terça-feira, 3 de maio de 2016

Mulher de 49 anos morre com suspeita de H1N1 em Santo Anastácio

03/05/2016 09h54 - Atualizado em 03/05/2016 10h01

Mulher de 49 anos morre com suspeita de H1N1 em Santo Anastácio

Vítima permaneceu internada por 23 dias e morreu nesta segunda (2). 
Causas da morte foram choque séptico, sepsia, pneumonia e Influeza A.

Mariane PeresDo G1 Presidente Prudente
Diarista morreu na tarde desta segunda-feira (2), em Presidente Prudente (Foto: Reprodução)Diarista morreu na tarde desta segunda-feira (2),
em Presidente Prudente (Foto: Reprodução)
Uma diarista de 49 anos morreu nesta segunda-feira (2), após permanecer 23 dias internada com suspeita da gripe H1N1. A vítima, Ercília de Souza Moreira Santos, de 49 anos, era moradora de Santo Anastácio. Ela foi internada na Santa Casa do município no dia 10 de abril, porém, devido às complicações de seu quadro, precisou ser transferida para a Santa Casa de Presidente Prudente, onde faleceu. De acordo com a Certidão de Óbito atestada pelo médico André Luiz Pirajá da Silva, as causas da morte da paciente foram choque séptico, sepsia, pneumonia e Influeza A.
A irmã da vítima, a dona de casa Neuza Moreira de Souza, de 44 anos, disse ao G1que, em princípio, Ercília havia sido diagnosticada com dengue. “Ela estava com febre alta e reclamava de muita dor de cabeça, então, a levamos para a Santa Casa de Santo Anastácio. Lá, os médicos alegaram que era dengue e passaram a medicá-la, mas ela só piorou”, afirmou.
Após passar uma semana internada na unidade, a diarista teve complicações. “Ela tinha muita dificuldade para respirar, então, achamos melhor transferi-la para a Santa Casa de Presidente Prudente. No hospital a equipe médica afirmou que minha irmã estava com suspeita de H1N1”, contou.
Pneumonia e Influenza A estão entre as causas da morte da vítima (Foto: Reprodução)Pneumonia e Influenza A estão entre as causas
da morte da vítima (Foto: Reprodução)
A dona de casa ressaltou que a vítima precisou ser entubada, pois piorou. “No dia seguinte em que ela deu entrada no hospital de Presidente Prudente, seu quadro piorou e ela foi entubada. Depois, foi levada para a Unidade de Terapia Intensiva [UTI], onde permaneceu até falecer, ás 15h05 desta segunda-feira [2]”.
Ercília não tinha problemas de saúde e sempre foi uma pessoa muito ativa, conforme a sua irmã. “A única coisa que ela apresentava era pressão alta, as vazes, porém, isso é normal. Ela sempre trabalhou e era muito companheira”, afirmou a dona de casa ao G1.
Os familiares estão inconformados pela morte da diarista. “Em Santo Anastácio as autoridades diziam que não tinham casos suspeitos, mas, na verdade, têm sim. Há pessoas morrendo por causa dessa doença e ela atinge de uma maneira muito rápida. É preciso que seja feita alguma coisa”, desabafou.
A saúde pública precisa ser melhorada, ressaltou Neuza. “Quantas pessoas vamos ter que perder para o poder público tomar ciência do que está acontecendo? Precisamos relatar o que temos vivido, para não deixar que essas mortes fiquem impunes”, finalizou.
Ercília de Souza Moreira Santos, de 49 anos, era moradora do Jardim Santa Helena, em Santo Anastácio. A vítima era casada e deixa dois filhos adultos.
O velório é realizado no Memorial Nossa Senhora Aparecida, na Rua João Toledo, nº 49, na Vila Ramires. O sepultamento está previsto para esta terça-feira (3), às 11h no Cemitério Municipal de Santo Anastácio.
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'Não quero ter barba': menina transgênero de 9 anos comenta temores pós-transição

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BBC
03/05/2016 09h43 - Atualizado em 03/05/2016 09h43

'Não quero ter barba': menina transgênero de 9 anos comenta temores pós-transição

BBC acompanhou por um anos duas das mais jovens transgêneros do Reino Unido; Lily e Jessica nasceram meninos mas assumiram identidade de meninas.

