sexta-feira, 30 de março de 2018

Marun: Temer não se preocupa com delação de amigos presos


Pessoas próximas ao presidente Michel Temer foram presas na operação Skala, deflagrada pela PF, que investiga a MP dos Portos

Marun diz que Temer está tranquilo

Marun diz que Temer está tranquilo

Ueslei Marcelino/Reuters/ 21.21.17
O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, tentou minimizar rumores da possibilidade de a Procuradoria-Geral da república apresentar uma terceira denúncia contra o presidente Michel Temer e afirmou que "se existe respeito a Constituição Federal nesse País e entendemos que ainda deve existir, o presidente não será denunciado", disse.
— Não trabalhamos com hipótese de terceira denúncia, até porque ela seria totalmente inconstitucional.
Marun disse ainda que Temer não tem "nenhuma" preocupação com a possibilidade de seus amigos que foram presos fazerem uma delação premiada.
— Ele está absolutamente tranquilo. O presidente tem um cabedal de realizações que começa a preocupar aqueles que não veem com felicidade que ele fique a frente do governo.
Marun, que decidiu vir para Brasília de última hora por conta da crise instalada por conta da Operação Skala, disse que encontrou o presidente até mais tranquilo do que imaginava, mas que obviamente ele não estava feliz com as prisões de hoje.
— São pessoas com que ele tem um relacionamento, claro que ele não está feliz.
O ministro - tido como um das tropas de choque do presidente e defensor de sua candidatura à reeleição - disse que a operação de hoje "não inviabiliza a candidatura" de Temer.
— Se houver imparcialidade, respeito a lei, o presidente será inocentado ao final dessas investigações. Agora se busca coisa de 15, 20 anos atrás porque não encontraram no tal inquérito dos portos. Isso pode até ser transformado em um ponto favorável no caso do presidente vir a ser realmente o nosso candidato.
Marun disse ainda que não saberia avaliar quem se beneficiaria com essa crise.
— Tem gente que gosta de fazer com que crises venham pra cá. A capacidade de um governo não se encontra na inexistência de problemas, encontra-se na capacidade de superá-los. Já superamos muitos e temos capacidade para superar mais este.
Autoritarismo inconsequente
O ministro disse que a atitude tomada hoje pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luis Roberto Barroso, de decretar a prisão de José Yunes, do ex-ministro Wagner Rossi, do coronel Lima, para colher depoimentos é uma "situação que se constitui um absurdo". "E em muito nos preocupa", disse, após ajustar com o presidente Michel Temer a reação do Planalto à Operação Skala.
— Eu estou muito preocupado, independentemente de quem seja o presidente da República, de quem esteja no exercício de funções A ou B, com essa escalada de um autoritarismo inconsequente. 
Marun afirmou ainda que a Constituição precisa ser respeitada e ressaltou que o presidente não pode ser denunciado por fatos anteriores ao seu mandato.
— O Brasil foi sequestrado pelo corporativismo.
O ministro disse que a operação de hoje mostra que há "um complô" e que os "canhões da conspiração" tentam inviabilizar a candidatura do presidente à reeleição, tentou evitar críticas mais duras em direção a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, mesmo tendo ela sido a responsável pelo pedido de prisão a Barroso.
— Eu entendo que o MP tem um papel acusador, existe para isso. Na verdade penso que caberia ao judiciário ao que se está posto na nossa Constituição.
Marun disse ainda que é DNA do Ministério Público o viés acusatório, mas disse que a atual procuradora age de forma distinta do ex-PGR Rodrigo Janot, que apresentou duas denúncias contra Temer.
— Ela toma uma decisão a pessoas e fatos anteriores ao decreto. É o DNA do Ministério Público o viés acusatório. Por isso existe Judiciário. E o Judiciário e o MP não podem andar mancomunados. O MP é parte acusatória. Ela atuou e não vejo na doutora Raquel aquele mesmo viés (de Janot) de alguém de dentro do gabinete recebendo dinheiro para orientar gravações. Temos a convicção de que a procuradora Raquel tem outro nível e tem responsabilidade. 
O ministro criticou as investigações e afirmou que entende que toda essa situação "faz parte de um enredo de um complô".
— Tenho absoluta desconfiança de prisões que acontecem na véspera de feriados.

