terça-feira, 16 de agosto de 2016

Embraer precisa amargar demissões para sobreviver.

 'Embraer precisa amargar demissões para sobreviver', diz fundador Empresa negocia plano de demissão voluntária para economizar U$ 200 mi. Ozires Silva falou com o G1 antes de palestra em evento em Sorocaba (SP). 16/08/2016 13h40 - Atualizado em 16/08/2016 13h40 Por Jomar Bellini Do G1 Sorocaba e Jundiaí  Embraer negocia Programa de Demissão Voluntária de funcionários no Brasil (Foto: Divulgação/Embraer) O Programa de Demissão Voluntária (PDV) anunciado no último dia 8 de agosto pela Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) é uma "comida desagradável que a empresa tem que amargar para sobreviver", segundo o fundador da companhia. Ozires Silva, considerado ícone da indústria aeronáutica brasileira, conversou com jornalistas e também com o G1 durante um evento de empreendedorismo nesta terça-feira (16) em Sorocaba (SP).  Ozires Silva foi fundador e duas vezes presidente da Embraer (Foto: Jomar Bellini/G1) Além de fundador e duas vezes presidente da Embraer - uma das maiores empresas aeroespaciais do mundo -, Silva também presidiu a Petrobras e chefiou o Ministério da Infraestrutura. Atualmente, ele é reitor da Unimonte, uma universidade particular em Santos (SP). Conforme o anúncio da Embraer aos empregados no país, a medida, motivada pela crise, faz parte de um pacote ações que a fabricante de aeronaves vai adotar para reduzir em cerca de US$ 200 milhões ao ano as despesas da companhia. No último trimestre, a Embraer sofreu prejuízo de R$ 337,3 milhões, revertendo resultado positivo, de R$ 399,6 milhões obtido no mesmo período do ano passado. A companhia também cortou estimativas para entregas de aviões executivos e comerciais, reduzindo a projeção de receitas líquidas. A gente tem que amargar algumas comidas não agradáveis para manter a companhia vivendo. Ela não fez demissão em massa, mas um plano de demissão voluntário, que ao meu ver é a maneira mais decente e de maior respeito aos trabalhadores" Ozires Silva, Redução de custos No pacote de medidas contra a crise, a Embraer anunciou a revisão do plano anual para os próximos anos em que prevê readequação da estrutura administrativa e operacional e redução de custos em todas unidades da empresa no mundo. “A vida de uma empresa é pontuada de sucessos e fracassos. Isso é relativo aos últimos dois ou três meses, mas a Embraer tem 46 anos de idade. Uma empresa extremamente bem sucedida, mas que não está resistindo em certos aspectos à crise imposta pelo governo. Ela está tentando se livrar das variações enormes do dólar e problemas em transações internacionais. O preço do petróleo baixou bastante, mas as linhas áreas ainda estão no vermelho. Há uma queda na demanda de produção", avaliou. Sobrevivência Silva afirmou que não vê a situação como "crítica", mas diz que as ações para contenção de gastos, como o PDV, são "uma reação de uma empresa viva que quer sobreviver e crescer". "A gente tem que amargar algumas comidas não agradáveis para manter a companhia vivendo. Ela não fez demissão em massa, mas um plano de demissão voluntário, que ao meu ver é a maneira mais decente e de maior respeito aos trabalhadores. Em geral damos muito mais importância aos problemas do que as soluções. Quem sabe mais tarde, quando voltar a Sorocaba, a pergunta não seja o sucesso da Embraer, que está lutando para ter o melhor possível." Ele, que também já foi presidente da Petrobras, também fez sérias críticas ao Governo Federal e as denúncias da operação Lava Jato envolvendo desvios de dinheiro na empresa. “Quem criou problema foi o acionista majoritário chamado governo. Quando eu presidi a Petrobras, enfrentei uma luta muito grande para dizer que é ela uma empresa criada para servir ao povo brasileiro e não ao governo. O Ministério de Minas e Energia passou a interferir diretamente na Petrobras, inclusive nos poderes do próprio presidente. O resultado é que agora nós temos que pagar essa conta."  Ozires Silva participou de palestra em evento de empreendedorismo em Sorocaba (Foto: Divulgação)

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Rajada de vento passa de 86 km/h em ponta grossa, diz Simepar

