domingo, 7 de outubro de 2018

Ciro não confirma apoio a Haddad, mas já descarta Bolsonaro

Em sua primeira entrevista o ex-governador Ciro Gomes, que ficou em 3º lugar, se esquiva sobre apoio no 2º turno, mas diz: “ele não sem dúvida”

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Ciro Gomes descarta apoio a Jair Bolsonaro (PSL) no segundo tunro

Ciro Gomes descarta apoio a Jair Bolsonaro (PSL) no segundo tunro

Charles Sholl/Raw Image/Folhapress - 03.10.2018
O candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) falou pela primeira vez depois do resultado que colocou Jair Bolsonaro (PSD) e Fernando Haddad (PT) no segundo turno das eleições 2018. Cir, que ficou em terceiro lugar com com 13.077.653, já adiantou que não apoiará Bolsonaro.
"Eu costumo decidir as coisas meio assim, né? Quero anunciar por mim, que meu espirito é continuar fazendo que fiz uma vida inteira que é lutar pela democracia. Mas ele não sem dúvida", afirmou o candidato do pedetista.
Ciro Gomes, ex-governador do Ceará, ficou superou o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckimin (PSDB) e João Amôedo (Novo).

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Haddad: "Segundo turno é chance de discutir frente a frente"

Em discurso após ser confirmado na etapa final da eleição, candidato do PT diz que pretende "unir os democratas"

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Haddad discursou após definição de segundo turno

Haddad discursou após definição de segundo turno

Paulo Whitaker/Reuters - 07.10.2018
No fim da noite deste domingo (7) Haddad fez um pronunciamento após a confirmação de sua presença no segundo turno, em que agradeceu os votos que recebeu e garantiram o PT no segundo turno.
O petista se disse "desafiado pelos resultados das urnas e pelos riscos que a democracia no Brasil sofre", afirmando que "a Constituição de 1988 está em jogo".
Haddad ainda disse que o "segundo turno é uma oportunidade para discutir frente a frente, olho no olho" com seu adversário.
O ex-ministro ainda disse querer "unir os democratas" e afirmou já ter conversado com Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSOL).

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Bolsonaro comemora votação, mas diz que "não vai ser fácil o 2º turno"

Candidato do PSL falou em "grande vitória" para um candidato que ficou hospitalizado, não tinha tempo de TV e é de um partido pequeno

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Bolsonaro obteve mais de 46% dos votos

Bolsonaro obteve mais de 46% dos votos

Wilton Junior/Estadão Conteúdo - 07.10.2018
Menos de uma hora após a confirmação de que irá para o segundo turno contra Fernando Haddad (PT), Jair Bolsonaro (PSL) fez uma transmissão ao vivo no Facebook para agradecer aos eleitores, na noite deste domingo (7).
Ele voltou a colocar em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas, após eleitores dele relatarem supostos problemas. O candidato afirmou que vai dialogar com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) antes do segundo turno, mas não especificou qual seria a pauta. 
"Se tivéssemos confiança no voto eletrônico, já teríamos o nome do futuro presidente da República decidido no dia de hoje", acrescentou.
Bolsonaro acrescentou que "não vai ser fácil o segundo turno". "Eles [PT] têm bilhões para gastar, têm um poder econômico enorme, têm também parte da mídia, favorável aos seus propósitos.
Com 98,86% das urnas apuradas (às 21h53), Jair Bolsonaro tinha 46,26% dos votos contra 28,95% de Haddad. 
Ao lado do economista Paulo Guedes (eventual ministro da Fazenda em caso de vitória), ele considerou a votação "uma grande vitória" para quem "não tem tempo de televisão, tem ainda um partido muito pequeno e ficou hospitalizado por aproximadamente 30 dias". 
"Tivemos a bandeira da verdade acima de tudo. Não comecei a fazer campanha há poucas semanas. Há quatro anos andamos pelo Brasil porque essa é a atividade de um deputado federal", disse.
Sobre o fato de ter perdido no Nordeste, o candidato minimizou e disse que pretende reverter esses números no segundo turno.
"Nós ganhamos em quatro regiões, perdemos no Nordeste. Mas a nossa votação no Nordeste foi muito boa e tenho certeza que melhorará no segundo turno. O que eu quero para o Nordeste é uma região que, através do seu povo humilde, conservador e trabalhador, fique livre da mentira, fique livre da coação que sempre existiu por parte do PT nas eleições. Fazem o verdadeiro terrorismo", afirmou.

