terça-feira, 29 de maio de 2018

Senado aprova urgência para votar isenção de PIS/Cofins sobre o diesel


Com a pauta livre, o Senado pode agora se debruçar sobre o projeto que retira os benefícios fiscais concedidos pelo governo a 56 setores da economia

MP que corta impostos foi aprovada simbolicamente

MP que corta impostos foi aprovada simbolicamente

Marcelo Fonseca/Folhapress
Após votar seis MPs (Medidas Provisórias) em uma segunda-feira (28) atípica, os senadores aprovaram o requerimento de urgência do projeto de lei que reonera setores da economia e contém um artigo que pode baratear o preço do diesel.
Devido à crise gerada com a greve dos caminhoneiros, que já dura oito dias, os parlamentares imprimiram um ritmo acelerado de votações das MPs, e a maioria foi aprovada de forma simbólica.
Com a pauta livre, o Senado pode agora se debruçar sobre o projeto que retira a desoneração, ou seja, os benefícios fiscais concedidos pelo governo a 56 setores da economia.
A matéria foi aprovada na semana passada pela Câmara após os deputados incluírem um trecho que estabelece alíquota zero do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) cobrados sobre o óleo diesel até o fim do ano. Embora não haja acordo em torno do projeto, os senadores já podem discuti-la em plenário a partir desta terça-feira (28).
Antes do requerimento de urgência, aprovado de forma simbólica, os parlamentares aprovaram cinco medidas provisórias enviadas pelo presidente Michel Temer e rejeitaram uma. Além do projeto que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, foi aprovada e encaminhada à sanção a matéria que autoriza a União a doar recursos ao Estado da Palestina para a restauração da Basília da Natividade. Durante as discussões, senadores criticaram medidas que podem gerar novos custos para os cofres públicos em meio à crise atual.
Apesar da urgência, não há consenso para a votação do projeto, tanto do lado do governo quanto da oposição. O líder do PT, senador Humberto Costa (PT-PE), defende a retirada do trecho que isenta o diesel do PIS/Cofins, alegando que o fim do tributo pode gerar consequências negativa no repasse de recursos para as áreas sociais.
Para o líder do governo, Romero Jucá (MDB-RR), o momento é de “calma” e “equilíbrio” para que a situação seja resolvida de forma definitiva. Segundo Jucá, não adianta votar com pressa a proposta sem conversar previamente com os outros atores: os deputados, que podem novamente analisar o texto; e o governo, que poderia se comprometer com algum veto ao projeto. “A matéria será apreciada oportunamente”, limitou-se a dizer o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), logo após a aprovação do requerimento de urgência.
Servidores de ex-territórios
Já as novas condições para a carreira dos servidores de ex-territórios da União tiveram que ser votadas de forma nominal. Os senadores mantiveram a medida provisória por 48 votos a 11. A MP trata de salários e demais vantagens dos funcionários civis e militares de Roraima, do Amapá e de Rondônia.
Alvo de divergências no plenário, a matéria amplia o escopo dos servidores que, após a Constituição Federal de 1988, optaram por integrar quadros da administração pública federal. De acordo com o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), a MP trará "enormes consequências orçamentárias e fiscais" para a União. Utilizando dados do Ministério do Planejamento, Ferraço afirmou que a despesa do governo federal pode aumentar, a cada ano, em R$ 2,4 bilhões.
Já os parlamentares favoráveis à MP, entre os quais os representantes dos estados cujos servidores serão beneficiados, defenderam a medida. As demais MPs aprovadas tratam dos fundos constitucionais de Desenvolvimento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e da liberação do pagamento do PIS/Pasep para idosos com mais de 60 anos.

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segunda-feira, 28 de maio de 2018

De onde o governo tirará dinheiro para cumprir promessa a caminhoneiros?