Rajada de vento forte passa de 86 km/h em Ponta Grossa, diz Simepar Velocidade de 86,8 km/h foi registrada entre 8h30 e 9h desta segunda (15). Em Foz do Iguaçu, no oeste, ventos atingiram 70 km/h nesta madrugada. 15/08/2016 09h47 - Atualizado em 15/08/2016 10h05 Do G1 PR  Bairro Uvaranas, em Ponta Grossa, nesta manhã (Foto: Robson Milek/Arquivo pessoal) Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná, registrou ventos fortes na manhã desta segunda-feira (15). De acordo com o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), eles atingiram 86,8 km/h entre 8h30 e 9h. A Defesa Civil ainda apura estragos na cidade. Oeste Um vendaval também provocou a queda de ao menos dez árvores e destelhamento de três casas em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, na madrugada desta segunda-feira. Segundo a Defesa Civil municipal, as regiões mais atingidas foram as nordeste, norte e oeste. Equipes da prefeitura estão nas ruas do município cortando árvores que caíram para desobstruir as vias. Por isso, em alguns locais como, por exemplo, a Avenida Mário Filho, ruas Cacilda Beckher e Teodoro Risden estão parcialmente interditadas. Lonas foram entregues para os moradores que tiveram as casas atingidas, não há registro de desabrigados ou desalojados. De acordo com o Simepar, em Foz do Iguaçu os ventos chegaram a 70 km/h por volta das 4h. Noroeste Em Paranavaí, no noroeste do Paraná, os moradores se assustaram com a chuva de granizo que atingiu o município no começo da manhã. Segundo o Corpo de Bombeiros, não há registros de destelhamentos ou de queda de árvores. Previsão do tempo Nesta segunda-feira, conforme o Simepar, áreas de instabilidades vindas do Paraguai deixam o tempo instável em diversas regiões paranaenses. Chuvas acompanhadas de descargas elétricas atingem, primeiramente, as regiões oeste, sudoeste e centro-oeste, com deslocamento para as demais regiões no decorrer do dia. Ainda conforme o Simepar, devido à presença de muitas nuvens, as temperaturas não apresentam grandes elevações nas regiões do interior do estado. Há condições para o registro de rajadas de vento forte ao longo do dia em várias regiões. Ao longo da terça-feira (16), o tempo continua instável em boa parte do Paraná, de acordo com a Simepar. A tendência é a de grande variação de nuvens e chuvas bem isoladas e a qualquer momento. A região com maior potencial para a ocorrência de chuvas é o centro-leste e o litoral, conforme a previsão do tempo. A tarde aquece bastante no noroeste e as temperaturas ficam mais amenas no sul.  Chuva de granizo atingiu Paranavaí, no noroeste do Paraná, nesta segunda-feira (15) (Foto: Arquivo pessoal/Sueli Machado Zaneti)

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Defesa de Dilma é informada que julgamento do impeachment iniciara dia 25/08/2016

http://g1.globo.com/politica/processo-de-impeachment-de-dilma/noticia/2016/08/defesa-e-informada-que-julgamento-de-dilma-iniciara-dia-25-de-agosto.html

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Trio leva trator,pick-up e ibjetosde propriedade rural em Santa Lúcia SP

Trio leva trator, pick-up e objetos de propriedade rural em Santa Lúcia, SP Ação ocorreu na noite de terça-feira em região conhecida como Cabaceiras. Suspeitos renderam caseiro e proprietário e conseguiram fugir, diz polícia. 10/08/2016 10h21 - Atualizado em 10/08/2016 10h21 Do G1 São Carlos e Araquarara Três homens armados e encapuzados roubaram um sítio na noite de terça-feira (9) na área rural de Santa Lúcia (SP). Eles levaram um trator de propriedade da Usina Santa Lúcia que fica estacionado no local, uma pick-up, uma roçadeira e uma serra elétrica. Ninguém foi preso. De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu por volta das 20h na região conhecida como Cabaceiras. Os suspeitos renderam o caseiro e o proprietário quando chegavam com uma caminhonete e amarraram ambos. Os homens fugiram e depois das 4h e logo depois o proprietário conseguiu se livrar das amarras e chamar a polícia de Américo Brasiliense e Santa Lúcia para atender a ocorrência.

domingo, 7 de agosto de 2016

Carro de MG é apreendido em MS

Carro de MG é apreendido em MS lotado de maconha após perseguição Dois suspeitos de atuarem como batedores foram presos. Apreensão foi na noite desse sábado, em Dourados. 07/08/2016 11h39 - Atualizado em 07/08/2016 11h39 Do G1 MS Uma picape de placas de Betim (MG) foi apreendida na noite desse sábado (6), em Dourados, a 210 quilômetros de Campo Grande, com 600 quilos de maconha. Duas pessoas foram presas suspeitas de atuarem como batedores. De acordo com informaçõe do boletim de ocorrência, o carro com a droga conseguiu fugir de duas barreiras do Departamento de Operações da Fronteira (DOF) e houve perseguição. O veículo foi encontrado abandonado em um posto de combustíveis. Outro veículo, de placas de Dourados, atuava como batedor para a picape e foi parada no segundo bloqueio do DOF. Os dois ocupantes do carro, de 21 e 33 anos, foram presos em flagrante por tráfico de drogas. Os policiais foram até a casa do suspeito de estar no veículo com a droga, porém, nada de irregular foi encontrado

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Parauapebas no PA manifestantes bloqueiam a via no inicio da manhã