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quinta-feira, 29 de março de 2018

Conspiração, fascismo, rojões, Globo, isenção do IR: tudo o que Lula disse em CuritibaEx-presidente termina a caravana pela Região Sul do país com um ato público acompanhado por centenas de militantes petistas



  • Curitiba
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  • Fernando Martins e Kelli Kadanus
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Lula fala a militantes e apoiadores em Curitiba. | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Lula fala a militantes e apoiadores em Curitiba. Jonathan Campos/Gazeta do Povo

O ex-presidente Lula (PT) concluiu nesta quarta-feira à noite (28), em Curitiba, terra da Lava Jato, sua caravana pela Região Sul. O ato de encerramento foi um comício recheado de teorias da conspiração, acusações de que os adversários são fascistas, críticas à Rede Globo, promessas eleitorais e ironias. Uma multidão acompanhou o pronunciamento do petista na Praça Santos Andrade, no centro de Curitiba.

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Lula disse ser vítima de uma espécie de conspiração internacional para que não volte a governar o país e o Brasil não cresça e incomode as grandes potências – o que ele teria feito quando era presidente. Insinuou que a Rede Globo e a Lava Jato fazem parte dessa conspiração. Reclamou dos fascistas que o impedem de circular o país.
O ex-presidente ainda ironizou seus adversários quando houve um pequeno “panelaço” de pessoas contrárias a Lula nos prédios que cercam a praça e quando rojões foram soltos por manifestantes que tentavam atrapalhar seu discurso : “É bom guardar o rojão para fazer minha festa em 1.º de janeiro [data da posse do presidente que será eleito neste ano]”.
Afirmou ainda que, se for eleito, vai convocar uma Constituinte e um referendo revogatório das medidas implantadas pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB). Assegurou que irá federalizar o ensino médio, construir mais universidades públicas e isentar do Imposto de Renda (IR) quem ganha até cinco salários mínimos (quase R$ 5 mil). Hoje, quem está isento são aqueles que recebem pouco abaixo de R$ 2,2 mil mensais.

A grande conspiração internacional contra Lula, segundo ele próprio

No início do discurso, Lula relatou todas as dificuldades que encontrou na caravana pelo Sul: bloqueios de estradas, protestos com ovos e pedradas e o atentado a tiros que atingiu dois ônibus de sua comitiva. “Não são democratas. Estão mais para nazistas e fascistas do que qualquer outra coisa”, disse o petista.
O ex-presidente ainda afirmou que a imprensa foi conivente com a criação do clima de violência política que tomou conta do país. E reclamou principalmente da Globo: “O culpado desse ódio chama-se Rede Globo de Televisão”.
Lula também disse que a Globo, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, o juiz Sergio Moro e o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) criaram a mentira de que ele era dono do apartamento tríplex do Guarujá (SP) numa tentativa de “tentar destruir a política e as lideranças desse país”. E que isso faria parte de uma grande conspiração internacional para que o Brasil perca sua soberania nacional que começou a ser orquestrada quando o país descobriu o pré-sal – que teria despertado o interesse internacional para essa riqueza do país, administrada pela Petrobras. Não por acaso, segundo Lula, há a intenção de privatizá-la.
O ex-presidente afirmou inclusive que as manifestações populares de junho de 2013, que levaram milhões de brasileiros às ruas contra a corrupção e por melhores serviços públicos, teriam sido orquestradas pelos Estados Unidos. Lula citou um telefonema que o primeiro-ministro turco Recep Erdogan deu para Dilma contando isso.

