quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

MP denuncia policiais da cidade de Taubaté (SP)


Denuncia oferecida pelo MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), na 3º Vara Criminal de Taubaté (SP), mostra como oito policiais civis da Dise (Delegacia de Polícia de Investigações sobre Entorpecentes) atuavam, supostamente de maneira criminosa, para permitir a atuação de traficantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) na região do Vale do Paraíba.

O R7 teve acesso a documentos do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do MP-SP, que incluem depoimentos de testemunhas, interceptações telefônicas, fotos, entre outros materiais obtidos de 28 de março de 2015 a 29 de janeiro de 2016, que seriam provas da ligação dos policiais civis suspeitos com o crime organizado da região.

“O único órgão da Polícia Civil especializado na investigação e combate ao tráfico de drogas em Taubaté e região iludiu a sociedade, prejudicou pessoas, alguns inocentes, e trabalhou na proteção e no interesse de um grupo de importantes traficantes”, denunciou o Ministério Público.

O R7 apresenta, nos próximos dias, uma série de reportagens que aponta, conforme denúncia do MP-SP, como os policiais civis, supostamente, faziam para permitir o tráfico de drogas na região. E mais: mostrar serviço fazendo pequenas apreensões na cidade.

Nos documentos do Ministério Público, uma denúncia anônima cita um carnê que os policiais civis recebiam do suposto chefe da facção criminosa PCC na cidade de Taubaté. Esse homem seria o responsável por comandar o tráfico de drogas na região.

A investigação ainda aponta que, para mostrar serviço, os policiais civis apreendiam adolescentes e pequenos traficantes da região. Em alguns casos, conforme a denúncia, os policiais invadiam casas, forjavam flagrantes e até inventavam denúncias anônimas para mostrar que atuavam no combate ao tráfico de drogas.

Segundo o promotor de Justiça Alexandre Affonso Castilho, do Gaeco do Vale do Paraíba, as investigações iniciaram para desarticular uma organização criminosa com integrantes da facção criminosa PCC em Taubaté.

O promotor ainda explica que, na primeira fase da investigação, “alguns policiais foram interceptados com autorização judicial com telefones cadastrados nos nomes deles” e, a partir disso, teria sido descoberto a ligação com supostos traficantes.
AD

MARCELO DUARTE RIBEIRO
O delegado, de 49 anos, é apontado pelo MP-SP como o responsável por apoiar seus subordinados a realizar as práticas ilegais. Segundo o órgão, Marcelo era conivente com as “denúncias anônimas produzidas pelos próprios policiais para justificar diligências irregularmente empreendidas, invasões de domicílios, utilização de informações obtidas em interceptações telefônicas para fins espúrios, extorsões e ‘sapos’ [apreensões forjadas]”.

“Não requisitamos a prisão dele, só o afastamento cautelar, por que entendemos que não havia elementos para a prisão. Mesmo que pedíssemos não conseguiríamos, mas fizemos uma análise mais técnica e entendemos que nesse caso a prisão não se aplicaria”, explica o Castilho.

O promotor ainda afirma que “pelo histórico do Vale do Paraíba avaliamos que Marcelo não estava sozinho”, por isso “não tínhamos condições de comprovar que esses crimes foram a mando dele”.

Já a defesa do delegado, feita pelo advogado Adilson José Vieira Pinto, afirma que “em nenhum momento ele foi denunciado por associação ao tráfico, nem nenhum ato de corrupção”. O advogado destaca que Marcelo está em liberdade e nunca sequer foi preso.

Para Vieira Pinto, “houve um absoluto exagero por parte do Ministério Público” na denúncia de falsidade ideológica feita contra o delegado. Ele explica da seguinte forma:

“Uma determinada pessoa foi ouvida pelo escrivão e ele assinou o respectivo termo como se ele tivesse feito as perguntas para a pessoa. Foram colhidas declarações de uma pessoa na delegacia, quem fez essa coleta foi um policial, e o delegado estava respondendo por duas unidades e ele não podia estar presente em dois lugares ao mesmo tempo. Entendeu o Ministério Público que ele não estava presente e houve um crime de falsidade ideológica. Existe um entendimento que houve um exagero acusatório.”
IRAN CARVALHO
O investigador, de 48 anos, que seria conhecido por Careca e Baixinho, foi condenado a 22 anos e sete dias de reclusão em regime fechado e seis meses de detenção, que devem ser cumpridos em regime semiaberto. Além disso, perdeu o cargo e foi inabilitado para exercer qualquer função pública no prazo de três anos.

