sexta-feira, 31 de março de 2017

MPF denuncia Marconi, Cachoeira e 2 diretores da Delta por corrupção

MPF denuncia Marconi, Cachoeira e 2 diretores da Delta por corrupção
Peça diz que governador obteve vantagem indevida para viabilizar contratos. Assessoria do político alega que 'não há fundamento' para abrir ação penal.
30/03/2017 19h12 - Atualizado em30/03/2017 21h47
Por Sílvio Túlio
Do G1 GO
O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), por suspeita de receber vantagens indevidas para viabilizar contratos do poder público com a Construtora Delta durante seu 3º mandato, entre 2011 e 2012. Além dele, também foram denunciados o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Fernando Cavendish, presidente do Conselho de Administração da empresa, e Cláudio Abreu, ex-diretor regional da Delta, todos por elo com o esquema.
Perillo foi denunciado pelo crime de corrupção passiva e os outros três, por corrupção ativa.
Em nota à TV Anhanguera, a assessoria de imprensa de Perillo disse que não há qualquer fundamento para a abertura de uma ação penal e que o governador está convicto de que ela será arquivada antes da instauração do processo legal. Ainda conforme o comunicado, a denúncia sequer foi comprovada e dos quatro fatos investigados à época, em três ocorreu  pedido de arquivamento.
Ao Jornal Nacional, a defesa de Cavendishi disse que não vai se pronunciar em relação ao caso.
G1 tenta contato com as defesas de Cachoeira e Abreu, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.
A denúncia é assinada pelo vice-Procurador-Geral da República, José Bonifácio Borges de Andrada. Segundo o documento, Cachoeira, Abreu e Cavendish pagaram, em duas parcelas, uma dívida de R$ 90 mil do governador com o marqueteiro Luiz Carlos Bordoni.
G1 tenta contato com Luiz Carlos Bordoni.
Os dois depósitos, de R$ 45 mil cada, foram realizados em abril e maio de 2011, conforme o MPF. Em troca, de acordo com o órgão, Marconi Perillo garantiu o aumento de valores dos contratos da Delta com o governo, mesmo os acordos não sendo financeiramente benéficos à administração estadual.
Marconi Perillo e Carlinhos Cachoeira Goiás (Foto: Reprodução/Globo News)O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e Carlinhos Cachoeira (Foto: Reprodução/GloboNews)
Os valores foram pagos, conforme a denúncia, por meio de depósitos de duas das 18 empresas fantasmas constituídas por Cavendish e Abreu para fazer o repasse de verbas ilícitas e lesar os cofres públicos. Ficou constatado, conforme a investigação, que estas instituições movimentavam milhões mesmo sem ter um único funcionário.
Com a quitação dos débitos, o governador, segundo a ação, pôs em prática aditivo de contrato com a Delta em serviços para a Segurança Pública. O trato aumentou o valor do acordo de R$ 66 milhões para R$ 75 milhões. A medida fez com que o número de veículos cedidos pela empresa subisse para quase 2 mil.
Para o MPF, a forma como os carros foram locados foi desvantajosa em termos de economia. Se os bens fossem adquiridos, ao invés de alugados, o estado gastaria pouco mais de R$ 39 milhões, quase a metade do montante acordado.
Cláudio Abreu e Fernando Cavendish também foram denunciados pelo MPF, Goiás (Foto: Sílvio Túlio/G1 e Reprodução/Globo News)Abreu e Cavendish também foram denunciados pelo MPF (Foto: Sílvio Túlio/G1 e Reprodução/Globo News)
Operação Monte Carlo
Carlinhos Cachoeira é acusado de chefiar um esquema de exploração de jogos ilegais e corrupção em Goiás e no Distrito Federal.O nome dele aparece envolvido em duas operações da Polícia Federal: a Monte Carlo e a Saint Michel. A Saint Michel é um desdobramento da Operação Monte Carlo, que apurou o envolvimento de agentes públicos e empresários em uma quadrilha que explorava o jogo ilegal e tráfico de influência em Goiás.
O bicheiro obteve liberdade em 11 de dezembro de 2012, dias depois de ser preso em razão de sua condenação. Antes, ele havia ficado preso no presídio da Papuda, em Brasília, por nove meses.
Desde então, Cachoeira já foi condenado pelos crimes de peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha. A última condenação foi no dia 23 de setembro, por violação de sigilo funcional, com pena de três anos de prisão. Ele responde aos crimes em liberdade.
No dia 30 de junho de 2016, Cachoeira foi novamente preso, no condomínio de luxo onde mora, em Goiânia, durante a Operação Saqueador, deflagrada pela Polícia Federal. A ação teve como objetivo prender pessoas envolvidas em um esquema de lavagem de R$ 370 milhões desviados dos cofres públicos. Ele foi solto no dia 17 de agosto para cumprir pena em casa, em Goiânia.
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terça-feira, 28 de março de 2017

