quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Cotado para Petrobras, Meirelles é amado pelo mercado e odiado por petroleiros

Cotado para Petrobras, Meirelles é amado pelo mercado e odiado por petroleiros

Por Bárbara Libório e Maíra Teixeira -iG São Paulo 
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Ex-presidente do BC é cotado para substituir Graça Foster na presidência da Petrobras e gera euforia do mercado financeiro, mas é combatido por trabalhadores do ramo petrolífero

Henrique Meirelles, ex-presidente do BC
Getty Images
Henrique Meirelles, ex-presidente do BC
Enquanto o mercado comemora a saída de Graça Foster da presidência da Petrobras, o setor petroleiro está ressabiado com a possibilidade de se ter um ex-presidente de banco no mais alto cargo da estatal. Desde terça-feira (3), quando Dilma Rousseff e Graça se encontraram em Brasília para acertar detalhes da demissão, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles (filiado ao PSD) é um dos mais indicados a assumir em lugar da atual executiva, pessoa da confiança da presidente da República.
Para o mercado financeiro, a escolha pelo banqueiro-político – Meirelles vive um constante diálogo com partidos como PT, PSD, PMDB e até PSDB – é excelente porque indica decisões de cunho meramente mercadológico, que visariam pagamento de dividendos aos acionistas. Em contrapartida, é notório que o candidato (que seria o preferido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva) não entende nada do ramo petrolífero. Pesa contra Meirelles o fato de Dilma não morrer de amores por ele, o que é recíproco.
"Se o Meirelles fosse anunciado, as ações da Petrobras subiriam 20%. Seria o melhor nome para o mercado, mas não acredito que ele vá pegar um pepino tão grande assim", diz um analista ao iG.
Já entre os sindicalistas a simpatia pelo nome do ex-presidente do Banco Central não é a mesma. Para Divanilton Pereira, presidente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que representa os trabalhadores nacionalmente, a próxima pessoa a ocupar o cargo deveria ser um quadro técnico. “O mercado especula, não é real. O simples anúncio de hoje [quarta-feira] fez a bolsa subir 16% em duas horas. Não gostaria de dizer um nome oportuno, mas digo: Meirelles é um perfil inadequado, deslocado da natureza e do conhecimento que o cargo exige do setor petrolífero e da indústria nacional”, afirma Pereira.
Para o sindicalista, um homem de mercado olha os preços. “Com uma visão assim, limitada apenas pelo capital, Meirelles esqueceria a lei de conteúdo nacional e importaria tudo da China.”
Alex Santos, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos no Rio de Janeiro, maior base de trabalhadores petrolíferos do Brasil, ressalta que a presidência deve ser ocupada por alguém que tenha compromisso com o desenvolvimento do País, por meio da Petrobras. “Seguramente Meirelles não pensaria no Brasil, pensaria no mercado. O cargo teria de ser para quem quer avançar no desenvolvimento da indústria. Não importa o nome. Importa o projeto.”
Já para o mercado de capitais, o nome de Meirelles é o mais cotado. Segundo analistas, a sugestão agradaria investidores e contribuiria para a valorização dos papéis da empresa.
Outra fonte do mercado acionário diz que as aspirações políticas de Meirelles podem contar na hora da decisão. "Tem uma pressão grande do Lula fazendo lobby pelo nome dele, mas o que se começa a especular é o preço disso. Ele [Meirelles] tem pretensões políticas, pelo partido do Kassab [PSD], de se lançar como candidato a prefeito de São Paulo em 2016. Ele poderia ficar apenas um ano no comando. É uma equação complicada."
Para João Paulo Gruger, analista-chefe da Leme Investimentos, o governo não deve anunciar um nome que não seja pró-mercado. "Seria um tiro no pé. O governo vai buscar um nome de peso para agradar os investidores", afirma.
Ainda segundo Gruger, "Graça Foster era o menor dos problemas das Petrobras". "Não dá pra eximi-la da culpa, mas é que ela acabou pegando esse rojão mesmo sem ter seu nome envolvido em corrupção. A Graça tem uma carreira de anos na Petrobras, é uma pessoa técnica e respeitada no setor de petróleo, mas a situação estava insustentável", diz.
As mudanças no conselho de administração da estatal também ditarão como será a nova gestão. "Parece que o governo quer passar uma mensagem de profissionalização da gestão da empresa. Há anos o conselho tem um viés político, com nomes como Guido Mantega e Miriam Belchior, muitas vezes tomando decisões que iam contra a empresa e a favor de políticas econômicas do governo", explica Gruger.
"O Meirelles é um ótimo nome para o mercado. Mas será que ele gostaria de ter o Guido Mantega [presidente do conselho de administração da Petrobras] como chefe?", questiona outro analista.