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sábado, 6 de outubro de 2018

Pesquisa na intenção de votos aos candidatos presidenciaveis

Arte/UOL
As pesquisas Datafolha e Ibope divulgadas neste sábado (6), véspera das eleições presidenciais, apontam que Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) devem avançar para o segundo turno da disputa. Ciro Gomes (PDT) aparece em terceiro, seguido por Geraldo Alckmin (PSDB).
De acordo com o Ibope, Bolsonaro tem 41%, contra 25% para Haddad. A margem de erro das duas pesquisas é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
São considerados votos válidos aqueles que excluem brancos e nulos, ou seja, os que necessariamente são declarados a favor de uma candidatura. Para ser eleito em primeiro turno, o candidato precisa obter no mínimo 50% mais um voto do total de votos válidos.
Segundo o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, o segundo turno nestas eleições presidenciais é "quase certo".
"A gente deixa uma margem, uma probabilidade de não acontecer por que essa campanha foi marcada pela imprevisibilidade e por mudanças no cenário", disse Paulino durante transmissão ao vivo no site do jornal "Folha de S. Paulo".
Mas o resultado aponta para quase certeza de segundo turno entre Bolsonaro e Haddad com alguma chance de Ciro ter alguma reação no dia da eleição, mas muito dificilmente o suficiente para alcançar Haddad
Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha

Datafolha

Veja a intenção de votos válidos para todos os candidatos a presidente segundo o Datafolha:
  • Jair Bolsonaro (PSL): 40%
  • Fernando Haddad (PT): 25%
  • Ciro Gomes (PDT): 15%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
  • Marina Silva (Rede): 3%
  • João Amoêdo (Novo): 3%
  • Alvaro Dias (Podemos): 2%
  • Henrique Meirelles (MDB): 2%
  • Cabo Daciolo (Patriota): 1%
  • Guilherme Boulos (PSOL): 1%
  • Eymael (DC): 0%
  • João Goulart Filho (PPL): 0%
  • Vera Lúcia (PSTU): 0%
O Datafolha fez a pesquisa entre os dias 5 e 6 de outubro com 17.056 entrevistados. A pesquisa foi contratada pela "Folha de S. Paulo" e a TV Globo, e registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-01534/2018.
O intervalo de confiança estimado para a pesquisa é de 95%. Segundo o Datafolha, isto significa que, considerando a margem de erro, a chance de o resultado retratar a realidade é de 95%.

Ibope

Veja a intenção de votos válidos para todos os candidatos a presidente segundo o Ibope:
  • Jair Bolsonaro (PSL): 41%
  • Fernando Haddad (PT): 25%
  • Ciro Gomes (PDT): 13%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
  • Marina Silva (Rede): 3%
  • João Amoêdo (Novo): 3%
  • Alvaro Dias (Podemos): 2%
  • Cabo Daciolo (Patriota): 2%
  • Henrique Meirelles (MDB): 2%
  • Guilherme Boulos (PSOL): 1%
  • Eymael (DC): 0%
  • João Goulart Filho (PPL): 0%
  • Vera Lúcia (PSTU): 0%
O Ibope fez a pesquisa entre os dias 5 e 6 de outubro com 3.010 entrevistados. A pesquisa foi contratada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e a TV Globo, e registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-01537/2018.
O intervalo de confiança estimado para a pesquisa é de 95%. Segundo o Ibope, isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados serem um retrato do atual "momento eleitoral".

Rejeição

Tanto o Ibope como o Datafolha apontam Bolsonaro e Haddad como os mais rejeitados pelos eleitores --apesar de liderarem as pesquisas.
No Datafolha, Bolsonaro tem 44% de rejeição, e Haddad, 41%. No Ibope, 43% rejeitam Bolsonaro e 36%, Haddad.
A soma dos percentuais de rejeição ultrapassa 100%, já que os entrevistados podiam escolher mais de um candidato.

