terça-feira, 23 de agosto de 2016

Lider do DEM é condenado a devolver R$ 4,6 milhões a acusação

POLÍTICA BRASÍLIA Líder do DEM é condenado a devolver R$ 4,6 milhõesA acusação é de que Pauderney Avelino (AM), no período em que era secretário da Educação de Manaus, teria superfaturado contratos de imóveis alugados pela prefeitura para a instalação de escolas36 Julia Lindner, O Estado de S. Paulo 23 Março 2016 | 07h42 Foto: Divulgação  O líder do DEM, deputado Pauderney Avelino (AM) Brasília - O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Pauderney Avelino (DEM-AM), foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) a devolver R$ 4,6 milhões aos cofres públicos do Amazonas e multado em R$ 23 mil. A acusação é de que Pauderney, no período em que era secretário da Educação de Manaus, teria superfaturado contratos de imóveis alugados pela prefeitura para a instalação de escolas. A decisão foi divulgada na última quarta-feira, 16, e está suspensa até hoje devido a apresentação de embargos pela defesa do parlamentar. Um dos principais líderes da oposição na Câmara, Pauderney disse que foi pego de "surpresa" com a determinação, que classificou como "esdrúxula". Ele também culpabilizou o PT, afirmando que a condenação é consequência de um "ataque" da legenda contra ele. A denúncia, apresentada pela conselheira Yara Lins e acatada pelos membros do TCE-AM, tem como base uma representação de 2013 do vereador Bibiano Simões e do deputado estadual José Ricardo Wendling, ambos integrantes do Partido dos Trabalhadores. Bibiano negou haver viés partidário na acusação, enfatizando que o pedido de investigação contemplou também a gestão anterior - o ex-secretário da Educação Mauro Lippi foi condenado no mesmo processo. "Na época, Pauderney não era líder da oposição, era apenas secretário, portanto não existe lógica nessa teoria", comentou. "Essa veste da moral que o Pauderney vestiu tem que ser despida. Como ele pode fazer esse discurso quando comprovadamente praticou um crime? A oposição deveria escolher alguém com moral para fazer questionamentos ao governo." Pauderney afirmou que a condenação não "enfraquecerá" a sua posição na Câmara. "Quem não deve não teme, pode vasculhar minha vida toda, eu não fui parte nesse processo", disse o deputado, que considera que a responsabilidade do caso é da prefeitura. "Podem fazer o que quiserem, minha luta é pelo processo político, pelo impeachment da presidente (Dilma Rousseff)", completou. Na noite desta terça-feira, 22, o parlamentar foi ao plenário para se defender e voltou a criticar Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por suspeitas de corrupção. Ele destacou que não teve direito à defesa durante o processo do TCE. Contudo, de acordo com o advogado de Pauderney, Luís Felipe Avelino, sobrinho do deputado, a defesa teve a oportunidade de se manifestar pelo menos cinco vezes sobre o caso, "explicando que os contratos investigados pelo TCE não foram apresentados a eles". "Há cerceamento de defesa. O Pauderney não tem como se lembrar de cada um dos processos que participou, que participou não, porque ele não participava", defendeu o advogado. Outro argumento da defesa é que o nome de Pauderney não constava na pauta de julgamento, uma falha que poderia invalidar todo o processo. Apesar de Luís Felipe admitir a assinatura do deputado em alguns contratos, ele minimizou a sua responsabilidade, afirmando que outros órgãos faziam a análise dos imóveis, como a Comissão de Avaliação de Imóvel (COAVIL) e a Procuradoria Geral do Município (PGM). "O gestor não tem competência para discordar do parecer técnico. Se a procuradoria apontou que não havia irregularidade, ele não tinha como dizer que aquilo estava errado. Na verdade, não estava", disse Luís Felipe. Na decisão do TCE, a coordenadora da COAVIL, Norma Fonseca, foi condenada a pagar uma multa de R$ 8,7 mil por contribuir para falhas em um dos contratos. Durante a fiscalização do TCE, técnicos encontraram diversas irregularidades, como a existência de contratos de aluguel com pessoas que não comprovaram ter a posse dos imóveis e pagamentos de valores acima do preço médio de mercado. No ano em que Pauderney foi secretário da Educação, a prefeitura aumentou o pagamento mensal de aluguéis para prédios escolares de R$ 117 mil para R$ 123 mil, enquanto o preço avaliado pelos fiscais seria de R$ 64 mil. Em seu voto, Yara Lins listou a falta de processo licitatório e ausência de diversos documentos. Pauderney Avelino, atuou como secretário municipal de Educação, na gestão do ex-prefeito Artur Neto (PSDB), no período de janeiro a dezembro de 2013. Já o ex-secretário Mauro Lippi foi titular da pasta na gestão do ex-prefeito Amazonino Mendes, na época do PTB e hoje do PDT, em 2012.