Fazenda: corte de impostos terá impacto de R$ 9,5 bi
Fazenda: corte de impostos terá impacto de R$ 9,5 biBBC BRASIL
Para tentar encerrar a greve dos caminhoneiros, o governo federal se comprometeu a zerar a cobrança de impostos federais sobre o óleo diesel, o que reduziria em R$ 0,46 o preço do litro do combustível vendido às distribuidoras.
Segundo o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, o corte de impostos terá um impacto de R$ 9,5 bilhões nos cofres públicos até o fim deste ano.
De onde sairão esses recursos e como o governo fará o remanejamento sem violar a legislação?
A LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) impede que o governo reduza impostos sem fazer uma "adequada compensação financeira". Ou seja, perdas de arrecadação devem ser compensadas com outras receitas.
Hoje, dois impostos federais incidem sobre o diesel: a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), que rende ao governo R$ 0,05 por litro vendido, e o PIS-Cofins (Contribuição para o Programa de Integração Social e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social), que gera R$ 0,41 por litro.
Ambos serão zerados, segundo o ministro da Fazenda. No entanto, o governo só divulgou como compensará parte das receitas perdidas e dependerá do Congresso para cobrir outra parcela importante dos recursos.
Reonoeração da folha
Na semana passada, a Petrobras anunciou que reduziria em R$ 0,23 o preço do diesel vendido nas suas refinarias por 15 dias. Esses R$ 0,23 estão incluídos nos R$ 0,46 que o governo promete baixar — agora, até o fim do ano.
O ministro da Fazenda diz que R$ 0,16 serão compensados por medidas tributárias e R$ 0,30 serão cobertos por um programa de subvenção ao diesel.
Segundo Guardia, o desconto de R$ 0,16 custará R$ 4 bilhões até o fim do ano.
Ele diz que parte desse montante será coberto pela aprovação no Congresso de um projeto de lei que prevê a reoneração da folha de pagamentos de setores empresariais.
Governo se comprometeu a reduzir em R$ 0,46 o litro do óleo diesel
Governo se comprometeu a reduzir em R$ 0,46 o litro do óleo dieselAgência Brasil
Atualmente, 56 setores são desonerados e não precisam pagar a contribuição previdenciária dos funcionários conforme seus salários, e sim sobre o faturamento das empresas. A política teve início no governo Lula, em 2008, e buscava estimular a economia, tendo sido posteriormente ampliada por Dilma Rousseff.
Na semana passada, a Câmara aprovou um projeto de lei que prevê a reoneração de 28 dos 56 setores hoje desonerados. A medida ainda precisa ser votada pelo Senado.
Autor da proposta, o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) diz que a medida pode gerar R$ 5 bilhões ao governo.
O Ministério da Fazenda, no entanto, acredita que o valor será menor, embora não diga quanto.
Segundo Eduardo Guardia, após a aprovação do projeto, o governo calculará quanto será gerado pela reoneração e definirá de onde sairão os recursos adicionais para chegar aos R$ 4 bilhões que custearão o desconto de R$ 0,16 por litro.
"Poderá haver a majoração (elevação) de impostos ou a eliminação de benefícios", diz Guardia.
Programa de subvenção
O restante do desconto (R$ 0,30 por litro) custará R$ 9,5 bilhões até o fim do ano e será coberto por um programa de subvenção ao óleo diesel, segundo o ministro.
Desse montante, ele diz que R$ 5,7 bilhões serão cobertos por recursos excedentes que já estão nos cofres e seriam usados no cálculo da meta fiscal (diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta).
Segundo Guardia, parte desses recursos (R$ 4,1 bilhões) compõem a reserva de contingência - montante que, conforme a legislação, fica desvinculado de qualquer órgão e é destinado a gastos imprevistos.
O restante (R$ 1,6 bilhão) virá de "recursos vinculados à capitalização de empresas estatais" - dinheiro injetado pelo governo nas empresas mas que, segundo Guardia, não seria usado neste ano.
Mesmo somando o valor da reserva de contingência aos recursos provenientes das estatais, ainda faltariam R$ 3,8 bilhões para cobrir o programa de subvenção ao diesel. Segundo o ministro, esse valor será obtido com o corte de despesas já programadas do governo.
Guardia não detalhou, no entanto, quais serão esses gastos que sofrerão redução. Ele diz que está em contato com o Ministério do Planejamento para definir quais áreas terão cortes. Não há prazo para a definição.
Para economista, governo abriu precedente e poderá ser mais pressionado
Para economista, governo abriu precedente e poderá ser mais pressionadoAgência Brasil
Para o economista Jorge Jatobá, diretor financeiro da Ceplan (Consultoria Econômica e Planejamento), o governo poderá cumprir as promessas aos caminhoneiros sem violar a Lei de Responsabilidade Fiscal, desde que siga todos os ritos legais previstos.
Ele afirma que, ao costurar o acordo com os caminhoneiros, o governo tentou preservar a atual política de preços da Petrobras - segundo a qual os preços dos combustíveis seguem oscilações internacionais.
O problema, diz ele, é "que se abriu um precedente para que outros setores passem a pressionar o governo a atender suas demandas".
Jatobá diz que, na prática, o acordo com os caminhoneiros consiste na "transferência de recursos do Tesouro para um setor econômico específico".
"Significa que a sociedade como um todo pagará pelo benefício de um grupo: os caminhoneiros e donos de transportadoras."

