quarta-feira, 11 de julho de 2018

Câmara aprova MP que define valor do frete e anistia caminhoneiros


Texto foi uma das reivindicações dos caminhoneiros para encerrar a paralisação de 11 dias que trancou estradas e causou desabastecimento

Preço mínimo do frete era uma das reivindicações dos caminhoneiros grevistas

Preço mínimo do frete era uma das reivindicações dos caminhoneiros grevistas

Ricardo Moraes/Reuters - 23.05.2018
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou no início da tarde desta quarta-feira (11) a Medida Provisória 832/2018, assinada pelo presidente Michel Temer no final de maio, que define um valor mínimo para o frete rodoviário de cargas no país. O texto segue agora para votação no Senado.
A medida era uma das reivindicações dos caminhoneiros para encerrar a paralisação de 11 dias da categoria que trancou estradas e interrompeu o abastecimento de combustíveis e alimentos em algumas regiões do país.
O texto aprovado — que converteu a Medida Provisória em um projeto de lei — é de autoria do deputado Osmar Terra (MDB-RS) e prevê um preço mínimo do frete rodoviário com base em custos de operação.
A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) deverá publicar duas vezes ao ano (até 20 de janeiro e até 20 de julho) os preços mínimos do frete referentes ao quilômetro rodado, por eixo carregado, considerando distâncias e especificidades das cargas e priorizando o custo do óleo diesel e dos pedágios.
A fixação dos valores mínimos vai contar com a participação de representantes dos embarcadores da mercadoria, dos contratantes dos fretes, das cooperativas de transporte de cargas, dos sindicatos de empresas de transportes e de transportadores autônomos de carga.
O projeto também obriga a ANTT a publicar uma nova planilha de preços sempre que o valor do óleo diesel no mercado nacional variar mais do que 10%, para mais ou para menos.
Empresários da indústria e do agronegócio, contudo, são contra o tabelamento do frete e pressionaram os parlamentares nas últimas semanas para que a medida fosse rejeitada. Eles entendem que a medida fere o livre mercado, eleva o preço do transporte e encarece seus produtos, o que acabará sendo repassado aos consumidores.
A expectativa é que a matéria seja votada ainda hoje no plenário do Senado.
Descumprimento da tabela
Em vigor desde o final de maio, a tabela causou impacto de 30% no valor do frete, segundo associações do agronegócio. Isso acabou travando o escoamento da produção, sobretudo da soja e do milho, por pelo menos duas semanas.
Após esse período, no entanto, as empresas retomaram as contratações de frete, mas sem respeitar o valor da tabela, conforme o R7 mostrou em junho. A ANTT recebeu mais de 2.400 reclamações em três semanas por frete contratado abaixo da tabela.
Para evitar que empresários e transportadoras sejam punidas, os deputados aprovaram indenização a quem contratou abaixo do piso mínimo entre maio e 20 de julho. A partir desta data, embarcadores e transportadores serão multados se praticarem preços que não estejam de acordo com o tabelamento.
Anistia a caminhoneiros grevistas
Os deputados também mantiveram no texto o trecho que anisita os caminhoneiros que foram multados durante a paralisação em maio por não liberarem as estradas, conforme determinava uma série de decisões judiciais.
O Supremo Tribunal Federal decidiu multar quem se recusasse a cumprir as ordens judiciais de liberação das rodovias — R$ 100 mil por hora para as empresas e R$ 10 mil por dia para cada motorista. Ao todo, foram aplicadas mais de R$ 840 milhões em multas a 151 empresas, que estão sendo cobradas pela AGU (Advocacia-Geral da União).
Segundo Osmar Terra, contudo, os deputados acertaram que a anistia será vetada pelo presidente Michel Temer. O plenário evitou discutir esse assunto, porque isso poderia atrasar o envio do texto ao Senado e aprovação da matéria antes do recesso parlamentar, que começa em 18 de julho.
“O Executivo vai vetar esse artigo e, na análise do veto, vamos discutir se haverá ou não multa e que multa será aplicada ou anistiada”, disse Terra

