domingo, 7 de maio de 2017

Sábado e domingo, 6 e 7 de maio de 2017 Boa noite! Aqui estão as principais notícias para você terminar o final de semana bem-informado.


Emmanuel Macron foi eleito presidente da França após uma campanha agitada. Ele bateu o nacional-populismo de Marine Le Pen: um alívio aos defensores da União Europeia. E por falar em euro... Aqui no Brasil, Renato Duque, ex-diretor da Petrobras, quer devolver 20 milhões de euros de propina. O país deve ganhar de volta esse dinheiro ilícito. Quem ganhou também neste domingo, nos campeonatos estaduais de futebol, foram Flamengo, Corinthians, Atlético-MG, Novo Hamburgo, Chapecoense, Vitória e Coritiba.

Emmanuel Macron (Foto: TV Globo)

Saída francesa: ao centro

Emmanuel Macron venceu a eleição mais incomum das últimas décadas na França – teve plágio, debate agressivo, ‘fake news’ e hackers no finalzinho. Os partidos tradicionais ficaram de fora. No 2º turno, neste domingo, o líder do movimento de centro "En Marche!" bateu Marine Le Pen, da Frente Nacional, que cresceu junto com a xenofobia na Europa. O jovem de ideias moderadas, economicamente à direita e socialmente à esquerda, teve 65% dos votos.

Apoiadores de Macron comemoram em frente ao Louvre, em Paris, após as pesquisas de boca de urna apontarem o candidato como vencedor (Foto: Eric FEFERBERG / AFP)

Extrema-direita, volver?

Com a vitória de Macron, a onda de extrema-direita antiglobalista teve seu primeiro grande revés após o impulso das vitórias do Brexit e de Donald Trump em 2016 (veja análise em vídeo). Em eleições regionais na Europa, os conservadores de Angela Merkel venceram na Alemanha e o partido antieuropeu Ukip quase sumiu do mapa do Reino Unido.
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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Não haverá mudanças substanciais daqui para frente’, diz Meirelles sobre reforma da Previdência

ra ministro da Fazenda, relatório aprovado na véspera preserva 75% da proposta original do governo; Meirelles também disse que recuperação dos investimentos dependerá do setor privado no curto prazo.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira (4) acreditar que não haverá “mudanças substanciais” na proposta da reforma da Previdência após sua aprovação na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, ocorrida na véspera. A declaração foi feita à imprensa nesta quinta-feira (04) durante encontro do Banco Mundial sobre infraestrutura, em São Paulo.
“Nossa expectativa é de que, uma vez aprovado o relatório na Comissão Especial, não haverá alterações substanciais”, disse. A Comissão Especial ainda precisa votar destaques ao texto principal, com possibilidade de modificar pontos específicos da reforma, antes de seguir para votação no Plenário.
De acordo com o ministro, o relatório aprovado na véspera preserva cerca de 75% da proposta original no governo para a Previdência. “O projeto como está não pode ser fundamentalmente alterado daqui para frente, algo que modifique muito este percentual”, afirmou.
“Aprovando-se a reforma da Previdência nestes termos como está sendo feito, nós certamente teremos condições de estabilizar o crescimento das despesas”, disse Meirelles, acrescentando que a proporção dos gastos públicos em relação ao PIB “cairá substancialmente” nos próximos 10 anos com a aprovação da reforma.

Investimentos em infraestrutura

Meirelles também avaliou nesta quinta-feira (4) que a recuperação dos investimentos no Brasil dependerá do setor privado no curto prazo. No longo prazo, o ministro atribuiu à reforma da Previdência o papel de retomada da capacidade de investir no Brasil.
Ele chamou de “sensatas” as sugestões do Banco Mundial para estimular os projetos de infraestrutura no Brasil e América Latina, referindo-se a um relatório divulgado nesta quinta-feira pelo órgão que traça um diagnóstico das deficiências em investimentos na região.
De acordo com o ministro, falta espaço fiscal para financiar os investimentos em infraestrutura no Brasil devido ao forte crescimento das despesas com a Previdência nos últimos anos, apontando que os gastos do INSS alcançaram 8,1% do PIB em 2016.
O ministro da Fazenda observou ainda que os investimentos públicos do governo federal são de apenas 1% do PIB e representam 5% das despesas primárias em 2016.
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terça-feira, 2 de maio de 2017