Aécio e Renan discutem em sessão que decidiria cargos da direção do Senado

Aécio e Renan discutem em sessão que decidiria cargos da direção do Senado

Por Marcel Frota , iG Brasília  - Atualizada às 
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Tucanos haviam indicado senador catarinense para primeira secretaria da Mesa Diretora, mas articulação entre PT e PMDB colocou posto em disputa e revoltou presidente tucano

Os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Renan Calheiros (PMDB-AL) tiveram uma discussão áspera depois de desentendimento entre ambos a respeito da escolha do primeiro secretário da Mesa Diretora do Senado. 
Veja o desabafo de Aécio Neves abaixo:
O PSDB havia indicado o nome de Paulo Bauer (PSDB-SC) para ocupar o cargo com base no princípio de proporcionalidade, que assegura às bancadas indicações baseadas no tamanho das mesmas. Quando PMDB e PT orquestraram uma candidatura para concorrer com a indicação tucana, o clima esquentou.
Renan resolveu colocar em votação a escolha do cargo. Por trás desse gesto houve uma articulação de PMDB e PT para que todos aqueles que haviam votado em Renan para presidente do Senado escolhessem Vicentinho Alves (PR-TO) como forma de impedir a indicação do PSDB. Foi por causa disso que Aécio resolveu discutir com o presidente da Casa.
“Vossa Excelência apequena esta Casa”, vociferou Aécio. Renan rebateu dizendo que o tucano havia perdido a eleição presidencial e que por isso deveria entender o respeito ao processo democrático. Aécio não conteve sua revolta e passou confrontar Renan aos gritos. “Perdi de cabeça erguida e Vossa Excelência venceu envergonhando”, disse o tucano. “Respeite a Mesa, tenha dimensão da democracia”, rebateu Renan.
Ao fim do bate-boca, Aécio convocou os tucanos a boicotarem a sessão que escolheria os membros da Mesa. Seu gesto foi seguido por outros partidos, como o DEM e o PSB. O presidente nacional do DEM, senador José Agripino (RN), criticou a postura de Renan. “O senhor conduziu a sessão da vergonha”, disse Agripino ao chefe do Senado.
Ao deixar o Plenário, Aécio acusou Renan de ser presidente apenas daqueles senadores que votaram nele e o elegeram presidente do Senado no último domingo (1º). “A degradação que tomou conta do governo federal infelizmente chega a essa Casa. Isso é absolutamente inaceitável”, criticou o tucano.
Desta forma, o PSDB acabou ficando sem nenhum representante na Mesa Diretora do Senado.
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    terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

    Deputados comentam saída de Graça Foster antes mesmo da definição de seu futuro

    Deputados comentam saída de Graça Foster antes mesmo da definição de seu futuro

    Brasília - Antes mesmo da definição sobre o destino da presidente da Petrobras, Graça Foster, deputados já davam como certa sua substituição. Diante dos rumores da saída da dirigente, os parlamentares avaliavam que as mudanças no comando da estatal proporcionariam a recuperação da credibilidade da empresa.
    No PMDB, a possível demissão de Graça Foster era considerada positiva para a estatal. "Essa atitude já deveria ter sido tomada há muito tempo atrás. A instituição perdeu muito. A renovação da diretoria poderia ter evitado o caos que se estabeleceu", comentou Manoel Júnior (PMDB-PB), um dos candidatos a líder da bancada. O deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), que também disputa a liderança do partido na Casa, disse que havia cobrança para o restabelecimento da credibilidade da empresa. "Era necessária a demonstração de virada de página", comentou.
    Para a oposição, que articula a criação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, o ciclo da executiva na empresa já havia se concluído "há muito tempo". "Demorou muito mais do que se esperava", avaliou o líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP). Para o tucano, Graça cumpre a função de "limpar" tudo o que foi feito pelo PT na empresa. "Não tinha o menor sentido ela continuar à frente da Petrobras", declarou.
    O deputado Mendonça Filho (PE), líder do DEM, também criticou a demora da presidente Dilma Rousseff em trocar a presidência da Petrobras. "É evidente que ela não tinha nenhuma condição de continuar à frente da Petrobras. Infelizmente o que o governo fez foi desgastar ainda mais a imagem da presidente da empresa e da própria empresa. A Petrobras precisa de um novo comando que restaure a credibilidade da empresa e que possa devolver à Petrobras a boa governança, retirando o aparelhamento político", afirmou.

