domingo, 26 de fevereiro de 2017

Secretário uruguaio que ajudaria a lavajato é encontrado morto



Secretário uruguaio que ajudaria a Lava Jato é encontrado morto

Carlos Díaz combatia a corrupção e era peça-chave na colaboração com a Justiça brasileira; corpo dele foi encontrado boiando em uma piscina

© Divulgação / Presidência do Uruguay
POLÍTICAINVESTIGAÇÃOHÁ 1 HORAPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
O Secretário Nacional de Luta contra a Lavagem de Dinheiro do Uruguai, Carlos Díaz, foi encontrado morto na noite deste sábado (25) em Punta del Este, no litoral do país. O corpo dele foi achado boiando na piscina de sua casa. Para quem não sabe, Díaz é autor de um projeto contra lavagem de dinheiro do governo do presidente Tabaré Vázquez e, recentemente, se tornou peça fundamental na apuração do elo entre Brasil e Uruguai acerca da Operação Lava Jato.
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De acordo com o jornal O Globo, a polícia suspeita de que Carlos Díaz tenha sofrido um infarto, mas uma perícia vai investigar o caso a fundo para determinar as causas da morte do secretário.
O caso é acompanhado com demasiada atenção pela Justiça do Uruguai.
Díaz tinha se mostrado disposto a montar uma força-tarefa no Uruguai, cedendo instalações e informações aos investigadores brasileiros, a fim de desvendar os esquemas de corrupção da Lava Jato, sobretudo do dinheiro repassado de um país para o outro.
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Goleiro Bruno deixa prisão em Minas Gerais


Goleiro Bruno deixa prisão em Minas Gerais

Ex-atleta do Flamengo deixou a Apac acompanhado da família

© REUTERS
JUSTIÇA LIBERDADEHÁ 1 HORAPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
O goleiro Bruno Fernandes, de 32 anos, ganhou liberdade na noite desta sexta-feira (24). O ex-atleta do Flamengo deixou a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) de Santa Luzia, que fica na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), pela porta da frente.
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De acordo com o Estado de Minas, por volta das 19h08, Bruno começou a recolher seus pertences na Apac. Ele foi autorizado a deixar a penitenciária após um oficial de Justiça entregar o alvará de soltura no local. Lúcio Adolfo, advogado do atleta, acompanhou o procedimento, assim como alguns familiares do jogador.
A prisão do jogador já foi revogada no sistema do Tribunal de Justiça de Minas Gerais ainda na tarde de hoje. Ele foi autorizado a deixar a prisão após o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, conceder um habeas corpus. Bom
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Anderson Silva pega gancho médico de 30 após o UFC 208


Anderson Silva pega gancho médico de 30 dias após UFC 208

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Anderson Silva venceu Derek Brunson no UFC 208- Gabriel Monteiro
Anderson Silva venceu Derek Brunson por decisão unânime no UFC 208 – Gabriel Monteiro
O UFC 208, realizado no último sábado (11) em Nova York, contou com a presença de cinco brasileiros em seu card, e somente nesta quarta-feira (15) a NYSAC (Comissão Atlética do Estado de Nova York) divulgou lista com as suspensões médicas dos atletas que competiram no evento. Grande estrela do show, Anderson Silva, que derrotou Derek Bronson no co-main evet da noite, pegou um gancho médico de 30 dias.
‘Spider’, que não vencia desde outubro de 2012, levou a melhor sobre o americano em combate decidido a seu favor de forma unânime. Já o seu rival, mesmo derrotado no duelo, levou uma suspensão menor e ficará afastado por apenas sete dias. Vale lembrar que, ao contrário do que se pode imaginar, o gancho de um mês recebido por Anderson Silva não é considerado alto para os padrões do MMA.
Com exceção de Roan Carneiro, que levou suspensão de 30 dias mas que ainda terá que aguardar o aval de um médico para voltar a treinar, os demais brasileiros receberam ganchos leves da comissão. Glover Teixeira, Ronaldo ‘Jacaré’ e Wilson Reis, além de vencerem seus confrontos, ficarão afastados por apenas sete dias.
O maior gancho da lista ficou por conta mesmo do americano Dustin Porier. Ele venceu o compatriota Jim Miller em combate que recebeu o prêmio bônus de luta da noite do UFC 208. Mas, apesar de ter levado a melhor no duelo, ele ainda não tem data para retornar às atividades, já que lesionou sua perna e aguarda a liberação do médico responsável.
Confira as maiores suspensões médicas do UFC 208:
Anderson Silva: 30 dias
Dustin Poirier: suspenso indefinidamente
Germaine de Randamie: 30 dias
Holly Holm: 40 dias
Islam Makhachev: 30 dias
Jim Miller: 30 dias
Nik Lentz: 30 dias
Rick Glenn: 45 dias
Ryan LaFlare: 30 dias
Roan ‘Jucão’ Carneiro: 30 dias
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Marisa Letícia nunca foi servidora do congresso nem recebia R$ 68 mil

