segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Candidatos à Presidência da República nas eleições de 2018: veja quem são

Prazo para realizar convenções terminou neste domingo (5). 

Nomes escolhidos devem ser registrados até o dia 15, segundo calendário do TSE.


Por G1
 
Veja quem são os candidatos à Presidência já definidos para as eleições 2018
Veja os nomes confirmados pelos partidos para a disputa pela Presidência da República nas eleições de 2018, em ordem alfabética:

Alvaro Dias (Podemos)

O senador Alvaro Dias, candidato do Podemos à Presidência, durante a convenção do partido (Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo)O senador Alvaro Dias, candidato do Podemos à Presidência, durante a convenção do partido (Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo)
O senador Alvaro Dias, candidato do Podemos à Presidência, durante a convenção do partido (Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo)
Podemos confirmou o senador Alvaro Dias como candidato à Presidência em convenção no sábado (4), em Curitiba. O vice da chapa é o economista Paulo Rabello de Castro, do PSC, que desistiu de ter candidatura própria.
Dias cumpre o quarto mandato de senador (três consecutivos desde 1999 e um de 1983 a 1987). Entre 1987 e 1991, foi governador do Paraná. Começou a carreira política no então PMDB, hoje MDB. Depois passou por PST e PP, até se filiar ao PSDB, em 1994.
Em 2001, foi expulso por agir contra orientações do partido, mas retornou em 2003 e voltou a sair em janeiro de 2016, para entrar no PV. No ano seguinte foi para o Podemos, antigo PTN, partido pelo qual anunciou a pré-candidatura à Presidência da República em novembro, durante evento no Rio de Janeiro.

Cabo Daciolo (Patriota)

Ao centro da foto, Cabo Daciolo e Suelene Balduino, do Patriota (Foto: Adriano Oliveira/G1)Ao centro da foto, Cabo Daciolo e Suelene Balduino, do Patriota (Foto: Adriano Oliveira/G1)
Ao centro da foto, Cabo Daciolo e Suelene Balduino, do Patriota (Foto: Adriano Oliveira/G1)
Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, de 42 anos, foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2014. Ele disputará a Presidência pela primeira vez.

Ciro Gomes (PDT)

O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, durante convenção do partido no dia 20 de julho (Foto: Walterson Rosa/Framephoto/Estadão Conteúdo)O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, durante convenção do partido no dia 20 de julho (Foto: Walterson Rosa/Framephoto/Estadão Conteúdo)
O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, durante convenção do partido no dia 20 de julho (Foto: Walterson Rosa/Framephoto/Estadão Conteúdo)
PDT definiu o nome de Ciro Gomes como candidato à Presidência em convenção partidária em 20 de julho, em Brasília. A senadora Kátia Abreu, também do PDT, será a candidata a vice, disse o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, em decisão que deve ser oficializada nesta segunda-feira (6).
Atual vice-presidente do partido, Ciro Gomes foi ministro da Fazenda entre setembro de 1994 e janeiro de 1995, período do final do governo de Itamar Franco e início do governo Fernando Henrique Cardoso. Foi também ministro da Integração Nacional, entre janeiro de 2003 e março de 2006, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.
Disputou a Presidência duas vezes (1998 e 2002, derrotado em ambas). Foi governador do Ceará, prefeito de Fortaleza e deputado estadual e federal pelo Ceará. Já se filiou a sete partidos (PDS, PMDB, PSDB, PPS, PSB, PROS e PDT).

Geraldo Alckmin (PSDB)

O ex-governador de SP Geraldo Alckmin durante convenção do PSDB, em Brasília (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)O ex-governador de SP Geraldo Alckmin durante convenção do PSDB, em Brasília (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
O ex-governador de SP Geraldo Alckmin durante convenção do PSDB, em Brasília (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Médico de formação, Geraldo Alckmin começou a carreira pública em Pindamonhangaba, onde se elegeu vereador em 1973. Depois, foi prefeito da cidade e deputado estadual e federal por São Paulo. Em 1986, se elegeu deputado constituinte federal. Em 1988, deixou o então PMDB para fundar o PSDB. Em 2001, assumiu o governo de São Paulo após a morte do então governador Mário Covas. Reelegeu-se em 2002.
Em 2006, Alckmin disputou a Presidência e perdeu para o então presidente Lula. Em 2010, elegeu-se novamente para o governo de São Paulo, reeleito em 2014. Em dezembro de 2017, foi eleito presidente nacional do PSDB e anunciou a pré-candidatura para o Palácio do Planalto.