Segundo o advogado Leonardo de Almeida Maximo, seu cliente Iran Carvalho não tem envolvimento com tráfico de drogas na região. “Não foi interceptada nenhuma ligação, nenhum telefone dele foi identificado, ele nega peremptoriamente qualquer ligação com tráfico de drogas”.

O defensor afirma que “não há nenhuma prova cabal do envolvimento” de Iran com os supostos traficantes citados pelo Ministério Público. Sobre a possível ligação do policial Iran com os homens apontados como traficantes na região, Maximo afirma que Iran só conhecia os suspeitos “de ouvir falar por conta de ser policial daqui [de Taubaté]”.

“Ele conhecia, mas não recorda agora, de nome, quais ele já tinha ouvido falar. Mas de conhecer e ter qualquer contato pessoal, não tem nada disso, não tem nos autos, nenhuma ligação, nenhuma filmagem, nenhuma foto, nem informação de que ele tinha algum conhecimento ou algum contato com aquelas pessoas”, afirma o advogado.
ADERSON LEANDRO SILVA PINHEIRO
O agente policial, de 44 anos, que seria conhecido como Meninão, foi condenado a 39 anos, três meses e 18 dias de reclusão, a ser cumprido em regime fechado, e seis meses que devem ser cumpridos em regime semiaberto. O policial também perdeu o cargo e foi inabilitado a exercer qualquer função pública pelo prazo de três anos.

A reportagem entrou em contato com o escritório do advogado Daniel Leon Bialski, que defende o agente policial. O advogado, no entanto, não estava e ficou de retornar o contato.

O R7 também tentou contato com advogado Bialski via e-mail. Entretanto, não houve retorno por parte da defesa até a publicação desta reportagem.
FLÁVIO AUGUSTO DOS SANTOS
O investigador, de 47 anos, teve a condenação de 39 anos, 11 meses e 27 dias de reclusão em regime fechado e sete meses, que devem ser cumprido em regime semiaberto. O investigador ainda perdeu o cargo e foi inabilitado a exercer qualquer função pública no prazo de seis anos.

A reportagem conversou por telefone com o advogado Alexandre Almeida de Toledo, defensor do investigador Flávio Augusto. Ele disse que não poderia atender a reportagem e retornaria o contato. O R7 também enviou os questionamentos ao advogado por e-mail.

Até a publicação desta reportagem, porém, não houve retorno.
FLAVIO DA CRUZ
O investigador, de 43 anos, que seria conhecido por Fofucho e Gorducho, foi condenado a 36 anos, um mês e sete dias de reclusão, a serem cumpridos em regime fechado e seis meses de detenção, que deve cumprir em regime semiaberto. O policial ainda perdeu o cargo e foi inabilitado a exercer funções públicas pelo prazo de três anos.

A reportagem entrou em contato telefônico com o escritório do advogado Emilio Sanchez Neto, que defende o policial Flavio da Cruz. A informação passada ao R7 foi que o advogado não estava e retornaria quando possível. Até a publicação desta reportagem, no entanto, não houve retorno.

O R7 segue tentando contatá-lo.
MATHEUS LIMA BARBOSA
O papiloscopista, 27 anos, foi condenado a 27 anos, um mês e 10 dias de reclusão em regime fechado e um ano e um mês de detenção em regime semiaberto. O policial ainda perdeu o cargo e foi inabilitado para desenvolver qualquer função pública pelo prazo de nove anos.

O mesmo advogado do policial Flavio, Emilio Sanches Neto, faz a defesa do papiloscopista Matheus. Portanto, a informação dada à reportagem foi a mesma: de que Sanches Neto não estava em seu escritório.
EYJI SUZUKI
O carcereiro, de 43 anos, que seria conhecido por Japonês, foi condenado a 26 anos, 11 meses e 16 dias de reclusão em regime fechado e um ano de detenção, que deve ser cumprido em regime semiaberto. O policial perdeu o cargo público, além de ter sido inabilitado a exercer qualquer função pública no prazo de seis anos.

