segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Folha de S. Paulo realiza reportagem sobre índios xavantes

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Folha de S. Paulo
10/08/2015 08:54:00 - 61 exibições
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Folha de S. Paulo realiza reportagem sobre índios xavantes

Marlene Bergamo - Folhapress
Folha de S. Paulo publicou em sua edição de domingo (9) uma reportagem onde diz que índios xavantes de Sangradouro, enfrentam uma epidemia de diabetes devido ao consumo exagerado de doces, pães e refrigerantes.
A matéria foi realizada por Lucas Reis que visitou a aldeia Sangradouro acompanhado da fotografa Marlene Bergamo/Folhapresse acompanhou de perto uma cerimônia indígena que seria para manter a tradição indígena e que na verdade foi uma espécie de banquete onde os índios se fartaram de comer pães, doces e refrigerantes.
Segundo o texto, em função desses distúrbios alimentares aumentou consideravelmente o número de índios com diabetes e que é pior até mesmo crianças são atingidas. Vale dizer que o maior culpado por essa inversão de valores dos índios que antes se alimentação de caça e pesca foi o ‘homem branco’.
O contato com a ‘civilização’ fez os índios regredirem e hoje enfrentam problemas mais sérios do que os brancos. Como eles comem exageradamente guloseimas é claro que a tendência de um quadro diabético é maior ainda; mas hoje também tem crianças diabéticas até mesmo entre os brancos.

Refrigerante e doce provocam epidemia de diabetes entre índios de MT
Lucas Reis - Enviado especial à Terra Indígena de Sandradouro (MT)
Sentados em círculos, centenas de índios xavantes pintados de vermelho observam o banquete reunido no chão. Mal amanhecia o dia, mas todos passaram as últimas 12 horas de pé, dançando e cantando, na festa que encerrava um ritual sagrado que só ocorre a cada 15 anos.
É hora de repor a energia, mas no banquete quase nada remete à dieta tradicional indígena. Há vários pacotes de pão de forma, farinha de trigo, bisnagas, bolos de caixinha e muito refrigerante.
Famosos pela grande força física e pela veia guerreira, os xavantes estão sucumbindo diante de uma doença silenciosa: o diabetes.
A epidemia é resultado dessa alteração drástica na alimentação dos indígenas, que abandonaram comidas tradicionais, como batata-doce, abóbora e mandioca.
O maior vilão, porém, é a "ödzeire", ou "água doce", na língua xavante. O refrigerante virou um vício.
A preferência é pela Coca-Cola, mas o preço inibe a compra. Por isso, recorrem a marcas mais baratas.
Estudo do endocrinologista João Paulo Botelho Vieira Filho, professor adjunto da Escola Paulista de Medicina, aponta que, em duas das principais terras xavantes, Sangradouro e São Marcos, a prevalência de diabetes é de 28,2%. Na população em geral, é 7%.
Metade dos mais de 4.000 indígenas que vivem nessas duas terras estão obesos.
"Nossa força quase não existe mais como antes", diz o cacique Domingos Mahoro, 58, cuja mulher morreu de diabetes há um mês.
GENÉTICA
Quando os xavantes chegaram à aldeia de Sangradouro, no município de General Carneiro (MT), em 1957, eram delgados, magros e fortes.
Originalmente nômades, as primeiras referências aos xavantes remetem ao século 18, na então província de Goiás.
Vieira Filho visita as aldeias anualmente desde 1976. Ainda naquela década, a Funai criou o "Projeto Arroz" para reverter a escassez de alimentos. O arroz integral da roça foi deixado de lado.
"Após o projeto, os índios foram abandonando as roças. E abandonaram o seu cardápio tradicional, que incluía gafanhotos assados, formigas e larvas, ricos em proteínas", conta o endocrinologista.
Entre os anos 1980 e 1990, chegou o refrigerante. Nos anos 2000, o governo enviava cestas básicas com goiabada, açúcar, macarrão, farinha.
Isso causou um desequilíbrio no organismo dos xavantes. Segundo Vieira Filho, são propensos à obesidade e ao diabetes pois desenvolveram um mecanismo genético que retém energia, vital para tempos de escassez alimentar.
Aposentadorias e o Bolsa Família facilitaram o acesso à cidade mais próxima, a 50 km de Sangradouro, e sua variedade de comida industrial.
MONITORAMENTO
Com uma prancheta, o técnico em enfermagem Constâncio Ubuhu, 39, caminha pelas aldeias anotando os índices de glicemia. Ao lado de cada nome, o número: 200, 300, 400, até 600 mg/dl. O índice normal é considerado abaixo de 100 mg/dl.
Rosalia Ro'odzano, 52, teve a perna amputada. "Eu desmaiava, tinha crises, dores. Comia mesmo muito doce, refrigerante. Percebi como vivia, e mudei. Mas meus filhos comem de tudo."
Angélica Wautomorewe, 60, tinha uma sede irresistível. Um dia, acordou em uma UTI -ficara um mês em coma. "Eu tomava refrigerante todos os dias", diz. Ela diminuiu o açúcar e baixou a glicemia. Mas prefere as ervas naturais à insulina.
O problema dos indígenas é o mesmo dos brancos: a tentação. "O refrigerante é uma novidade que veio do céu, é um artificial tão gostoso", diz Paulo Rawe, 51, há dois anos com diabetes.
A estrutura escassa também dificulta a prevenção. O posto de saúde da aldeia principal está fechado há anos. Nas casas simples de alvenaria, feitas ao estilo tradicional, há geladeira e TV, mas não há banheiro nem água corrente.
As crianças sofrem com o descontrole nutricional. Os bebês nascem com mais de cinco quilos, muitas vezes com deficiências físicas, como lábio leporino e sem orelhas. Abortos e diabetes em adolescentes também são comuns.
Segundo Vieira Filho, a solução é voltar à alimentação tradicional e adquirir novos hábitos. Algumas roças, diz, já são replantadas. E cortar radicalmente o refrigerante.
A esperança depositada nos mais jovens é grande, mas não são poucos os pais que continuam a alimentar os filhos com a bebida doce que, segundo alguns indígenas, "derrete a língua".
CRIANÇAS MORTAS
Em 2014, a cada três dias, uma criança xavante morreu. A principal causa: diarreia. A estatística é de relatório do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) com base em dados da Secretaria Especial de Saúde Indígena.
Nenhuma etnia perdeu tantas crianças de até cinco anos de idade no ano passado. Ao todo, foram 116 mortes. O número representa 14% do total de crianças indígenas mortas no país (785) em 2014.
As mortes, porém, concentram-se em aldeias longe das de Sangradouro, que contam com o apoio de uma missão salesiana desde sua chegada, em 1957.
Segundo o médico João Paulo Botelho Vieira Filho, a falta de saneamento é a grande responsável pela alta mortalidade. Sem estruturas adequadas de banheiro, os indígenas fazem suas necessidades próximos a riachos. Os rios também são contaminados por agrotóxicos.
Em nota, o Ministério da Saúde diz que distribui alimentos para crianças com diagnóstico de baixo peso. A pasta diz ainda que "atua diretamente na tentativa de fazer controle de doenças como o diabetes".
Veja íntegra da reportagem, clicando aqui!