Lula

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Pelo menos outros dois aliados de Lula que discursaram no comício endossaram a mesma tese da conspiração internacional. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) foi nessa mesma toada ao criticar o juiz da Lava Jato Sergio Moro e os procuradores da força-tarefa Deltan Dallagnol e Carlos Fernando Lima. “[Eles] ainda sentarão no banco de réus”, disse. E concluiu: “Capachos dos Estados Unidos para entregar o nosso petróleo.”
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) usou o mesmo argumento ao justificar a perseguição a que Lula estaria sendo vítima para não se eleger presidente. Para ele, a condenação de Lula faz parte de um plano de potências estrangeiras para que o Brasil “entregue” seu petróleo e recursos naturais, como o Aquífero Guarani.

Aliados de Lula dizem que adversários são “fascistas”, “psicopatas”, “canalhas”, “machistas” , “cachorros loucos”

Lideranças não só do PT, mas de outros partidos de esquerda, de sindicatos e de movimentos sociais, participaram do comício. Vários deles tacharam seus adversários da direita de “fascistas”, “psicopatas”, “canalhas”, “golpistas” e até mesmo de “machistas”, “homofóbicos” e “cachorros loucos”.
atentado a tiro contra os ônibus da caravana de Lula,a condenação do petista à prisão e a possibilidade de o petista não participar da eleição foram citados como exemplos do “fascismo” que estaria sendo implantado no Brasil.
O presidente nacional do PSol, Juliano Medeiros, afirmou que seu partido estava deixando de lado suas diferenças com o PT para reafirmar seu compromisso com a democracia diante do crescimento do fascismo no Brasil.
Medeiros culpou ainda a direita pelo assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSol) – a investigação do caso ainda não foi concluída e não há nem mesmo suspeitos. Marielle também foi citada pelo senador Humberto Costa (PT-PE) para criticar a Rede Globo. Segundo ele, a Globo se “apropriou” da causa de direitos humanos defendida pela vereadora.
A Globo também foi alvo da ira do deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP). Ele disse que, se o PT voltar ao poder, a democracia será ampliada por meio do controle dos canais de televisão que enchem a cabeça das pessoas de “merda”.

Nos discursos, uma volta aos anos 1960: burgueses, imperialismo, luta de classes

Os apoiadores de Lula que falaram no comício, em muitos momentos, fizeram referências à ditadura militar (1964-1985), tentando associá-la a seus adversários. O senador Lindberg Faria (PT-RJ) lembrou de que, nesta quinta, fazia exatos 50 anos que o estudante secundarista Edson Luís de Lima Souto foi assassinado num restaurante do Rio de Janeiro por policiais militares – marcando o início do período mais duro da ditadura.
Lindberg afirmou ainda que o Brasil vive uma “escalada fascista” que não se via desde os anos 1970. Disse que foram os adversários do PT que começaram isso quando afastaram Dilma Rousseff da Presidência. Culpou ainda as emissoras de tevê, que teriam criminalizado a política. O senador do PT disse ainda que só há um caminho para pacificar o país: por meio de uma eleição livre e democrática com Lula candidato.
Os discursos, muitas vezes, também lembraram a década de 1960 nos termos que foram usados. O líder do MST, João Pedro Stédile, chamou os adversários do PT de “burgueses” e disse que a eleição presidencial deste ano será uma “luta de classes”. O sindicalista Índio, da Intersindical, chamou a Globo de instrumento do “imperialismo”.

Dilma critica Bolsonaro e Alckmin. E liga adversários do PT ao machismo

A ex-presidente Dilma também tentou associar os adversários à ditadura. Sem citar nomimalmente Jair Bolsonaro (PSL-RJ), falou num candidato a presidente que fala em matar e apoia a tortura – o que de fato o deputado faz. Mas ela também disse que o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) é outro que defende a escalada da violência – embora a ex-presidente tenha dito que depois ele “voltou atrás” no caso do atentado a Lula.
Dilma buscou ainda ligar os adversários do PT ao machismo. E citou que quatro mulheres que participavam da caravana – uma delas em tratamento de câncer – teriam sido agredidas por serem do sexo feminino.