Segundo turno

O Datafolha e o Ibope também mostraram, cada um, quatro simulações de segundo turno aos entrevistados.
No Datafolha, há empate técnico em todos os cenários pesquisados. No Ibope, a situação é a mesma, com exceção do confronto entre Bolsonaro e Marina, em que o candidato do PSL vence.
Veja a intenção de voto nos cenários pesquisados pelo Datafolha:
Bolsonaro x Haddad
Bolsonaro: 45%
Haddad: 43%
Branco/nulo: 10%
Não sabe: 2%
Ciro x Bolsonaro
Ciro: 47%
Bolsonaro: 43%
Branco/nulo: 8%
Não sabe: 2%
Bolsonaro x Alckmin
Bolsonaro: 43%
Alckmin: 41%
Branco/nulo: 13%
Não sabe: 2%
Alckmin x Haddad
Alckmin: 41%
Haddad: 38%
Branco/nulo: 18%
Não sabe: 2%
Veja os resultados dos cenários pesquisados pelo Ibope:
Bolsonaro x Haddad
Bolsonaro: 45%
Haddad: 41%
Branco/nulo: 12%
Não sabe: 3%
Ciro x Bolsonaro
Ciro: 45%
Bolsonaro: 41%
Branco/nulo: 11%
Não sabe: 2%
Bolsonaro x Alckmin
Bolsonaro: 43%
Alckmin: 40%
Branco/nulo: 14%
Não sabe: 3%
Bolsonaro x Marina
Bolsonaro: 46%
Marina: 36%
Branco/nulo: 15%
Não sabe: 3%


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Criminosos gravam vídeo matando duas garotas de 13 e 16 anos em Mato Grosso


Elementos que se dizem membros do Comando Vermelho que fizeram a execução

05/10/2018 às 07h18min - Atualizada em 06/10/2018 às 08h55min

Araguaia Notícia
Folhamax
Imagens fortes não tem como mostrar o vídeo!!!
Um vídeo que circula pelas redes sociais mostra o momento em que membros do Comando Vermelho executam as adolescentes Keize Rodrigues, 16 anos, e Lana Talyssa Moreira Bezerra, 13 anos. A Polícia Civil investiga o envolvimento das garotas com os membros do PCC, o que pode ser o motivo dos assassinatos.

Nas imagens, as meninas aparecem com as mãos amarradas para trás e com os cabelos cortados. A adolescente de 13 anos chega a implorar para não ser executada, mas é atingida com um disparo. O vídeo divulgado até o momento está cortado como se tivesse continuidade até a execução da Lana.

As duas foram encontradas mortas no Rio Cuiabá, na região do Carrapicho, em Várzea Grande. Horas antes, dois rapazes foram mortos e dois ficaram feridos após membros do CV invadir uma casa para executa-los.

Um dos suspeitos de envolvimentos nas mortes foi preso pela Polícia Civil na tarde de quarta e contou que ele e os comparsas sequestraram as menores na rodoviária de Várzea Grande. Elas foram obrigadas a indicar a casa onde os jovens rivais estavam. As garotas eram namoradas de duas das vitimas.

A Polícia Civil informou que já tem conhecimento do vídeo e que está analisando a veracidade do material. O caso segue sob investigação.

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Sugerir voto por WhatsApp a partir da 0h de domingo é crime

Quem fizer campanha para um candidato ou partido político pelas redes sociais no dia da eleição pode ser punido com até um ano de prisão ou multa de até R$ 15.961,50

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Propaganda no dia de eleições é crime

