quarta-feira, 19 de abril de 2017

Economistas têm uma notícia bem ruim a dar para Henrique Meirelles sobre a Previdência

Mudanças acabaram? Bem longe disso, apontam economistas, que preveem uma reforma de cerca de 60% da proposta original

 19 abr, 2017 04h00
SÃO PAULO -  O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, avisou, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo na manhã desta quarta:  não há mais "muita margem" para nenhum tipo de mudança no relatório do deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA). Porém, houve uma concessão: Maia  fez mais uma alteração significativa no parecer instantes antes da leitura do documento na comissão, durante a manhã de hoje: a flexibilização das regras da aposentadoria rural (veja mais clicando aqui).  
Meirelles , aponta o jornal, tenta estancar a pressão que continua no Congresso para que novas mudanças sejam atendidas, o que pode colocar em risco boa parte da economia de despesas prevista depois que a reforma for aprovada. É que a redução na idade mínima das mulheres de 65 anos para 62 anos - um dos itens considerados inegociáveis pelo governo no início do processo - aumentou a percepção de risco de que a proposta original seja desfigurada até a votação final.
Pelos cálculos iniciais, a perda de economia, em relação à proposta original, ficará entre 20% e 30%. "Mais próximo de 20%", ressaltou o ministro. Ele confirmou que a perda ficará próxima de R$ 170 bilhões, como informou o relator. Mas argumentou que não se trata de número "preciso", mas de uma "referência". A Fazenda prepara uma nota técnica para detalhar o impacto das mudanças.  Para Meirelles, a redução para 62 anos da idade mínima de aposentadoria das mulheres visou garantir os votos para a aprovação da medida, mas ainda há mudanças a serem negociadas. 
Além disso, economistas apontam que as mudanças a serem divulgadas pelo relator Arthur Maia (PPS-BA) levam a alterações em pontos importantes da reforma. O economista do Deutsche Bank, Jose Carlos Faria, destacou em relatório a estimativa do governo federal de que a reforma deve levar a uma economia superior a R$ 600 bilhões para os próximos dez anos (ontem o relator havia afirmado que o novo texto possibilita uma economia de R$ 630 bilhões --valor R$ 170 bilhões ou 21,25% menor que o esperado com a versão original).  Contudo, segundo o Deutsche, as alterações poderiam reduzir a economia ainda mais, para entre cerca de 60% a 70% do texto original, enquanto há um risco de diluição ainda maior. 
"É importante salientar que o objetivo do plano original do governo era estabilizar os gastos com segurança social como porcentagem do PIB, uma vez que o déficit crescente não é compatível com a PEC do teto de gastos aprovada no ano passado. Mesmo assumindo que a reforma poderia  estabilizar o déficit da previdência, o governo teria que implementar medidas adicionais (cortes de gastos e aumentos de impostos), a fim de gerar um superávit fiscal primário para estabilizar a relação entre a dívida pública em relação ao PIB", ressalta o economista. Faria ainda aponta: "quanto mais fraca for a reforma agora, mais fortes serão as medidas a serem adotadas no futuro - especialmente após as eleições de 2018 - de forma a restaurar a sustentabilidade fiscal".
A LCA Consultores também apontou em relatório: "pelos nossos cálculos, contudo, apontam para algo pouco abaixo de 60% da proposta original", enquanto o Itaú BBA vê uma economia de 57% em relação à proposta original. Em nota a clientes, os analistas do JP Morgan disse que as mudanças poderiam significar uma economia de apenas R$ 472 bilhões, uma queda de 40% frente os R$ 781 bilhões originais. 
Neste cenário, há motivo para desânimo nos mercados em meio a essas revisões sobre a economia com a Previdência? Em entrevista ao InfoMoney (que será publicada em breve no portal) André Gordon, sócio responsável pela gestão da GTI Administração de Recursos, apontou que  não havia muito "romantismo" da aprovação do projeto original e as concessões já eram esperadas. De acordo com Gordon, tudo aponta para uma economia cerca de 30% menor em relação ao projeto original, o que levaria ainda a uma boa reação para o mercado. 
Para Gordon, em um cenário em que só entre 50% e 60% da reforma fosse aprovada, a reforma seria vista como paliativa, o que poderia conter a trajetória de alta do mercado num primeiro momento. Contudo, há outros fatores de ânimo, caso da expectativa de retomada da atividade e queda de juros (que, contudo, teria o ritmo intensificado com a reforma da Previdência). "Mesmo projeto ruim, 'quebra-galho', é melhor do que não ter reforma nenhuma", afirma. 
O gestor aponta: "hoje, temos a opção do Brasil ter um crescimento entre 2,5% e 3% do PIB ao ano, sem turbulência, ou de crescer 1,5% com turbulência".  Por enquanto, o cenário que se desenha caminha para uma segunda alternativa, aponta.
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Saída de CEO, falência de subsidiárias da Oi, dividendos e mais notícias agitam o radar