Sarah BellDa BBC
Em maio do ano passado, Lily (nome falso), de 7 anos, foi para a escola usando uma saia e foi chamada por um nome de menina pela primeira vez. Ela nasceu menino, mas aquele "dia da saia" marcou sua transição para a vida como menina.
Lily foi à escola de saia pela primeira vez em maio do ano passado  (Foto: Arquivo pessoal/BBC)Lily foi à escola de saia pela primeira vez em maio do ano passado (Foto: Arquivo pessoal/BBC)
Aparentemente, tanto ela quanto seus colegas de classe lidaram bem com a mudança. "Quando fui para a escola aquele dia, todo mundo disse 'Oi, Lily, você fica bem de saia'. E eu dizia 'ahh, obrigada'."
"Foi meio natural, mas mais constrangedor porque a meia-calça fazia minhas coxas coçarem muito. Depois parou de ficar constrangedor."
Lily - que não é seu nome verdadeiro - havia começado a usar roupas femininas havia pouco tempo, em janeiro de 2015. "É meio diferente, mas na maior parte do tempo é igual, porque eu continuo como eu fazia quando era menino", diz ela.
Transgênero é um termo usado para descrever uma pessoa que não se identifica com o gênero com o qual nasceu - elas podem querer ser vistas como pertencendo a um gênero diferente ou mesmo como de nenhum gênero.
No Reino Unido, há apenas um centro especializado em problemas de gênero para crianças e adolescente, o Tavistock and Portman NHS Trust.
Jessica vem pedindo bloqueadores de hormônios  (Foto: Arquivo pessoal/BBC)Jessica vem pedindo bloqueadores de hormônios (Foto: Arquivo pessoal/BBC)
No último ano, 167 crianças com 10 anos ou menos foram encaminhadas para este centro, quase o dobro do ano anterior. O dado inclui três crianças de três anos.
Os psicólogos das clínicas do centro avaliam que o aumento se deve ao fato de a sociedade estar se tornando mais acolhedora.
Pesadelos
No ano passado, a reportagem da BBC conversou com Lily e com outra menina, Jessica - também não é seu nome verdadeiro -, que tem nove anos. Neste ano, a BBC voltou a acompanhá-las para saber como estava sendo a transição.
À época, Jessica estava indo para a escola como menina havia dois meses.
Ela parece uma típica menininha quando fala com animação sobre ter as orelhas furadas. "Eu queria parecer uma menina, queria fazer isso imediatamente", diz.
Mas seus pais dizem que sua vida está começando a ficar mais difícil.
"Foi um ano muito bom, a escola está sendo ótimo e agora ela vai conseguir mudar seu nome oficialmente para Jessica, já que ela tem autorização do pai", diz a mãe, Ella.
"Mas ela tem tido pesadelos de que vai morrer como um homem, que ela vai ter barba. Ela está começando a pedir bloqueadores de hormônios."
"O problema com crianças é que elas acham que tudo vai acontecer imediatamente, que ela vai acordar e vai ser isso, vai ter acontecido", diz o padrasto da menina.
Eles acham que os hormônios podem ser responsáveis pelo que está acontecendo e dizem que estavam com esperança de ter outro "ano simples" antes da chegada da puberdade de Jessica.
Jessica tem nove anos e iniciou sua transição no ano passado (Foto: Arquivo Pessoal/BBC)Jessica tem nove anos e iniciou sua transição no ano passado (Foto: Arquivo Pessoal/BBC)
Jessica diz que é difícil quando as pessoas esquecem de tratá-la como uma menina. "Fico um pouco chateada e zangada e eu não gosto, e não consigo controlar meu humor muito bem", diz.
Acompanhamento médico
Ela diz estar ansiosa pelo dia em que seu gênero não será mais uma questão. "Eu não vou acabar sendo uma menino para sempre, porque eu vou ser uma menina, eu sei disso. Mas às vezes eu não fico tão confiante", diz.
No Reino Unido, jovens transgêneros podem receber atendimento no sistema público de saúde, o NHS, mas nesta idade este apoio vem como atendimento psicológico. Intervenções médicas só são consideradas quando eles se aproximam da puberdade, quando podem receber bloqueadores de hormônios.