Empresa que vai fazer concurso da justiça Federal no ES é escolhida

Empresa que vai fazer concurso da Justiça Federal no ES é escolhida Edital foi confirmado para sair até o final do mês de agosto. Seleção vai preencher cadastro de reserva para técnico e analista judiciário. 23/08/2016 08h12 - Atualizado em 23/08/2016 08h12 Por Diná Sanchotene De A Gazeta  Prédio da Justiça Federal em Vitória (Foto: Marcos Fernandez/ A Gazeta) A Consulplan vai ser a empresa responsável pelo concurso público do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que abrange os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. A seleção vai preencher cadastro de reserva para os cargos de técnico e analista judiciários. Agora, todos os esforços estão concentrados na publicação do edital, previsto e confirmado para até o fim deste mês de agosto. Conforme o cronograma da Justiça Federal, as inscrições devem ser realizadas em setembro e as provas aplicadas em outubro. Segundo o diretor pedagógico da Academia do Concurso, Paulo Estrella, a Consulplan não costuma se aprofundar nos conteúdos das disciplinas. “A dificuldade deve estar no detalhamento, como uma vírgula mal colocada ou a substituição de uma palavra, que pode mudar a interpretação. O cronograma está bastante apertado e, por isso, acredito que deve ser revisto”, comentou Estrella. O último concurso do tribunal foi realizado em 2011, também para formação de cadastro de reserva. A seleção reuniu 119.585 concorrentes, dos quais 26.663 no Espírito Santo. A expectativa do especialista do setor de concursos é de que o certame deste ano conte com a participação de 100 mil candidatos. Os candidatos ao cargo de técnico precisam ter nível médio, enquanto que os de analista, ensino superior. A remuneração é de R$ 5.994,03 e R$ 9.796,14, respectivamente. Os candidatos a analista farão uma prova objetiva com 70, 55 ou 60 questões, de acordo com a especialidade, versando sobra conhecimentos gerais e específicos. Haverá, ainda, prova de redação ou estudos de casos, esse último apenas para cargos com especialidades. Já os técnicos serão avaliados por meio de provas objetivas, que terão 20 questões de conhecimentos gerais e 40 de conhecimentos específicos. Além de redação na área administrativa, haverá prova de capacidade física para área de segurança e prova prática para telecomunicação. Os demais vão fazer apenas a parte objetiva.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Peemedebista comprou helicóptero por meuo de offshore mostra Lavajato