OL Confere: Marisa Letícia nunca foi servidora do Congresso nem recebia R$ 68 mil

Leandro Prazeres
Do UOL, em Brasília 

Ernesto Rodrigues/ Estadão Conteúdo
A ex-primeira-dama Marisa Letícia
Morta no dia 3 de fevereiro, a ex-primeira-dama do Brasil Marisa Letícia Lula da Silva teve seu nome envolvido em uma onda de boatos de que ela receberia um salário de R$ 68 mil como servidora do Congresso Nacional e que seu viúvo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teria solicitado pensão após a morte dela. A reportagem do UOL checou a informação junto ao Congresso Nacional, Senado Federal e Câmara dos Deputados e constatou que o boato não tem fundamento. Marisa Letícia Lula da Silva não consta como servidora do Parlamento. 
O boato começou a circular em redes sociais e correntes de WhatsApp há alguns dias. Trata-se de uma imagem de um suposto pedido feito pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último dia 13 de fevereiro solicitando pensão vitalícia referente ao falecimento de Marisa Letícia.
A imagem reproduz um logotipo do Congresso Nacional, um suposto número de protocolo e o nome de um suposto "departamento de protocolo" do Congresso onde o pedido teria sido entregue.
Reprodução
Uma imagem falsa que circula nas redes sociais afirma que a ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva receberia um salário de R$ 68 mil do Congresso Nacional
O boato contém uma série de informações incorretas. A primeira delas é de que alguém poderia ser remunerado pelo Congresso Nacional. Em nota, o Senado explica que o Congresso é formado pela união da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Dessa forma, não existem servidores do Congresso Nacional, como indica o boato. 
"A título de esclarecimento, informamos, ainda, que o Congresso Nacional não se constitui em órgão administrativo, uma vez que representa o conjunto do Senado Federal e da Câmara dos Deputados", diz um trecho da nota. 
A partir da constatação de que não seria possível haver pessoas remuneradas pelo Congresso Nacional, a reportagem checou se Marisa Letícia Lula da Silva era servidora da Câmara ou do Senado.
De acordo com os portais da transparência das duas casas, Marisa Letícia não consta como servidora ativa ou inativa da Câmara ou do Senado. A reportagem também pediu um posicionamento oficial das duas casas sobre a alegação de que a ex-primeira dama seria funcionária do Parlamento.
Em nota, a Câmara desmentiu o boato. "De acordo com o sistema de gestão de pessoal da Câmara dos Deputados, a senhora Marisa Letícia Lula da Silva não exerceu qualquer cargo do quadro de pessoal desta Casa", afirmou.
Também por meio de nota, o Senado disse que Marisa Letícia não era servidora da Casa. "Após pesquisa no cadastro de servidores do Senado Federal, verificou-se que não há qualquer registro em nome da Sra. Marisa Letícia Lula da Silva", disse um trecho da nota. 
Reprodução/Senado Federal
Reprodução da tela do Portal da Transparência do Senado Federal que mostram que a ex-primeira-dama do Brasil Marisa Letícia Lula da Silva não era servidora do Senado Federal

