segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Motorista embriagado invade evento e atropela cinco pessoas

Motorista embriagado invade evento e atropela cinco pessoas; veja vídeo Ele conduzia caminhão e fazia zigue-zague antes de perder o controle. Dos feridos, jovem de 18 anos teve ferimentos mais graves, em Anápolis. 05/09/2016 08h39 - Atualizado em 05/09/2016 08h40 Do G1 GO   0:00  Um motorista de 40 anos invadiu um evento de caminhoneiros e atropelou cinco pessoas, neste domingo (4), em Anápolis, a 55 km de Goiânia. Um vídeo mostra o momento em que o o caminhão que ele conduzia faz zigue-zague, atravessa a pista contrária e entra no local (assista acima). Segundo a Polícia Civil, o condutor passou por teste do bafômetro, que comprovou que ele estava embriagado. As imagens mostram quando um caminhão vermelho segue pela avenida e vira à esquerda, atravessando a pista contrária da via e entrando em um evento. Ele atinge a pessoa que fazia o vídeo. Em seguida, o veículo derrapa e para ao bater na estrutura da entrada do local e em um caminhão baú. O Corpo de Bombeiros informou que atendeu uma das vítimas, um jovem de 18 anos, que foi encaminhada para o Hospital de Urgências de Anápolis (Huana). De acordo com a unidade, o rapaz teve queimaduras no couro cabeludo e no rosto. O estado de saúde é considerado estável. Já o Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu) levou uma criança de 3 anos e a dona de casa Malvina Sampaio, de 62 anos, ao Hospital Municipal de Anápolis. Eles receberam alta da unidade de saúde horas depois do acidente. Não há informações sobre o estado de saúde dos outros dois feridos. O sargento da Polícia Militar José Carlos Rodrigues esteve no local e informou que o motorista dirigia de forma descontrolada, mostrando sinais de embriaguez. “Ele estava voltando para o evento quando fez manobras para a direita e para a esquerda, desgovernou, passou por cima de um canteiro e entrou no estacionamento onde acontecia o evento. Ele passou por cima da barraca, que caiu e machucou as pessoas, depois bateu em um caminhão baú que estava parado lá”, contou o policial militar ao G1.  Caminhão atingiu barraca, atropelou grupo e só parou ao atingir veículo (Foto: Reprodução/TV Anhanguera) O motorista foi submetido ao teste do bafômetro, que comprovou índice de 0,82 miligramas de álcool por litro de ar expelido.Ele foi atuado pela Polícia Civil por dirigir embriagado e por lesão corporal culposa. "O índice registrado ultrapassa o limite para que a autoridade arbitre fiança, então estou impossibilitado de arbitrar fiança", explicou o delegado Cleiton Lobo. O condutor permanecia preso até a manhã desta segunda-feira (5). Vítimas A dona de casa Malvina Sampaio sofreu um corte na cabeça, mas foi liberada após atendimento médico. Ela relatou, em entrevista à TV Anhanguera, os momentos de terror que viveu. "Foi muito rápido, ele [motorista] veio correndo, acelerado. Não deu tempo de correr, de fazer nada. Quando eu vi já estava em cima", lamentou. Já o motorista Rony Carolos Rodrigues, pai do menino de 3 anos que foi atropelado, diz que o filho sofreu apenas escoriações, mas ainda assim a situação o deixou muito assustado. "Eu temi o pior, pois o filho da gente, o ente que a gente mais ama. Então fiquei desesperado na hora", contou. Evento irregular O tenente José Henrique Bandeira, do Corpo de Bombeiros, diz que o evento de caminhoneiros era irregular. "Todo evento temporário, em que há aglomeração de pessoas, os bombeiros precisam estar presentes no local para estar fazendo vistoria. Ainda mais aqui que envolviam muitas tendas, com aglomeração, então a gente tem que ver todo um contexto envolvendo brigadistas e extintores de incêndio. Não chegou nenhum pedido no Corpo de Bombeiros", afirmou. A Secretaria de Fiscalização de Posturas de Anápolis informou que o representante da loja de departamentos que cedeu o espaço para o evento e os organizadores devem apresentar ainda nesta segunda-feira a documentação sobre o encontro de caminhoneiros. 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Lider do DEM é condenado a devolver R$ 4,6 milhões a acusação