Propaganda no dia de eleições é crime

Reprodução/Justiça Eleitoral
Os eleitores brasileiros vão às urnas no próximo domingo (7), para eleger deputados federal e estadual, senadores, governador e presidente. Esta é a primeira eleição que a internet e as redes socais foram permitidas durante a campanha eleitoral, mas pedir votos no dia das eleições por WhatsApp e outras redes sociais é crime.
A partir da meia-noite do dia de domingo, está proibido fazer qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos, segundo o artigo 81 da resolução 23.551, do Supremo Tribunal Eleitoral.
Conforme o artigo, está passível à punição o responsável por "publicação de novos conteúdos ou o impulsionamento de conteúdos nas aplicações de internet", no entanto, publicações feitas até 23h59 do sábado (6) podem continuar no ar durante o dia de eleições. 
O advogado Luiz Silvio Moreira Salata, presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-SP, afirma que quem enviar nome ou número de candidato, independentemente do cargo que está disputando, por qualquer rede social está infligindo a lei.
Isso significa que usar o WhatsApp, Facebook, ou qualquer outra rede, para enviar mensagens e tentar converter votos para um determinado candidato pode ser considerado um crime eleitoral.
Também está sujeito a punições o eleitor que fizer pedidos por votos em branco ou nulo.
O advogado diz que qualquer pessoa que se deparar com infrações nas redes sociais pode tirar print (captura de tela) da propaganda e encaminhar para o Ministério Público, para a denúncia ser apurada e formalizada.
O responsável por desrespeitar a lei pode ficar preso de seis meses a um ano ou ter a pena convertida em prestação de serviços à comunidade. Outra punição possível é o pagamento de uma multa que varia de R$ 5.320,50 a R$ 15.961,50.
Segundo o presidente da Comissão de Direito Eleitoral, caso o candidato divulgado saiba da propaganda, também poderá sofrer punições.
O prazo para candidatos fazer propaganda eleitoral na internet, revistas e jornais foi até esta sexta-feira (5). O artigo 43 da Lei Eleitoral (9.504/1997) aponta que neste sábado, véspera das eleições, não poderão mais ser realizadas divulgações pagas e propaganda eleitoral na imprensa escrita, internet e jornais.
De acordo com Salata, "cada caso tem que ser analisado individualmente". Ele ainda diz que caso o próprio candidado faça a propaganda, além de poder ser preso ou multado, corre o risco de ter a candidatura cassada.

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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Eleições: observadores internacionais chegam ao Brasil


É a primeira vez que uma missão da Organização dos Estados Americanos acompanha um pleito no país

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Comissão internacional observará as eleições

Comissão internacional observará as eleições

Roberto Jayme/Ascom/TSE - 4.8.2018
Alguns dos 48 especialistas de 18 nacionalidades da MOE/OEA (Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos) para as eleições gerais do próximo domingo (7) já começaram a chegar ao país. A missão é liderada pela ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla. É a primeira vez que a OEA acompanha uma eleição no Brasil.
Especialistas e observadores atuarão no Distrito Federal e em mais 12 estados — Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Amazonas, Pará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Haverá ainda um grupo que fará a observação das eleições fora do Brasil.
Em comunicado nas redes sociais, a coordenação da missão informou que os especialistas e observadores vão “fazer um registro detalhado e levantar toda a programação da grupo em território brasileiro”.
Em agosto, Laura Chinchila se reuniu com autoridades brasileiras para conversar sobre a missão. Segundo ela, o objetivo principal das missões de Observação Eleitoral da OEA é acompanhar os pleitos para estabelecer e compartilhar boas práticas e identificar áreas passíveis de melhoria, contribuindo dessa forma para o fortalecimento dos processos democráticos no hemisfério.
Os representantes da missão acompanharão a fase final da campanha eleitoral e o primeiro e segundo turnos da eleição.
Dados
O número de missões cresce progressivamente, assim como o de países que as solicitam, já tendo sido realizadas, desde 1962, mais de 240 missões em 28 dos 34 Estados-membros da OEA.
Para a realização de uma MOE/OEA, a Secretaria-Geral da organização e o país anfitrião celebram dois acordos que estabelecem as condições para que a missão possa realizar seu trabalho com independência e autonomia: o Acordo de Procedimentos para Observação Eleitoral, que, no caso do Brasil, foi assinado entre a OEA e o TSE em dezembro de 2017, e o Acordo de Privilégios e Imunidades, assinado pela chefe da MOE e pelo ministro Aloysio Nunes Ferreira.


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