Estes bloqueadores atrasam as mudanças físicas associadas à puberdade, dando mais tempo ao jovem para se decidir se quer viver como homem ou mulher. Aos 16 anos, um paciente pode tomar hormônios de transição de gênero. A cirurgia só pode ser feita a partir dos 18 anos.
Jay Stewart, diretor do Gendered Intelligence - organização que dá apoio a jovens transgêneros - dizem que é comum que a vida seja vista como mais complicada na puberdade. Ele diz que a combinação de apoio social, psicológico e fisiológico pode ajudar.
"Essas dificuldade não afetam todos os trans, mas há uma narrativa presente de jovens de que o corpo deles está se desenvolvendo de uma forma que eles não querem. Os serviços, como as escolas, devem saber que essas mudanças visíveis que a puberdade traz podem ser estressantes porque sabemos que elas terão impacto na forma como ela é tratada pela sociedade."
Os pais de Lily dizem que ela parece feliz e ainda não pensa com muita profundidade sobre o futuro. Mas foi um ano importante para toda a família.
Lily, que estava pedindo para viver como menina havia anos, tomou as rédeas do ritmo da mudança ao dizer a sua escola que ela queria ser conhecida como menina. "Ela que foi em frente com isso", diz a mãe, Jen.
A família teve inúmeras reuniões com a escola para planejar a transição. Quando Lily usou uma saia pela primeira vez, a diretora fez uma reunião com os alunos sobre aceitar diferenças.
Para Jen, foi emocionante. "Era um dia muito importante, um dia oficial em que aquele menino deixou de existir e agora tínhamos uma menina."
O irmão de Lily, de 9 anos, notou pela primeira vez que ela era diferente quando quis comprar um vestido rosa e brincar com bonecas e fadas. Ele diz que e relação dos dois "é normal".
Os dois estudam na mesma escola - ela diz que "todo mundo está ok" com isso lá.
Transição
"Eles [os outros alunos] me perguntavam, antes das reuniões, 'por que seu irmão gosta de coisas de menina'. E eu dizia 'porque ela é assim'. Estou muito orgulhoso pelo que ela passou, ela está muito bem no momento e ninguém está fazendo bullying com ela nem nada, está tudo bem", diz.
A vida doméstica de Jessica também passou por uma grande mudança.
Seus pais biológicos se separaram e sua mãe está em um relacionamento com outra mulher, Alex, desde que ela era bebê. Em fevereiro de 2015, Alex também decidiu fazer a transição e começou a viver como homem.
"Eu não queria fazer nada sobre isso até sentir que Jessica e a família estavam mais estáveis. Achei que agora era uma hora para eu ser honesta comigo mesmo, acho", diz ele.
"Eu me sentia da mesma forma que Jessica, mas não entendia ou sabia até pesquisar sobre o que estava acontecendo com Jessica. Então, na mesma hora eu me entendi."
Irmão de Lily diz que situação 'é normal' (Foto: Arquivo pessoal/BBC)Irmão de Lily diz que situação 'é normal' (Foto: Arquivo pessoal/BBC)
Mas o casal não acredita que a transição de Alex possa ter influenciado Jessica.
"Se fosse o contrário e Alex tivesse feito a mudança antes, e depois Jessica, eu acharia que houve influência", diz Ella.
Algumas pessoas podem achar que isso é só uma fase, que vai passar. A mãe de Lily, Jen, diz que é difícil para as pessoas entenderem quando não passaram por esta situação.
"Isso é uma condição médica, não é uma escolha, eles nasceram assim. Pessoas que estão fazendo a transição já adultos dizem que sabiam desde cedo. Só estavam tentando dar apoio a nossa filha para que ela tenha mais tempo de vida sendo quem ela quer ser", diz.
Todos os nomes foram alterados para esta reportagem. As crianças, as famílias e as escolas concordaram com as entrevistas
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Cadastro Ambiental Rural inscreve produtores em Barra Mansa, RJ