Guilherme Boulos (PSOL)

Guilherme Boulos, candidato do PSOL à Presidência (Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo)Guilherme Boulos, candidato do PSOL à Presidência (Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo)
Guilherme Boulos, candidato do PSOL à Presidência (Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo)
PSOL confirmou em convenção nacional em 21 de julho, em São Paulo, a escolha de Guilherme Boulos como candidato à Presidência da República. A candidata a vice-presidente é a ativista indígena Sônia Guajajara, também do PSOL.
Boulos tem 36 anos e é coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). Ele disputará a Presidência pela primeira vez. Antes de se tornar líder do MTST, Boulos foi militante estudantil na União da Juventude Comunista e se formou em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP).
Filiou-se em março ao PSOL. No mesmo mês, foi lançado como pré-candidato após receber maioria dos votos em disputa com outros três nomes do partido.

Henrique Meirelles (MDB)

O candidato do MDB à Presidência, Henrique Meirelles (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)O candidato do MDB à Presidência, Henrique Meirelles (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
O candidato do MDB à Presidência, Henrique Meirelles (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
MDB oficializou a candidatura de Henrique Meirelles em 2 de agosto,em convenção em Brasília. O ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto, também do MDB, será o vice na chapa.
Ex-ministro da Fazenda do governo Michel Temer, Meirelles fez carreira como executivo da área financeira. Ocupou a presidência do Bank of Boston no Brasil entre 1984 e 1996, quando foi escolhido para presidente mundial da companhia.
Em 2002, Meirelles se elegeu deputado federal pelo PSDB de Goiás. Em 2003, assumiu a presidência do Banco Central, escolhido pelo então presidente Lula. Comandou o BC até 2010, quando terminou o governo Lula. Em abril deste ano, trocou o PSD pelo MDB. Voltou a integrar o governo em 2016, como ministro da Fazenda, convidado Temer, que assumiu após o afastamento e posterior impeachment de Dilma Rousseff.

Jair Bolsonaro (PSL)

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, durante a convenção do partido (Foto: Ian Cheibub/Agif/Estadão Conteúdo)O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, durante a convenção do partido (Foto: Ian Cheibub/Agif/Estadão Conteúdo)
O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, durante a convenção do partido (Foto: Ian Cheibub/Agif/Estadão Conteúdo)
PSL confirmou o deputado federal Jair Bolsonaro como candidato da legenda à Presidência da República em 22 de julho, no Rio de Janeiro. O candidato a vice será o general Hamilton Mourão, do PRTB.
Militar da reserva, Bolsonaro cumpre o sétimo mandato consecutivo como deputado. Em 5 de janeiro, o parlamentar deixou o Partido Social Cristão (PSC) e anunciou que se filiaria ao PSL. Pouco depois, anunciou que pela sigla seria pré-candidato à Presidência, nona legenda à qual se filiou.
Atualmente o parlamentar é réu em ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto crime de apologia ao estupro e injúria, por afirmar que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela "não merece". A defesa nega que Bolsonaro tenha feito apologia ao estupro.

João Amoêdo (Novo)

O candidato à Presidência pelo Partido Novo, João Amôedo (Foto: Bruno Rocha/Fotoarena/Estadão Conteúdo)O candidato à Presidência pelo Partido Novo, João Amôedo (Foto: Bruno Rocha/Fotoarena/Estadão Conteúdo)
O candidato à Presidência pelo Partido Novo, João Amôedo (Foto: Bruno Rocha/Fotoarena/Estadão Conteúdo)
Partido Novo oficializou a candidatura de João Amoêdo à Presidência da República no sábado (4). Ele terá como candidato a vice o professor universitário Christian Lohbauer, de 51 anos.
O empresário carioca de 55 anos fez carreira como executivo de empresas e, em novembro do ano passado, foi anunciado como pré-candidato a presidente do Partido Novo. Amoêdo é um dos fundadores da sigla, que presidiu entre setembro de 2015 e julho de 2017, quando se afastou por causa da pré-candidatura.
Formado em Engenharia Civil e Administração, teve a maior parte da atuação profissional em instituições financeiras. Foi vice-presidente do Unibanco e membro do conselho de administração do Itaú-BBA. Em 2011, passou a integrar o Conselho de Administração da construtora João Fortes. No mesmo ano, participou da fundação no Partido Novo.