    Universidades públicas de SP cogitam parar aulas em caso de rodízio de água

    Universidades públicas de SP cogitam parar aulas em caso de rodízio de água

    São Paulo - As universidades públicas de São Paulo não descartam interromper as aulas caso o rodízio de água se confirme no Estado. A informação foi dada em uma coletiva na manhã desta terça-feira em que os reitores das instituições estaduais e federais apresentaram um conjunto de ações em relação à crise da água e anunciaram a criação de um Painel Técnico-Acadêmico Permanente de Recursos Hídricos.
    Participaram do encontro representantes da USP, Unesp, Unicamp, Unifesp, Universidade Federal do ABC (UFABC), Federal de São Carlos (UFSCar) e Instituto Federal de São Paulo. As instituições prometem solicitar aos aos órgãos competentes de gestão de recursos hídricos a disponibilização de informações sobre os níveis de quantidade e qualidade da água para garantir a elaboração adequada dos planos de contingência das universidades.
    Também se prontificaram a implementar, aprimorar e intensificar medidas concretas de economia e uso racional da água, além de "desenvolver ações de conscientização ambiental e oferecer nossos planos de contingência como modelo de gestão institucional para a sociedade".
    Em nota oficial conjunta, as públicas colocaram "à disposição" suas competências na área de recursos hídricos para os governos municipal, estadual e federal para a organização de ações gerais de contingência. "As universidades públicas do Estado de São Paulo congregam grande número de pesquisadores que ao longo dos últimos anos vem se dedicando ao estudo dos recursos hídricos, em especial sobre o potencial desabastecimento público em função da crescente degradação ambiental e necessidade de ações efetivas de controle e conservação dos recursos hídricos", diz o documento.
    A partir da próxima semana, o painel técnico formado por pesquisadores das instituições deve se reunir para discutir a crise e indicar ações de economia de água e energia. Uma das grandes preocupações das instituições é também com a manutenção de unidades de saúde, como o Hospital São Paulo, da Unifesp, e de pesquisa, como cuidado de animais.

    Dilma cede e aceita que partidos indiquem dirigentes do segundo escalão

    Dilma cede e aceita que partidos indiquem dirigentes do segundo escalão

    Brasília - Na tentativa de recompor sua base de apoio no Congresso depois da derrota que sofreu na eleição para a presidência da Câmara, a presidente Dilma Rousseff cedeu à pressão dos partidos e aceitou que eles indiquem os dirigentes de estatais e autarquias e outros órgãos ligados aos ministérios que dirigem. No jargão político, esse tipo de ocupação de espaço é chamado de "ministério com porteira fechada". As empresas disputadas têm orçamento de R$ 105,7 bilhões para este ano. Todos os presidentes dos dez partidos que ocupam espaço na Esplanada dos Ministérios já foram avisados da decisão da presidente.
    De acordo com informações de bastidores do governo, Dilma pediu aos dirigentes partidários que se entendam e não queiram invadir o espaço do outro. Quando isso ocorrer, eles deverão levar até o Planalto a lista com os nomes dos indicados para os cargos de segundo e terceiro escalões. A Casa Civil fará, então, uma triagem entre as escolhas técnicas e políticas para depois anunciar os nomes dos contemplados com os cargos.
    Mesmo com a recomendações da presidente Dilma Rousseff para que os partidos se entendam e respeitem o espaço dos outros, há disputa entre eles pelo controle de órgãos considerados importantes para a visibilidade das legendas. É o caso do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). O PMDB, tendo à frente o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (RN), lutam para manter Walter Sousa à frente da autarquia. O PP, que controla o Ministério da Integração Nacional, exige nomear para a diretoria-geral do Dnocs o ex-deputado Paulo Henrique Lustosa, do Ceará.
    O PP perdeu o Ministério das Cidades para o PSD de Gilberto Kassab e foi um dos primeiros a exigir a compensação da "porteira fechada" à presidente Dilma Rousseff. Para dar o recado, o partido apoiou a candidatura do peemedebista Eduardo Cunha contra o candidato oficial, o petista Arlindo Chinaglia (SP). Como Dilma saiu derrotada na eleição da Câmara, ela não perdeu tempo e mandou dizer ao presidente da legenda, senador Ciro Nogueira (PI), que atenderá às reivindicações do partido. O PP quer ainda as presidências da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) e Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
    A choradeira pela perda de espaços é grande também na tendência petista Construindo um Novo Brasil (CNB), à qual pertencem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), condenado no processo do mensalão. Por ter recebido poucos ministérios, a CNB exige da presidente Dilma Rousseff a nomeação de seus integrantes para cargos nas estatais. Um deles é a ex-ministra Miriam Belchior, que perdeu o Ministério do Planejamento. Os petistas querem que ela seja nomeada para a presidência da Caixa Econômica Federal. Outro é o ex-deputado Roberto Carlos Braga, que disputou e perdeu o governo do Espírito Santo. Dilma já recebeu da ala petista o pedido para que ele seja nomeado para a Companhia Docas do Estado (Codesa).
    O critério da "porteira fechada", porém, terá exceção. Dilma especificou que em casos específicos a escolha será dela própria, assim como aconteceu com alguns ministérios. Um exemplo é a Agricultura, entregue à senadora Kátia Abreu (TO) à revelia do PMDB. É o caso também dos dirigentes de empresas tidas como estratégicas, como a Eletrobrás e a Eletronorte, reivindicadas pelo PMDB. E da Petrobras, envolvida em escândalos w que até agora não despertou a cobiça de nenhum partido. Dilma deverá escolher também os dirigentes da Hidrelétrica de Itaipu.

    segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

    Acidente Viatura Policia Civil e um Prisma lt



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