Peemedebista comprou helicóptero por meio de offshore, mostra Lava Jato COMENTE Fernando Rodrigues 22/08/2016 - 09:59 Ouvir 0:00 Documento apreendido é de Renata Pereira Britto, da Mossack Caso envolve deputado Newton Cardoso Jr, do PMDB de Minas  Operação financeira nos EUA foi revelada pelos Panama Papers  O deputado Newton Cardoso Jr (PMDB-MG) Uma planilha apreendida pela operação Lava Jato mostra que o deputado federal Newton Cardoso Jr (PMDB-MG) usou uma empresa offshore sediada em Nevada (EUA) para comprar e vender um helicóptero. Trata-se de um documento em formato digital, apreendida pela Lava Jato durante a fase Triplo X (deflagrada em 27.jan.2016). O documento estava com Renata Pereira Britto, funcionária da firma panamenha Mossack Fonseca no Brasil. Ela chegou a ser presa na Triplo X, e foi liberada 5 dias depois. As informações são do repórter do UOLAndré Shalders. Na semana passada, Renata e os outros funcionários da Mossack no Brasil foram indiciados pela PF. O documento é uma carta de cobrança (“invoice”). A data é 12.fev.2013, quando o helicóptero foi vendido pela Cyndar Management LLC, a offshore registrada em nome de Newton Cardoso, para a IF Construções e Participações. Esta última empresa pertence a Inácio Franco, deputado estadual pelo PV de Minas Gerais. Eis o documento apreendido pela PF. Os destaques em vermelho foram feitos pelos investigadores (clique na imagem para ampliar):  O documento apreendido pela PF com Renata Pereira A existência da offshore controlada por Newton Cardoso e a compra do helicóptero foram reveladas pela série Panama Papers em reportagem publicada no dia 4.abr.2016. O trabalho jornalístico é citado na investigação da Lava Jato. “Nesse lastro, a análise das informações encontradas na mídia digital reforça o cenário investigativo ao desvendar uma planilha eletrônica referente à compra, em tese, desse mesmo helicóptero apontado pela equipe do Panama Papers”, escreveu o perito da PF. Leia a íntegra da análise da PF aqui. Newton Cardoso não foi alvo da fase Triplo X, e nem é mencionado no relatório final da PF sobre a operação. Como os próprios policiais escrevem ao fim da análise, “a simples menção a nomes e/ ou fatos contidos neste relatório, por si só, não significa o envolvimento direto ou indireto dos citados em eventuais delitos objetos da investigação”. A série Panama Papers, que começou a ser publicada em 3.abr.2016, é uma iniciativa do ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos), organização sem fins lucrativos e com sede em Washington, nos EUA. Os dados foram obtidos pelo jornal Süddeutsche Zeitung. O material ficou em investigação por cerca de 1 ano. Participaram do trabalho com exclusividade no Brasil o UOL, o jornal “O Estado de S.Paulo” e a RedeTV!. HELICÓPTERO E FLAT EM LONDRES Papéis da Mossack Fonseca, analisados para a série Panama Papers, mostraram tanto Newton Cardoso Jr. quanto seu pai, o ex-governador de Minas Newton Cardoso, utilizaram offshores em transações no exterior. A Cyndar Management LLC, pertencente a Newton Jr, foi criada em 2007, no Estado americano de Nevada. Trocas de e-mails encontradas no acervo da Mossack Fonseca mostram que o objetivo da empresa era comprar um helicóptero, no valor de US$ 1,9 milhão (valores da época).  Documentos de incorporação da Cyndar Manament, de Newton Jr. O helicóptero é da marca Helibrás, modelo Esquilo AS350 B-2. Tem capacidade para 5 passageiros e autonomia de 3h de voo. Foi comprado de outra offshore, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. O equipamento foi arrendado à Companhia Siderúrgica Pitangui, de propriedade da família Cardoso, no fim de 2007. A companhia continua ativa, segundo o registro da Mossack Fonseca. Em 2011, Cardoso decidiu vender a aeronave, o que acabou acontecendo só em 2013. O preço acertado foi de US$ 1 milhão. Como a aeronave foi vendida antes da 1ª disputa eleitoral de Newton Cardoso Jr, este não tinha necessidade de declará-la ao TSE. Já Newton Cardoso, o pai, adquiriu uma offshore em out.1991, quando ainda era governador de Minas Gerais. A Desco Trading Ltd. foi usada para comprar um flat em Londres em jul.1992, pouco depois de Newton deixar o governo de Minas Gerais. O valor à época: 1,2 milhão de libras. Esse montante hoje (abril de 2016) convertido em reais equivaleria a aproximadamente R$ 6,3 milhões. Documentos da Desco Trading mostram que o objetivo da companhia era receber aluguéis. Os valores deveriam ser depositados numa conta no Lloyds Bank de Londres.  Documento da Desco Trading, de Newton Cardoso (pai) OUTRO LADO O deputado Newton Cardoso foi procurado pessoalmente e por meio da assessoria de imprensa na última 6ª feira (19.ago). Ele nega qualquer irregularidade. Por meio da assessoria de imprensa, repetiu a mesma manifestação emitida quando da 1ª reportagem sobre o assunto. Disse ter recebido com “surpresa” as informações. Newton Cardoso Jr. “nega com veemência a existência de qualquer empresa offshore em seu nome ou mesmo de seu pai, o ex-deputado Newton Cardoso”. Saiba como foi feita a série Panama Papers Leia tudo sobre os Panama Papers O que é e quando é legal possuir uma empresa offshore Participam da série Panama Papers no Brasil na investigação sobre esportes os repórteres Fernando Rodrigues, André Shalders, Mateus Netzel e Douglas Pereira (do UOL), Diego Vega e Mauro Tagliaferri (da RedeTV!) e José Roberto de Toledo, Daniel Bramatti, Rodrigo Burgarelli, Guilherme Jardim Duarte e Isabela Bonfim (de O Estado de S. Paulo). O Blog está no Facebook, Twitter e Google+.