Artigo e departamento que não existem

A terceira informação falsa contida na imagem é que o pedido de pensão supostamente entregue ao Congresso Nacional teria como base o artigo nº 84 do Regimento Interno do Congresso Nacional.
Acontece que o regimento do Congresso sequer tem um artigo nº 84, uma vez que ele foi revogado pela Constituição de 1988. O UOL também consultou os regimentos internos da Câmara e do Senado para checar se o referido artigo nº 84 tinha alguma relação com pedidos de pensão ou aposentadoria, mas nenhum deles trata do assunto.
A quarta informação incorreta do boato é que o pedido de pensão feito por Lula teria sido entregue a um suposto "Departamento Protocolo" (sic) do Congresso Nacional. Entretanto, de acordo com a secretaria legislativa do Congresso, esse departamento não existe. 

UOL Confere

O UOL Confere é uma iniciativa de checagem de fatos do UOL. A redação buscará esclarecer em detalhes anúncios de medidas governamentais, discursos de autoridades e informações relevantes que apresentem interpretações diversas ou casos em que haja dúvidas sobre a veracidade de determinados fatos.

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sábado, 11 de fevereiro de 2017

A crise não é a previdência e nem as estatais brasileiras


[11/2 21:03] LUISMAR LACERDA: Politicamente falando e pelo tamanho do câncer, germinado nos Partidos poliitico sem exceção, estou triste por perceber que não tem solução.
Penso que devemos  buscar e focar mais, é dar o nosso apóio a justiça em nome de Rodrigo janot e ao juiz Moro e que possam seguir, com punhos de ferro para punir a todos os culpados do caos e dá falência de todos os órgãos públicos do país
E quem sofre as consequências somos nós.
[11/2 21:14] LUISMAR LACERDA: Pode ate ser! mas no momento penso eu, que devemos e dar apoio para que a justiça, seja feita contra esse câncer que perdura desde a década de 70 no pais
[11/2 21:23] LUISMAR LACERDA: Gostaria de ver uma ação forte e mobilizadora, em todas as redes sociais em defesa do trabalho honrado, dos promotores e juízes, que busca esclarecer e punir esses vermes! que muito mal tem feito para todos nós.
[11/2 21:43] LUISMAR LACERDA: Toda manifestação em defesa dá justiça é válida desde que  tenha foco,  e poderá ser discutido em todos os segmentos dá sociedade
Ex. Nas escolas, nas igrejas que ao meu ver são omissas, com os amigos e no ceio  das famílias aí sim!
Tudo podemos quando buscarmos com determinação.
[11/2 22:31] LUISMAR LACERDA: São princípios e também uma ideologia você não acha?
Lembro de muitos outros que teve os mesmos propósitos,
Como Dante de Oliveira nas diretas já.
Não posso dizer que não foi um avanço foi sim, o país evoluiu muito, mas o câncer já era inrraizado e sabe porque não mexiam com ele? por ele ser a fonte inesgotável para o financiamento dos vermes de colarinho branco
Por isso que erguerei sempre a bandeira dos justos que praticam a justiça e dos injustiçado que somos nós.
Filho não estou te corrigindo ou dizendo que Bolsanaro é ruim ou bom não é isso.
Só penso que neste momento o foco tem que ser contra esse bando de falastrões que vendiam honra onestidade em defesa dá saúde, educação,segurança e justiça social ( moradia descente para todos).

 Artigo quinto dá constituição federal
todos os direitos são iguais para todos independente de situação social religião cor ou raça.
Onde há respeito e aplicação destes princípios hoje?
O que  temos é esse péssimo exemplo, um bando de criminosos.
Torso que a justiça seja feita ebtenha a devoluçao de todo capital para os cofres públicos, e cadeia neles.
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

PMs suspeitos de ligação com tráfico prestam depoimento em Porto Alegre

 7/02/2017 19h36 - Atualizado em 07/02/2017 19h36

Operação é realizada pela Corregedoria da Brigada Militar em Porto Alegre.

Mais 3 pessoas foram levadas para depor; foram recolhidas drogas e armas.