03/05/2016 09h44 - Atualizado em 03/05/2016 09h44

Cadastro Ambiental Rural inscreve produtores em Barra Mansa, RJ

Segundo prefeitura, objetivo é iniciar processo de recuperação ambiental.
Serviço deve ser agendado com a Secretaria de Desenvolvimento Rural.

Do G1 Sul do Rio e Costa Verde
O cadastro deve ser feito na sede da Secretaria de Desenvolvimento Rural. (Foto: Sérgio Fortuna/Fotógrafo)O cadastro deve ser feito na Secretaria de
Desenvolvimento Rural.
(Foto: Sérgio Fortuna/Fotógrafo)
Pequenos produtores rurais de Barra Mansa , RJ, que tenham propriedades de até 104 hectares devem se inscrever no Cadastro Ambiental Rural, CAR, até quinta-feira (5). Para isso, é preciso fazer o agendamento e depois comparecer na Secretaria de Desenvolvimento Rural, das 8h às 15h.
Para realizar o procedimento, é preciso apresentar os seguintes documentos: comprovante de propriedade ou posse da área, comprovante de residência, RG, CPF, comprovante do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural e a planta ou memorial descritivo do imóvel.
Segundo a prefeitura, o objetivo principal é iniciar o processo de recuperação ambiental das áreas que ficam nesses terrenos, aplicando a Lei Florestal. Com isso, será possível identificar zonas  de preservação permanente, de reserva legal e de uso restrito. O serviço deve ser agendado através do telefone (24) 3324-0920.
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segunda-feira, 2 de maio de 2016

Indenizações por desastre no Rio Doce ainda não foram pagas

Multas e indenizações por desastre no Rio Doce ainda não foram pagas Somente o Iema multou a Samarco em mais de R$ 450 milhões. Empresa diz que prioridade será atender os mais atingidos. 02/05/2016 07h05 - Atualizado em 02/05/2016 07h05 Por Raquel Lopes e Elton Lyrio De A Gazeta  A família de Vinicius (centro) entrou na Justiça, mas ainda não foi indenizada (Foto: Raquel Lopes/ A Gazeta) Seis meses depois, os mais de R$ 430 milhões em multas aplicadas à Samarco por causa das consequências do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, ainda não foram pagas aos órgãos que as cobraram. A empresa está recorrendo de todas elas dentro do que permite a legislação. A tragédia que destruiu o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, deixou 19 mortos, um rastro de devastação pelo Rio Doce e gerou 27 multas para a companhia. Somente pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) foram mais de R$ 450 mil em multas. Por meio de nota, o Iema informou que as penalidades foram aplicadas em função de a empresa não ter fornecido apoio necessário aos municípios e por não realizar ações de mitigação do desastre de forma satisfatória. A Samarco recorreu e a defesa está em análise conforme prevê a legislação. Já o Ibama, órgão ambiental federal, aplicou cinco multas que somam R$ 250 milhões. Segundo a assessoria, este é o valor máximo previsto na Lei de Crimes Ambientais, sem reajuste há 18 anos. A empresa apresentou recurso e os processos foram encaminhados para análise administrativa. O restante das multas foi aplicado por órgãos de Minas Gerais, incluindo uma de R$ 112 milhões e outras 18 que somam R$ 68,6 milhões. A Samarco afirmou, em nota, que para todas as autuações, apresentou as devidas respostas na esfera administrativa e aguarda a avaliação dos órgãos competentes. Indenizações Também não foram pagas as indenizações por danos morais pleiteadas em ações na Justiça no Espírito Santo. Só em Colatina já são mais de 9,5 mil protocoladas, segundo o coordenador das varas da cidade, Lindenberg José Nunes. “Há a perspectiva de que entrem mais mil em breve”, disse. Entre os processos já protocolados está o da família do analista de suporte Vinícius Labarchi Gonçalves, de 26 anos. Ele, a mãe Niceia Labarchi Gonçalves e o pai Osvaldo Gonçalves moram em uma chácara banhada pelo rio, em Barbados. Vinícius, que sempre morou perto do Rio Doce, diz que decidiu entrar na Justiça ao perceber a mudança de rotina que a lama causou. Além de ter parado de consumir a água, parou também de dar para os animais da chácara. Até o hobby de seu pai foi interrompido, ao deixar de pescar no Rio Doce. Prioridade Segundo o gerente-geral de Estratégia, Gestão e Informação da Samarco, Alexandre Souto, o pagamento dessas ações será negociado nas câmaras de negociações previstas no acordo de R$ 20 bilhões entre governos e Samarco. Ele explica que a prioridade foi atender os mais atingidos. Por isso, até agora ainda não houve negociação das indenizações por danos morais. “São etapas diferentes e programas diferentes. Há no acordo um programa que tratará das indenizações a quem teve prejuízos e condições afetadas. Vai haver uma câmara de negociações. A prioridade foi ter velocidade com quem depende diretamente do rio”, explicou. Souto detalha que as câmaras devem contar com a intermediação de algum órgão do poder público para a negociação entre Samarco e moradores. A Samarco segue fazendo pagamentos mensais de auxílio a pessoas que têm a subsistência ligada diretamente ao Rio Doce.  DESASTRE A