POLÍTICA BRASÍLIA Líder do DEM é condenado a devolver R$ 4,6 milhõesA acusação é de que Pauderney Avelino (AM), no período em que era secretário da Educação de Manaus, teria superfaturado contratos de imóveis alugados pela prefeitura para a instalação de escolas36 Julia Lindner, O Estado de S. Paulo 23 Março 2016 | 07h42 Foto: Divulgação  O líder do DEM, deputado Pauderney Avelino (AM) Brasília - O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Pauderney Avelino (DEM-AM), foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) a devolver R$ 4,6 milhões aos cofres públicos do Amazonas e multado em R$ 23 mil. A acusação é de que Pauderney, no período em que era secretário da Educação de Manaus, teria superfaturado contratos de imóveis alugados pela prefeitura para a instalação de escolas. A decisão foi divulgada na última quarta-feira, 16, e está suspensa até hoje devido a apresentação de embargos pela defesa do parlamentar. Um dos principais líderes da oposição na Câmara, Pauderney disse que foi pego de "surpresa" com a determinação, que classificou como "esdrúxula". Ele também culpabilizou o PT, afirmando que a condenação é consequência de um "ataque" da legenda contra ele. A denúncia, apresentada pela conselheira Yara Lins e acatada pelos membros do TCE-AM, tem como base uma representação de 2013 do vereador Bibiano Simões e do deputado estadual José Ricardo Wendling, ambos integrantes do Partido dos Trabalhadores. Bibiano negou haver viés partidário na acusação, enfatizando que o pedido de investigação contemplou também a gestão anterior - o ex-secretário da Educação Mauro Lippi foi condenado no mesmo processo. "Na época, Pauderney não era líder da oposição, era apenas secretário, portanto não existe lógica nessa teoria", comentou. "Essa veste da moral que o Pauderney vestiu tem que ser despida. Como ele pode fazer esse discurso quando comprovadamente praticou um crime? A oposição deveria escolher alguém com moral para fazer questionamentos ao governo." Pauderney afirmou que a condenação não "enfraquecerá" a sua posição na Câmara. "Quem não deve não teme, pode vasculhar minha vida toda, eu não fui parte nesse processo", disse o deputado, que considera que a responsabilidade do caso é da prefeitura. "Podem fazer o que quiserem, minha luta é pelo processo político, pelo impeachment da presidente (Dilma Rousseff)", completou. Na noite desta terça-feira, 22, o parlamentar foi ao plenário para se defender e voltou a criticar Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por suspeitas de corrupção. Ele destacou que não teve direito à defesa durante o processo do TCE. Contudo, de acordo com o advogado de Pauderney, Luís Felipe Avelino, sobrinho do deputado, a defesa teve a oportunidade de se manifestar pelo menos cinco vezes sobre o caso, "explicando que os contratos investigados pelo TCE não foram apresentados a eles". "Há cerceamento de defesa. O Pauderney não tem como se lembrar de cada um dos processos que participou, que participou não, porque ele não participava", defendeu o advogado. Outro argumento da defesa é que o nome de Pauderney não constava na pauta de julgamento, uma falha que poderia invalidar todo o processo. Apesar de Luís Felipe admitir a assinatura do deputado em alguns contratos, ele minimizou a sua responsabilidade, afirmando que outros órgãos faziam a análise dos imóveis, como a Comissão de Avaliação de Imóvel (COAVIL) e a Procuradoria Geral do Município (PGM). "O gestor não tem competência para discordar do parecer técnico. Se a procuradoria apontou que não havia irregularidade, ele não tinha como dizer que aquilo estava errado. Na verdade, não estava", disse Luís Felipe. Na decisão do TCE, a coordenadora da COAVIL, Norma Fonseca, foi condenada a pagar uma multa de R$ 8,7 mil por contribuir para falhas em um dos contratos. Durante a fiscalização do TCE, técnicos encontraram diversas irregularidades, como a existência de contratos de aluguel com pessoas que não comprovaram ter a posse dos imóveis e pagamentos de valores acima do preço médio de mercado. No ano em que Pauderney foi secretário da Educação, a prefeitura aumentou o pagamento mensal de aluguéis para prédios escolares de R$ 117 mil para R$ 123 mil, enquanto o preço avaliado pelos fiscais seria de R$ 64 mil. Em seu voto, Yara Lins listou a falta de processo licitatório e ausência de diversos documentos. Pauderney Avelino, atuou como secretário municipal de Educação, na gestão do ex-prefeito Artur Neto (PSDB), no período de janeiro a dezembro de 2013. Já o ex-secretário Mauro Lippi foi titular da pasta na gestão do ex-prefeito Amazonino Mendes, na época do PTB e hoje do PDT, em 2012.