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sábado, 26 de maio de 2018

Exclusivo. O treino secreto da Seleção. E a esperteza de Tite

 

O técnico sabia da vulnerabilidade da Granja Comary. E mesclou os times. Valeu pela movimentação. Pela pancada que Neymar tomou de Miranda

Esperto, Tite não expôs mudança tática alguma. Sabia ser vigiado

Esperto, Tite não expôs mudança tática alguma. Sabia ser vigiado

Cosme Rimoli
Teresópolis
Philippe Coutinho reserva.
Gabriel Jesus ao seu  lado.
Thiago Silva e Geromel a dupla de zaga titular.
Paulinho entre os suplentes.
Fred e Fernandinho no meio de campo da equipe principal.
Essas seriam as manchetes óbvias e, precipitadas, do treinamento secreto que a Seleção Brasileira acaba de fazer. Por uma hora, essas foram as principais 'novidades' para quem acompanhou o 'coletivo'.
Tite é muito esperto.
Ele sabe que na Granja Comary é impossível fazer um treino realmente secreto. Por mais que tenham sido colocadas placas de metal com três metros de altura.
A concentração é cercada de montanhas. Encravadas nelas, mansões e barracos da favela Santa Cecília. Em inúmeras das janelas é muito fácil acompanhar tudo o que acontece nos gramados.
Ele sabia que seu treino secreto era vulnerável.
E o blog, como já havia mostrado no domingo passado, revela o quanto é improdutivo preparar para valer a Seleção Brasileira, hoje em dia, na faraônica concentração. Não houve problema algum em acompanhar a hora e meia de treino.
Como este repórter, qualquer enviado da Suíça, Costa Rica, Sérvia, adversários da primeira fase, poderia estar confortavelmente acompanhando o treinamento 'secreto'.
Sabendo dessa possibilidade, Tite mesclou os dois times que se enfrentaram em um simulado coletivo, em três quartos do campo. Colocou ainda os juniores que ocuparam as vagas de Casemiro, Marcelo e Roberto Firmino, na decisão da Champions. E de Fagner e Douglas Costa machucados.
O que ele queria era a mobilidade de seus jogadores. Não tomou nenhuma decisão tática dramática, inovadora. Só fez seus atletas, em equipes misturadas, decorarem como ele que o Brasil atuando.
A sério, ele forçou a aproximação das linhas. Ele quer a Seleção o mais compacta possível. Para atacar e defender. Mesmo com seus atletas ainda longe do melhor estado atlético, cobrou muita responsabilidade na perda da bola. A movimentação foi constante. 
Ele insistiu muito para a paciência dos jogadores do meio e do ataque para trocarem bola até encontrar espaço para finalizar. E também rapidez na saída de bola dos zagueiros e volantes.
As avaliações que merecem registro envolvem Neymar. 
Gabriel Jesus treinou na reserva. Só para ganhar ritmo

