terça-feira, 18 de abril de 2017

Cerca de 300 trabalhadores rurais ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ocupam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra),

Cerca de 300 trabalhadores rurais ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ocupam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Belém, na manhã desta terça-feira (18).Segundo a coordenação dos manifestantes, a ocupação é parte da Jornada de Lutas Nacional pela Reforma Agrária, que mobiliza 15 estados e o Distrito Federal para pedir o assentamento de 120 mil famílias em diversos estados de todo o Brasil.
Em Belém, o movimento pressiona para a desapropriação imediata de terras com o objetivo de criar assentamentos nos municípios de Santa Luzia do Pará, Irituia, Acará, no nordeste paraense, além de Santa Izabel do Pará, Benevides e Santa Bárbara, na Grande Belém. Os trabalhadores afirmam que irão permanecer na sede do órgão até serem recebidas para discutir suas demandas. O G1 tenta contato com a direção do Incra na capital.

21 anos do Massacre

Na última segunda-feira (17), trabalhadores rurais e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra fizeram manifestações em Belém e Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará, para reivindicar direitos para o movimento e relembrar os 21 anos do confronto em Eldorado dos Carajás, que resultou na morte de 19 sem-terras pela Polícia Militar, em uma área conhecida como a “Curva do S”.
Os manifestantes saíram em caminhada pela avenida Almirante Barroso, um dos principais corredores de tráfego da capital paraense e, em seguida, parou em frente ao prédio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário e de Pesca, onde pediu melhorias nos assentamentos. Eles ocuparam o auditório da Secretaria.
O confronto entre integrantes do MST e policiais ocorreu em 17 de abril de 1996 no município de Eldorado dos Carajás, quando 1,5 mil sem-terra que estavam acampados na região decidiram fazer uma marcha em protesto contra a demora da desapropriação de terras na rodovia PA-150. A Polícia Militar foi encarregada de tirá-los do local. Além de bombas de gás lacrimogêneo, os policiais atiraram contra os manifestantes. Dezenove camponeses foram mortos.
Dos 155 policiais que participaram da ação, Mário Pantoja e José Maria de Oliveira, comandantes da operação, foram condenados a penas que superaram os 150 anos de prisão. José Maria de Oliveira permanece custodiado no Centro de Recuperação Especial Anastácio das Neves. Já Mário Colares Pantoja está em recolhimento domiciliar para tratamento de saúde. Já os demais policiais militares que foram a julgamento foram absolvidos dos crimes.
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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Em carta, Papa diz a Temer que crise no Brasil não é de fácil solução

Em carta enviada recentemente ao presidente Michel Temer, o Papa Francisco afirmou que a crise que o Brasil enfrenta não é de fácil solução. Relatos obtidos pelo blog de pessoas que tiveram acesso ao texto indicam que Francisco não tomou posição partidária sobre o momento político do país. "Sei bem que a crise que o país enfrenta não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas, e não corresponde à Igreja nem ao Papa dar uma receita concreta para resolver algo tão complexo", escreveu o Papa num trecho da carta. Em seguida, Francisco faz uma reflexão sobre a situação social do Brasil. "Porém não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres, que muitas vezes se veem completamente abandonados e costumam ser aqueles que pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais para crises que vão muito além da esfera meramente financeira".O Papa respondeu uma carta enviada por Temer no ano passado, já depois de concluído o processo de impeachment. Na ocasião, o presidente fez um convite formal para que Francisco visitasse o Brasil para as comemorações dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida em 2017. Francisco escreveu no texto que, por causa da agenda intensa, não poderia visitar o Brasil. Em janeiro, o Blog já havia adiantado que o Papa não viria ao Brasil em 2017.O Papa afirmou ainda que inclui o Brasil de modo especial em suas orações e ressaltou um pedido feito a Nossa Senhora Aparecida quando inaugurou a imagem da padroeira do Brasil nos Jardins do Vaticano no ano passado. Na ocasião, o Francisco pediu que Aparecida continue a proteger o país e o povo brasileiro “neste momento triste”. Ele disse ainda que acompanha com atenção os acontecimentos no Brasil, que ele chama de amada Nação e lembrou do encontro com Temer na despedida da viagem que fez ao Brasil em 2013, quando afirmou que já começava a sentir saudades do Brasil. O Papa também citou a primeira exortação apostólica que ele escreveu, intitulada “A Alegria do Evangelho”. No texto aos católicos, o Francisco afirmou que “não podemos mais confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado” e lembrou que o crescimento equitativo exige algo mais do que o crescimento econômico