Empresa que vai fazer concurso da justiça Federal no ES é escolhida

Empresa que vai fazer concurso da Justiça Federal no ES é escolhida Edital foi confirmado para sair até o final do mês de agosto. Seleção vai preencher cadastro de reserva para técnico e analista judiciário. 23/08/2016 08h12 - Atualizado em 23/08/2016 08h12 Por Diná Sanchotene De A Gazeta  Prédio da Justiça Federal em Vitória (Foto: Marcos Fernandez/ A Gazeta) A Consulplan vai ser a empresa responsável pelo concurso público do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que abrange os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. A seleção vai preencher cadastro de reserva para os cargos de técnico e analista judiciários. Agora, todos os esforços estão concentrados na publicação do edital, previsto e confirmado para até o fim deste mês de agosto. Conforme o cronograma da Justiça Federal, as inscrições devem ser realizadas em setembro e as provas aplicadas em outubro. Segundo o diretor pedagógico da Academia do Concurso, Paulo Estrella, a Consulplan não costuma se aprofundar nos conteúdos das disciplinas. “A dificuldade deve estar no detalhamento, como uma vírgula mal colocada ou a substituição de uma palavra, que pode mudar a interpretação. O cronograma está bastante apertado e, por isso, acredito que deve ser revisto”, comentou Estrella. O último concurso do tribunal foi realizado em 2011, também para formação de cadastro de reserva. A seleção reuniu 119.585 concorrentes, dos quais 26.663 no Espírito Santo. A expectativa do especialista do setor de concursos é de que o certame deste ano conte com a participação de 100 mil candidatos. Os candidatos ao cargo de técnico precisam ter nível médio, enquanto que os de analista, ensino superior. A remuneração é de R$ 5.994,03 e R$ 9.796,14, respectivamente. Os candidatos a analista farão uma prova objetiva com 70, 55 ou 60 questões, de acordo com a especialidade, versando sobra conhecimentos gerais e específicos. Haverá, ainda, prova de redação ou estudos de casos, esse último apenas para cargos com especialidades. Já os técnicos serão avaliados por meio de provas objetivas, que terão 20 questões de conhecimentos gerais e 40 de conhecimentos específicos. Além de redação na área administrativa, haverá prova de capacidade física para área de segurança e prova prática para telecomunicação. Os demais vão fazer apenas a parte objetiva.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Peemedebista comprou helicóptero por meuo de offshore mostra Lavajato