O que é e pára que serve a próstata

G1BEM ESTAR  O que é e para que serve a próstata, principal foco de câncer masculino Pesquisa no Reino Unido mostrou que 1 em cada 5 britânicos sequer sabiam da existência da glândula. 02/05/2016 07h02 - Atualizado em 02/05/2016 07h02 Da BBC Ela é a causa principal de câncer nos homens, mas muitas pessoas não sabem o que é, nem para que serve. Estamos falando da próstata.  Sintomas do câncer de próstata são em sua maioria problemas urinários (Foto: Reprodução/TV Globo) Segundo uma pesquisa da Prostate Cancer UK, instituição de caridade dedicada à pesquisa do câncer de próstata, um em cada cinco britânicos não sabem nem que tem esta glândula. É algo alarmante, levando em conta que o câncer de próstata é a causa mais comum de morte por câncer em homens. O ex-jogador de futebol da Inglaterra e do Newcastle United, Les Ferdinand, que viu sua avô sofrer da doença no final da vida, disse: "Não me surpreende que muitos homens não saibam o que sua próstata faz - é uma glândula fácil de ignorar. Até o câncer de próstata afetar minha família, meu conhecimento era bem pequeno." A sociedade Americana Contra o Câncer estima que, nos Estados Unidos, em 2016, foram diagnosticados cerca de 181 mil casos novos de câncer de próstata e foram registrados mais de 26 mil mortos por esta causa. No Brasil, os dados mais recentes apontam que são registrados mais de 61 mil novos casos da doença por ano, com mais 13,7 mil mortes. O que é? A próstata é uma glândula que se encontra debaixo da bexiga e em frente ao reto. O tamanho da próstata muda com a idade. Em homens mais jovens, é do tamanho aproximado de uma noz. Mas pode ser muito maior em idosos. Logo atrás da próstata encontram-se as glândulas chamadas vesículas seminais, que produzem a maior parte do líquido do sêmen. A uretra, que transporta a urina e o sêmen para fora do corpo pelo pênis, passa pelo centro da próstata. A função principal da próstata é fabricar o líquido prostático, protegendo os espermatozoides, aumentando as possibilidades reprodutivas e maximizando as possibilidades de fecundação. Câncer de próstata A ignorância sobre esta glândula, principalmente por parte dos homens, preocupa especialistas. "Os homens são muito ignorantes a respeito da próstata e isso é algo muito preocupante porque, atualmente, é o câncer que mais afeta os homens", disse à BBC Angela Culhane, diretora do Prostate Cancer UK. "As coisas que são afetadas pela doença na próstata, como a ejaculação, a função sexual, o fluxo urinário e a incontinência não são temas sobre os quais as pessoas conversam na hora do jantar ou em bares", destaca. Cerca de um em cada sete homens será diagnosticado com câncer de próstata ao longo da vida, segunda a Sociedade Americana do Câncer. O câncer de próstata ocorre principalmente entre homens de idade avançada. Cerca de seis em dez casos são diagnosticados em pessoas de 65 anos ou mais, e é raro aparecer antes dos 40. A idade média do diagnóstico é 66 anos. "Um homem de cerca de 30 anos sem nenhum fator de risco não deve se preocupar muito, mas os homens com mais risco devem conversar com seus médicos", diz Culhane. "Se tem antecedentes familiares, são negros (homens negros têm o dobro de probabilidade de desenvolver câncer de próstata do que a população geral) ou tem mais de 50 anos, devem consultar médicos." Devido a sua localização, os principais sintomas são urinários: Necessidade de urinar com mais frequência, sobretudo à noiteNecessidade de correr para o banheiroDificuldade de começar a urinarPouco fluxo urinário ou demora para urinarSensação de que bexiga não esvazia completamente