Estêvão PiresDa RBS TV
Durante a ação, foram apreendidas drogas e armas. Por volta das 19h, os cinco policiais prestavam depoimento na 2ª Delegacia de Pronto-Atendimento de Porto Alegre.
Somente após os depoimentos, seria decidido se os PMs seriam presos ou não. A RBS TV procurou a Corregedoria da Brigada Militar e o Comando de Policiamento da Capital, mas ainda não obteve um posicionamento sobre a operação.

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Polícia procura por homens que assaltaram agência bancária em MG



06/02/2017 20h07 - Atualizado em 06/02/2017 20h23

Crime foi nesta segunda (6) no Banco Mercantil, no Centro de Alfenas.
Criminosos armados renderam gerente, funcionários e fugiram com dinheiro.

Do G1 Sul de Minas
No roubo desta segunda-feira, os policiais relataram que o gerente foi abordado por um homem armado por volta das 9h e obrigado a entrar em um carro. No veículo, estavam mais dois homens, que seguiram com eles até o banco, na Praça Getúlio Vargas.
"Ele foi rendido no meio do caminho, onde haviam três indivíduos, dois permaneceram no veículo. Um saiu, levou o gerente até a agência, onde efetuaram a subtração do dinheiro, que ainda não sabemos o valor", disse o delegado Thiago Gomes Ribeiro.
Na agência, que fica em uma área bastante movimentada na área central da cidade, os criminosos tiraram dinheiro do cofre e pegaram armas e munições dos vigilantes. O gerente foi liberado em seguida. Segundo os policiais, os criminosos agiram antes da agência abrir e ninguém ficou ferido. Segundo o delegado, os suspeitos conheciam a rotina da agência.
"Esse tipo de ação precede algum conhecimento, por parte deles, dos criminosos. Acreditamos que eles já deveriam estar monitorando a vítima para saber o horário que ele [o gerente] estava saindo", explicou o delegado.
Depois do assalto, a agência permaneceu com as portas fechadas e sem atendimento ao público, o que causou transtornos para muitos clientes. O trio fugiu e, até esta publicação, não havia sido localizado. Com o novo registro em Alfenas, sobe para sete o número de roubos a bancos do Sul de Minas desde o início de janeiro.

Operação Lava Jato



Força-tarefa e União cobram na Justiça R$ 26 bilhões de acusados da Lava Jato

Flávio Costa, Vinicius Konchinski e Leandro Prazeres
Do UOL, em Curitiba
  • Paulo Lisboa/Folhapress
    Membros da Força-Tarefa do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato
    Membros da Força-Tarefa do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato
Ações de improbidade administrativa do MPF (Ministério Público Federal) e da AGU (Advocacia-Geral da União) que tramitam na Justiça Federal no Paraná pedem que acusados de participar do esquema de corrupção descoberto pela Operação Lava Jato devolvam cerca de R$ 26 bilhões aos cofres públicos.
O UOL levantou 12 ações cíveis relacionadas à Lava Jato: oito de autoria da força-tarefa do MPF no Paraná, três da AGU e uma do Ministério Público do Rio de Janeiro. São alvo desses processos ex-diretores da Petrobras, operadores, empreiteiras e políticos, como o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
As ações de improbidade equivalem na área cível às ações penais da Lava Jato, já que pela legislação brasileira empresas são isentas de responsabilidade criminal. "Elas são uma importante frente de atuação da Lava Jato", declarou ao UOL, em conversa realizada em janeiro, o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná. Somente nas ações de autoria da força-tarefa são cobradas 38 pessoas e 12 empresas.

O que significa a homologação da delação da Odebrecht?

"Os fatos relacionados à Operação Lava Jato afrontaram direta e indiretamente os direitos e interesses da União, o que justifica e impõe a necessidade de propositura de ações de improbidade", afirmam os advogados da União nas três ações de autoria do órgão federal.
"Nas ações de improbidade, a natureza do processo é cível e administrativa, e o principal objetivo é o ressarcimento ao erário. Entre as penas previstas, estão a perda dos direitos políticos ou a suspensão do direito de contratar com a administração pública", explica o advogado Ulisses Sousa, especialista no assunto.
 