João Goulart Filho (PPL)

João Goulart Filho, candidato a presidente pelo PPL (Foto: GloboNews/Reprodução)João Goulart Filho, candidato a presidente pelo PPL (Foto: GloboNews/Reprodução)
João Goulart Filho, candidato a presidente pelo PPL (Foto: GloboNews/Reprodução)
PPL oficializou no domingo (5), em convenção nacional em São Paulo, o nome de João Vicente Goulart, também conhecido como João Goulart Filho, como candidato do partido à Presidência da República. O professor da Universidade Católica de Brasília (UCB) Léo Alves é o vice na chapa.
Filho do ex-presidente João Goulart, deposto pelo golpe militar de 1964, Goulart Filho fundou um instituto em homenagem ao pai e disputará a Presidência pela primeira vez. Ele é autor do livro "Jango e Eu: Memórias de um exílio sem volta".

José Maria Eymael (DC)

Presidenciável José Maria Eymael (Foto: Reprodução/GloboNews)Presidenciável José Maria Eymael (Foto: Reprodução/GloboNews)
Presidenciável José Maria Eymael (Foto: Reprodução/GloboNews)
DC confirmou em convenção nacional em 28 de julho, em São Paulo, a escolha de José Maria Eymael como candidato à Presidência da República. O candidato a vice-presidente é o pastor Helvio Costa.
Presidente nacional do DC, Eymael já disputou quatro vezes a Presidência da República (1998, 2006, 2010 e 2014, derrotado em todas). Deputado federal constituinte em 1988, o candidato exerceu dois mandatos na Câmara dos Deputados (entre 1987 e 1995).

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Lula discursa no sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo em foto de janeiro de 2018 (Foto: Leonardo Benassatto/Reuters)Lula discursa no sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo em foto de janeiro de 2018 (Foto: Leonardo Benassatto/Reuters)
Lula discursa no sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo em foto de janeiro de 2018 (Foto: Leonardo Benassatto/Reuters)
PT confirmou em convenção nacional no sábado (4), em São Paulo, a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. O candidato a vice será o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, também do PT.
O metalúrgico e ex-sindicalista é lançado como candidato à Presidência pela sexta vez. Ele ocupou o cargo por dois mandatos consecutivos (2003-2006 e 2007-2010).
Lula está preso desde o começo de abril, condenado em segunda instância no caso do triplex em Guarujá a doze anos e um mês de prisão, o que, de acordo com a Lei da Ficha Limpa, o torna inelegível. Mas a questão precisa ser decidida pelo TSE e só pode ser julgada depois do registro oficial.

Manuela D'Ávila (PCdoB)

PC do B oficializa candidatura de Manuela D’Ávila à Presidência (Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo)PC do B oficializa candidatura de Manuela D’Ávila à Presidência (Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo)
PC do B oficializa candidatura de Manuela D’Ávila à Presidência (Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo)
PCdoB oficializou em convenção em 1º de agosto, em Brasília, a candidatura de Manuela D'Ávila à Presidência da República. Será a primeira vez que o partido tem candidatura própria desde 1989. Até então, o PCdoB tinha integrado coligações encabeçadas pelo PT. O candidato a vice ainda não foi definido.
Jornalista, Manuela tem 36 anos e iniciou a carreira política no movimento estudantil. Foi vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) em 2003. Em 2004, se elegeu vereadora em Porto Alegre.
Dois anos depois, em 2006, foi eleita deputada federal, reeleita em 2010. Desde 2015, é deputada estadual no Rio Grande do Sul. A pré-candidatura à Presidência da República foi anunciada em 5 de novembro de 2017 pelo PCdoB. Ela disputou ainda duas vezes a prefeitura de Porto Alegre, em 2012 e 2016, mas não foi eleita.