domingo, 21 de agosto de 2016

Homem morto volta para casa e família não sabe quem enterrou

Homem 'morto' volta para casa e família não sabe quem enterrou Do UOL, em São Paulo 19/08/2016 - 12h22 Ouvir 0:00 Reprodução/Twitter  Esse aí é o Waluyo, que 'morreu' há mais de 1 ano e voltou pra casa esses dias. Vai entender!? O indonésio Waluyo morreu em 7 de maio de 2015 depois de um acidente de trânsito, na cidade de Gunung Kidul. Ele ficou alguns dias em coma, recebeu a visita de amigos e parentes, mas acabou morrendo. Querido por muitos, seu velório foi concorrido.  Pelo menos foi isso que sua família acreditava. Há alguns dias, Waluyo voltou para casa como se nada tivesse acontecido. Seu retorno provocou reações de alegria e terror. Como assim um morto pode retornar à vida com tanta naturalidade? Waluyo conta que, na verdade, nunca morreu. Aliás, nunca nem sofreu acidente algum. Ele diz que passou todo esse tempo trabalhando como gari em outra cidade e, como não tem celular, não conseguiu avisar a família. Estranho, né? O problema é que a família de Waluyo agora tem um mistério. Se o sujeito está vivo, quem é que foi enterrado no lugar dele? Ninguém sabe. Os parentes desconfiam que foi alguém extremamente parecido com o gari fujão. Pelo jeito, ainda tem muito o que ser explicado nesta história.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Técnico de francês sugere que candomblé estaria por trás de vitória brasileira no salto com vara