Confira os principais destaques corporativos da noite desta quarta-feira (19)

 19 abr, 2017 08h09
SÃO PAULO - A noite desta quarta-feira (19) é bastante agitada, com diversas empresas passando a ficar "ex-dividendos" a partir de amanhã. Enquanto isso, a Eternit informou a saída de seu CEO, ao passo que a Corte holandesa decidiu pela falência de subsidiárias da Oi. Confira os destaques:
DividendosO Conselho da Hypermarcas (HYPE3) aprovou a proposta de pagamento de dividendos adicionais relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2016, no valor total de R$ 31.795.812,65, o que representa o valor de R$ 0,050897 por ação. Os dividendos serão pagos em 02 de maio com base na posição acionária desta quarta-feira (19)
Vale lembrar ainda, que ficam ex-dividendos nesta quinta-feira (20) os papéis da Estácio (ESTC3), QGEP (QGEP3), TIM (TIMP3) e Lojas Renner (LREN3).
Eternit (ETER3)
A Eternit informou que, em linha com o plano de reestruturação, Nelson Pazikas deixará o cargo de Diretor Presidente e Diretor de Relações com Investidores da companhia a partir desta quarta-feira. Além disso, o Conselho de Administração elegeu Luis Augusto Barcelos Barbosa para ocupar o cargo de Diretor Presidente.
Oi (OIBR4)
O grupo de telecomunicações Oi informou nesta quarta-feira que a Corte de Apelação da Holanda decretou a falência de duas subsidiárias da companhia brasileira. A decisão é passível de recurso.
"Esta decisão está restrita à jurisdição e lei holandesas, não é definitiva e está sujeita a recurso perante a Suprema Corte Holandesa. A Oi reitera que Oi Brasil Holdings e Portugal Telecom International Finance continuam em recuperação judicial no Brasil", afirmou a companhia em comunicado à imprensa.
A Oi comentou ainda que a decisão de converter em falência os procedimentos de suspensão de pagamentos das duas subsidiárias "não tem impacto sobre o dia a dia da companhia e suas atividades operacionais". Apesar da decisão, as ações da Oi encerraram em alta de 5,9%, cotadas a R$ 4,65 cada.
A Oi afirmou ainda que continua com sua operação saudável e "forte atuação comercial, mantendo suas vendas, instalações, manutenção e investimentos". A empresa comentou que "vem evoluindo" nas discussões sobre a melhor proposta de plano de recuperação judicial com credores, potenciais investidores e outros interessados, mas não deu detalhes.
No início do mês, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, afirmou que as chances de intervenção na empresa pelo governo federal estavam aumentando conforme o tempo passa sem que o plano de recuperação seja aprovado pelos acionistas da Oi e por credores.
CSN (CSNA3)
O carregamento de minério de ferro no terminal da CSN em Itaguaí, litoral do Rio de Janeiro, foi interrompido após um acidente no sábado, disseram nesta quarta-feira duas fontes do mercado e a autoridade portuária estadual.
A CSN Mineração é a segunda maior exportadora de minério de ferro do Brasil, atrás da gigante Vale. "O terminal marítimo da CSN em Itaguaí... está mesmo com atividades de embarque e desembarque paradas. A paralisação é de uma área arrendada e a responsável pelas providências é a CSN", disse a Companhia Docas do Rio de Janeiro, em nota à Reuters.
A CSN confirmou a ocorrência de um acidente no sábado, com dois funcionários feridos sem gravidade que já retornaram ao trabalho, mas não informou a situação operacional do terminal.
O analista Leonardo Correa, do BTG Pactual, afirmou em nota a clientes que ainda é prematuro estimar os impactos da paralisação sobre os resultados da CSN, mas lembrou que a área de minério de ferro é responsável por mais de 50% da geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da companhia.
"Apenas como um referencial de sensibilidade preliminar, assumindo um mês de perda nos volumes de minério de ferro, o Ebitda da companhia seria impactado negativamente em cerca de 200 milhões de reais", escreveu o analista. Ele acrescentou o porto da CSN é responsável por cerca de 10% das exportações de minério de ferro do Brasil e por 3,1% das importações da commodity pela China.
As ações da CSN encerraram em queda de 2,9% nesta quarta-feira, enquanto o Ibovespa teve recuo de 1,2%. A rival Usiminas fechou em estabilidade e a Gerdau teve queda de 0,75%.
As fontes disseram à Reuters que houve um problema num equipamento de transporte de minério no terminal. A CSN produziu 27,9 milhões de toneladas de minério de ferro em 2015, segundo o balanço mais recente da companhia. O terminal em Itaguaí tem capacidade de exportação superior a 42 milhões de toneladas de minério de ferro anualmente, segundo informações da companhia.
As escalas de navios e dados de rastreamento de embarcações em tempo real do Thomson Reuters Eikon mostram que há um navio da Tata Steel esperando para concluir o carregamento no terminal, com destino o Reino Unido. Um segundo navio de minério de ferro, da JFE Steel está ancorado na região do porto desde a última quinta-feira, aguardando para carregar rumo ao Japão.
"Isso gera um prejuízo por conta da não operação", disse o vice-presidente do Sindicato dos Estivadores e Trabalhadores em Estiva de Minérios do Rio de Janeiro, Marcelo da Silva Lima, que soube do acidente e da paralisação no terminal da CSN.
Uma fonte do mercado de frete na Europa disse à Reuters que 4 ou 5 navios da categoria capesize estão sendo reofertados, em busca de outros contratantes, devido à impossibilidade de carregar no terminal da CSN. A companhia não pode informar de imediato a previsão de retomada das atividades no terminal
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terça-feira, 18 de abril de 2017