Marina Silva (Rede)

A ex-senadora Marina Silva é oficializada pela Rede candidata à Presidência (Foto: Tiago Hardman/Futura Press/Estadão Conteúdo)A ex-senadora Marina Silva é oficializada pela Rede candidata à Presidência (Foto: Tiago Hardman/Futura Press/Estadão Conteúdo)
A ex-senadora Marina Silva é oficializada pela Rede candidata à Presidência (Foto: Tiago Hardman/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Rede Sustentabilidade oficializou a candidatura de Marina Silva à Presidência em sua convenção nacional no sábado (4). O partido também confirmou Eduardo Jorge (PV) como candidato a vice.
Marina foi deputada estadual no Acre (1991-1994) e senadora pelo mesmo estado por dois mandatos (1995 a 2010). Ela se licenciou do Senado de 2003 a 2008, quando ocupou o cargo de ministra do Meio Ambiente no governo Lula.
Filiada ao PT desde 1986, deixou a legenda em 2009 para se filiar ao PV, partido pelo qual concorreu à Presidência em 2010, mas não conseguiu chegar ao segundo turno. Em 2014, se candidatou novamente, desta vez pelo PSB.

Vera Lúcia (PSTU)

Vera Lúcia discursa em convenção do PSTU (Foto: Reprodução/TV Globo)Vera Lúcia discursa em convenção do PSTU (Foto: Reprodução/TV Globo)
Vera Lúcia discursa em convenção do PSTU (Foto: Reprodução/TV Globo)
A candidatura de Vera Lúcia pelo PSTU foi confirmada em 20 de julho em convenção do partido. O professor Hertz Dias, da rede pública do Maranhão, foi anunciado como vice na chapa. Não haverá coligação no PSTU.
Vera Lúcia tem 50 anos e militou no PT, mas foi expulsa do partido em 1992 junto com integrantes do grupo político Convergência Socialista, que anos depois fundou o PSTU. Ela foi candidata a prefeita de Aracaju em 2012 e é graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Sergipe (UFS).
Hertz Dias, de 47 anos, é militante do movimento negro e integrante do grupo Gíria Vermelha, que compõe canções de protesto.
Datas das convenções
DataPartidoCandidatoCidade
20/7PDTCiro GomesBrasília (DF)
20/7PSCApoio a Alvaro DiasBrasília (DF)
20/7PSTUVera LúciaSão Paulo (SP)
21/7PCBApoio a Guilherme BoulosRio de Janeiro (RJ)
21/7PSOLGuilherme BoulosSão Paulo (SP)
21/7AvanteApoio a Ciro GomesBelo Horizonte (MG)
21/7PMNSem coligação formalBrasília (DF)
22/7PSLJair BolsonaroRio de Janeiro (RJ)
28/7Democracia CristãJosé Maria EymaelSão Paulo (SP)
28/7PTBApoio a Geraldo AlckminBrasília (DF)
28/7PVApoio a Marina SilvaBrasilia (DF)
28/7PSDApoio a Geraldo AlckminSão Paulo (SP)
28/7SDApoio a Geraldo AlckminSão Paulo (SP)
1/8PCdoBManuela D'ÁvilaBrasília (DF)
1/8PRPApoio a Alvaro DiasRio Preto (SP)
1/8PRBApoio a Geraldo AlckminBrasília (DF)
2/8MDBHenrique MeirellesBrasília (DF)
2/8DEMApoio a Geraldo AlckminBrasília (DF)
2/8PPApoio a Geraldo AlckminBrasília (DF)
2/8PHSApoio a Henrique MeirellesBrasília (DF)
4/8PatriotaCabo DacioloBarrinha (SP)
4/8PTLuiz Inácio Lula da SilvaSão Paulo (SP)
4/8PSDBGeraldo AlckminBrasília (DF)
4/8NovoJoão AmoêdoSão Paulo (SP)
4/8RedeMarina SilvaBrasilia (DF)
4/8PodemosAlvaro DiasCuritiba (PR)
4/8PPSApoio a Geraldo AlckminBrasília (DF)
4/8PRApoio a Geraldo AlckminBrasília (DF)
4/8ProsApoio a LulaBrasília (DF)
5/8PRTBApoio a Jair BolsonaroSão Paulo (SP)
5/8PSBSem coligaçãoBrasília (DF)
5/8PPLJoão Goulart FilhoSão Paulo (SP)
5/8PTCApoio a Alvaro DiasRio de Janeiro (RJ)
5/8PMBSem pré-candidatoBrasília (DF)
(ATUALIZAÇÃO: O economista Paulo Rabello de Castro chegou a ser oficializado candidato à Presidência pelo PSC em 20 de julho, mas retirou a candidatura em 1º de agosto).