Dois presidenciáveis de esquerda manifestam solidariedade a Lula

O comício de Lula teve ainda a participação de dois outros presidenciáveis da esquerda: a deputada estadual Manoela D´Ávila (PCdoB-RS) e o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) Guilherme Boulos (PSol-SP). Os dois manifestaram solidariedade a Lula após o atentado à comitiva.
Boulos disse que Bolsonaro tem de ser responsabilizado pela escalada do ódio e do fascismo no país: “Bandido!”, disse o líder do MTST. “Com fascismo não se conversa, se combate.”

Visita de Lula foi cercada de tensão: MBL tentou lançar ovos em Lula, mas não conseguiu

A visita de Lula a Curitiba foi cercada de tensão após dois ônibus da comitiva do ex-presidente terem sido alvejados por tiros, durante a passagem da caravana por Quedas do Iguaçu, no Oeste do Paraná.
Além disso, a preocupação com a segurança de Lula aumentou por causa da manifestação marcada pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e por outros grupos de direita para a Praça 19 de Dezembro, que fica próxima ao local onde Lula discursou.
Manifestantes anti-Lula tentaram se aproximar do palco em que Lula falaria para jogar ovos no petista. Mas a cavalaria da Polícia Militar do Paraná conseguiu contê-los e evitou que se aproximassem da Praça Santos Andrade.
Além disso, o próprio PT armou uma estratégia para tentar evitar que Lula fosse alvo de ovos ou outros objetos durante seu comício: crianças foram colocadas no palco. O ex-presidente inclusive segurou um bebê na sua chegada ao palco.

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quarta-feira, 28 de março de 2018

'Não sou homem de correr de briga', diz Lula sobre tiros em ônibus



Dois veículos que participavam da caravana do petista foram alvejados na terça-feira, no interior do Paraná




Lula: ônibus estava cheio de jornalistas

Lula: ônibus estava cheio de jornalistas

Eduardo Teixeira/Raw Image/Folhapress - 27.3.2018
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em seu Facebook que "não é homem de correr da briga" e que os tiros disparados contra sua caravana não o intimidam. Na terça-feira (27), atiradores alvejaram dois dos três ônibus do comboio do petista na estrada entre Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, no interior do Paraná. Ninguém ficou ferido.
"O que estamos vendo agora não é política. Porque se quisessem derrotar o PT seria muito fácil. Lança candidato, vão para a urna, quem ganhar toma posse e quem perder vai chorar, como eu chorei quando perdi as eleições em 89, 94 e 98", declarou Lula em vídeo no seu Facebook.
Quem disparou contra a caravana petista ainda não foi identificado. A Polícia do Paraná informou que investiga o caso e confirma que um ônibus foi atingido. Este ônibus levava jornalistas de blogs e sites independentes, que fazem a comunicação da caravana, e repórteres estrangeiros.
"Se eles acham que fazendo isso vai nos assustar, não vai", disse o ex-presidente. "Isso vai motivar a gente a fazer muito mais coisa, porque nós não podemos permitir que depois do nazismo e do fascismo a gente permita grupos de fanáticos nesse país.”
"É inadmissível, ainda mais atacar um ônibus que tem a imprensa. Se fosse eu até ficariam felizes porque não querem que eu dispute as eleições, mas o que é que a imprensa tem com isso?", perguntou.
Lula lançou um desafio. "Se querem brigar comigo, vamos brigar. Eu gosto da briga, eu não sou um homem de correr da briga. Mas vamos respeitar a democracia nesse país. Democracia pressupõe a convivência na adversidade. Cada um faz a opção que quiser", finalizou o ex-presidente.
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'Não se pode ameaçar ministros do Supremo', diz Temer


Ministro do STF, Edson Fachin, e a família estão sendo ameaçados. Fachin já pediu providências à presidente da Corte