O R7 não conseguiu contato com os advogados Deniz Goulo Vecchio, Karina da Cruz e Andre Folter Rodrigues, que defendem o carcereiro Eyji. Os três são sócios do escritório Cruz & Vecchio Sociedade de Advogados e, portanto, o contato deles disponíveis na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) não atende às ligações.

A reportagem continua tentando contato.
ALEXANDRE CAMPOS DE PAULA
O investigador, de 49 anos, foi condenado a seis anos, dois meses e 20 dias de reclusão, que deve ser cumprido em regime fechado, e seis meses de detenção no regime semiaberto. Além disso, Alexandre foi inabilitado a exercer qualquer função pública pelo prazo de três anos, perdendo seu cargo.

O R7 não localizou a defesa do investigador Alexandre. Segundo o promotor Castilho, Alexandre era chefe dos investigadores e “braço direito do delegado”.

“Alexandre está solto, mas foi afastado das funções por decisão judicial. Pedimos apenas o afastamento cautelar em razão da mesma situação do contexto probatório em relação ao delegado. Também não conseguimos imputar a ele os mesmos crimes dos demais”, disse o promotor de Justiça.
Secretaria da Segurança
A reportagem também procurou a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo) para se posicionar sobre o caso. Em nota, a pasta disse que foi instaurado processo administrativo para apurar as denúncias e que as armas e distintivos dos policiais foram retirados.

Veja a nota na íntegra, enviada às 20h54 de terça-feira (6):

"A Polícia Civil informa que instaurou processo administrativo para apurar as denúncias de irregularidades na conduta dos policiais. As investigações seguem em andamento pela 1ª Corregedoria Auxiliar da Polícia Civil. Cabe destacar que foram decretadas medidas cautelares contra todos os envolvidos, ou seja, foram retiradas armas, distintivos e os policiais transferidos para setores administrativos. Com exceção do delegado Marcelo Duarte Ribeiro e do investigador Alexandre Wagner Campos de Paula, os demais agentes encontram-se presos no Presídio Especial da Polícia Civil."

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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Mercado mantém estimativa de queda da taxa de juros para 6,75%

Reunião do Copom que define o valor da Selic acontecerá nos dias 6 e 7 de fevereiro deste ano

Mercado melhorou estimativas para este ano
Mercado melhorou estimativas para este anoGetty Images
O mercado financeiro mantém a estimativa de 6,75% para a taxa básica de juros da economia, a Selic. A reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que define a taxa, será nesta terça-feira (6) e quarta-feira (7), em Brasília.
No ano passado, a Selic atingiu a mínima histórica de 7% (valor atual) e houve sinalização de redução para este ano. A projeção consta do boletim Focus, publicação divulgada nesta segunda-feira (5) no site do BC (Banco Central) com estimativa para os principais indicadores econômicos.
O mercado melhorou as estimativas para este ano. A projeção do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) — a soma de todas as riquezas produzidas pelo país — passou de 2,66% para 2,70%. Na sexta-feira (2), o Ministério do Planejamento atualizou a projeção do governo de 2,5% para 3%.
Já a projeção para a inflação, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), teve uma leve queda de 3,95% para 3,94% este ano, em relação à estimativa da semana passada.
Para 2019, as projeções foram mantidas: crescimento do PIB em 3% e o IPCA em 4,25%.
O boletim Focus é divulgado todo início de semana e traz a média das expectativas de bancos, instituições financeiras, consultorias e empresas sobre os principais indicadores relacionados à economia brasileira, como os diversos índices de inflação, PIB, taxa de câmbio e taxa básica de juros da economia, a Selic

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Planilha mostra que não há votos suficientes para aprovar reforma

Governo está fazendo cruzamento das contagens para tentar identificar tendência de voto dos deputados e intensificar trabalho com indecisos