Peemedebista comprou helicóptero por meio de offshore, mostra Lava Jato COMENTE Fernando Rodrigues 22/08/2016 - 09:59 Ouvir 0:00 Documento apreendido é de Renata Pereira Britto, da Mossack Caso envolve deputado Newton Cardoso Jr, do PMDB de Minas  Operação financeira nos EUA foi revelada pelos Panama Papers  O deputado Newton Cardoso Jr (PMDB-MG) Uma planilha apreendida pela operação Lava Jato mostra que o deputado federal Newton Cardoso Jr (PMDB-MG) usou uma empresa offshore sediada em Nevada (EUA) para comprar e vender um helicóptero. Trata-se de um documento em formato digital, apreendida pela Lava Jato durante a fase Triplo X (deflagrada em 27.jan.2016). O documento estava com Renata Pereira Britto, funcionária da firma panamenha Mossack Fonseca no Brasil. Ela chegou a ser presa na Triplo X, e foi liberada 5 dias depois. As informações são do repórter do UOLAndré Shalders. Na semana passada, Renata e os outros funcionários da Mossack no Brasil foram indiciados pela PF. O documento é uma carta de cobrança (“invoice”). A data é 12.fev.2013, quando o helicóptero foi vendido pela Cyndar Management LLC, a offshore registrada em nome de Newton Cardoso, para a IF Construções e Participações. Esta última empresa pertence a Inácio Franco, deputado estadual pelo PV de Minas Gerais. Eis o documento apreendido pela PF. Os destaques em vermelho foram feitos pelos investigadores (clique na imagem para ampliar):  O documento apreendido pela PF com Renata Pereira A existência da offshore controlada por Newton Cardoso e a compra do helicóptero foram reveladas pela série Panama Papers em reportagem publicada no dia 4.abr.2016. O trabalho jornalístico é citado na investigação da Lava Jato. “Nesse lastro, a análise das informações encontradas na mídia digital reforça o cenário investigativo ao desvendar uma planilha eletrônica referente à compra, em tese, desse mesmo helicóptero apontado pela equipe do Panama Papers”, escreveu o perito da PF. Leia a íntegra da análise da PF aqui. Newton Cardoso não foi alvo da fase Triplo X, e nem é mencionado no relatório final da PF sobre a operação. Como os próprios policiais escrevem ao fim da análise, “a simples menção a nomes e/ ou fatos contidos neste relatório, por si só, não significa o envolvimento direto ou indireto dos citados em eventuais delitos objetos da investigação”. A série Panama Papers, que começou a ser publicada em 3.abr.2016, é uma iniciativa do ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos), organização sem fins lucrativos e com sede em Washington, nos EUA. Os dados foram obtidos pelo jornal Süddeutsche Zeitung. O material ficou em investigação por cerca de 1 ano. Participaram do trabalho com exclusividade no Brasil o UOL, o jornal “O Estado de S.Paulo” e a RedeTV!. HELICÓPTERO E FLAT EM LONDRES Papéis da Mossack Fonseca, analisados para a série Panama Papers, mostraram tanto Newton Cardoso Jr. quanto seu pai, o ex-governador de Minas Newton Cardoso, utilizaram offshores em transações no exterior. A Cyndar Management LLC, pertencente a Newton Jr, foi criada em 2007, no Estado americano de Nevada. Trocas de e-mails encontradas no acervo da Mossack Fonseca mostram que o objetivo da empresa era comprar um helicóptero, no valor de US$ 1,9 milhão (valores da época).  Documentos de incorporação da Cyndar Manament, de Newton Jr. O helicóptero é da marca Helibrás, modelo Esquilo AS350 B-2. Tem capacidade para 5 passageiros e autonomia de 3h de voo. Foi comprado de outra offshore, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. O equipamento foi arrendado à Companhia Siderúrgica Pitangui, de propriedade da família Cardoso, no fim de 2007. A companhia continua ativa, segundo o registro da Mossack Fonseca. Em 2011, Cardoso decidiu vender a aeronave, o que acabou acontecendo só em 2013. O preço acertado foi de US$ 1 milhão. Como a aeronave foi vendida antes da 1ª disputa eleitoral de Newton Cardoso Jr, este não tinha necessidade de declará-la ao TSE. Já Newton Cardoso, o pai, adquiriu uma offshore em out.1991, quando ainda era governador de Minas Gerais. A Desco Trading Ltd. foi usada para comprar um flat em Londres em jul.1992, pouco depois de Newton deixar o governo de Minas Gerais. O valor à época: 1,2 milhão de libras. Esse montante hoje (abril de 2016) convertido em reais equivaleria a aproximadamente R$ 6,3 milhões. Documentos da Desco Trading mostram que o objetivo da companhia era receber aluguéis. Os valores deveriam ser depositados numa conta no Lloyds Bank de Londres.  Documento da Desco Trading, de Newton Cardoso (pai) OUTRO LADO O deputado Newton Cardoso foi procurado pessoalmente e por meio da assessoria de imprensa na última 6ª feira (19.ago). Ele nega qualquer irregularidade. Por meio da assessoria de imprensa, repetiu a mesma manifestação emitida quando da 1ª reportagem sobre o assunto. Disse ter recebido com “surpresa” as informações. Newton Cardoso Jr. “nega com veemência a existência de qualquer empresa offshore em seu nome ou mesmo de seu pai, o ex-deputado Newton Cardoso”. Saiba como foi feita a série Panama Papers Leia tudo sobre os Panama Papers O que é e quando é legal possuir uma empresa offshore Participam da série Panama Papers no Brasil na investigação sobre esportes os repórteres Fernando Rodrigues, André Shalders, Mateus Netzel e Douglas Pereira (do UOL), Diego Vega e Mauro Tagliaferri (da RedeTV!) e José Roberto de Toledo, Daniel Bramatti, Rodrigo Burgarelli, Guilherme Jardim Duarte e Isabela Bonfim (de O Estado de S. Paulo). O Blog está no Facebook, Twitter e Google+.