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domingo, 8 de julho de 2018

Aula 2 Phantom 4 Realizando check List antes de pilotar



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Drone cai, após realizado a localização e resgate em floresta de pinheiro


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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Preço de imóveis residenciais cai 0,06% em junho


Apontamento da Fipe feita através do site Zap Imóveis analisou 20 cidades e apontou a leve queda de preços



Em São Paulo, a variação entre maio e junho foi de +0,21%

Em São Paulo, a variação entre maio e junho foi de +0,21%

Thomaz Kravezuk/R7

O preço médio de imóveis residenciais registrou uma queda de 0,06% entre maio e junho, segundo levantamento da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) realizado com base nos anúncios de apartamentos publicados na página do site Zap Imóveis e divulgado nesta quarta-feira (4). A pesquisa apurou o preço de residências em 20 cidades.
Entre as regiões nas quais se registrou aumento de preços, estão São Paulo (0,21%), Recife (0,16%), Brasília (0,37%), Goiânia (0,31%), Santo André (0,18%) e Guarujá (0,08%).
Rio de Janeiro (–0,42%), Salvador (–0,55%), Porto Alegre (–0,30%) e Campinas (–0,46%) estão entre as cidades nas quais houve queda nos preços. Em Belo Horizonte, não houve variação nos valores.
O Rio de Janeiro continua sendo a cidade mais cara no Brasil para se comprar um imóvel, onde se paga R$ 9.556 pelo metro quadrado. São Paulo (R$ 8.774) e Distrito Federal (R$ 7.754) também encabeçam a lista. O valor médio no Brasil foi de R$ 7.543/m².
*Estagiário do R7 sob supervisão de Paulo Lima

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PF inicia operação para investigar fraudes na saúde do Rio


A polícia cumpre mandados de prisão preventiva; de prisão temporária e de busca e apreensão nos Estados do RJ, SP, PB, MG e DF 

Operação está sendo realizada por vários órgãos

Operação está sendo realizada por vários órgãos

Alex de Jesus / O Tempo / Estadão Conteúdo / 23.9.2016
A PF (Polícia Federal) iniciou uma operação na manhã nesta quarta-feira (4) para aprofundar as investigações sobre contratos na área da saúde celebrados pelo Estado do Rio de Janeiro e pelo Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad). 
Ligada à Lava Jato no Rio, a operação foi batizada de Ressonância. 
Segundo a PF, "aproximadamente 180 policiais federais cumprem 13 mandados de prisão preventiva; nove mandados de prisão temporária e 43 mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraíba, Minas Gerais e no Distrito Federal". "Os mandados foram expedidos pela 7° Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e também foi determinada a intimação de um ex-secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro", diz a Federal.
A operação está sendo realizada pela PF em conjunto MPF-RJ (Ministério Público Federal, Cade (Conselho de Defesa Administrativa), TCU (Tribunal de Contas da União), Receita Federal e CGU (Controladoria Geral da União). 
"Na ação de hoje são investigadas 37 empresas e os crimes de formação de cartel, corrupção, fraude em licitações, organização criminosa e lavagem de dinheiro", conclui a PF

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domingo, 1 de julho de 2018

Nova regra do cheque especial exige atenção com ofertas dos bancos



Mudanças entram em vigor neste domingo. Bancos devem oferecer novos serviços de crédito com juros mais baixos e melhores opções de parcelamento

  • Giuliana Saringer, do R7
     
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Cheque especial tem juros muito altos