Aliados do governo dizem que possuem 270 votos
Aliados do governo dizem que possuem 270 votosReprodução
A poucos dias da votação da reforma da Previdência na Câmara, o governo conseguiu contabilizar no máximo 237 deputados favoráveis à proposta, segundo planilha de cruzamento de votos obtida pelo Estadão/Broadcast.
Aliados do governo têm dito possuir 270 votos, mas o cenário mostra que o caminho a ser trilhado é ainda maior. Para conseguir aprovar a proposta, são necessários 308 votos em dois turnos de votação.
A contagem mais recente, que aponta os 237 votos, foi feita no Palácio do Planalto, com assessores do ministro Carlos Marun e o vice-líder do governo na Câmara Darcísio Perondi (MDB-RS), em 29 de janeiro, segundo anotação registrada na planilha.
Levantamentos anteriores, de dezembro, oscilaram entre 212 e 230 votos a favor.
A contagem que aponta o menor número de votos é creditada ao deputado Beto Mansur (PRB-SP), vice-líder do governo na Câmara e um dos "planilheiros" do governo em votações relevantes. Nesse levantamento, foram contabilizados 208 votos contrários, mais que o suficiente para enterrar de vez a proposta.
Mansur disse à reportagem que a contagem que ele fez — que mostrava 212 votos favoráveis — é antiga. Insistiu que hoje o governo tem cerca de 270 votos.
— Faltam cerca de 40 votos para a aprovação, podemos recuperar durante essa semana.
Ele aposta na capacidade de convencimento dos presidentes de partidos, que nos próximos meses determinarão a forma como serão divididos os recursos do fundo eleitoral para as campanhas.
Procurado, Marun não negou a informação sobre a contagem, mas argumentou que o governo já tem "bem mais votos do que isso". "Teremos os votos para vencer", garantiu.
Cruzamento
O governo está fazendo um cruzamento das contagens para tentar identificar com maior precisão a tendência de voto dos deputados e intensificar o corpo a corpo sobre os indecisos.
O documento contém histórico de votações na reforma trabalhista, impressões sobre como deve ser feita a abordagem e ainda deixa clara a contribuição de entidades empresariais no trabalho de contagem dos votos e de convencimento dos parlamentares.
A lista contém recados como "funcionário (público), não adianta" no caso de um deputado de partido aliado que é servidor e apresenta tendência de voto contrário. Um dos motes da campanha do governo para aprovar as mudanças na Previdência é o "combate a privilégios", que mira justamente no funcionalismo.
Outras anotações que aparecem na planilha são "cair o mundo em cima" ou "merece pressão", no caso de parlamentares indecisos. Há também um deputado aliado que ganhou a alcunha do que "sempre quer mais" nas negociações com o governo - ele aparece como indeciso na planilha.
Há observações sobre "quem vai em cima" do deputado para convencê-lo a votar a favor da reforma. Essa atribuição recai sobre ministros, líderes de partidos na Câmara e entidades empresariais, inclusive estaduais, que ficam responsáveis por conversar com parlamentares de seus Estados.
Apesar do cenário desfavorável de votos apontado nos levantamentos, a avaliação é de que há outros 70 deputados indecisos com "tendência" de votar pela aprovação da reforma, segundo uma fonte do governo que participa das negociações.

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sábado, 3 de fevereiro de 2018

Ministro do STF derruba liminar que proibia privatização da Eletrobras


Decisão da Justiça Federal em Pernambuco suspendia trecho da medida provisória que autorizava venda da estatal

  • Da Agência Brasil
  •  
  • 02/02/2018 - 15h31 (Atualizado em 02/02/2018 - 20h07)



Governo deve leiloar empresa ainda neste ano
Governo deve leiloar empresa ainda neste anoPilar Olivares/Reuters
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes derrubou, nesta sexta-feira (2) a liminar da Justiça Federal em Pernambuco que suspendeu o trecho de uma medida provisória que autorizou a União a privatizar a Eletrobras.
Com a decisão, o processo de privatização da empresa fica liberado. Moraes atendeu a um recurso da Câmara dos Deputados. A decisão ainda não foi divulgada.
A suspensão de pare da MP 814 foi determinada no início do mês passado pelo juiz Carlos Kitner, da 6ª Vara Federal do Recife.
Em liminar, o juiz suspendeu o artigo 3º da medida provisória, editada em 29 dezembro do ano passado, que retirava de uma das leis do setor elétrico a proibição de privatização da Eletrobras e de suas subsidiárias.
O magistrado atendeu a uma ação popular protocolado pelo advogado Antônio Accioly Campos.