Entre as 12 ações de improbidade, destaca-se a que tem o ex-deputado Eduardo Cunha como um dos alvos. A Justiça Federal determinou que R$ 221 milhões de Cunha fossem bloqueados. Acontece que quatro contas do ex-presidente da Câmara estavam zeradas na época do bloqueio. A defesa de Cunha recorre ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) da decisão.

Acordos de leniência

Mesmo que sejam condenados nos 12 processos acima mencionados, dificilmente os acusados chegarão a pagar o total de R$ 26 bilhões cobrados nas ações. Isso porque parte das empresas acusadas já firmou acordo de leniência com o MPF. Neles, as companhias se comprometem a pagar determinadas quantias a título de ressarcimento, o que impediria, em tese, uma cobrança semelhante nas ações de improbidade.
Este é o caso da Odebrecht, que em dezembro firmou acordo de leniência com o MPF. A empreiteira se comprometeu a pagar a título de multa cerca de R$ 7 bilhões aos cofres públicos do Brasil, Estados Unidos e Suíça -- deste total, R$ 3,8 bilhões vão para o erário brasileiro.
Por esta razão, a força-tarefa da Lava Jato pediu à Justiça que a Odebrecht não sofra sanções na ação de improbidade administrativa que corre na Justiça Federal do Paraná. Ainda nesta ação, foi requerida a suspensão do processo contra o grupo empresarial. O juiz responsável pelo caso pediu que a AGU e a Petrobras se manifestem sobre o pedido do MPF.

Edson Fachin é novo relator da Lava Jato no STF

Em situação semelhante vivem as pessoas físicas que são rés nesses processos, mas já pagaram multas ou devolveram o dinheiro desviado em acordos de delação premiada. "Este vai ser um debate jurídico muito interessante. Determinar a abrangência dos acordos de leniência sobre as ações de improbidade já existentes", comenta Sousa.
Até o momento, a força-tarefa conseguiu reaver R$ 10,1 bilhões a partir dos acordos de colaboração com pessoas físicas e jurídicas. Outros R$ 3,2 bilhões em bens dos réus já foram bloqueados.

Para onde vai o dinheiro?

De acordo com os pedidos formulados pelo MPF, os valores de ressarcimento e da multa vão, no caso de sentença condenatória, para a entidade pública lesada – no caso, a Petrobras.
"Entretanto, também foi pedida indenização a título de dano moral coletivo, a qual, no caso de condenação será revertida para a União, e possivelmente para o Fundo de Direitos Difusos", afirma o MPF do Paraná. Neste caso, o dinheiro destinado ao fundo poderia ser usado em ações sociais.

Outro lado

Procurada, a Odebrecht afirmou em nota que "não se manifesta sobre eventuais tratativas com a Justiça, reafirma que permanece cooperando com as autoridades e adotará as medidas adequadas e necessárias para continuamente aprimorar seu compromisso com práticas empresariais éticas e de promoção da transparência".
O advogado Alberto Malta, que defende Eduardo Cunha no processo de improbidade administrativa, afirma "que o MPF não apresentou provas da participação de Cunha nos fatos citados na ação".


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Odebrecht levará Lava Jato a outros partidos e Estados, diz Dallagnol