Técnico de francês sugere que 'candomblé' estaria por trás de vitória brasileira no salto com vara Treinador de Renaud Lavillenie, Philippe d’Encausse fez alusão ao que chamou de 'forças místicas'; 'Brasil é um país bizarro', disse ele em entrevista 'Le Monde'. 16/08/2016 13h39 - Atualizado em 16/08/2016 13h39  Por BBC Técnico de Renaud Lavillenie, Philippe d’Encausse fez alusão ao que chamou de "forças místicas"; "Brasil é um país bizarro", disse ele em entrevista ao jornal Le Monde O treinador do francês Renaud Lavillenie, medalhista de prata no salto com vara na noite de segunda-feira, sugeriu que a vitória do brasileiro Thiago Braz pode estar relacionada a "forças místicas, talvez as do candomblé". "Thiago conseguiu um salto de 6,03m. Ele pode ter contado com a ajuda de forças místicas, talvez as do candomblé", afirmou Philippe d'Encausse, em entrevista ao jornal francês Le Monde. "(O Brasil) é um país bizarro", acrescentou ele, "quase que em tom de admiração", segundo o diário. Renaud Lavillenie ficou com o segundo lugar após saltar 5,98m, cinco centímetros a menos que o brasileiro Thiago Braz, que garantiu o primeiro ouro masculino na história do salto com vara e ainda quebrou o recorde olímpico. Nas redes sociais, o atleta francês fez duras críticas ao comportamento do público no Engenhão (Estádio Olímpico). Ele reclamou das vaias e chegou, inclusive, a se comparar com Jesse Owens, o lendário velocista negro americano que fez história nos Jogos de Berlim de 1936 ao confrontar a "supremacia ariana" de Adolf Hitler. "Em 1936, a multidão estava contra Jesse Owens. Não vimos isso desde então. Temos que lidar com isso", disse ele. Lavillenie depois voltou atrás na comparação com Owens, mas não nas críticas ao público. "Vice-campeão olímpico nesta noite com 5,98m, vencido pelo brasileiro por 6,03m. Dei tudo de mim e não tenho nenhum arrependimento. Uma prova inacreditável!! Só estou decepcionado com a total falta de respeito do público. Isso não é digno de um estádio olímpico. Mas estou contente com esta medalha", afirmou ele. Os comentários diviram os usuários. Enquanto a imensa maioria dos brasileiros descreveu o francês como "mau perdedor", seus compatriotas o defenderam fortemente, alegando que o comportamento da torcida foi "inadmissível". Repercussão na imprensa A imprensa francesa também repercutiu as críticas de Lavillenie. No rádio e na TV, comentaristas disseram estar escandalizados com o comportamento do público. Segundo o Le Monde, o saltador francês "saiu de sua bolha de concentração, excedida pelas vaias do público carioca, que encoraja seus protegidos ao mesmo tempo em que desestabiliza seus adversários". Já o Le Figaro disse que a prova "ocorreu sob condições difíceis", em alusão à chuva e às vaias. Por outro lado, a imprensa francesa considerou inadequada a comparação de Lavillenie com Owens. Segundo a agência de notícias AFP, o saltador "perdeu uma boa ocasião para ficar de boca fechada". Lavillenie pediu desculpas pela referência feita ao velocista americano "no calor do momento". "Essa declaração polêmica foi amplamente comentada nas redes sociais e Lavillenie foi obrigado a se desculpar", disse a AFP. Já o jornal 20 minutes disse que a comparação de Lavillenie, além de inadequada, não era verdadeira do ponto de vista histórico. "Muitos filmes de época falam inclusive de aplausos do Estádio Olímpico de Berlim para parabenizar o atleta polivalente americano. Em resumo, Renauld Lavillenie tem razão de reclamar. Mas Jesse Owens não recebeu tratamento parecido em 1936", assinalou o jornal.

Embraer precisa amargar demissões para sobreviver.