Parauapebas, no PA Manifestantes bloqueiam a via desde o início da manha desta quinta, 4. Segundo os trabalhadores, protesto ocorrerá por tempo indeterminado. 04/08/2016 14h13 - Atualizado em 04/08/2016 14h13 Do G1 PA  0:00  Cerca de 200 trabalhadores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) interditam desde o início da manhã desta quinta-feira (4), em Parauapebas, no sudeste do Pará, a principal estrada que dá acesso a uma comunidade da zona rural do município, onde há um projeto de mineração da região. Segundo os manifestantes, o protesto é contra o Governo Federal, que estaria ameaçando retomar áreas que hoje são destinas à reforma agrária. Pelo menos cinco mil famílias de assentados estariam correndo risco de perder seus lotes porque teriam um tipo de pendência junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Os trabalhadores afirmam que querem discutir a situação com o Governo Federal e pretendem manter a interdição da estrada por tempo indeterminado. Por causa do bloqueio, moradores e trabalhadores da mineração estão impedidos de seguir viagem

Aulas voltam ao normal na UEMG em Frutal

Aulas voltam ao normal na UEMG em Frutal após três meses de greve Professores decidiram retomar, mesmo sem reivindicações atendidas. Alunos também desocuparam campus; reitoria não se pronunciou. 04/08/2016 14h18 - Atualizado em 04/08/2016 14h18 Por Lais Vieira Do G1 Triângulo Mineiro  Assembleia realizada no campus de Frutal da UEMG (Foto: Mônica Alves/Arquivo Pessoal) Depois de três meses de greve, os professores da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), do campus de Frutal, decidiram em assembleia, nesta quarta-feira (3) pôr fim à paralisação. Após a decisão, as aulas voltaram ao normal na manhã desta quinta-feira (4). Na semana passada os alunos que também estavam paralisados, suspenderam o movimento. O G1 entrou em contato com a universidade para saber mais informações sobre o fim da greve, mas a assessoria da reitoria disse que não irá se pronunciar a respeito por não terem sido comunicados oficialmente por integrantes do movimento. Segundo Eliana Panareli, que estava no comando de greve, os professores não conseguiram que as reivindicações fossem atendidas pelo governo e decidiram voltar às atividades normais para não prejudicar ainda mais o andamento da universidade. Conforme ela, a greve foi judicializada pelo governo na tentativa de reajustar o salário dos professores, sem que entrasse na Lei de Responsabilidade Fiscal. “Existiam propostas por parte do governo voltada para a questão salarial, após a Lei de Responsabilidade Fiscal, com mesas de negociação relacionadas à concursos, planos de carreira etc. Até o momento, por ter essa lei, a gente não chegou a nenhum acordo com relação ao salário”, explicou Eliana. Mesmo com o fim da greve, os professores pretendem continuar promovendo plenários mensais na tentativa de permanecer com as negociações. “Estaremos sempre participando da construção de uma universidade estadual mais forte”, concluiu. Em relação à reposição das aulas, a professora Mônica Alves, do curso de Comunicação Social, informou que serão feitas novas reuniões para elaborar um novo calendário acadêmico. O G1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) para ter um posicionamento a respeito das negociações e do fim da greve, e aguarda nota.  Alunos se alojaram no pátio da UEMG em Frutal (Foto: Movimento estudantil UEMG/Acervo) Fim da paralisação dos alunos De acordo com a aluna Isabela Mamede, no dia 28 de junho os alunos desocuparam o campus, mas a paralisação continuou até o dia 27 de julho. Durante esse tempo, os estudantes se reuniam no campus diariamente. Além disso, eles optaram por acabar com a paralisação por terem as reivindicações atendidas em parte e também por conseguirem ter um contato maior com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Reivindicações Desde a noite do dia 2 de maio, os alunos da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) ocupavam o pátio do campus de Frutal. Eles reivindicavam melhorias para a universidade e apoiam a greve deflagrada pelos professores da instituição. As principais reivindicações dos professores são o reajuste imediato dos vencimentos para reparar as perdas ocorridas desde 2011, realização dos concursos públicos garantindo o cumprimento dos mesmos e reparação de danos materiais e morais a professores atingidos pela Lei 100. Além disso, as outras reivindicações se relacionavam à incorporação das gratificações ao vencimento básico onde, atualmente, as bonificações não são garantidas e acopladas nos salários; implementação de estatuintes das Universidades Estaduais; votação orçamentária para cada unidade se manter e regulamentação do plano de carreira. Segundo o diretor do Centro Acadêmico do Direito, Felipe Vieira, além do apoio às reivindicações dos professores, os alunos também reclamavam da falta de recursos para o campus, pedem a conclusão da obra do restaurante universitário, mais agilidade na compra de livros e alojamento para alunos carentes. Também era reivindicada a ampliação das bolsas de assistência estudantil.