Gabriel Jesus treinou na reserva. Só para ganhar ritmo

CBF
Se ele precisava de uma bela pancada para esquecer o trauma da operação no quinto metatarso, ele já levou. Miranda chegou forte em uma dividida. Acertou o pé direito do principal jogador brasileiro. Ele rolou de dor. Foi um minuto de tensão. Mas logo se recuperou. E aceitou o pedido de desculpas do zagueiro. Mas percebeu que está recuperado fisicamente. Acabou sendo uma 'pancada do bem', se é que isso existe.
Mas com a bola nos pés, Neymar mostrou um previsível cansaço e falta de ritmo. Conseguiu alguns bons dribles no começo do treino. Só que cansou rápido de ficou improdutivo. Afinal de contas, ele é um ser humano comum, apesar do talento especial que possui.
Por isso a importância dos dois amistosos, contra Croácia e Áustria, para que Neymar chegue muito bem na Copa do Mundo. Tite deverá colocará nas duas partidas.
Vale ressaltar que Philippe Coutinho e Paulinho, que chegaram sem ritmo, começam a melhorar rapidamente. A movimentação foi surpreendente. Poderão jogar normalmente os amistosos.
Além da simulação do coletivo, Tite treinou muito bolas paradas. Principalmente escanteios. Alisson gritou muito com seus zagueiros, que se revezaram. A marcação ficou clara. Será por zona. Com todo o time dentro da área. Nada de acompanhar desesperadamente um jogador adversário. Thiago Silva foi o melhor de todos nos cruzamentos.
O treinamento teve direito a público vip.
Amigos e parentes dos jogadores, que ficaram atrás do gol que dá para a concentração.
Logo após o treino, a CBF deu folga aos atletas.
E Teresópolis começou a ouvir uma revoada de helicópteros.
Ninguém quis saber de pegar a estrada até o Rio de Janeiro.
O time embarca amanhã para Londres.
Jogará em Liverpool contra a Croácia dia 3 de junhho.
E, em Viena ,diante da Áustria, dia 10.
Paulinho entre os suplentes. Para correr mais. Tite foi inteligente

Paulinho entre os suplentes. Para correr mais. Tite foi inteligente

Lance
Na Inglaterra, Tite poderá fazer treinos secretos para valer.
Sem a possibilidade de ninguém enxergar.
Como o futebol moderno exige.
E a Granja Comary não pode oferecer.
Tite sabe muito bem disso.
Por isso, fez sua obrigação ficou cinco dias por aqui.
Os patrocinadores da CBF ficaram felizes.
Viram suas placas nos portais, tevês jornais. 
Na Granja Comary não há segredos

Na Granja Comary não há segredos

Cosme Rimoli
Na Copa do Mundo, só são expostas as dos patrocinadores da Fifa.
A preparação da Seleção, para valer, será feita na Europa.
O primeiro ciclo até a Rússia está terminado...
Copa e política: Veja quando os conflitos 

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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Morre aos 74 anos o empresário J. Hawilla, em São Paulo


Ex-jornalista e envolvido no escândalo de corrupção da Fifa, J. Hawilla estava internado no hospital Sírio Libanês com problemas respiratórios

Empresário J. Hawilla faleceu aos 74 anos, em São Paulo

Empresário J. Hawilla faleceu aos 74 anos, em São Paulo

Agência Estado
O empresário J. Hawilla morreu na manhã desta sexta-feira (25), aos 74 anos, em São Paulo. Internado desde segunda-feira (21) no hospital Sírio Libanês, com problemas respiratórios, o advogado, jornalista e empresário J. Hawilla. Ele estava deixa esposa, três filhos e seis netos.
Envolvido no caso de corrupção na Fifa, como um dos delatores do esquema de propinas na CBF e Conmebol, J. Hawilla retornou ao Brasil no início de fevereiro, depois de ter sido mantido em prisão domiciliar nos Estados Unidos desde abril de 2014.
Dono da Traffic, empresa de marketing esportivo que detinha os direitos de comercialização e transmissão de torneios da Conmebol (Copa América, Libertadores, Eliminatórias, entre outros) e da Copa do Brasil, Hawilla confessou ter feito parte de um grupo de empresários que pagava proprinas a dirigentes de futebol e decidiu colaborar com as investigações da Justiça dos EUA. 
Descendente de libaneses, Hawilla começou na carreira de jornalista na década de 60, como repórter esportivo. No início dos anos 80, virou empresário e comprou a Traffic, que fazia publicidade em pontos de ônibus de grandes cidades, tornando-a depois a maior agência de marketing esportivo do Brasil.
Fundador e dono da TV TEM, afiliada da Rede Globo no interior de São Paulo, Hawilla foi proprietário também da rede de jornais Bom Dia, e do Deportivo Brasil, clube de futebol de Porto Feliz, vendido posteriormente para um grupo chinês. 