Cerca de 300 trabalhadores rurais ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ocupam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra),

Cerca de 300 trabalhadores rurais ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ocupam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Belém, na manhã desta terça-feira (18).Segundo a coordenação dos manifestantes, a ocupação é parte da Jornada de Lutas Nacional pela Reforma Agrária, que mobiliza 15 estados e o Distrito Federal para pedir o assentamento de 120 mil famílias em diversos estados de todo o Brasil.
Em Belém, o movimento pressiona para a desapropriação imediata de terras com o objetivo de criar assentamentos nos municípios de Santa Luzia do Pará, Irituia, Acará, no nordeste paraense, além de Santa Izabel do Pará, Benevides e Santa Bárbara, na Grande Belém. Os trabalhadores afirmam que irão permanecer na sede do órgão até serem recebidas para discutir suas demandas. O G1 tenta contato com a direção do Incra na capital.

21 anos do Massacre

Na última segunda-feira (17), trabalhadores rurais e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra fizeram manifestações em Belém e Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará, para reivindicar direitos para o movimento e relembrar os 21 anos do confronto em Eldorado dos Carajás, que resultou na morte de 19 sem-terras pela Polícia Militar, em uma área conhecida como a “Curva do S”.
Os manifestantes saíram em caminhada pela avenida Almirante Barroso, um dos principais corredores de tráfego da capital paraense e, em seguida, parou em frente ao prédio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário e de Pesca, onde pediu melhorias nos assentamentos. Eles ocuparam o auditório da Secretaria.
O confronto entre integrantes do MST e policiais ocorreu em 17 de abril de 1996 no município de Eldorado dos Carajás, quando 1,5 mil sem-terra que estavam acampados na região decidiram fazer uma marcha em protesto contra a demora da desapropriação de terras na rodovia PA-150. A Polícia Militar foi encarregada de tirá-los do local. Além de bombas de gás lacrimogêneo, os policiais atiraram contra os manifestantes. Dezenove camponeses foram mortos.
Dos 155 policiais que participaram da ação, Mário Pantoja e José Maria de Oliveira, comandantes da operação, foram condenados a penas que superaram os 150 anos de prisão. José Maria de Oliveira permanece custodiado no Centro de Recuperação Especial Anastácio das Neves. Já Mário Colares Pantoja está em recolhimento domiciliar para tratamento de saúde. Já os demais policiais militares que foram a julgamento foram absolvidos dos crimes.
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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Em carta, Papa diz a Temer que crise no Brasil não é de fácil solução

Em carta enviada recentemente ao presidente Michel Temer, o Papa Francisco afirmou que a crise que o Brasil enfrenta não é de fácil solução. Relatos obtidos pelo blog de pessoas que tiveram acesso ao texto indicam que Francisco não tomou posição partidária sobre o momento político do país. "Sei bem que a crise que o país enfrenta não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas, e não corresponde à Igreja nem ao Papa dar uma receita concreta para resolver algo tão complexo", escreveu o Papa num trecho da carta. Em seguida, Francisco faz uma reflexão sobre a situação social do Brasil. "Porém não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres, que muitas vezes se veem completamente abandonados e costumam ser aqueles que pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais para crises que vão muito além da esfera meramente financeira".O Papa respondeu uma carta enviada por Temer no ano passado, já depois de concluído o processo de impeachment. Na ocasião, o presidente fez um convite formal para que Francisco visitasse o Brasil para as comemorações dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida em 2017. Francisco escreveu no texto que, por causa da agenda intensa, não poderia visitar o Brasil. Em janeiro, o Blog já havia adiantado que o Papa não viria ao Brasil em 2017.O Papa afirmou ainda que inclui o Brasil de modo especial em suas orações e ressaltou um pedido feito a Nossa Senhora Aparecida quando inaugurou a imagem da padroeira do Brasil nos Jardins do Vaticano no ano passado. Na ocasião, o Francisco pediu que Aparecida continue a proteger o país e o povo brasileiro “neste momento triste”. Ele disse ainda que acompanha com atenção os acontecimentos no Brasil, que ele chama de amada Nação e lembrou do encontro com Temer na despedida da viagem que fez ao Brasil em 2013, quando afirmou que já começava a sentir saudades do Brasil. O Papa também citou a primeira exortação apostólica que ele escreveu, intitulada “A Alegria do Evangelho”. No texto aos católicos, o Francisco afirmou que “não podemos mais confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado” e lembrou que o crescimento equitativo exige algo mais do que o crescimento econômico