domingo, 1 de maio de 2016

Janaina é a favor do impeachment de Temer

Janaina é "enganada" por senador e acaba defendendo impeachment de Temer  De Brasília 29/04/2016 - 08h19 0:00 2:50  O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) esperou até 1h da manhã desta sexta-feira (29) para poder pregar uma peça na autora do pedido de impeachment, Janaina Paschoal, na sessão dedicada a ouvir os denunciantes na comissão especial. Ele fez uma explanação apresentando a edição de decretos de créditos suplementares específicos e pediu, em seguida, a opinião de Janaína sobre esses documentos. A jurista defendeu que os créditos suplementares sem a autorização do Congresso Nacional configuram crime de responsabilidade e devem ser punidos com o impeachment. "Muito bem, fico feliz com sua opinião, porque a senhora acabou de concordar com o pedido de impeachment do vice-presidente Michel Temer", disse Randolfe. "Essas ações que eu li foram tomadas pelo vice". A professora ficou constrangida e tentou se explicar. Apenas algumas horas antes ela havia dito que não havia indícios suficientes para pedir o impeachment de Temer. "O Vice-presidente assina documentos por ausência do presidente, por delegação. Neste caso, não há o tripé de crimes continuados e intercalados entre si", tentou justificar. Bronca Já perto da meia-noite, quando a sessão já andava morna, a denunciante Janaina Paschoal se exaltou com o senador Telmário Mota (PDT-RR) depois que ele questionou se ela era advogada do procurador da República Douglas Kirchner, demitido pelo Conselho Nacional do Ministério Público por suspeita de agredir e torturar a esposa. "Não quero! Não vou admitir", gritou. Ela levou uma bronca do presidente da comissão, senador Raimundo Lira (PMDB-PB). "Por favor, vamos falar em um tom compatível com o ambiente em que nós estamos". Convidada ao lado do advogado Miguel Reale Jr. para detalhar o pedido de impeachment que tramita no Congresso, Janaína rebateu que "seu cliente nunca bateu na mulher" e que a autoria das agressões é de uma tia da vítima. "Tudo tem limite, meus clientes são sagrados", protestou, retirando-se da sala. O senador Telmário Mota treplicou que fez várias perguntas técnicas sobre o embasamento jurídico da denúncia contra Dilma e que a questão sobre o procurador era secundária. "Respondeu porque quis", alfinetou, recebendo críticas do líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). "Lamento essa intimidação. Querem transformar em ré a pessoa que acusa", afirmou o tucano. Janaína retornou à mesa e pediu desculpas ao presidente pelo comportamento. Antes de sair do plenário, Telmário Mota também pediu desculpas discretas à denunciante, que sorriu e seguiu ouvindo o orador seguinte, senador José Pimentel (PT-CE), líder do governo no Congresso. 'Camisa 11' Quando chegou a vez de o senador Romário (PSB-RJ) falar, oito horas depois do início da sessão da comissão especial, o ex-jogador comparou Janaína Paschoal a si próprio. "Você me lembra muito um jogador que usava a camisa 11 no passado da Seleção Brasileira e que não se intimidava com tamanho do zagueiro. Era destemido e teve muito sucesso em sua carreira", disse, elogiando a advogada e, claro, a si próprio. Foi a primeira intervenção do senador na comissão, da qual é titular. Em sua fala, declarou-se favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. "Tomei essa decisão baseado na letra da Constituição Federal", afirmou, sustentando que Dilma abriu créditos suplementares sem autorização do Congresso Nacional. O ex-atleta continuou destacando "a coragem, a determinação e o conhecimento jurídico" de Janaina Paschoal. "Estou impressionado". A jurista respondeu: "O senhor se refere àquele atacante que ficava ali, na boca, só esperando para fazer o gol? Olha, e cada gol bonito... Não é rasgação de seda, mas não dá para esquecer. Independentemente de time ou de se declarar favorável ao meu pedido, parabenizo a Vossa Excelência pela carreira e também por ter entrado na política." Romário se despediu do plenário desejando bom dia aos companheiros, uma vez que já havia passado da meia-noite. FORAM OS MILIONÁRIOS QUE GANHARAM COM AS PEDALADAS, DIZ JANAÍNA PASCHOAL 0:00 0:24  Giro UOL Quer receber um boletim com os destaques da manhã e da noite? É só deixar seu e-mail e pronto!  Enviar  Veja também  Senado pode incluir Lava Jato no impeachment, diz autora da denúncia 20  Após polêmica, Anastasia é eleito relator da comissão do impeachment do Senado 124 COMUNICAR ERROCOMENTAR  MindMunch 10 horas atrás E essa gatinha na mesa de trás, hein?  Tonante 10 horas atrás Um motorista particular também dirige por delegação, então se ele violar as leis de trânsito quem é responsabilizado será seu passageiro, segundo a lógica da dita jurista. Mais comentários  UOL Notícias Home de Notícias Notícias Fotos Vídeos Ver UOL Notícias em: Celular - Web © UOL 1996-2016 