Libertar Dirceu "seria uma ameaça a sociedade", diz MPF

Do R7
"Temos contra José Dirceu várias peculiaridades que agravam a situação", explica coordenador da força-tarefa da Lava JatoGeraldo Bubniak/02.05.2017/AGB/Folhapress
A força-tarefa do MPF (Ministério Público Federal) em Curitiba (PR), responsável pelas investigações e acusações no âmbito da Operação Lava Jato, afirmou nesta terça-feira (2) que a possível soltura do ex-ministro José Dirceu representa uma "ameaça a sociedade".
Nesta tarde, a Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) vai julgar um habeas corpus que pode determinar a liberdade do petista. Dirceu está preso desde agosto de 2015
O coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, explicou que a prisão de José Dirceu hoje "é estritamente necessária e será mantida porque a liberdade de Jose Dirceu seria uma ameaça a sociedade [...] em razão da influência que ele tem no sistema político-partidário". 
Dallagnol aproveitou, em entrevista coletiva nesta terça-feira na capital paranaense para comparar o caso de Dirceu com os do pecuarista José Carlos Bumlai e do ex-tesoureiro do PP João Cláudio Genu, libertados na semana passada após decisão do Supremo.
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— Na semana passada, foram soltos o Genu e Bumlai, mas são situações diferentes. [...] José Dirceu já está condenado a mais de 32 anos, sem contar a perspectiva de nova condenação com essa nova denúncia. [...] Temos contra José Dirceu várias peculiaridades que agravam a situação. Nos casos de Genu e Bumlai, havia atenuantes. 
Mais cedo, o MPF denunciou Dirceu na Lava Jato por causa do recebimento de propina antes, durante e após o julgamento do mensalão, pelo qual foi condenado e cumpriu pena. Dirceu é acusado de praticar 33 crimes de lavagem de mais de R$ 2,4 milhões, praticados entre abril de 2011 e outubro de 2014. 
Dallagnol enumerou, entre as características dos crimes praticados por Dirceu que agravam a situação dele, o "nível hierárquico na organização criminosa, [...] e o risco em relação à recuperação de ativos, porque boa parte ainda não foi recuperada e, em tese, passaram por suas mãos".
Eduardo Cunha x José Dirceu
Dallagnol fez um paralelo entre a situação de Dirceu com a do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Segundo Dallagnol, Dirceu "tinha ampla influência no cenário político-partidário, uma vez que esse esquema identificado na Lava Jato está espalhado por diferentes Estados da federação e por diferentes governos".
— [A situação de Dirceu] pode ser comparada à situação de Eduardo Cunha, que perdeu o mandato parlamentar, mas manteve a prática de crimes, o que foi reconhecido pelo Supremo Trtibunal Federal. Assim como Cunha pode continuar praticando crimes, Dirceu também pode.
O procurador federal disse ainda que houve "decisões recentes do STF em que se entendeu pela manutenção da prisão".
— Isso nos faz crer na manutenção da prisão, no sentido do voto do ministro Fachin.
Fazem parte da Segunda Turma do Supremo os ministros Edson  Fachin, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Em fevereiro, Gilmar disse que o STF tinha "encontro marcado com as alongadas prisões de Curitiba", em referência às decisões de Moro.
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Presidente do Senado permanece internado em São Paulo


Presidente do Senado permanece internado em São Paulo

Da Agência Brasil
Eunicio Oliveira está internado no Sírio-Libanês, em São PauloJonas Pereira/Agência Senado
O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), permanece internado no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. Ele deu entrada na noite de domingo (30) para a realização de exames que começaram a ser feitos na manhã de ontem (1º).
A expectativa da equipe do parlamentar era de que ele voltasse ao trabalho até amanhã (3), uma vez de que se trata de um check-up.
Eunício havia sido internado na madrugada de quinta-feira (27) após sofrer um desmaio. Segundo boletim médico do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, por onde passou antes de viajar a São Paulo, o senador sofreu um AIT (Acidente Isquêmico Transitório).
Inicialmente, os médicos cogitaram que ele poderia ter tido um acidente vascular cerebral, mas a hipótese foi descartada.
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Em nota, a presidência do Senado confirma a internação do presidente da casa e explica que na ausência de Eunício as atividades da presidência serão coordenadas pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). 
Leia abaixo a íntegra da nota: 
Nota à imprensa 
O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), permanecerá em São Paulo, nesta terça-feira (2), para avaliação clínica e exames complementares de saúde no Hospital Sírio-Libanês.

A equipe médica é formada pelo Dr. Roberto Kalil Filho, Dra. Ana Hoff, Dr. David Uip e Dr. Eduardo Mutareli.

As atividades da Presidência do Senado Federal serão coordenadas pelo 1º vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

Assessoria de Imprensa
Presidência do Senado Federal

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