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STF retoma hoje debates sobre descriminalização do aborto


Especialistas em diversas áreas foram convidados pelo Supremo para defender suas posições e apresentar argumentos que pautem a decisão final

Audiência pública começou na sexta-feira (6)

Audiência pública começou na sexta-feira (6)

Carlos Moura/SCO/STF - 28.06.2018
O STF (Supremo Tribunal Federal) retoma nesta segunda-feira (6) as discussões sobre a descriminalização do aborto até a décima segunda semana de gestação. Especialistas em diversas áreas foram convidados pelo STF para defender suas posições e apresentar argumentos que pautem a decisão final da Corte.
Na última sexta (3), foram ouvidos cientistas e profissionais de saúde. A audiência pública desta segunda será aberta com a participação de representantes religiosos.
Dom Ricardo Hoerpers, bispo de Rio Grande (RS), será o primeiro a falar, representando a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que tem um posicionamento claro contra a descriminalização da prática. Mestre e doutor em Bioética e Teologia Moral na Academia Alfonsiana, em Roma, Hoepers defende que o assunto transcende a esfera religiosa e acredita no papel social da CNBB para tentar convencer os magistrados a manter a lei como está.
Atualmente, no país, a interrupção da gravidez é considerada legal somente em casos de estupro, de gestação de fetos anencéfalos ou caso a gestante esteja correndo risco de vida. Assim como outras instituições religiosas, a CNBB defende que o embrião é um ser vivo a partir da concepção.
Mas nem todos os convidados ligados a instituições religiosas têm a mesma opinião. Entre as instituições que participam dos debates, estão representantes de entidades como Católicas pelo Direito de Decidir e o Instituto de Estudos da Religião, que se posiciona em defesa da descriminalização, conforme Lusmarina Campos Garcia.
Pastora da IECLB (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil), teóloga e mestre em direito, Lusmarina explica que sua comunidade orienta o respeito à decisão das mulheres, considerando que nunca é uma escolha leviana e geralmente está pautada em sofrimento. Assim como alguns dos cientistas que apresentaram números no primeiro dia de audiência, Lusmarina se pauta nos dados relacionados à mortalidade materna em decorrência de procedimentos clandestinos.
Na reabertura dos trabalhos à tarde, entidades de direitos humanos vão se revezar nas exposições e cada uma terá 20 minutos para apresentar seu posicionamento. Ao todo, a ministra Rosa Weber, que é a relatora da ação que pede a descriminalização do aborto, convidou 53 expositores, entre pessoas físicas e organizações. Desse total, 33 apresentarão argumentos favoráveis ao pedido apresentado pelo PSOL em março do ano passado. Depois da audiência, a expectativa é de que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se manifeste sobre o tema em dez dias. Com o parecer, Rosa Weber deve concluir seu voto, que será submetido ao plenário do STF.

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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

litro do leite ficou R$ 1,45 mais caro desde o começo do ano


Greve dos caminhoneiros e período com poucas chuvas justificam disparada no valor do produto, afirmam especialistas