 'Embraer precisa amargar demissões para sobreviver', diz fundador Empresa negocia plano de demissão voluntária para economizar U$ 200 mi. Ozires Silva falou com o G1 antes de palestra em evento em Sorocaba (SP). 16/08/2016 13h40 - Atualizado em 16/08/2016 13h40 Por Jomar Bellini Do G1 Sorocaba e Jundiaí  Embraer negocia Programa de Demissão Voluntária de funcionários no Brasil (Foto: Divulgação/Embraer) O Programa de Demissão Voluntária (PDV) anunciado no último dia 8 de agosto pela Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) é uma "comida desagradável que a empresa tem que amargar para sobreviver", segundo o fundador da companhia. Ozires Silva, considerado ícone da indústria aeronáutica brasileira, conversou com jornalistas e também com o G1 durante um evento de empreendedorismo nesta terça-feira (16) em Sorocaba (SP).  Ozires Silva foi fundador e duas vezes presidente da Embraer (Foto: Jomar Bellini/G1) Além de fundador e duas vezes presidente da Embraer - uma das maiores empresas aeroespaciais do mundo -, Silva também presidiu a Petrobras e chefiou o Ministério da Infraestrutura. Atualmente, ele é reitor da Unimonte, uma universidade particular em Santos (SP). Conforme o anúncio da Embraer aos empregados no país, a medida, motivada pela crise, faz parte de um pacote ações que a fabricante de aeronaves vai adotar para reduzir em cerca de US$ 200 milhões ao ano as despesas da companhia. No último trimestre, a Embraer sofreu prejuízo de R$ 337,3 milhões, revertendo resultado positivo, de R$ 399,6 milhões obtido no mesmo período do ano passado. A companhia também cortou estimativas para entregas de aviões executivos e comerciais, reduzindo a projeção de receitas líquidas. A gente tem que amargar algumas comidas não agradáveis para manter a companhia vivendo. Ela não fez demissão em massa, mas um plano de demissão voluntário, que ao meu ver é a maneira mais decente e de maior respeito aos trabalhadores" Ozires Silva, Redução de custos No pacote de medidas contra a crise, a Embraer anunciou a revisão do plano anual para os próximos anos em que prevê readequação da estrutura administrativa e operacional e redução de custos em todas unidades da empresa no mundo. “A vida de uma empresa é pontuada de sucessos e fracassos. Isso é relativo aos últimos dois ou três meses, mas a Embraer tem 46 anos de idade. Uma empresa extremamente bem sucedida, mas que não está resistindo em certos aspectos à crise imposta pelo governo. Ela está tentando se livrar das variações enormes do dólar e problemas em transações internacionais. O preço do petróleo baixou bastante, mas as linhas áreas ainda estão no vermelho. Há uma queda na demanda de produção", avaliou. Sobrevivência Silva afirmou que não vê a situação como "crítica", mas diz que as ações para contenção de gastos, como o PDV, são "uma reação de uma empresa viva que quer sobreviver e crescer". "A gente tem que amargar algumas comidas não agradáveis para manter a companhia vivendo. Ela não fez demissão em massa, mas um plano de demissão voluntário, que ao meu ver é a maneira mais decente e de maior respeito aos trabalhadores. Em geral damos muito mais importância aos problemas do que as soluções. Quem sabe mais tarde, quando voltar a Sorocaba, a pergunta não seja o sucesso da Embraer, que está lutando para ter o melhor possível." Ele, que também já foi presidente da Petrobras, também fez sérias críticas ao Governo Federal e as denúncias da operação Lava Jato envolvendo desvios de dinheiro na empresa. “Quem criou problema foi o acionista majoritário chamado governo. Quando eu presidi a Petrobras, enfrentei uma luta muito grande para dizer que é ela uma empresa criada para servir ao povo brasileiro e não ao governo. O Ministério de Minas e Energia passou a interferir diretamente na Petrobras, inclusive nos poderes do próprio presidente. O resultado é que agora nós temos que pagar essa conta."  Ozires Silva participou de palestra em evento de empreendedorismo em Sorocaba (Foto: Divulgação)

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Rajada de vento passa de 86 km/h em ponta grossa, diz Simepar

Rajada de vento forte passa de 86 km/h em Ponta Grossa, diz Simepar Velocidade de 86,8 km/h foi registrada entre 8h30 e 9h desta segunda (15). Em Foz do Iguaçu, no oeste, ventos atingiram 70 km/h nesta madrugada. 15/08/2016 09h47 - Atualizado em 15/08/2016 10h05 Do G1 PR  Bairro Uvaranas, em Ponta Grossa, nesta manhã (Foto: Robson Milek/Arquivo pessoal) Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná, registrou ventos fortes na manhã desta segunda-feira (15). De acordo com o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), eles atingiram 86,8 km/h entre 8h30 e 9h. A Defesa Civil ainda apura estragos na cidade. Oeste Um vendaval também provocou a queda de ao menos dez árvores e destelhamento de três casas em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, na madrugada desta segunda-feira. Segundo a Defesa Civil municipal, as regiões mais atingidas foram as nordeste, norte e oeste. Equipes da prefeitura estão nas ruas do município cortando árvores que caíram para desobstruir as vias. Por isso, em alguns locais como, por exemplo, a Avenida Mário Filho, ruas Cacilda Beckher e Teodoro Risden estão parcialmente interditadas. Lonas foram entregues para os moradores que tiveram as casas atingidas, não há registro de desabrigados ou desalojados. De acordo com o Simepar, em Foz do Iguaçu os ventos chegaram a 70 km/h por volta das 4h. Noroeste Em Paranavaí, no noroeste do Paraná, os moradores se assustaram com a chuva de granizo que atingiu o município no começo da manhã. Segundo o Corpo de Bombeiros, não há registros de destelhamentos ou de queda de árvores. Previsão do tempo Nesta segunda-feira, conforme o Simepar, áreas de instabilidades vindas do Paraguai deixam o tempo instável em diversas regiões paranaenses. Chuvas acompanhadas de descargas elétricas atingem, primeiramente, as regiões oeste, sudoeste e centro-oeste, com deslocamento para as demais regiões no decorrer do dia. Ainda conforme o Simepar, devido à presença de muitas nuvens, as temperaturas não apresentam grandes elevações nas regiões do interior do estado. Há condições para o registro de rajadas de vento forte ao longo do dia em várias regiões. Ao longo da terça-feira (16), o tempo continua instável em boa parte do Paraná, de acordo com a Simepar. A tendência é a de grande variação de nuvens e chuvas bem isoladas e a qualquer momento. A região com maior potencial para a ocorrência de chuvas é o centro-leste e o litoral, conforme a previsão do tempo. A tarde aquece bastante no noroeste e as temperaturas ficam mais amenas no sul.  Chuva de granizo atingiu Paranavaí, no noroeste do Paraná, nesta segunda-feira (15) (Foto: Arquivo pessoal/Sueli Machado Zaneti)