Temer condenou as ameças a Fachin

Temer condenou as ameças a Fachin

Antonio Cruz/Agência Brasil
O presidente Michel Temer (MDB) condenou as ameaças contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin, relator da Lava Jato.
Em entrevista ao jornalista Roberto D'Ávila exibida na terça-feira (27) pela GloboNews, Fachin relatou que sua família está recebendo ameaças. Ele também disse que já pediu providências à presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, sobre o caso.
— Uma das preocupações que eu tenho não é só com o julgamento, mas também com a segurança de membros de minha família. Tenho tratado desse tema e de ameaças que têm sido dirigidas a membros da minha família. 
Temer condenou as ameaças em entrevista à rádio BandNews de Vitória na manhã desta quarta-feira (28).
— Não se pode ameaçar ministros do Supremo.
Fachin relatou que já pediu providências também à Polícia Federal. As medidas, disse, já estão sendo adotadas.
A presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, afirmou que já reforçou as seguranças dos ministros. O desconforto de Fachin com xingamentos e ofensas por e-mail vem aumentando desde o ano passado, quando ele passou a ser o relator da Lava Jato, substituindo Teori Zavascki, morto em acidente aéreo.
O ministro vem recebendo mais mensagens na esteira da maior exposição pública com os desdobramentos da operação e da delação premiada da J&F, que atingiram a classe política em Brasília. Agora, a situação piorou depois que ele se tornou alvo de ameaças.
No fim do ano, Fachin confidenciou a interlocutores o incômodo com a situação e entrou em contato com a Polícia Federal, ainda que as mensagens hostis fossem consideradas algo mais difuso. O ministro é mais preocupado com a segurança de sua família do que com a dele mesmo, segundo relatos.
Outros integrantes da Corte já viraram alvo de ofensas, tanto na esfera virtual quanto pessoalmente. O ministro Ricardo Lewandowski recebeu mensagens de insulto enquanto comandava o processo de impeachment de Dilma Rousseff.
Gilmar Mendes foi hostilizado nas ruas de Lisboa e em voo comercial. Já Marco Aurélio Mello foi bombardeado com e-mails e telefonemas críticos à sua postura no julgamento do habeas corpus ajuizado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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domingo, 25 de março de 2018

Leilão de carros apreendidos tem Tucson a partir de R$ 20 mil



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sábado, 24 de março de 2018

Pente-fino do INSS convoca 94 mil pessoas para revisão de benefício



Um total de 94 mil pessoas que recebem auxílio-doença ou se aposentaram por invalidez terão de passar pela perícia do INSS

Pente-fino do INSS

Pente-fino do INSS

Antonio Cruz/Arquivo/Agência Brasil
O governo federal convocou 94 mil pessoas que recebem auxílio-doença ou se aposentaram por invalidez para perícia. O objetivo é fazer uma avaliação para verificar se essas pessoas ainda fazem jus ao benefício.
A lista com o nome dos convocados foi publicada na Seção 3 nas páginas de 121 a 367 do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (23). Na página do Ministério de Desenvolvimento Social é possível baixar a lista completa de nomes.
Os beneficiários selecionados foram identificados por apresentarem algum problema no endereço ou por não terem agendado a perícia no prazo estabelecido.
As pessoas na lista têm até 20 dias para agendar a perícia do processo de revisão. A marcação deve ser feita por meio do telefone 135. O prazo final é 13 de abril.
Quem não atender à convocação do governo federal terá o benefício suspenso. Neste caso, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, é obrigatório realizar a regularização da situação para voltar a receber os repasses. Caso a pessoa não faça isso em até 60 dias, o benefício será cancelado.
O último edital publicado em agosto de 2017 convocou 55.152 pessoas, mas apenas 22 mil agendaram perícia.
Desde que começou, em 2016, o pente-fino do INSS já realizou 252.494 perícias, com 201.674 benefícios cancelados. A ausência de convocados levou ao cancelamento de outros 26.701 benefícios. A economia, até agora, é de R$ 5,8 bilhões, segundo o governo. A expectativa é economizar mais R$ 9,9 bilhões em 2018, totalizando cerca de R$ 15,7 bilhões ao longo do programa.


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