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Usuários do SUS cobrando do poder executivo do município mais vagas de exames nos PSF

Segundo os pacientes chegam as 5h00 dá manhã e ficam aguardando
E quando chega a vez de ser atendido já acabou as vagas

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terça-feira, 11 de abril de 2017

Greve de funcinoários da CPTM afeta duas linhas de trem em SP

Funcionários da empresa não aceitam o pagamento parcelado da Participação nos Lucros e Resultados (PLR)

© CPTM/Reprodução
BRASIL PARALISAÇÃOHÁ 18 MINSPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
Funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) entraram em greve na manhã desta terça-feira (11) em São Paulo. A paralisação afeta os trens da Linha 10-Turquesa e os trens da Linha 7-Rubi operam com velocidade reduzida entre estações Palmeiras/Barra Funda e Francisco Morato.
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A greve de funcionários foi anunciada na noite de segunda (10) pelo Sindicato dos Ferroviários.
Segundo refere o G1, os funcionários da empresa não aceitam o pagamento parcelado da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), pois, segundo eles, a CPTM havia prometido pagamento em março em parcela única.
“Assinamos um acordo com a CPTM no ano passado em que aceitamos o pagamento da PLR em parcela única. A empresa decidiu por conta própria parcelar em duas vezes sem nos consultar”, explicou Eluiz Alves de Matos, presidente do Sindicato dos Ferroviários de São Paulo.
A greve é por tempo indeterminado até o pagamento integral da PLR. “Mas amanhã (nesta terça), às 15 horas, nos reunimos de novo para avaliar o impacto da decisão e se manteremos ou não a paralisação”, disse Matos.

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sábado, 8 de abril de 2017

Caixa dois é trapaça e atentado à democracia, diz Moro


Declaração foi dada durante evento na Universidade Harvard, em Boston

© Ueslei Marcelino / Reuters
POLÍTICA ESTADOS UNIDOSHÁ 46 MINSPOR FOLHAPRESS
O juiz Sergio Moro disse, neste sábado (8), em um evento na Universidade Harvard, em Boston, que o caixa dois de campanha é uma "trapaça, um atentado à democracia" e é "pior" do que a corrupção praticada para benefício próprio.
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"Me causa espécie quando alguns sugerem fazer uma distinção entre a corrupção para fins de enriquecimento ilícito e a corrupção para fins de financiamento ilícito de campanha eleitoral", afirmou. "Para mim, a corrupção para fins de financiamento de campanha é pior que o de enriquecimento ilícito."
Moro exemplificou seu argumento dizendo que pegar uma propina e colocar em uma conta na Suíça é crime, mas o dinheiro "não estará fazendo mal a mais ninguém naquele momento".
"Agora se eu utilizo para ganhar uma eleição, para trapacear uma eleição, isso para mim é terrível. Eu não estou me referindo a nenhuma campanha eleitoral específica, estou falando em geral", disse, na Brazil Conference, evento organizado por alunos brasileiros em Harvard.
A jornalistas, depois de sua fala, Moro disse que a tipificação do crime de caixa dois hoje é "imperfeita" e defendeu pena maior para esse crime. "[É preciso] uma melhor descrição do crime [de caixa dois] e precisa de uma elevação da pena, que não seja tanto quanto corrupção, mas precisa ser maior do que a prevista hoje."
Ao chegar no auditório lotado, no qual esteve menos de duas horas antes a ex-presidente Dilma Rousseff, Moro foi aplaudido de pé por praticamente toda a plateia.
Durante a exposição, o juiz criticou o Congresso por não avançar com o pacote de medidas anticorrupção do Ministério Público. Ele ainda disse que desfigurar as propostas é "muito grave".
"Democracia é isso aí, apresentar propostas a nossos representantes eleitos. Não acho que tem necessidade de aprovar integralmente [as dez medidas], mas o parlamento tem de ter sensibilidade em relação aos anseios de uma sociedade que se indignou com esses casos graves de corrupção", afirmou. "Se não aprovarem essas, aprovem outras."
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sexta-feira, 31 de março de 2017

