados devem ser cumpridos em Cuiabá,Várzea Grande, na região metropolitana da capital, Nova Mutum, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Itanhangá, Ipiranga do Norte, Sorriso,Tapurah e Campo Verde. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Diamantino. A operação conta com a participação de 350 policiais federais.
 A estimativa da PF é de que 80 fazendeiros tenham ocupado cerca de mil lotes da União. Um deles teria obtido 55 lotes e regularizado essas áreas com o apoio de servidores do Incra.
Segundo a PF, a organização atua fortemente nas regiões de Lucas do Rio Verde e Itanhangá, a 360 e 447 km da capital, em crimes de invasão de terras da União e contra o meio ambiente. Fazendeiros, empresários e grupos ligados ao agronegócio usam da influência e poder econômico para aliciar, coagir e ameaçar outros pessoas para obter lotes.
Usavam da força física para invadir terras ou comprar a preço baixo e depois, com o auxílio de servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e servidores das câmeras de vereadores e das prefeituras desses municípios buscavam regularizar a situação do lote. 
Para a manutenção do comércio ilegal de terras da reforma agrária, a quadrilha teria usado documentos falsos, feito vistorias simuladas, fraudado termos de desistência e até mesmo inserido dados falsos no sistema de informações de Projetos de Reforma Agrária do Incra, permitindo que latifundiários, grupos de agronegócio e até empresas multinacionais ocupassem ilicitamente terras da União destinadas à reforma agrária.
Confome a PF,  o esquema era operado, basicamente, por pessoas ligadas ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Itanhangá e ao serviço social da prefeitura municipal daquele município, que elaboravam listas com nomes de 'laranjas' que, em nome de fazendeiros, falsificavam 'cartas de desistência' e declaração de aptidão ao Incra.
Depois disso, servidores do Incra faziam  uma vistoria fictícia para comprovar a posse dos 'laranjas', que após cadastrados no sistema do órgão, eram homologados e emitidos na posse. Entretanto, quando o documento do Incra era emitido, o fazendeiro já estava ocupando e produzindo nas parcelas reconcentradas.