sábado, 8 de agosto de 2015

“O livro dos cinco anéis”, Mensagem similares e curiosas

  • Sábado, 08/08/2015, às 00:48, 
  • Miyamoto e a sombra

    Miyamoto Musashi, o célebre samurai que escreveu “O livro dos cinco anéis”, fala da estratégia para se compreender o espírito e as qualidades do inimigo.

    Segundo ele, quando não conseguimos saber o que nosso adversário pretende, devemos fingir um ataque. Todas as pessoas do mundo estão sempre preparadas para se defender, porque vivem no medo e na paranoia de que os outros não gostam dela.

    Desta maneira, também nosso adversário – por mais brilhante que seja – é inseguro e reage com violência exagerada à provocação. Ao fazer isso, mostra todas as armas que tem, e ficamos sabendo onde está forte e quais são os seus pontos fracos.

    Musashi chama esta técnica de “movimentar a sombra”.

    Na verdade, o guerreiro da luz não entra no combate, mas provoca um pouco, e a sombra de sua provocação confunde o adversário. Então, sabendo exatamente que tipo de confronto deve esperar o guerreiro da luz ataca ou recua.
  • O motivo da busca

    Muitas são as emoções que movem o coração humano – quando ele resolve dedicar-se ao caminho espiritual.

    Pode ser um motivo nobre- como fé, amor ao próximo ou caridade.  Ou pode ser apenas um capricho, o medo da solidão, a curiosidade ou vontade de ser amado.

    Nada disto importa: o verdadeiro caminho espiritual é mais forte do que as razões que nos levaram a ele.

    Aos poucos, a verdadeira busca vai se impondo – com amor, disciplina e dignidade.

    Chega um momento em que olhamos para trás, lembramos do início de nossa jornada – então rimos de nós mesmos. Fomos capazes de crescer, embora tenhamos iniciado a jornada por motivos que eram muito fúteis.

    O amor de Deus foi mais forte que as razões que nos levaram até Ele.
  • O estudo dos macacos

    Um cientista que estudava macacos, numa ilha da Indonésia, conseguiu ensinar a certa macaca que ela devia lavar as batatas num rio antes de comê-las. Livre da areia e das sujeiras, o alimento ficava mais saboroso.

    O cientista – que fez aquilo só porque estava escrevendo um trabalho sobre a capacidade de aprendizado dos chimpanzés – não podia imaginar o que terminaria acontecendo. Ficou surpreso ao ver que os outros macacos da ilha começaram a imitá-la.

    Até que, um belo dia, quando um número determinado de macacos aprendeu a lavar batatas, os macacos de todas as outras ilhas do arquipélago começaram a fazer o mesmo.

    O mais surpreendente, porém, é que estes outros macacos aprenderam sem ter qualquer contato com a ilha onde a experiência estava sendo conduzida.

    Existem vários estudos científicos a respeito. A explicação mais comum é que, quando um determinado número de pessoas evolui, toda a raça humana termina evoluindo. Não sabemos quantas pessoas são necessárias – mas sabemos que é assim.

Vídeo mostra lobo-guará 'perdido' em avenida de Três Corações, MG

08/08/2015 20h17 - Atualizado em 08/08/2015 20h17

Vídeo mostra lobo-guará 'perdido' em avenida de Três Corações, MG

Animal aparece bastante assustado, passando de uma faixa para outra.
Imagens feitas na madrugada do sábado (8) circulam pelas redes sociais.

Do G1 Sul de Minas
Imagens que circulam pelas redes sociais mostram um lobo-guará "perdido" em uma das avenidas mais movimentadas de Três Corações (MG), na madrugada deste sábado (8). As imagens foram registradas na Avenida Deputado Renato Azeredo, no bairro Nossa Senhora Aparecida, o Peró.
O animal parece estar bastante assustado, passando de uma faixa para a outra. Em alguns momentos ele se aproxima dos carros que passavam pela avenida. Depois ele não foi mais visto.
Os bombeiros e a Polícia Militar do Meio Ambiente não registraram nenhuma ocorrência envolvendo o animal. Nos últimos meses, têm sido frequentes aparições de lobos na zona urbana de cidades do Sul de Minas. Segundo biólogos, isso estaria acontecendo por causa da redução das áreas que esses bichos costumam habitar.