domingo, 21 de agosto de 2016

Homem morto volta para casa e família não sabe quem enterrou

Homem 'morto' volta para casa e família não sabe quem enterrou Do UOL, em São Paulo 19/08/2016 - 12h22 Ouvir 0:00 Reprodução/Twitter  Esse aí é o Waluyo, que 'morreu' há mais de 1 ano e voltou pra casa esses dias. Vai entender!? O indonésio Waluyo morreu em 7 de maio de 2015 depois de um acidente de trânsito, na cidade de Gunung Kidul. Ele ficou alguns dias em coma, recebeu a visita de amigos e parentes, mas acabou morrendo. Querido por muitos, seu velório foi concorrido.  Pelo menos foi isso que sua família acreditava. Há alguns dias, Waluyo voltou para casa como se nada tivesse acontecido. Seu retorno provocou reações de alegria e terror. Como assim um morto pode retornar à vida com tanta naturalidade? Waluyo conta que, na verdade, nunca morreu. Aliás, nunca nem sofreu acidente algum. Ele diz que passou todo esse tempo trabalhando como gari em outra cidade e, como não tem celular, não conseguiu avisar a família. Estranho, né? O problema é que a família de Waluyo agora tem um mistério. Se o sujeito está vivo, quem é que foi enterrado no lugar dele? Ninguém sabe. Os parentes desconfiam que foi alguém extremamente parecido com o gari fujão. Pelo jeito, ainda tem muito o que ser explicado nesta história.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Técnico de francês sugere que candomblé estaria por trás de vitória brasileira no salto com vara

Técnico de francês sugere que 'candomblé' estaria por trás de vitória brasileira no salto com vara Treinador de Renaud Lavillenie, Philippe d’Encausse fez alusão ao que chamou de 'forças místicas'; 'Brasil é um país bizarro', disse ele em entrevista 'Le Monde'. 16/08/2016 13h39 - Atualizado em 16/08/2016 13h39  Por BBC Técnico de Renaud Lavillenie, Philippe d’Encausse fez alusão ao que chamou de "forças místicas"; "Brasil é um país bizarro", disse ele em entrevista ao jornal Le Monde O treinador do francês Renaud Lavillenie, medalhista de prata no salto com vara na noite de segunda-feira, sugeriu que a vitória do brasileiro Thiago Braz pode estar relacionada a "forças místicas, talvez as do candomblé". "Thiago conseguiu um salto de 6,03m. Ele pode ter contado com a ajuda de forças místicas, talvez as do candomblé", afirmou Philippe d'Encausse, em entrevista ao jornal francês Le Monde. "(O Brasil) é um país bizarro", acrescentou ele, "quase que em tom de admiração", segundo o diário. Renaud Lavillenie ficou com o segundo lugar após saltar 5,98m, cinco centímetros a menos que o brasileiro Thiago Braz, que garantiu o primeiro ouro masculino na história do salto com vara e ainda quebrou o recorde olímpico. Nas redes sociais, o atleta francês fez duras críticas ao comportamento do público no Engenhão (Estádio Olímpico). Ele reclamou das vaias e chegou, inclusive, a se comparar com Jesse Owens, o lendário velocista negro americano que fez história nos Jogos de Berlim de 1936 ao confrontar a "supremacia ariana" de Adolf Hitler. "Em 1936, a multidão estava contra Jesse Owens. Não vimos isso desde então. Temos que lidar com isso", disse ele. Lavillenie depois voltou atrás na comparação com Owens, mas não nas críticas ao público. "Vice-campeão olímpico nesta noite com 5,98m, vencido pelo brasileiro por 6,03m. Dei tudo de mim e não tenho nenhum arrependimento. Uma prova inacreditável!! Só estou decepcionado com a total falta de respeito do público. Isso não é digno de um estádio olímpico. Mas estou contente com esta medalha", afirmou ele. Os comentários diviram os usuários. Enquanto a imensa maioria dos brasileiros descreveu o francês como "mau perdedor", seus compatriotas o defenderam fortemente, alegando que o comportamento da torcida foi "inadmissível". Repercussão na imprensa A imprensa francesa também repercutiu as críticas de Lavillenie. No rádio e na TV, comentaristas disseram estar escandalizados com o comportamento do público. Segundo o Le Monde, o saltador francês "saiu de sua bolha de concentração, excedida pelas vaias do público carioca, que encoraja seus protegidos ao mesmo tempo em que desestabiliza seus adversários". Já o Le Figaro disse que a prova "ocorreu sob condições difíceis", em alusão à chuva e às vaias. Por outro lado, a imprensa francesa considerou inadequada a comparação de Lavillenie com Owens. Segundo a agência de notícias AFP, o saltador "perdeu uma boa ocasião para ficar de boca fechada". Lavillenie pediu desculpas pela referência feita ao velocista americano "no calor do momento". "Essa declaração polêmica foi amplamente comentada nas redes sociais e Lavillenie foi obrigado a se desculpar", disse a AFP. Já o jornal 20 minutes disse que a comparação de Lavillenie, além de inadequada, não era verdadeira do ponto de vista histórico. "Muitos filmes de época falam inclusive de aplausos do Estádio Olímpico de Berlim para parabenizar o atleta polivalente americano. Em resumo, Renauld Lavillenie tem razão de reclamar. Mas Jesse Owens não recebeu tratamento parecido em 1936", assinalou o jornal.