Leandro Prazeres, Vinicius Konchinski e Flávio Costa
Do UOL, em Curitiba


  • Luis Macedo/Câmara dos Deputados
    Em entrevista ao UOL, Deltan Dallagnol diz que "filhotes" da Lava Jato devem se espalhar por diversos Estados
    Em entrevista ao UOL, Deltan Dallagnol diz que "filhotes" da Lava Jato devem se espalhar por diversos Estados
A prisão do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) e as investigações sobre o empresário Eike Batista são os primeiros efeitos de um novo período da Lava Jato. A avaliação é do coordenador da força-tarefa da operação, o procurador federal Deltan Dallagnol. Em entrevista ao UOL, ele afirmou que acordos de delação premiada da Odebrecht devem revelar casos de corrupção em vários Estados do país ligados a políticos de diversos partidos. "É natural que aconteça um desdobramento da Lava Jato com 'filhotes' da operação por todo o país", disse o procurador.
Em pouco mais de meia hora de entrevista, realizada na semana passada, em Curitiba, o procurador rebateu críticas de que a Lava Jato persegue apenas políticos do PT e do PMDB, e revelou que um dos focos da força-tarefa em 2017 são os contratos milionários da Petrobras com empresas de marketing. Confira os principais trechos da entrevista:
UOL: Em relação às investigações em curso, além de empreiteiras e bancos, que outros setores da economia entrarão no foco da Lava Jato neste ano?
Deltan Dallagnol: A Lava Jato está num movimento de expansão. Quando acontecem acordos de colaboração com pessoas e acordos de leniência com empresas, novos fatos vêm à tona. Isso já levou às empreiteiras e às empresas de publicidade. Uma das áreas para qual a Lava Jato tende a se expandir é o marketing da Petrobras.
Outra área que estamos estudando é a das instituições financeiras. Não exatamente porque não existe um controle, mas porque várias delas violaram regras para praticar atos que acabaram favorecendo a realização de crimes graves contra a sociedade. A ideia é fazer com que algumas instituições financeiras do Brasil e do exterior sejam responsabilizadas e que, com isso, possam ressarcir os cofres públicos.
É possível esperar ações relacionadas à Lava Jato, os chamados "filhotes da Lava Jato", em outros Estados além do Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e do Distrito Federal?
O STF, em dois precedentes, entendeu que fatos que não estejam relacionados a algo próximo à Petrobras não devem tramitar em Curitiba, mas em seus Estados. Isso gerou desdobramentos em São Paulo, no Rio e outras operações. Há acordos de colaboração [premiada] que estão sendo objeto de decisão o STF.
Quando o STF tomar essas decisões, ele deve decidir que os fatos revelados não devem ser todos apurados em Curitiba, mas em vários Estados. Por isso, é natural que aconteça um desdobramento da Lava Jato com "filhotes" por todo o país.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse várias vezes que há interesses estrangeiros na Lava Jato. Recentemente, integrantes do partido disseram que a Lava Jato tem responsabilidade na crise econômica. Como o senhor responde a essas críticas?
Não vou polemizar com investigados, mas posso falar sobre a relação entre Lava Jato e economia. O que vemos em estudos internacionais é que, quanto maiores os índices de corrupção em um país, menores são seus índices de desenvolvimento econômico e social.
Isso mostra que, se nós queremos um país melhor, só há uma saída: reduzir os índices de corrupção. O juiz Sérgio Moro diz que não podemos culpar o investigador por ter encontrado o cadáver.
Vários dos problemas que surgiram em decorrência da Lava Jato não estão ligados à atuação do Estado, mas sim às práticas dos crimes pelas pessoas que os cometeram anos atrás. Vemos ainda que corrupção e ineficiência econômica estão muitas vezes relacionadas.
É como se tivéssemos um paciente com um tumor. Esse tumor é a corrupção. É possível fazer uma cirurgia e extrair esse tumor. Essa cirurgia vai trazer um desconforto para o paciente durante sua recuperação. Mas essa é a única alternativa para que o paciente fique saudável no médio e longo prazo.
Não temos dúvida de que o problema da corrupção é um problema grave, enraizado, histórico e sistêmico no Brasil. Precisa ser enfrentando para que tenhamos um país melhor.
Outra crítica diz respeito ao baixo número de políticos do PSDB investigados pela operação. Na sua avaliação, há motivos para essas críticas?
De novo, eu não vou polemizar com investigados, mas posso abordar de forma geral. Existe essa crítica de que a Lava Jato é partidária porque atingiria só membros do PP, PT e PMDB. Mas existe uma razão para que isso tenha ocorrido. Essa razão é a forma como os crimes se desenvolveram.
A investigação se debruçou por um largo momento sobre os crimes praticados na Petrobras. Quem estava à frente da Petrobras eram pessoas indicadas pelo partido no poder.
Como o partido no poder foi o PT de 2003 a 2016, jamais se encontrariam pessoas de siglas da oposição, entre elas o PSDB, em cargos na Petrobras. Isso fez com que a investigação se direcionasse e encontrasse crimes praticados por pessoas de partidos da base aliada do governo, particularmente PT, PP e PMDB.
A investigação continua evoluindo e é possível e até provável que as outras frentes que estão se desenvolvendo revelem crimes praticados por uma série de outros partidos que até então não estavam implicados. Se o STF decidir que esses casos devam ser investigados aqui em Curitiba, o tratamento que vamos dar será idêntico ao dado aos outros casos.
Com base em tudo o que foi investigado até o momento, há elementos para pedir a prisão do ex-presidente Lula?
Não vou comentar casos específicos porque eles estão em discussão nos processos.
Por que a PF foi afastada das delações da Lava Jato? Esse afastamento trouxe alguma vantagem à operação?
Esses acordos estão tramitando sob sigilo. Então, é uma situação que prefiro não comentar. Mas a participação da Polícia Federal nas investigações é essencial para a Lava Jato.
Recentemente, houve uma onda de rebeliões em presídios em todo o Brasil, inclusive no Paraná. Vocês monitoram a situação dos presos da Lava Jato por conta das rebeliões?
Estamos atentos, mas não fomos informados de nenhum sinal que indique uma possibilidade de rebelião nos locais em que os presos estão.
O Congresso Nacional rejeitou as dez medidas contra corrupção propostas pelo MPF. O ministro do STF Luiz Fux que determinou uma nova votação do projeto. Vocês acreditam que as medidas serão aprovadas agora?
Se a decisão do ministro Fux for ratificada pelo plenário do STF, as medidas voltam à Câmara [dos Deputados] e eu acredito que, nessa hipótese, a Câmara terá uma nova oportunidade para reapreciar essas medidas com mais calma. Analisando as declarações feitas por vários deputados naquela madrugada em que o projeto foi votado, nós percebemos que muitos deles não tinham conhecimento correto daquilo que estavam votando. Havia declarações complemente descoladas daquilo que eles estavam votando.
Agora, voltando à Câmara, a gente acredita que as medidas poderão ser reavaliadas com mais calma e profundidade. Sobretudo considerando que quando elas tramitaram na comissão especial, elas foram aprovadas na sua maior parte.