Cheque especial tem juros muito altos

Oswaldo Corneti/Fotos Públicas
Uma psicóloga autônoma que prefere não revelar a identidade entrou no cheque especial com uma dívida de R$ 4 mil e, por causa dos juros da modalidade, teve que pagar R$ 7 mil ao banco para quitar a dívida. No começo, não entendia muito bem o que o cheque especial significava, mas honrou o valor acordado e se apertou financeiramente para quitá-lo.
Como não tem um salário fixo, é comum que precise recorrer ao cheque. Segundo ela, hoje tem um limite baixo no banco, o que impede com que a dívida fique cada vez maior. Para evitar esse tipo de situação, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) determinou novas regras para o cheque especial, que entram em vigor neste domingo (1).
Uma das principais mudanças determinadas pela Febraban é que o consumidor que ultrapassar 15% do limite do cheque especial por 30 dias seguidos deverá receber ofertas de produtos financeiros com taxas de juros inferiores e melhores condições de parcelamento. Nestes casos, o valor no cheque especial deve ser superior a R$ 200. 
Outras mudanças são que o banco precisa sempre avisar quando a pessoa entrar no cheque especial, separar o valor do saldo da conta do limite e abrir o canal para que o consumidor renegocie a dívida quando quiser.
O economista-chefe do DMI Group, Daniel Xavier, exemplifica a mudança com um caso hipotético: vamos supor que o consumidor tenha feito uma dívida de R$ 1.000 no cheque especial e permanece sem pagá-la durante um ano. Neste caso, considerando a taxa de 312% ao ano, o montante da dívida se torna R$ 4.119.
Com a nova mudança, o banco pode oferecer a essa pessoa um novo produto financeiro, com taxa de juros anual hipotética de 115%. Neste caso, a mesma dívida de R$ 1.000 passa a ser de R$ 2.147, com redução de R$ 1.972 em comparação com o valor no cheque especial. “O consumidor perde muito patrimônio”, diz Xavier a respeito dos juros do cheque especial.
Xavier afirma que a mudança nas regras anunciada pela Febraban é um passo importante para a construção da educação financeira dos brasileiros. Segundo ele, a mudança será benéfica tanto para os consumidores, que vão conseguir melhores condições de pagamento da dívida, como para os bancos, que tendem a ter um número menor de inadimplentes.
— Eu acho que oferecer um produto melhor e mostrar as vantagens do produto vai ser bastante educativo. Isso vai envolver a rede de relacionamento dos bancos.
A economista do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) Ione Amorim diz que essa oferta pode ser um ponto negativo, já que o consumidor não procura linhas de crédito mais vantajosas. Segundo ela, “o consumidor vai ter uma oferta de crédito oferecida pelo banco. Essa praticidade pode fazer com que o consumidor perca a curiosidade de entender se aquela é a melhor oferta. É importante avaliar o que outras instituições oferecem e outras linhas de crédito”.
Para ela, o consumidor que precisar usar o cheque especial por mais de 30 dias precisa começar a pensar em alternativas, como taxas mais baixas de juros, buscar novas fontes de renda ou pedir dinheiro emprestado a pessoas próximas, para evitar as taxas bancárias.
Ione afirma que as novas modalidades de crédito nem sempre vão fazer com que o consumidor consiga pagar a dívida. “Ele está pagando juros sobre juros. No mês seguinte se ele não conseguir se equilibrar, ele se expõe de novo ao cheque especial. Precisa de muita disciplina para não aumentar o risco que ele já está exposto”, diz.
Xavier ressalta que a adesão ao novo serviço oferecido pelo banco será optativa, ou seja, dependerá da escolha do consumidor. Caso ele considere que o cheque especial continua sendo mais vantajoso, não precisa aderir e pode receber uma nova proposta de produto com menos taxas de juros em 30 dias.
Outra mudança é o valor do saldo precisar aparecer separado do limite do cheque especial. Ione afirma que esta é uma mudança importante. “Boa parte das pessoas não veem apenas o que elas têm de conta. Ela está vendo o saldo que é o limite mais o saldo, o que é um fator que induz ao erro”, afirma.
Ione diz que “muitos consumidores desconhecem o impacto que essa disponibilidade traz nas taxas de juros”.
As novas regras da Febraban fazem parte do Sistema de Autorregulação Bancária, ou seja, regras determinadas pelo próprio setor. Por esse motivo, Ione diz que a regra “tem um caráter preventivo, mas não muda muito. Ela é de orientação, ou seja, não é uma norma do Banco Central, é uma autorregulação”.

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