MPF denuncia Marconi, Cachoeira e 2 diretores da Delta por corrupção

MPF denuncia Marconi, Cachoeira e 2 diretores da Delta por corrupção
Peça diz que governador obteve vantagem indevida para viabilizar contratos. Assessoria do político alega que 'não há fundamento' para abrir ação penal.
30/03/2017 19h12 - Atualizado em30/03/2017 21h47
Por Sílvio Túlio
Do G1 GO
O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), por suspeita de receber vantagens indevidas para viabilizar contratos do poder público com a Construtora Delta durante seu 3º mandato, entre 2011 e 2012. Além dele, também foram denunciados o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Fernando Cavendish, presidente do Conselho de Administração da empresa, e Cláudio Abreu, ex-diretor regional da Delta, todos por elo com o esquema.
Perillo foi denunciado pelo crime de corrupção passiva e os outros três, por corrupção ativa.
Em nota à TV Anhanguera, a assessoria de imprensa de Perillo disse que não há qualquer fundamento para a abertura de uma ação penal e que o governador está convicto de que ela será arquivada antes da instauração do processo legal. Ainda conforme o comunicado, a denúncia sequer foi comprovada e dos quatro fatos investigados à época, em três ocorreu  pedido de arquivamento.
Ao Jornal Nacional, a defesa de Cavendishi disse que não vai se pronunciar em relação ao caso.
G1 tenta contato com as defesas de Cachoeira e Abreu, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.
A denúncia é assinada pelo vice-Procurador-Geral da República, José Bonifácio Borges de Andrada. Segundo o documento, Cachoeira, Abreu e Cavendish pagaram, em duas parcelas, uma dívida de R$ 90 mil do governador com o marqueteiro Luiz Carlos Bordoni.
G1 tenta contato com Luiz Carlos Bordoni.
Os dois depósitos, de R$ 45 mil cada, foram realizados em abril e maio de 2011, conforme o MPF. Em troca, de acordo com o órgão, Marconi Perillo garantiu o aumento de valores dos contratos da Delta com o governo, mesmo os acordos não sendo financeiramente benéficos à administração estadual.
Marconi Perillo e Carlinhos Cachoeira Goiás (Foto: Reprodução/Globo News)O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e Carlinhos Cachoeira (Foto: Reprodução/GloboNews)
Os valores foram pagos, conforme a denúncia, por meio de depósitos de duas das 18 empresas fantasmas constituídas por Cavendish e Abreu para fazer o repasse de verbas ilícitas e lesar os cofres públicos. Ficou constatado, conforme a investigação, que estas instituições movimentavam milhões mesmo sem ter um único funcionário.
Com a quitação dos débitos, o governador, segundo a ação, pôs em prática aditivo de contrato com a Delta em serviços para a Segurança Pública. O trato aumentou o valor do acordo de R$ 66 milhões para R$ 75 milhões. A medida fez com que o número de veículos cedidos pela empresa subisse para quase 2 mil.
Para o MPF, a forma como os carros foram locados foi desvantajosa em termos de economia. Se os bens fossem adquiridos, ao invés de alugados, o estado gastaria pouco mais de R$ 39 milhões, quase a metade do montante acordado.
Cláudio Abreu e Fernando Cavendish também foram denunciados pelo MPF, Goiás (Foto: Sílvio Túlio/G1 e Reprodução/Globo News)Abreu e Cavendish também foram denunciados pelo MPF (Foto: Sílvio Túlio/G1 e Reprodução/Globo News)
Operação Monte Carlo
Carlinhos Cachoeira é acusado de chefiar um esquema de exploração de jogos ilegais e corrupção em Goiás e no Distrito Federal.O nome dele aparece envolvido em duas operações da Polícia Federal: a Monte Carlo e a Saint Michel. A Saint Michel é um desdobramento da Operação Monte Carlo, que apurou o envolvimento de agentes públicos e empresários em uma quadrilha que explorava o jogo ilegal e tráfico de influência em Goiás.
O bicheiro obteve liberdade em 11 de dezembro de 2012, dias depois de ser preso em razão de sua condenação. Antes, ele havia ficado preso no presídio da Papuda, em Brasília, por nove meses.
Desde então, Cachoeira já foi condenado pelos crimes de peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha. A última condenação foi no dia 23 de setembro, por violação de sigilo funcional, com pena de três anos de prisão. Ele responde aos crimes em liberdade.
No dia 30 de junho de 2016, Cachoeira foi novamente preso, no condomínio de luxo onde mora, em Goiânia, durante a Operação Saqueador, deflagrada pela Polícia Federal. A ação teve como objetivo prender pessoas envolvidas em um esquema de lavagem de R$ 370 milhões desviados dos cofres públicos. Ele foi solto no dia 17 de agosto para cumprir pena em casa, em Goiânia.
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terça-feira, 28 de março de 2017