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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

De seus 66 anos de vida, Maria Letícia passou 42 ao lado de Lula

Edição do dia 03/02/2017

03/02/2017 21h37 - Atualizado em 03/02/2017 21h37
De seus 66 anos de vida, Maria Letícia passou 42 ao lado de Lula
Eles eram viúvos e se conheceram no sindicato dos metalúrgicos.
Até se tornar primeira-dama, ela nunca tinha tido empregadas.

Dona Marisa Letícia tinha 66 anos. A primeira-dama que chegava ao Palácio do Alvorada até então nunca tinha tido empregada doméstica. Lavava, cozinhava, cuidava de tudo.

“A casa quem administra sou eu. Eu que pago as contas, eu que faço as compras. Sabe, até meia. ‘A Marisa que vai na loja e compra’. O Lula nunca entrou numa loja para comprar uma meia”, disse ela numa entrevista de 2002.

Filha de agricultor, ela começou a trabalhar quando era criança.

“Primeiro emprego com 9 anos. Eu era babá”.

Tímida, avessa a holofotes, dona Marisa Letícia só aceitou dar a primeira entrevista como primeira-dama em 2002, depois de muita conversa e convencida pelo marido. E deu mostras da personalidade forte.

“Eu tenho fama de ser brava porque eu sou assim, enérgica. A hora que tem que ser é, não tem esse negócio de meio termo. Ou sim ou não. Então eu trabalho muito assim, então eles acham que eu sou brava. Não sou brava”.

Foi o pulso firme que ajudou dona Marisa nos tempos difíceis. Enquanto Lula viajava, criou os quatro filhos, cuidou da casa e da família. Trabalhou no sindicato, estampou camisetas, costurou bandeiras.

“Comecei a participar dessa maneira, levando as mulheres para dentro do sindicato. E logo estava todo mundo dentro do sindicato”.