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Frente Brasil Popular divulga nota de apoio à paralisação dos caminhoneiros



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A Frente Brasil Popular divulgou nesta terça (23) nota de apoio à paralisação nacional dos caminhoneiros. O movimento continua e ganha a adesão de outras categorias. A nota da Frente Brasil Popular denuncia a política de privatização da estatal promovida pelo governo golpista como a responsável pela escalada de aumento nos preços dos combustíveis. Leia a íntegra da nota:
A responsabilidade pela escalada nos preços dos combustíveis está no Governo golpista e na política de desmonte da Petrobrás. A política de refino do governo Michel Temer tirou o foco da Petrobras do abastecimento nacional e tornou o preço dos derivados flutuantes. As mudanças, algumas vezes diárias, passaram a seguir o preço do barril internacional sem qualquer proteção ao consumidor e preocupação com o desenvolvimento brasileiro. Enquanto isso, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, faz pronunciamentos de que é preciso abrir o mercado e que afirma que o monopólio é ruim para o Brasil. Porém, esse monopólio foi quebrado em 1997 e mesmo assim nenhuma empresa privada investiu no refino brasileiro.
Após a mudança da política de preço, que segundo o Pedro Parente, seria benéfica para o Brasil, as importações aumentaram. Só em janeiro e fevereiro elas cresceram 65%, segundo dados do próprio governo. O povo já sentiu o aumento dos preços do gás de cozinha, gasolina e diesel. De julho de 2017 para cá o preço da gasolina e do diesel nas refinarias aumentou 59%. Porém, ao invés da Petrobras aumentar sua produção para reduzir o preço para o povo brasileiro, ou mesmo para aproveitar o preço mais alto e aumentar o caixa da empresa, acontece o efeito contrário de reduzir a produção nacional de 95% para 75% do que somos capazes de produzir, facilitando que empresas estrangeiras concorrentes à Petrobras entrem no mercado nacional.
Neste mês foi anunciada a privatização de quatro refinarias  (Rlam-BA, Refap-RS, Abreu e Lima –PE e Repar –PR). Muda-se a política de preço da Petrobras, reduz a produção nacional já instalada, aumentam-se as importações e anuncia o início da venda das refinarias já construídas pela Petrobras. Essa é a política de abastecimento do governo Michel Temer implementada pelo Pedro Parente para justificar a privatização da Petrobras.
Por uma política de preço de derivados de Petróleo com foco no desenvolvimento nacional Apoiamos a paralisação dos caminhoneiros contra o aumento do diesel.
23 de Maio de 2018
Frente Brasil Popular

terça-feira, 22 de maio de 2018

Greve de caminhoneiros ameaça abastecimento de carne no país



Associação Brasileira de Proteína Animal alerta que bloqueios impedem o transporte de aves e suínos vivos, ração e cargas refrigeradas