Censura Juiza proibe estudantes UFMG de discutir impeachment

Juíza proíbe estudantes da UFMG de discutir impeachment de Dilma Leandro Prazeres Do UOL, em Brasília 30/04/2016 - 13h52 Uma decisão judicial proibiu na última sexta-feira (29) que o CAAP (Centro Acadêmico Afonso Pena), que reúne alunos do curso de direito da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), realizasse uma reunião para discutir o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A ação foi movida por dois alunos da graduação, Maria Clara Barros e Túlio Vivian Antunes, que alegaram que o centro acadêmico estaria "sendo utilizado como aparelhamento partidário, apoiando posicionamentos políticos opostos à grande parcela da comunidade acadêmica". Integrantes do CAAP dizem que a suspensão da reunião, que iria discutir "posicionamento político das alunas e dos alunos do curso de direito da Universidade Federal de Minas Gerais perante o processo de impeachment da presidente da República", segundo convocatória, foi um ato de "censura". Eles alegam que convocaram todos os alunos a manifestarem-se. Em decisão que concedeu liminar, a juíza Moema Miranda Gonçalves disse que o "interesse primordial a ser defendido [pelo centro acadêmico] é o direito à educação" e que, como o processo de impeachment contra a presidente Dilma se prolonga por vários meses, "a matéria não se reveste da urgência que a Diretoria da Entidade pretender atribuir-lhe". "A matéria veiculada na pauta não se reveste de qualquer urgência para os estudantes e para a prestação de serviços educacionais fornecidos pela UFMG", diz outro trecho do despacho da juíza. Para Carlos Eduardo Rabelo Mourão, um dos diretores do centro acadêmico, a decisão da juíza foi um ato de censura. "Ela cerceou o nosso direito de nos expressar e de manifestar nossas opiniões sobre um assunto importante da vida política brasileira. Estamos indignados, porque essa proibição foi completamente injustificada", afirmou. Maria Clara Barros, uma das autoras da ação, disse, em postagem de rede social, que ela e Túlio Vivian Antunes vão desistir da ação judicial, uma vez que o principal objetivo da dupla era impedir uma suposta deflagração de movimento grevista. "Acreditamos que após esta repercussão não haverá nenhuma tentativa de votação de greve ou de qualquer outra matéria de tamanha importância sem que o corpo discente seja devidamente informado. Isto faz com que nosso principal objetivo tenha sido alcançado", afirmou Maria Clara. Carlos Eduardo disse, no entanto, que a diretoria do centro acadêmico ainda estuda que medidas tomar. "Ainda não sabemos se essa desistência já está vigorando e se iremos recorrer dessa decisão que nos proibiu de convocar reuniões. Vamos avaliar o que iremos fazer nos próximos dias", afirmou. A reportagem do UOL telefonou para a assessoria de imprensa do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) para contatar a juíza Moema Miranda, mas as ligações não foram atendidas. À reportagem do UOL, Maria Clara Barros disse que seu posicionamento sobre o caso está manifestado em uma nota publicada em redes sociais e que não daria entrevistas. Giro UOL Quer receber um boletim com os destaques da manhã e da noite? É só deixar seu e-mail e pronto!