Quando Lula e outros sindicalistas foram presos, em 1980, por organizarem greves durante o regime militar, ela liderou a passeata das mulheres.

E foi no Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo que alguns anos antes os jovens viúvos Marisa e Lula se conheceram; se casaram seis meses depois.
Dona Marisa já tinha um filho, Marcos. Com Lula, teve mais três meninos: Fábio Luiz, Sandro Luiz e Luiz Cláudio. Os três partos foram longe do marido.

“Não, porque eu estou viajando, porque eu vou formar o PT, tem que ir pra Bahia, não sei o que, não sei o que lá. Eram reuniões. Aí, ‘to indo pra Bahia, você vai ter que passar no médico porque você está muito gorda, e não sei, não sei o que lá’. Pois ele viajou na sexta, no sábado de manhã o neném nasceu”.

Mas era preciso entender a ausência e apoiar o marido. Foi o que ela sempre fez. Dona Marisa, companheira de uma vida inteira do Lula sindicalista e depois do Lula presidente.

Em 2016, dona Marisa virou ré em dois processos na Lava Jato. Ela sempre rechaçou as acusações.

Lula e dona Marisa ficaram casados por 42 anos.

O presidente Michel temer decretou luto oficial de três dias no país

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Rede diz que pediu ao STF para afastar Moreira Franco da Secretaria-Geral

Política
Rede diz que pediu ao STF para afastar Moreira Franco da Secretaria-Geral
Peemedebista tomou posse no ministério recém-criado nesta sexta (3); citado na Lava Jato, Moreira Franco passou a ter foro privilegiado e, para a Rede, 'trata-se de uma artimanha' de Temer.

Por G1, Brasília

03/02/2017 21h52 Atualizado há 5 minutos

O presidente Michel Temer, durante a posse do novo ministro da Secretaria-Geral, Moreira Franco (Foto: Beto Barata/PR)

O partido Rede Sustentabilidade informou ter pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (3) para afastar do cargo o novo ministro da Secretaria-Geral, Wellington Moreira Franco (PMDB-RJ).

O peemedebista é citado em delação da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato e, por ter se tornado ministro, passou a ter o chamado foro privilegiado e, a partir de agora, só poderá ser investigado com autorização do Supremo Tribunal Federal.

Moreira Franco tomou posse na manhã desta sexta, em uma cerimônia no Palácio do Planalto comandada pelo presidente Michel Temer.

Questionado sobre o assunto após o evento, o ex-governador do Rio de Janeiro disse que a nomeação dele não teve outra intenção que não a de "fortalecer" a Presidência da República - saiba mais no vídeo abaixo.

"Não há nenhuma tentativa de resolver crise política", diz Moreira Franco sobre nomeação

Ao informar em nota que entrou com a ação no STF, a Rede argumentou que a nomeação de Moreira Franco "trata-se de uma artimanha" de Michel Temer para "proteger" o novo ministro das investigações.

"O porta-voz nacional da Rede, José Gustavo Fávaro Barbosa, afirmou que a decisão de nomear [Moreira] Franco para a pasta é uma clara ação do governo para blindá-lo da força tarefa criada para investigar os escândalos de corrupção iniciados na Petrobras", diz a nota do partido.

Na cerimônia de posse, sem citar a Lava Jato, Temer disse que o novo status de Moreira Franco foi somente uma "formalização", uma vez que, como secretário-executivo da Programa de Parceria para Investimentos (PPI), o peemedebista já atuava como ministro - assista mais abaixo.

Repercussão

A nomeação de Moreira Franco para a Secretaria-Geral da Presidência gerou repercussão no meio político.

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), aliado do Palácio do Planalto, por exemplo, divulgou uma nota na qual disse que a atitude do governo é "condenável".

"Se [Moreira Franco] fosse deslocado para um ministério, não haveria problema. Mas, se criar um ministério, é de uma infelicidade ímpar. Fica com cara de esperteza. [...] Temer errou feio".

Além disso, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que faz oposição a Temer, moveu uma ação popular na Justiça Federal do Amapá na qual pediu a suspensão da posse de Moreira Franco.


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