Protesto de caminhoneiros afeita indústria de carnes

Protesto de caminhoneiros afeita indústria de carnes

Rodolfo Buher/Reuters 22.05.2018
A ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) afirma que pode haver falta de alimentos caso a greve de caminhoneiros iniciada na segunda-feira (21) continue. Segundo a associação, "os bloqueios impedem o transporte de aves e suínos vivos, ração e cargas refrigeradas destinadas ao abastecimento das gôndolas no Brasil ou para exportações".
O vice-presidente da ABPA diz que oito unidades produtoras de carne suína e de aves do Brasil estão paradas devido a problemas decorrentes dos protestos de caminhoneiros.
Segundo ele, os protestos têm impedido a chegada de ração para as criações, a retirada de carnes dos armazéns das fábricas e também a chegada de animais para abate.
A maior parte das paralisações, que estão sendo registradas em vários estados do Brasil, afeta as operações da indústria de aves, disse ele.
Santin explicou que o setor sentiu tão rapidamente os impactos da greve dos caminhoneiros porque está trabalhando com elevados estoques de carnes em função de recentes embargos da União Europeia.
De outro lado, a indústria tem trabalhado com baixos estoques de ração, devido ao alto custo do milho.
"Todo o sistema está comprometido, não tem como girar, o cara tem que parar a planta", afirmou.
Ele disse que as exportações de carne do Brasil, maior exportador global de carne de frango, serão impactadas negativamente pelos protestos, mas preferiu não fazer estimativas.
Leia a nota na íntegra da ABPA: 
"A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) alerta sobre os riscos da continuidade das paralisações e bloqueios estabelecidos desde ontem nas rodovias federais e estaduais do País, pelo movimento de caminhoneiros independentes em protesto.
A ABPA, representante de mais de 140 agroindústrias e entidades vinculadas à avicultura e à suinocultura, estabeleceu um comitê de crise para o levantamento de informações sobre os problemas causados pelo movimento nas estradas.
Conforme relatos dos associados, os bloqueios impedem o transporte de aves e suínos vivos, ração e cargas refrigeradas destinadas ao abastecimento das gôndolas no Brasil ou para exportações
A continuar este quadro, há risco de falta de produtos para o consumidor brasileiro.  Animais poderão morrer no campo com a falta de insumos.  Já temos relatos de unidades produtoras com turnos de abate suspenso.  Contratos de exportação poderão ser perdidos e há um forte aumento de custos logísticos com reprogramação de embarque de cargas. Os prejuízos para o setor produtivo e para o País são incalculáveis.
A ABPA apoia as motivações da paralisação, mas entende que o movimento deve preservar o fluxo dos alimentos e dos insumos para a produção.  É de conhecimento nacional a grave crise enfrentada pela cadeia produtiva de proteína animal, que há meses luta para preservar os postos de trabalho do setor.  Impedir a continuidade da produção poderá gerar consequências graves para todo o País, especialmente nos pequenos municípios onde o sistema produtivo está instalado".
Aurora
A Cooperativa Central Aurora Alimentos, terceira maior produtora de carnes de aves e suínos do Brasil, anunciou nesta terça-feira (22) que paralisará totalmente as atividades das indústrias de processamento de aves e suínos em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, na quinta e sexta-feira, devido a problemas causados pela greve dos caminhoneiros.
Segundo a Aurora, os bloqueios em estradas, em manifestações que visam pressionar o governo a reduzir tributos do diesel, após uma forte alta do preço do combustível, atingem o setor de transportes nas regiões onde estão instaladas as suas unidades produtivas.
"A suspensão total das atividades tornou-se imperativa e inevitável em razão dos efeitos do movimento grevista que impede a passagem dos caminhões que transportam todos os insumos necessários ao funcionamento das indústrias e, também, o escoamento dos produtos acabados para os portos e os centros de consumo", afirmou a Aurora em nota.
Nos dois dias de paralisação da Aurora, sete indústrias de aves e oito de suínos estarão inoperantes, enquanto 28 mil trabalhadores diretos estarão dispensados temporariamente.
Segundo a Aurora, devido a problemas para escoar os produtos, a capacidade de estocagem dos frigorificados --de 50 mil toneladas-- está exaurida.
"No campo, as famílias rurais são as mais prejudicadas porque o mesmo movimento grevista impede o fornecimento de ração, pintinhos, material genético, remédios aos milhares de produtores rurais, colocando em risco imensos planteis de aves, suínos e bovinos", afirmou a Aurora.
A Aurora afirmou que, mesmo que eventualmente a greve venha a ser encerrada nas próximas horas ou dias, a paralisação das unidades industriais nesta semana não poderá ser cancelada "em face das condições adversas que se criaram ao fluxo normal da produção".
"Tudo isso representa mais de 50 milhões de reais de prejuízos para toda a cadeia produtiva ancorada na Aurora Alimentos...", disse, apelando para que o governo e os manifestantes dialoguem pelo fim dos protestos.

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