Litro do leite custa, em média, R$ 3,61 em São Paulo

Litro do leite custa, em média, R$ 3,61 em São Paulo

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O preço médio pago pelo litro do leite subiu 67% desde o início do ano e azedou em R$ 1,45 o bolso dos brasileiros que compraram recentemente o produto nos supermercados.
De acordo com dados revelados semanalmente pela Fundação Procon, o litro do leite custava R$ 2,16 na primeira semana de 2018 em São Paulo. Hoje, a mesma quantidade do produto sai por, em média, R$ 3,61 nas prateleiras da capital paulista.
O fenômeno da alta do preço do leite no ano não foi restrito aos consumidores e a São Paulo. A última divulgação da prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), aponta para uma valorização de 35,68% no valor do leite longa vida no Brasil.
Ao longo do período de sete meses, o valor do líquido aos produtores saltou 47,7% e aparece vendido por R$ 1,47, maior patamar desde setembro de 2016, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).
O coordenador do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), André Braz, explica que a alta do preço do leite está diretamente ligada ao período sem chuvas, à valorização do dólar e à greve dos caminhoneiros.
“Neste período do ano, as condições de pastagens ficam ruins, porque chove pouco e se tem uma queda no volume de captação do leite, o que é natural. Além disso, a gente teve uma desvalorização cambial, que encareceu muito o preço das rações para trato animal, ricas em milho e soja, grãos com preços cotados no mercado internacional”, analisa Braz.
A analista de mercado do leite do Cepea Juliana Cristina dos Santos comenta que a falta de chuvas durante a entressafra limitou a produção e puxou os preços para cima. “A oferta do leite no mercado está limitada desde o mês de fevereiro, o que justifica a valorização do produto“, afirma ela, que também relaciona a alta à greve dos caminhoneiros e uma tentativa dos produtores de "normalizar a atividade com a reposição dos estoques".
Ao comentar especificamente sobre o impacto da greve na disparada do preço do leite, Braz recorda que a paralisação dos caminhoneiros causou prejuízo aos produtores da bebida, que precisaram jogar fora milhares de litros de leite e agora repassaram os custos aos consumidores.
Alternativas
Para conter o preço dos alimentos que ficam caros repentinamente, o pesquisador da FGV orienta que a população faça um “exercício da renúncia parcial” para limitar o aumento dos preços do leite. “Se reduzir a quantidade consumida, isso já ajuda a limitar o aumento do preço, porque se a oferta do produto é menor, mas a demanda também é, você não sustenta o aumento de preços”.
“É uma arma que nós temos, mas que é pouco utilizada”, lamenta Braz, que destaca a redução de consumo do leite como válida para o caso de adultos e não recomenda o corte para crianças e idosos, devido às alimentações menos complexas em outras fontes de proteína.
Braz ainda menciona que os consumidores podem substituir o leite neste momento de alta por outros produtos similares, como os fabricados com soja, que, segundo ele, “não têm preços muito competitivos”.
Próximos meses
A valorização do leite nos supermercados deve estar com os dias contados. Para Juliana, as “altas expressivas” já tendem a ser interrompidas ao longo deste mês. “A gente prevê que para agosto devemos ter uma pequena alta ou uma estabilidade nos preços”.
Em um olhar mais prolongado, Braz afirma que a entrada da primavera vai trazer de volta as chuvas a ocasionar uma desaceleração dos preços. “Não estou bem certo de que vai ser devolvida toda a alta acumulada ao longo do primeiro semestre, mas há uma boa chance de isso acontecer logo a partir do final de agosto”, avalia o pesquisador.

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Programa para devedores já tirou R$ 176 bilhões dos cofres públicos


Montante deixou de entrar para a União com o programa de refinanciamento de dívidas tributárias, o Refis, segundo cálculos de auditor fiscal

Auditores realizam encontro nesta quarta em São Paulo

Auditores realizam encontro nesta quarta em São Paulo

Giuliana Saringer/R7
O auditor fiscal da Receita Federal Júlio Cesar Vieira Gomes afirma que os parcelamentos especiais do Refis — o programa do governo que refinancia e reduz dívidas de contribuintes — fizeram com que os cofres públicos deixassem de receber R$ 176 bilhões nos últimos 18 anos. 
— Essa renúncia também tem impacto no orçamento dos Estados e municípios, porque a constituição prevê o repasse de parte da arrecadação da União para eles.
A afirmação foi feita durante o primeiro painel do seminário "Os desafios para o próximo governo: justiça fiscal e combate à sonegação e à corrupção", organizado pela Unafisco (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil).
O evento acontece nesta quarta (1) e quinta-feira (2), no teatro Maksoud Plaza, e é formado por cinco painéis. 
Segundo Gomes, a Receita estima que a renúncia fiscal cause um impacto de R$ 13 bilhões aos municípios e R$ 18 bilhões aos Estados. 
No Brasil, existem os parcelamentos convencionais e os especiais. Em 18 anos, foram criadas 40 formas de parcelamento.
— Já seria atraente em qualquer lugar do mundo [o parcelamento]. Além do parcelamento tão dilatado, há outros benefícios extremamente excepcionais, como a anistia de crimes tributários e rolagem da dívida. 
O jurista Vasco António Branco Guimarães, do Centro de Estudos Fiscais da DGCI, diz que o sistema tributário brasileiro tem uma série de problemas, sintomas da corrupção.
— O sistema está incentivando um comportamento errado que corrompe o sistema tributário. Refis em cima de Refis com folha suja. É uma forma de dinamitar o sistema jurídico, quem está tentando fazer cumprir a norma na Fazenda.
A Receita Federal é historicamente contra os parcelamentos especiaisporque é comum os contribuintes aderirem ao programa apenas para conseguirem comprovar naquele momento sua regularidade fiscal - uma condição para firmar contratos com o setor público ou participar de licitações. Com a certidão em mãos, porém, deixam de pagar as chamadas "obrigações correntes".

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