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Fachin decidirá sobre habeas corpus que pode evitar prisão de Lula

evitar prisão de Lula

Pedido foi distribuído para o ministro que relata no Supremo Tribunal Federal as ações da Lava Jato. Defesa quer evitar prisão antes do fim do processo

  • Diego Junqueira, do R7
  •  
  • 02/02/2018 - 20h56 (Atualizado em 02/02/2018 - 21h17)

Ex-presidente foi condenado na segunda instância a 12 anos e um mês de prisão
Ex-presidente foi condenado na segunda instância a 12 anos e um mês de prisãoPaulo Whitaker/Reuters - 23.01.2018
A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou pedido de habeas corpus preventivo ao STF (Supremo Tribunal Federal), nesta sexta-feira (2), para evitar uma eventual prisão do petista nas próximas semanas.
Lula corre risco de ser preso por ter sido condenado, no último dia 24, pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, corte de segunda instância. Ele é acusado de receber um apartamento tríplex no Guarujá (SP) em troca de favorecer a empreiteira OAS em contratos com a Petrobras.
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Em outubro de 2016, o STF autorizou, em decisão apertada (6 a 5), a prisão de réus condenados na segunda instância da Justiça antes do fim de todos os recursos — após os TRFs, uma ação ainda pode tramitar no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e no próprio STF.
O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente, pede que Lula não seja preso após se esgotarem os recursos no TRF4, que ainda serão apresentados pela defesa.
Na terça-feira (30), os advogados fizeram o mesmo pedido ao STJ, mas o pedido foi negado pelo vice-presidente da corte, Humberto Martins.
Em nota enviada à imprensa, a defesa de Lula diz que o ex-presidente não cometeu nenhum crime, que precisa ter reconhecida sua presunção de inocência e que deve recorrer em liberdade. Veja a nota:
"O ex-Presidente Lula não praticou nenhum crime e por isso a condenação injusta que lhe foi imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª. Região deverá ser revertida pelos Tribunais Superiores – o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça – por meio dos recursos que serão a eles apresentados oportunamente. Como qualquer cidadão brasileiro, Lula tem o direito, até o julgamento final desses recursos, a ver reconhecida sua presunção de inocência e de recorrer em liberdade, conforme assegurado expressamente pela Constituição Federal. Esse foi o pedido que fizemos hoje ao Supremo Tribunal Federal por meio de um “habeas corpus” preventivo".
Entenda
Lula foi condenado em junho de 2017 pela 13ª Vara Federal de Curitiba (1ª instância, onde atua o juiz Sérgio Moro) a nove anos e meio de prisão. Na semana passada, a 8ª Turma do TRF4 manteve a condenação e aumentou a pena para 12 anos e um mês de prisão.
Durante o julgamento, o relator do processo, desembargador João Pedro Gebran Neto, em voto acompanhado pelos outros dois magistrados (Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus), determinou que a prisão seja executada após o TRF4 julgar todos os recursos da defesa.
Como o resultado do julgamento de Lula no TRF4 foi de 3 a 0, os advogados do ex-presidente podem apresentar ainda embargos de declaração, modalidade que não altera o conteúdo e resultado da sentença, mas apenas pede esclarecimentos sobre trechos da condenação.
Após essa fase, os advogados do ex-presidente poderão ainda entrar com recurso especial (no STJ) e recurso extraordinário (no STF), que, assim como os embargos de declaração, não tratam mais das provas e alegações que levaram à condenação

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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Natureza é principal atrativo de destinos-tendência no Brasil



Duas capitais sem orla também estão no topo dos destinos mais desejados do ano

Vanessa Sampaio


Embratur

Fauna brasileira
Rankings, listas e premiações internacionais que mapeiam as tendências de viagem do ano apontam que o interesse por turismo sustentável, ecoturismo, natureza e sol e praia estão em alta e irão beneficiar o Brasil. 

E não é para menos. Rico em biodiversidade, reservas de água doce, com um litoral extenso e florestas preservadas, o Brasil é o país mais competitivo do mundo em recursos naturais, segundo o Fórum Econômico Mundial.