Ala do PMDB tenta retirar liderança de Renan após críticas a Temer


Agência Estado
A ala adversária ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL) vai dar início a um movimento para enfraquecer o peemedebista e tentar destituí-lo do cargo de líder da bancada no Senado. A articulação conta com o apoio velado do presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e de senadores próximos a ele, como Raimundo Lira (PB) e Garibaldi Alves (RN).
Os parlamentares que estão descontentes com Renan lembram que basta a assinatura de 12 dos 22 senadores para determinar o afastamento do peemedebista. Afirmam que um líder de bancada não tem mandato fixo e que essa figura pode ser substituída a qualquer momento, especialmente se não representar mais o posicionamento da maioria dos liderados.
A relação entre o senador alagoano e parte da bancada começou a estremecer com as críticas que ele tem feito ao presidente Michel Temer e teve seu ápice com a decisão de Renan de retirar a indicação da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) à presidência da Comissão Mista de Orçamento (CMO).
A peemedebista confrontou Renan mais de uma vez esta semana para que ele não usasse a visibilidade que tem como de líder do PMDB para defender posições pessoais. A crítica é que o peemedebista está se posicionando contra a reforma da Previdência e outros temas que interessam ao governo para garantir a sua reeleição - e a de seu herdeiro político, o governador Renan Filho (PMDB)- em Alagoas.
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A ala adversária ao alagoano vai tentar ensaiar um primeiro movimento contra o peemedebista já na próxima semana. A ideia é que, com o aval de Eunício, a CMO faça na terça-feira a eleição do seu presidente e escolha um nome para presidir o colegiado independentemente da indicação do líder do PMDB.
Líder do governo no Congresso, o deputado André Moura (PSC-SE) defende que a comissão não poder ficar paralisada em razão de um "capricho" de Renan. "Convocamos a CMO para terça-feira às 14h30. Vamos esperar o senador Renan indicar os membros, mas se ele não o fizer, vamos sentar para ver o que vamos fazer. O que não posso ficar é sem a CMO sem funcionar", afirmou.
Na avaliação do grupo que articula a saída de Renan, hoje os nomes que apoiam a permanência dele no cargo são minoria e se restringiriam aos senadores Roberto Requião (PR), Kátia Abreu (TO), Eduardo Braga (AM), Marta Suplicy (SP), Edson Lobão (MA) e Hélio José (DF).
Aliados de Renan, porém, defendem que ele continua forte na bancada. Já no Planalto, a ordem é não partir para o enfrentamento direto. Senadores ligados a Temer, porém, afirmam que esse cenário poderá ser revisto se Renan continuar criticando o presidente e, principalmente, conseguir atrapalhar alguma votação importante para o governo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 19 de março de 2017

Oito presos fogem da cadeia em Jataí, GO; um deles teria se afogado em rio

Oito presos fogem da cadeia em Jataí, GO; um deles teria se afogado em rio
Eles escaparam após fazerem buraco em banheiro; três foram recapturados. Bombeiros realizam buscas por detento em rio; é a 2ª fuga em apenas 6 dias.
19/03/2017 20h34 - Atualizado em19/03/2017 20h36
Do G1 GO
Oito presos fogem da cadeia em Jataí, Goiás; um deles teria se afogado em rio   (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Oito presos fogem da cadeia em Jataí; é a 2ª fuga em apenas seis dias (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Oito detentos conseguiram fugir da Unidade Prisional de Jataí, região sudoeste de Goiás, após quebrarem a parede de um banheiro. Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP), quatro seguem foragidos e três já foram recapturados. A suspeita é que o outro reeducando tenha se afogado em um rio quando tentava escapar.
O fato aconteceu no sábado (18). Ainda de acordo com a SSPAP, o grupo só foi descoberto quando já estava próximo da área externa do presídio. Quatro deles foram abordados pela polícia quando tentavam fugir atravessando o Rio Claro, que abastece a cidade.
Neste momento, Eufrazio Reis Morais da Silva Filho foi detido. Horas depois, também foram encontrados José Antonio Nascimento e Diego Ferreira Carrijo.
O detento que teria se afogado é Igor Ferreira Gontijo. Desde então, o Corpo de Bombeiros faz buscas no local, mas ainda não conseguiu localizá-lo.
Os reeducandos que ainda estão foragidos são: Julimar Ferreira Assis, Carlos Henrique Ferreira da Silva, Alex Tavares Silva e Júlio César Ferreira de Souza.
A SSPAP disse que abriu uma sindicância para apurar a fuga, bem como registrar uma ocorrência na Polícia Civil.
Esta é a segunda fuga na unidade em menos de uma semana. Na última segunda-feira (13), onze detentos escaparam durante o banho de sol.
Oito presos fogem da cadeia em Jataí, Goiás; um deles teria se afogado em rio  (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Bombeiros procuram por detento que teria caído em rio após fugir (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
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terça-feira, 14 de março de 2017