Ala do PMDB tenta retirar liderança de Renan após críticas a Temer


Agência Estado
A ala adversária ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL) vai dar início a um movimento para enfraquecer o peemedebista e tentar destituí-lo do cargo de líder da bancada no Senado. A articulação conta com o apoio velado do presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e de senadores próximos a ele, como Raimundo Lira (PB) e Garibaldi Alves (RN).
Os parlamentares que estão descontentes com Renan lembram que basta a assinatura de 12 dos 22 senadores para determinar o afastamento do peemedebista. Afirmam que um líder de bancada não tem mandato fixo e que essa figura pode ser substituída a qualquer momento, especialmente se não representar mais o posicionamento da maioria dos liderados.
A relação entre o senador alagoano e parte da bancada começou a estremecer com as críticas que ele tem feito ao presidente Michel Temer e teve seu ápice com a decisão de Renan de retirar a indicação da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) à presidência da Comissão Mista de Orçamento (CMO).
A peemedebista confrontou Renan mais de uma vez esta semana para que ele não usasse a visibilidade que tem como de líder do PMDB para defender posições pessoais. A crítica é que o peemedebista está se posicionando contra a reforma da Previdência e outros temas que interessam ao governo para garantir a sua reeleição - e a de seu herdeiro político, o governador Renan Filho (PMDB)- em Alagoas.
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A ala adversária ao alagoano vai tentar ensaiar um primeiro movimento contra o peemedebista já na próxima semana. A ideia é que, com o aval de Eunício, a CMO faça na terça-feira a eleição do seu presidente e escolha um nome para presidir o colegiado independentemente da indicação do líder do PMDB.
Líder do governo no Congresso, o deputado André Moura (PSC-SE) defende que a comissão não poder ficar paralisada em razão de um "capricho" de Renan. "Convocamos a CMO para terça-feira às 14h30. Vamos esperar o senador Renan indicar os membros, mas se ele não o fizer, vamos sentar para ver o que vamos fazer. O que não posso ficar é sem a CMO sem funcionar", afirmou.
Na avaliação do grupo que articula a saída de Renan, hoje os nomes que apoiam a permanência dele no cargo são minoria e se restringiriam aos senadores Roberto Requião (PR), Kátia Abreu (TO), Eduardo Braga (AM), Marta Suplicy (SP), Edson Lobão (MA) e Hélio José (DF).
Aliados de Renan, porém, defendem que ele continua forte na bancada. Já no Planalto, a ordem é não partir para o enfrentamento direto. Senadores ligados a Temer, porém, afirmam que esse cenário poderá ser revisto se Renan continuar criticando o presidente e, principalmente, conseguir atrapalhar alguma votação importante para o governo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.