Se você quer conhecer “aquela” praia paradisíaca, combinar turismo e aventura em uma escalada nos cânions, tirar do papel aquele “detox digital” em um hotel-fazenda ou um retiro espiritual entre montanhas, você não está sozinho. Com o calendário de feriados 2018 na mão e a listinha de desejos passada a limpo, escolha o seu e comece a se programar desde já:

TURISMO SUSTENTÁVEL - A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, escondida no coração da Amazônia, é finalista 2018 da Categoria Community Award do prêmio “Tourism for Tomorrow”, do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, na sigla em inglês). Mamirauá é a maior área de mata de várzea protegida do mundo e, no meio dela, flutua uma pousada ecológica de gestão compartilhada entre o Instituto Mamirauá e as comunidades da área da reserva. Sob a ótica do turismo de base comunitária, o local preza pela conservação dos recursos naturais da região com estrutura sustentável de energia (solar), água (da chuva coletada e armazenada), gastronomia (local) e liberação de efluentes (tratados antes de retornarem ao rio).

Embratur
Foz do Iguaçu (PR(
Uma associação de guias de ecoturismo foi criada pelos próprios moradores para ajudar na gestão do turismo local e fortalecer a organização. Ideal para viajantes com foco em ecoturismo e que querem experimentar a floresta “de perto”, oferece toda a beleza verdejante da Amazônia brasileira, combinada com o melhor da rica cultura local.

“QUERIDINHOS” – A revista americana "Travel & Leisure", referência internacional do setor de viagens no mundo, divulgou sua lista anual dos 50 melhores lugares para viajar em 2018. De acordo com a publicação, sempre há algo novo a explorar nas Cataratas do Iguaçu (PR) e em São Paulo (SP), representantes brasileiros da lista.

Enquanto o Parque Nacional do Iguaçu abriga um incrível exemplar do Patrimônio Natural da Humanidade – as 275 quedas que formam as cataratas e toda a beleza da cortina d’água e sua fauna e flora –, São Paulo é destaque pela cena artística e cultural fervilhante e pela gastronomia e hotelaria de luxo.

CENÁRIO URBANO – Brasília (DF) e Curitiba (PR) aparecem no 2º e 3º lugares, respectivamente, da categoria “destinos em alta” na América do Sul, pelo prêmio Travellers’ Choice 2018, distinção concedida pelo site de viagens Trip Advisor. A lista é baseada em milhares de avaliações e opiniões de viajantes do mundo todo, bem como no aumento das buscas dos visitantes do site e avaliações positivas ali registradas.

Coincidência ou não, há “traços” em comum nos pontos turísticos mais visitados nas duas capitais: as obras de Oscar Niemeyer (como a Catedral de Brasília e o Museu de Curitiba) e os recantos de natureza (como o Jardim Botânico em Curitiba e o Parque da Cidade em Brasília).


 Obras de Oscar Niemeyer atraem visitantes a Brasília e Curitiba

AVENTURA E NATUREZA – A imponência da paisagem natural também é pré-requisito obrigatório da lista de destinos divulgada pelo Skyscanner, ferramenta de busca de passagens áreas e outros produtos turísticos. Junto com Foz do Iguaçu (outra vez!), aparecem as cidades de Lençóis (BA) e Parnaíba (PI), que devem atrair grande volume de visitantes em 2018.

Lençóis é a cidade-base para conhecer as atrações da Chapada Diamantina, parque nacional que reúne cachoeiras, grutas, cavernas, cânions, piscinas naturais e vales, como o do Pati. Já Parnaíba é a cidade-mãe do Delta do Parnaíba, uma das paradas da encantadora Rota das Emoções, que reúne atrativos do Piauí, Ceará e Maranhão.

POPULARIDADE - Segundo o Airbnb, plataforma online de reserva de acomodações no mundo todo, duas cidades brasileiras estão em ascensão de popularidade e devem registrar aumento de demanda em 2018: Matinhos, no Paraná (+209% no número de reservas em 2017), e Guarapari, no Espírito Santo (+205%). As praias são democráticas, lindamente urbanizadas e bem preparadas para o turista, o que as coloca entre os destinos mais procurados de seus estados.

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