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Defesa de Dilma é informada que julgamento do impeachment iniciara dia 25/08/2016

http://g1.globo.com/politica/processo-de-impeachment-de-dilma/noticia/2016/08/defesa-e-informada-que-julgamento-de-dilma-iniciara-dia-25-de-agosto.html

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Trio leva trator,pick-up e ibjetosde propriedade rural em Santa Lúcia SP

Trio leva trator, pick-up e objetos de propriedade rural em Santa Lúcia, SP Ação ocorreu na noite de terça-feira em região conhecida como Cabaceiras. Suspeitos renderam caseiro e proprietário e conseguiram fugir, diz polícia. 10/08/2016 10h21 - Atualizado em 10/08/2016 10h21 Do G1 São Carlos e Araquarara Três homens armados e encapuzados roubaram um sítio na noite de terça-feira (9) na área rural de Santa Lúcia (SP). Eles levaram um trator de propriedade da Usina Santa Lúcia que fica estacionado no local, uma pick-up, uma roçadeira e uma serra elétrica. Ninguém foi preso. De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu por volta das 20h na região conhecida como Cabaceiras. Os suspeitos renderam o caseiro e o proprietário quando chegavam com uma caminhonete e amarraram ambos. Os homens fugiram e depois das 4h e logo depois o proprietário conseguiu se livrar das amarras e chamar a polícia de Américo Brasiliense e Santa Lúcia para atender a ocorrência.

domingo, 7 de agosto de 2016

Carro de MG é apreendido em MS

Carro de MG é apreendido em MS lotado de maconha após perseguição Dois suspeitos de atuarem como batedores foram presos. Apreensão foi na noite desse sábado, em Dourados. 07/08/2016 11h39 - Atualizado em 07/08/2016 11h39 Do G1 MS Uma picape de placas de Betim (MG) foi apreendida na noite desse sábado (6), em Dourados, a 210 quilômetros de Campo Grande, com 600 quilos de maconha. Duas pessoas foram presas suspeitas de atuarem como batedores. De acordo com informaçõe do boletim de ocorrência, o carro com a droga conseguiu fugir de duas barreiras do Departamento de Operações da Fronteira (DOF) e houve perseguição. O veículo foi encontrado abandonado em um posto de combustíveis. Outro veículo, de placas de Dourados, atuava como batedor para a picape e foi parada no segundo bloqueio do DOF. Os dois ocupantes do carro, de 21 e 33 anos, foram presos em flagrante por tráfico de drogas. Os policiais foram até a casa do suspeito de estar no veículo com a droga, porém, nada de irregular foi encontrado

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Parauapebas no PA manifestantes bloqueiam a via no inicio da manhã

Parauapebas, no PA Manifestantes bloqueiam a via desde o início da manha desta quinta, 4. Segundo os trabalhadores, protesto ocorrerá por tempo indeterminado. 04/08/2016 14h13 - Atualizado em 04/08/2016 14h13 Do G1 PA  0:00  Cerca de 200 trabalhadores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) interditam desde o início da manhã desta quinta-feira (4), em Parauapebas, no sudeste do Pará, a principal estrada que dá acesso a uma comunidade da zona rural do município, onde há um projeto de mineração da região. Segundo os manifestantes, o protesto é contra o Governo Federal, que estaria ameaçando retomar áreas que hoje são destinas à reforma agrária. Pelo menos cinco mil famílias de assentados estariam correndo risco de perder seus lotes porque teriam um tipo de pendência junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Os trabalhadores afirmam que querem discutir a situação com o Governo Federal e pretendem manter a interdição da estrada por tempo indeterminado. Por causa do bloqueio, moradores e trabalhadores da mineração estão impedidos de seguir viagem