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Usuários do SUS cobrando do poder executivo do município mais vagas de exames nos PSF

Segundo os pacientes chegam as 5h00 dá manhã e ficam aguardando
E quando chega a vez de ser atendido já acabou as vagas

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terça-feira, 11 de abril de 2017

Greve de funcinoários da CPTM afeta duas linhas de trem em SP

Funcionários da empresa não aceitam o pagamento parcelado da Participação nos Lucros e Resultados (PLR)

© CPTM/Reprodução
BRASIL PARALISAÇÃOHÁ 18 MINSPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
Funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) entraram em greve na manhã desta terça-feira (11) em São Paulo. A paralisação afeta os trens da Linha 10-Turquesa e os trens da Linha 7-Rubi operam com velocidade reduzida entre estações Palmeiras/Barra Funda e Francisco Morato.
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A greve de funcionários foi anunciada na noite de segunda (10) pelo Sindicato dos Ferroviários.
Segundo refere o G1, os funcionários da empresa não aceitam o pagamento parcelado da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), pois, segundo eles, a CPTM havia prometido pagamento em março em parcela única.
“Assinamos um acordo com a CPTM no ano passado em que aceitamos o pagamento da PLR em parcela única. A empresa decidiu por conta própria parcelar em duas vezes sem nos consultar”, explicou Eluiz Alves de Matos, presidente do Sindicato dos Ferroviários de São Paulo.
A greve é por tempo indeterminado até o pagamento integral da PLR. “Mas amanhã (nesta terça), às 15 horas, nos reunimos de novo para avaliar o impacto da decisão e se manteremos ou não a paralisação”, disse Matos.

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sábado, 8 de abril de 2017

Caixa dois é trapaça e atentado à democracia, diz Moro


Declaração foi dada durante evento na Universidade Harvard, em Boston

© Ueslei Marcelino / Reuters
POLÍTICA ESTADOS UNIDOSHÁ 46 MINSPOR FOLHAPRESS
O juiz Sergio Moro disse, neste sábado (8), em um evento na Universidade Harvard, em Boston, que o caixa dois de campanha é uma "trapaça, um atentado à democracia" e é "pior" do que a corrupção praticada para benefício próprio.
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"Me causa espécie quando alguns sugerem fazer uma distinção entre a corrupção para fins de enriquecimento ilícito e a corrupção para fins de financiamento ilícito de campanha eleitoral", afirmou. "Para mim, a corrupção para fins de financiamento de campanha é pior que o de enriquecimento ilícito."
Moro exemplificou seu argumento dizendo que pegar uma propina e colocar em uma conta na Suíça é crime, mas o dinheiro "não estará fazendo mal a mais ninguém naquele momento".
"Agora se eu utilizo para ganhar uma eleição, para trapacear uma eleição, isso para mim é terrível. Eu não estou me referindo a nenhuma campanha eleitoral específica, estou falando em geral", disse, na Brazil Conference, evento organizado por alunos brasileiros em Harvard.
A jornalistas, depois de sua fala, Moro disse que a tipificação do crime de caixa dois hoje é "imperfeita" e defendeu pena maior para esse crime. "[É preciso] uma melhor descrição do crime [de caixa dois] e precisa de uma elevação da pena, que não seja tanto quanto corrupção, mas precisa ser maior do que a prevista hoje."
Ao chegar no auditório lotado, no qual esteve menos de duas horas antes a ex-presidente Dilma Rousseff, Moro foi aplaudido de pé por praticamente toda a plateia.
Durante a exposição, o juiz criticou o Congresso por não avançar com o pacote de medidas anticorrupção do Ministério Público. Ele ainda disse que desfigurar as propostas é "muito grave".
"Democracia é isso aí, apresentar propostas a nossos representantes eleitos. Não acho que tem necessidade de aprovar integralmente [as dez medidas], mas o parlamento tem de ter sensibilidade em relação aos anseios de uma sociedade que se indignou com esses casos graves de corrupção", afirmou. "Se não aprovarem essas, aprovem outras."
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