Lista de Janot cita Lula, Dilma, Aécio e ao menos cinco ministros de Temer


Lista de Janot cita Lula, Dilma, Aécio e ao menos cinco ministros de Temer

Agência Estado
Rodrigo Janot enviou 320 pedidos ao STF com base nas delações premiadas de 78 executivos da OdebrechtFellipe Sampaio/28.05.2014/STF
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu para investigar ao menos cinco ministros dos 29 ministérios do governo de Michel Temer (PMDB). São eles Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Kassab (PSD), das Comunicações, Bruno Araújo (PSDB), das Cidades, e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), das Relações Exteriores.
Além disso, a lista de Janotinclui os ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega, mas como os petistas perderam o foro privilegiado os casos devem ser remetidos à primeira instância.
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No STF, a decisão pela abertura de inquérito ou não caberá ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte.
A reportagem apurou também que além dos ministros, Temer deve ver três importantes aliados no Congresso na mira das autoridades. Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), além dos senadores Edison Lobão (PMDB), Romero Jucá (PMDB), Aécio Neves (PSDB) e José Serra (PSDB), estão entre os alvos dos 83 inquéritos cuja abertura foi pedida pelo PGR.
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No total, Rodrigo Janot enviou 320 pedidos ao STF com base nas delações premiadas de 78 executivos da Odebrecht. São 83 pedidos de abertura de inquéritos, 211 declínios de competência para outras instâncias da Justiça, nos casos que envolvem pessoas sem prerrogativa de foro, sete pedidos de arquivamentos e 19 outras providências.
Segundo a PGR, "não é possível divulgar detalhes sobre os termos de depoimentos, inquéritos e demais peças enviadas ao STF por estarem em segredo de Justiça." Por isso, Rodrigo Janot, em seus pedidos, também solicitou ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, a retirada do sigilo desse material considerando a necessidade de promover transparência e garantir o interesse público.
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Trabalhador rural reencontra irmãos que não via há 40 anos, em Goiás



Trabalhador rural reencontra irmãos que não via há 40 anos, em Goiás
Duas irmãs e um irmão fizeram surpresa para ele em Pontalina, GO. Parentes se separaram após morte da mãe, durante parto do 8º filho.
14/03/2017 14h25 - Atualizado em14/03/2017 14h25
Do G1 GO
O trabalhador rural de Pontalina, no sul de Goiás, José Lopes de Souza, de 48 anos, reencontrou, após 40 anos, os irmãos que não via desde a infância. Ao saber que ele tinha o desejo de reencontrar a família, as irmãs Adelina e Delira, que vivem em Goiânia, e o irmão João, que vive em Aloândia, no sul goiano, foram ao encontro dele.
A família havia se separado depois que a mãe morreu no parto do oitavo filho, que também não resistiu. Desde então, cada filho foi criado por um parente e acabaram se distanciando. Ao saber que o irmão vivia em Pontalina, as irmãs se uniram e foram até ele para surpreendê-lo.
Adelina Lopes de Souza vê o José primeiro e brinca. “A gente viu uma reportagem dizendo que você está procurando sua família. Você tem alguma notícia deles? Não conhece sua irmã?”, ao que ele responde que não. Ela então aponta para Delira Lopes de Souza e pergunta, brincando: “Essa serve para ser sua irmã?”. Diante da revelação, os irmãos se abraçam, emocionados.
Adelina Lopes de Souza reencontra irmão José Lopes de Souza após 40 anos, em Goiás, Pontalina (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Adelina Lopes reencontra irmão José Lopes após 40 anos, em Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
As parentes contam que Delmina Lopes de Souza, outra irmã, que faleceu há dois anos, também tinha o sonho de rever todos os irmãos. Ela foi a uma rádio de Pontalina e contou a história da família, pouco antes de falecer. A filha dela, Elaine Santos Souza foi conhecer o tio representando a mãe. “Estou te dando esse abraço em nome dela. O sonho dela era te conhecer”, disse a José.
A sobrinha afirma ainda que já tem planos para não se distanciar do parente. “Manter contato, fazer churrasco aqui na casa dele, vir para cá, levar ele para lá para Goiânia para conhecer e cuidar dele no que a gente puder. [Separar] nunca mais”, afirmou.
O irmão mais velho da família, João Lopes de Souza, que vive em Aloândia, também foi ao reencontro de todos. Os quatro se abraçaram e colocaram a conversa em dia.
Emocionado, José agradeceu por poder reencontrar os parentes. “De agora em diante as festas vão ficar ainda melhores”, afirmou.
Imagem
José também queria uma foto da mãe, para se lembrar de como ela era. Antes do reencontro, ao fazer o pedido, ele se emocionou lembrando da família. "Faltou um colo, um abraço. É muito bom. Se tivesse com um pai ou uma mãe seria muito diferente. Eu penso assim, se algum deles tivesse um retrato da minha mãe, porque eu não lembro do rosto dela nem um pouquinho", afirmou, chorando.
Durante o reencontro, as irmãs levaram uma foto da mãe no dia do casamento. Emocionado, José recebeu a imagem.
Quatro irmãos se reencontram após 40 anos em Pontalina, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Quatro irmãos se reencontram após 40 anos em Pontalina (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
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