Aulas voltam ao normal na UEMG em Frutal

Aulas voltam ao normal na UEMG em Frutal após três meses de greve Professores decidiram retomar, mesmo sem reivindicações atendidas. Alunos também desocuparam campus; reitoria não se pronunciou. 04/08/2016 14h18 - Atualizado em 04/08/2016 14h18 Por Lais Vieira Do G1 Triângulo Mineiro  Assembleia realizada no campus de Frutal da UEMG (Foto: Mônica Alves/Arquivo Pessoal) Depois de três meses de greve, os professores da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), do campus de Frutal, decidiram em assembleia, nesta quarta-feira (3) pôr fim à paralisação. Após a decisão, as aulas voltaram ao normal na manhã desta quinta-feira (4). Na semana passada os alunos que também estavam paralisados, suspenderam o movimento. O G1 entrou em contato com a universidade para saber mais informações sobre o fim da greve, mas a assessoria da reitoria disse que não irá se pronunciar a respeito por não terem sido comunicados oficialmente por integrantes do movimento. Segundo Eliana Panareli, que estava no comando de greve, os professores não conseguiram que as reivindicações fossem atendidas pelo governo e decidiram voltar às atividades normais para não prejudicar ainda mais o andamento da universidade. Conforme ela, a greve foi judicializada pelo governo na tentativa de reajustar o salário dos professores, sem que entrasse na Lei de Responsabilidade Fiscal. “Existiam propostas por parte do governo voltada para a questão salarial, após a Lei de Responsabilidade Fiscal, com mesas de negociação relacionadas à concursos, planos de carreira etc. Até o momento, por ter essa lei, a gente não chegou a nenhum acordo com relação ao salário”, explicou Eliana. Mesmo com o fim da greve, os professores pretendem continuar promovendo plenários mensais na tentativa de permanecer com as negociações. “Estaremos sempre participando da construção de uma universidade estadual mais forte”, concluiu. Em relação à reposição das aulas, a professora Mônica Alves, do curso de Comunicação Social, informou que serão feitas novas reuniões para elaborar um novo calendário acadêmico. O G1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) para ter um posicionamento a respeito das negociações e do fim da greve, e aguarda nota.  Alunos se alojaram no pátio da UEMG em Frutal (Foto: Movimento estudantil UEMG/Acervo) Fim da paralisação dos alunos De acordo com a aluna Isabela Mamede, no dia 28 de junho os alunos desocuparam o campus, mas a paralisação continuou até o dia 27 de julho. Durante esse tempo, os estudantes se reuniam no campus diariamente. Além disso, eles optaram por acabar com a paralisação por terem as reivindicações atendidas em parte e também por conseguirem ter um contato maior com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Reivindicações Desde a noite do dia 2 de maio, os alunos da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) ocupavam o pátio do campus de Frutal. Eles reivindicavam melhorias para a universidade e apoiam a greve deflagrada pelos professores da instituição. As principais reivindicações dos professores são o reajuste imediato dos vencimentos para reparar as perdas ocorridas desde 2011, realização dos concursos públicos garantindo o cumprimento dos mesmos e reparação de danos materiais e morais a professores atingidos pela Lei 100. Além disso, as outras reivindicações se relacionavam à incorporação das gratificações ao vencimento básico onde, atualmente, as bonificações não são garantidas e acopladas nos salários; implementação de estatuintes das Universidades Estaduais; votação orçamentária para cada unidade se manter e regulamentação do plano de carreira. Segundo o diretor do Centro Acadêmico do Direito, Felipe Vieira, além do apoio às reivindicações dos professores, os alunos também reclamavam da falta de recursos para o campus, pedem a conclusão da obra do restaurante universitário, mais agilidade na compra de livros e alojamento para alunos carentes. Também era reivindicada a ampliação das bolsas de assistência estudantil.